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História de: Tays
Autor: Museu da Pessoa
Publicado em: 00/00/0000

Sinopse

Tays nasceu na Bahia, é a filha mais velha de três irmãos. Seu sonho de infância era ser médica, mas, por conta da necessidade de ajudar em casa, começou a trabalhar nova, como atendente em uma copiadora do bairro. De lá, passou a trabalhar em salões de beleza, cobrindo férias de algumas funcionárias, e não parou mais. Atualmente é Gerente de um salão conceituado em um shopping center da cidade. Foi lá que promoveu um processo seletivo para contratar um jovem para a função de auxiliar de cabeleireiro. Apesar de não saber do Projeto ViraVida, Tays escolheu Elisa, uma das jovens que se destacou no curso técnico da formação. Conta como foi a entrada da jovem no salão, e seu desenvolvimento cotidiano, sendo a única de uma equipe com cinco cabeleireiros a saber fazer penteados.

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História completa

Quando criança, eu queria ser médica. Queria ser médica, a especialidade na parte de ortopedia. Mas aí, quando eu concluí o segundo grau, eu fui trabalhar numa copiadora, né, no bairro mesmo, só que a copiadora fechou. Eu tinha uns vizinhos que gostavam muito da minha pessoa e disseram que iam ver se conseguiam um emprego para mim, que tinha recém formado, terminado o meu segundo grau e precisava de um emprego. Eu estava jovem, aí foi quando surgiu a oportunidade de trabalhar no salão de beleza, há uns doze, quinze anos. Comecei na rede Barber Beauty, tirando as férias de uma menina que tomava conta do estoque. Eu fui para tirar as férias dela e fui indo, fui desenvolvendo, fui gostando. Passei, com um período, a trabalhar na recepção, fui tirar as férias de uma menina na recepção, e o pessoal foi gostando do meu trabalho, passei a ser recepcionista fixa, depois eu passei a subgerente e depois à gerente.

 

No final do ano o movimento do salão aumenta bastante. A gente estava em busca de uma auxiliar, assim, mais aprimorada, que tivesse um entendimento maior, que não só fosse para varrer o salão, lavar o cabelo… Foi quando eu comecei a busca, procurando, telefonando. Teve uma auxiliar que trabalhou aqui, que já não trabalha mais, que indicou a Elisa. Ai eu fui, busquei o número dela, fiz o contato. Nesse dia, tiveram duas entrevistas, ela e uma outra, só que eu achei ela assim, bem interessante, pela desenvoltura. Eu achei de cara, uma pessoa bem comprometida, responsável e de fato, eu não me arrependo, até hoje, porque a primeira impressão foi a que ficou e ela faz por onde. Ela é uma pessoa super atenciosa, comprometida com o trabalho, é responsável, não é de se atrasar, ela é super esforçada, tem boa vontade, é assim, de chegar, ajudar o profissional, não tem aquela coisa: “Hoje não tô afim”, ela é sempre proativa. Ela é muito eficiente no que faz e não deixa a desejar em nenhum serviço. A gente já passou para ela fazer alguns penteados, ela aqui é auxiliar, mas quando chega na parte do penteado, ela é como uma profissional mesmo, ela começa e finaliza o penteado como uma profissional. E nunca deixou a desejar, as clientes nunca reclamaram, por sinal, elas voltam e indicam outras pessoas. Um serviço muito bem feito, ela é muito comprometida.

 

A relação dela aqui no trabalho é das melhores possíveis. Ela é uma boa funcionária, ela é uma pessoa bem proativa, interessada, ela se dá bem com todos, é uma menina bem assim, dinâmica, ela não é uma pessoa encostada, a gente não precisa ficar mandando ela fazer as coisas, que ela vai e faz. Tem muita boa vontade. Educada, meiga, sabe? Você conhece quando a pessoa tem vontade de trabalhar, é o caso de Elisa. Eu, particularmente, tô muito satisfeita com o trabalho dela. 

 

Eu acho que na verdade, hoje em dia, tudo o mais difícil é você ter a primeira chance, é você ter uma oportunidade. Às vezes você tem um bom profissional, mas aquele profissional está guardado por ele não ter uma oportunidade, ele pode não demonstrar o profissional que ele está sendo, que está, na verdade, encoberto, não é isso? Às vezes a pessoa tem um potencial, mas ele também tem que ter… aquela coisa de… ele tem que ter oportunidade para ele poder mostrar. Se ele não mostrar, as pessoas não vão saber.

 

Nesta entrevista foram utilizados nomes fantasia para preservar a integridade da imagem dos entrevistados. A entrevista na íntegra, bem como a identidade dos entrevistados, tem veiculação restrita e qualquer uso deve respeitar a confidencialidade destas informações.

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