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História

Você é a cara do Pelé!

História de: Nicanor Ribeiro
Autor: Museu da Pessoa
Publicado em: 22/10/2013

Sinopse

A entrevista de Nicanor Ribeiro foi gravada pelo Programa Conte Sua História no dia 15 de agosto de 2013 no estúdio do Museu da Pessoa, e faz parte do projeto "Aproximando Pessoas - Conte Sua História". Nicanor, foi criado pela avó Sebastiana Carvalho, porque seus pais tinham que trabalhar na feira e como empregada doméstica no período de sua infância. Ele conta sua experiência na feira junto a seu pai e a importância que isso teve na sua transformação para radialista. Nicanor conta que foi a feira que o fez radialista porque brincava com as pessoas, falava alto e tinha que convencer as pessoas a comprar os seus produtos. Sua formação de radialista vem de um curso no SENAC e teve o início na sua carreira na rádio TUPI.

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História completa

Meus pais vieram pra São Paulo bem jovens e cresceram aqui. Meu pai virou feirante e ferroviário. De manhã ele trabalhava na feira e à tarde na ferrovia, até às 23 horas, eu pouco via o meu pai. E minha mãe é empregada doméstica. Eu ficava com a minha avó, a Sebastiana de Carvalho, ela que me educou, me criou e aprendi tudo com ela e eu tenho um carinho muito grande pela minha avó. Fui ensinado com orações. Eu não me lembro exatamente, mas ela sempre me tratou com esse tratamento especial da minha avó.

A partir do momento que eu fui trabalhar numa empresa fora dos padrões, que era a feira, eu fui perceber a educação que eu havia recebido. Então a educação dela foi me tratar assim com muito carinho. Meu pai vendia meia, camiseta, cuecas, essas coisas, mas do lado tinha cereais e na frente tinha os marreteiros que vendiam sabonete, essas coisas. Que na época não tinha mercado, hipermercado, era tudo a granel, arroz, feijão, na feira, tudo você comprava na feira. Hoje a feira virou museu. Eu era feirante e a feira foi que me fez o radialista porque a gente brincava com as pessoas, tinha que falar alto, gritar, tal, pra convencer as pessoas pra comprar os seus produtos, então a feira foi um grande motivador de alegria. Eu acho que a pessoa pra ser feirante tem que ser alegre pra poder vender os produtos. A feira foi o meu primeiro ensinamento. E eu gosto muito de telefone, eu adoro falar no telefone, eu não sei mexer no computador, mas eu adoro telefone, e as pessoas acham que a minha voz no telefone é muito bonita, muito bacana.

Aí eu fui fazer um curso no SENAC, virei radialista, não lembro o ano, 88 acho. Um dos professores, da Rádio Tupi, me deu toda a direção e parti pro rádio, um rádio jornalístico, um radialista jornalista. Ia contar a história que estava acontecendo no momento. Que na nossa época o rádio era muito importante. Antes da televisão, o rádio ia contar pras pessoas o que estava acontecendo. E eu parti daí pra um outro lado, que é o lado do samba: eu fiz um programa focado ao samba, era até um programa chamado “A cidade samba no ar”, esse era o nosso programa. E hoje rádio é pela web, programa é “sintoniadebambas.com.br”, que a gente tem esse programa. O pessoal que trabalhava comigo no samba e que a gente continua pra manter aí a nossa tradição, não esquecer as raízes.

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