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Vinicius Salgueiro: Arte suporte

História de: Vinicius Salgueiro
Autor: Vinicius Salgueiro
Publicado em: 26/04/2022

Sinopse

Como o teatro salvou minha vida

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História completa

Sempre fui eu sabe? é estranho escrever isso, eu tentei fazer o áudio pra falar sobre mim e obviamente o site não carregou oque me obrigou a ir em uma corrente desesperada para fazer o login, e escrever este filete de história… sobre mim. Normalmente eu sou uma pessoa muito positiva e alegre mas aqui eu vou falar bem por trás da máscara, tanto pra aliviar um pouco as minhas costas desse peso, quanto pra caso alguém que não seja eu ou meu professor leia, tenha noção, que a vida é uma merda… isso mesmo! Sem mensagem motivacional e nem nada, a vida é uma bosta mas a gente precisa se apegar nos menores detalhes que nos fazem feliz e é isso. Bem desde pequeno eu era a criança quieta, oque pra quem já sabe um pouco de algumas coisas sabe oque isso desencadeia mais tarde, e minha infância foi bem maneira e tudo, nada a reclamar aqui, nos meus doze anos, por aí, meus pais se separaram e eu comecei a ter meu primeiros pensamentos sobre o que era o amor e diversas outras coisas, quando meus pais foram dizer isso para mim e para minha irmã eu não chorei na frente deles… não porque eu não queria mostrar vulnerabilidade, não chorei só porque minha mente tava confusa, até uns 4 anos atrás eu me culpava pela separação, era quietinho de dar novidade mas notas nunca foram meu forte, então eu causava algumas brigas em casa. Passaram-se alguns meses, uma madrasta veio… primeiramente foi legal porque eu viajava sempre pra casa dela, ela tinha gatos e até adotou um cachorro, o maior sonho meu e do meu pai, até que um dia ela surtou, ela tinha muitos problemas interiores,em níveis psicológicos, lembro até hoje que no dia do meu aniversário eu acordei feliz dando bom dia para os dois… algumas horas depois tinham gritos… algumas horas depois eu tava no carro do meu pai voltando pra São Paulo com tudo que deu pra enfiar no carro dele, quando chegamos em São Paulo foi o primeiro momento que vi meu pai se derrubar em prantos em cima de mim, ele pedia perdão por ter acontecido tudo aquilo comigo justo no meu aniversário de 15, não chorei… apenas fiz carinho em sua testa e dizia repetidas vezes que tudo estava bem e já passar. Na separação minha irmã não gostou muito da ideia do meu pai existir, até teve um briga com todos no carro, mesmo não morando mais com a gente ele insistia em levar a gente pra escola, até quando ele morava em São Roque com a madrasta, o coitado acordava às 4 da manhã pra ir pra São Paulo e receber xingo da minha irmã, um dia todos estouraram… eu perdoei ele… já ela nunca mais falou com ele, de novo eu tive a mesma trava emocional… existem poucas coisas que me deixam realmente tristes hoje em dia é uma delas é minha relação com a minha irmã/ família, é impressionante como eu queria ter uma relação mais saudável com ela e ela simplesmente não deixa eu abraçar ela, zoar com ela… fazer coisas de irmão sabe? E em encontros de família ela fica pior ainda o que me desmotiva de interagir, daí eu me tranco no quarto ou finjo que não é comigo. Até aí tudo foi com menos de 15 anos, mas durante essas épocas eu fazia teatro oque me ajudava bastante!!! Me concentrava tanto que até apresentei para o Aguinaldo Silva, esses foram anos bons e ruins ao mesmo tempo. 16 anos, fazendo terapia desde o final do ano passado (quando tinha 15), mudei de colégio e presenciei a pandemia do COVID-19, conheci pessoas novas que achei que me faziam bem e me afastei das pessoas já conhecidas que me faziam bem e eu achava que faziam mal… sim eu era um pouco burro, essa foi a época mais pesada da minha vida porque foi por causa da pandemia que minha ansiedade aumentou em níveis grotescos e eu comecei a ter crises de ansiedade e até pânico, conheci uma garota que eu amei com todo aquele amor de primeiro namoro sério e por não saber falar não eu desrespeitei meu corpo por causa de medo, e a moça especial pegou a melhor amiga dela no aniversário dela, fui saber disso 1 ano depois, sofri todo tipo de abuso psicológico tive índice ansioso depressivo, comecei a pensar em uma saída horrenda… entrei no site do CVV, liguei para o 188 e quase fiz a pior coisa da minha vida. 2021 veio e os primeiro meses pareciam com os mesmos de 2020 e isso começou a me apavorar. De novo o teatro me achou e me puxou pelo braço, 2020 não tinha muito como fazer muita coisa de teatro por causa do isolamento em si eu até fazia aulas de improviso on-line e outros trabalhos no fim do ano mas não é a mesma coisa, 2021 eu conheci William Sancar em aulas de vôlei da ACM e ele me chamou pra fazer um trabalho que mudaria a minha vida e trouxe de volta aquela cor pra tudo em minha volta. Essa história é bem mais séria do que eu sou, quem me conhece sabe que eu sou bem mais feliz que essa sinopse kkkkk. Mas o que eu quero abordar é isso, por mais na bosta que você estiver atolado tem que lembrar que tem algo melhor, sempre tem… fases difíceis passam
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