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Vila Anastácio... e eu

História de: Carlos Eduardo Pires
Autor: Carlos Eduardo Pires
Publicado em: 28/11/2020

Sinopse

Minhas primeiras recordações na Vila Anastácio - SP - Capital

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História completa

 

Minha mãe, conheceu meu pai numa sorveteria onde hoje tem o ponto terminal de ônibus, e o muro da subestação da Light (Eletropaulo/Enel) e que em 66/67 tinha um conjunto de casas no lugar. Ele e ela vindos do interior de São Paulo. Ela, italiana de pai e mãe, avôs e avós, originários do Vêneto, mas nascida em Arraial de Sousas, distrito de Campinas. Ele um legítimo brasileiro mescla de índios, negros e portugueses, que acabaram se fixando na lavoura no então Sertão de Ribeirão Preto e Rio Preto. Ambos fazendo parte do êxodo rural.

 

 

Quereria o destino que nos anos seguintes eu retornasse à origens paternas!

 

 

Na Igreja de Santo Estevão se casaram. Mesmo lugar onde minha irmã e eu fomos batizados, crismados e fizemos a primeira comunhão.

 

 

Tá vendo... Sou filho da Vila Anastácio.

 

 

Na Vila Anastácio, tiveram 2 filhos. Minha irmã em 1952 e eu em 1960. É ali que me lembro de tudo relacionado a minha mãe. Ela partiria em 71, aos 40 anos. Com ela, adorava ir às feiras livres das terças e, eventualmente, das quartas. Só me interessava comer pastel. Na de quarta feira minha avó materna, que morou na Alvarenga Peixoto até morrer em 91, escorregou numa casca de bananas e quebrou sua perna. Com nossos recursos financeiros e os tecnológicos da época, essa perna se transformou num fardo até o fim de sua vida!

 

 

No dentista eu ia no Dr. Jamil, no andar de cima da Farmácia da Dna Judite, e o médico era o Dr. Jorge, no andar de cima da edificação à frente da Padaria da Conselheiro Ribas. Palco importante da famosa corrida de São Sinistro!

 

 

Meus pais e minha irmã moraram, inicialmente na Conselheiro Ribas, nos fundos da casa de uma família alemã. Ali, minha irmã nasceu! Por sinal, ela era tão paparicada e amada por eles a ponto de, no vocabulário de uma criança de 2 a 4 anos, se comunicarem em alemão! Depois passaram uma temporada na Alvarenga Peixoto.

 

 

Eu só conheci a casa da Bartolomeu Paes, 340. Uma “vilinha” simpática com 4 sobrados.  A casa n° 1 era onde moravámos; a 2 da Sra. Roma e Sr. Francisco; a 3 uma Sra. Portuguesa, chamada Olinda, de sotaque forte e fala alta e na 4 um jovem casal alemão. Foi ali na casa 4, numa agradável sessão de apresentação de slides em rolo, das experiências e aventuras na Alemanha, acompanhados   de um belo, e agradável café da tarde, regado a bebidas quentes e guloseimas maravilhosas é que fui apresentado oficialmente a um canapé de melão e presunto que quase me fez estragar o encontro ao chegar às “vias de fato” de um vômito eminente. Mais um pequeno trauma, inesquecível!

 

 

 

Continuando... A uns 30m dali, morou Dna. Joezel, minha primeira, e querida, professora no GEG. Ali também morou a Prof. Suzana!

Seguindo em frente, encontrávamos o Guedes, materiais de construção e um pouco mais, a pujante SOFUNGE, onde minha irmã trabalharia por 25 anos!

 

 

Tá vendo... Somos filhos da Vila Anastácio.

 

 

Da Bartolomeu paes,340, até a primeira esquina sentido Rio Tietê, são 60 ou 70 metros de subida, onde reside o cenário mais vivido e gostoso que tenho de minha mãe. Todos os dias, ao sair sozinho rumo ao GEG, eu subia esse trecho dando inúmeros acenos, e ao chegar à metade ou ao topo, antes de fazer a curva à direita para entrar na Alvarenga Peixoto eu voltava correndo, a abraçava e beijava e começava tudo de novo...

 

 

Mas continuemos nosso passeio pelo tempo e espaço! Diariamente eu seguia pela Alvarenga Peixoto, passava defronte à casa de minha avó, depois o restaurante Águia de Ouro,  o primeiro prédio do GEG (onde minha mãe estudou), a casa da Samira, casa da Silvia,  a casa da Dna. Elaine catequista, chamava o Márcio Lemezesnky no conjunto de casas onde hoje é a subestação de energia, virávamos à direita, respirávamos aquele aroma irresistível de cachorro quente com purê de batata feito num carrinho de tração humana e, finalmente, chegávamos!

 

 

Que aventura!!

 

 

Bom, pelo menos essa é a visão de um sexagenário, através dos olhos de uma criança de 7 anos!

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