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História

Viajando na História e na Arte

História de: Maria Teresa Sportellini
Autor: Museu da Pessoa
Publicado em: 06/07/2020

Sinopse

Nesta pequena entrevista, Maria relata sua experiência ao visitar uma exposição do Banco do Brasil e fala apaixonadamente sobre suas viagens no tempo como historiadora ao visitar determinados lugares no Centro da cidade de São Paulo.

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História completa

P/1 – Boa tarde.

 

R – Boa tarde.

 

P/1 – Por favor, seu nome completo e data de nascimento.

 

R – Maria Teresa Sportellini, 12 de abril de 1970.

 

P/1 – Nasceu aonde?

 

R – São Paulo.

 

P/1 – Maria Teresa, qual é o seu Centro aqui na cidade de São Paulo?

 

R – Meu Centro... bom, eu estava andando aqui na rua da região, na rua Boa Vista. Eu admiro muito a fachada dos prédios, alguns edifícios ainda observo que tem art-deco, uns remanescentes de arte barroca, um pouquinho da arte italiana. E o meu Centro estou descobrindo hoje, que é a primeira vez que estou passando por aqui, graças ao conhecimento de um amigo meu, que é o Banco do Brasil, que estou conhecendo.

 

P/1 – E na região que ruas que você já passou, qual frequenta mais?

 

R – Todas aqui do Centro, a Boa Vista, a 15 de Novembro, todas, todas aqui.

 

P/1 – E nas suas caminhadas aqui pelo Centro você já se deparou com algo interessante, alguma pessoa que te chamou atenção?

 

R – Sim, eu já me deparei.

 

P/1 – Conta pra gente.

.

R – Eu me deparei com uns africanos, que eles estavam expondo umas peças de arte africana no chão tentando vender, e eles mesmo que confeccionaram. Eu estava observando as máscaras que eram de uma beleza ímpar, que eu não tinha visto.

 

P/1 – Em que local foi isso?

 

R – Aqui na Rua Boa Vista, e eles eram africanos mesmo, pois eu fui conversar com eles.

 

P/1 – E um local especial que você se sente bem aqui no Centro?

 

R – É o Pátio do Colégio.

 

P/1 – Por quê?

 

R – Ele me traz um pouco de história, nostalgia, de algo que eu não sei explicar, talvez uma coisa mais espiritual, porque eu tenho muita sensibilidade. Sou professora de história da arte, então quando eu entro nos locais eu começo a sentir coisas bonitas, eu me transporto pra época, tento imaginar. E uma coisa que ali me chama muita atenção, que eu adoro, é aquela árvore enorme. Tem uma árvore ali que dez pessoas conseguem abraçar de tão grande que é o tronco. Então eu imaginava indígenas abraçando aquela árvore, jesuítas...eu viajava. Quando eu vou lá, eu viajo na história, na arte. Gosto muito de Anchieta, tenho verdadeira adoração por ele.

 

P/1 – E você, como professora de história da arte, vendo um local tão antigo como o Pátio do Colégio hoje, qual é essa sensação? Como é que ela se integra na vida hoje?

 

R – Como ela se integra?

 

P/1 –  Como é que o Pátio do Colégio faz parte hoje do cotidiano da cidade?

 

R – Quebra a monotonia. Ele quebra a monotonia, eu sinto que ele te prende atenção porque você automaticamente...eu não sei, pelo menos o meu caso, eu me ligo no passado, dá uma quebrada de...

 

P/1 – E agora uma coisa mais atual, uma música que te recorde o Centro da cidade, que a hora que você escuta, você fala: “Essa é a cidade de São Paulo.”

 

R – Bom, agora indo pra Avenida São João, é Caetano. Eu acho que é o ápice da música. Eu automaticamente começo a lembrar de tudo, do pessoal de cima, do norte, que vem pra São Paulo, das ruas, aquela coisa, as pessoas passando apressadas sem se observarem umas com as outras é uma coisa muito forte.

 

P/1 – Agora pra terminar, como historiadora, o que você está achando dessa exposição sobre depoimentos da população?

 

R – Olha, eu fiquei muito feliz entrando aqui, eu senti uma coisa muito bonita, gostei demais. E todas as pessoas que eu estou encontrando que estão falando da exposição, falaram muito bem daquela instalação logo na entrada que é chocante, né? Eu achei muito bonita. E espero que o Brasil cada vez mais cresça em relação a isso, porque a arte é a beleza de um povo, é a expressão mais bonita que as pessoas podem passar. Enfim, tem que ter mais, tem que amar a cultura, tem que amar a arte, porque é isso que traz felicidade.

 

P/1 – Tá certo, muito obrigada pela sua colaboração.

 

R – Por nada.

 

--- FIM DA ENTREVISTA ---

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