Busca avançada



Criar

História

Uma pessoa doce

História de: Dulcinete de Oliveira Dantas
Autor: Museu da Pessoa
Publicado em: 30/03/2006

Sinopse

Infância em Natal. Casamento e filhos antes de completar 18 anos de idade. Cinco filhos. Interior do Rio Grande do Norte. Boutique. Promotora Natura. Treinamento em Belo Horizonte. Retorno a Natal. Tardes de Beleza. Convenções da Natura. Premiações. 20 anos de empresa.

Tags

História completa

P/1 – Dudu, queria que você se apresentasse, dizendo seu nome completo, a cidade e a data do seu nascimento?

 

R – Perfeito, meu nome é Dulcinete de Oliveira Dantas, eu nasci em Natal, Rio Grande do Norte, no dia 29 de julho de 1950.

 

P/1 – Seus pais eram de Natal também?

 

R – Não, meus pais eram paraibanos. Hoje eles não estão mais comigo.

 

P/1 – E eles foram, saíram da Paraíba pra Natal, por quê?

 

R – Ah, eu tenho irmãos pernambucanos, paraibanos e natalenses, mas eles optaram em firmar residência em Natal por ser uma cidade, como eu estava conversando com você, muito receptiva e de pessoas, assim, estão sempre abertas, são sempre muito amigas e aí eles optaram, foram pra Natal pra passar um período, e permaneceram lá até o final da vida.

 

P/1 – Como chamavam seus pais?

 

R – José Damasceno de Oliveira e Ninália Gomes de Oliveira.

 

P/1 – Como que era a sua relação com eles, com seus irmãos?

 

R – Ai, vai me fazer chorar. (choro)

 

P/1 – Mulher bonita de verdade, chora. Mas por que, Dudu, você acha que a gente pode mudar?

 

R – Não, eu falo. Sempre que me perguntam por eles e eu falo: “Gente, alguém pode ter sido amada até quanto eu fui, mais do que eu? Não.” Eles foram a minha base, são a minha base e a minha estrutura, pra eu fazer o que estou fazendo, então, são dois anjos que estão do outro lado, mas que continuam aqui comigo.

 

P/1 – Como foi sua infância, suas brincadeiras, você era uma menina levada?

 

R – Mais ou menos. Agora vem o lado engraçado. Eu fui uma criança normal, muito amada, fui a última filha, de uma família de 11 irmãos e tem uma diferença muito grande entre eu e o meu irmão, são 14 anos e meio e eu fui criada, assim, com muito paparico, com muito dengo, muito chamego, sempre fui muito. Tudo que eu queria, eles faziam pra mim. E, no colégio, eu era meio capeta. Eu lembro de um período que nós estávamos no recreio e eu combinei, com outras colegas, pra gente prender a roupa da diretora na roupa de outras colegas que tavam lá junto e a gente levou alfinetes e pregamos a roupa desse pessoal que, quando eles levantaram, caiu um bocado de gente, cada um pra um lado. E eu fui chamada à diretoria por isso. E lá, a diretora, que era a minha amiga, ela me adorava, eu falei pra ela assim: “Você vai me suspender?”, e ela falou: “Mas você me perguntou desse jeito? Não, você é tão doce com o jeito de perguntar se eu vou te dar uma suspensão, que vou lhe dar um beijo.”, então isso foi uma das coisas que mais me marcaram, e ela, até hoje, é minha amiga. Então eu era garota normal, infância normal como todas as outras.

 

P/1 – O que você lembra da sua cidade. Você tem lembranças, de cheiros, de barulhos, de imagem, você tem aquelas coisas que permanecem?

 

R – Nossa, sempre o que me leva a lembrança pra Natal é quando estou, assim, muito triste, mesmo quando eu era garota, que alguma coisa me deixava triste, eu buscava o mar, até hoje eu faço isso, é uma coisa que me marca muito, se eu estiver triste ou feliz, eu vou. Nós temos um dos litorais mais bonitos do Brasil, quem conhece sabe disso e, nossa, eu chego e me sento, caminho e me sinto uma pessoa muito especial por estar vivendo aquilo ali. Então, o mar, pra mim, é tudo, me diz muita coisa, me responde a todos os meus questionamentos.

 

P/1 – E sua adolescência Dudu, como que ela foi?

 

R – Praticamente não tive adolescência porque comecei um namoro aos 15 anos de idade, me casei antes de completar os 17 anos, e fui mãe aos 17. Eu já tenho um filho que vai completar 35 anos, então, praticamente não vivi a adolescência. Assumi a responsabilidade de casa muito cedo e depois fomos tendo outros filhos, foram aparecendo. Realmente foi muito rápido o meu período de adolescência.

 

P/1 – Quantos filhos você tem?

 

R – Tenho cinco filhos.

 

P/1 – Cinco filhos?

 

R – Cinco filhos.

 

P/1 – Todos com, quantos meninos, quantas meninas?

 

R – Eu tenho três moças, uma de 13, uma de 14, uma de 27, é uma diferença muito grande, um de 31 e o outro, mais velho, de 34 anos.

 

P/1 – Você tem netos?

 

R – Tenho um neto de 4 anos, a coisa mais linda do mundo.

 

P/1 – E como que é essa relação dos seus filhos, vocês estão sempre juntos?

 

R – Olha, não poderia ser melhor. Eles são o suporte da minha vida, pra mim, eles representam o meu mundo, o meu mundo especial, muito boa, é excelente.

 

P/1 – Ser mãe de cinco crianças...

 

R – Nós temos uma relação de tanta amizade, de tanto respeito, de tanto carinho, da gente se contar, de conversar tudo, qualquer coisa que aconteça com meus filhos, a gente tá ali, tá conversando e tá participando, de tudo na vida deles, de qualquer momento, e na minha também.

 

P/1 – E você começou trabalhar em que momento, você casou cedo...

 

R – Muito cedo...

 

P/1 – Aí teve que assumir as...

 

R – Depois de um período, nós ficamos morando em Natal, durante 6 anos, e depois eu fui, meu ex-marido é odontólogo, e nós fomos morar numa cidade do interior, tá a 500 quilômetros de Natal, e eu morei nessa cidade durante 9 anos. Prestava serviço de assessoria à direção de um colégio, lá da cidade e tinha uma boutique. Então eu trabalhei como empresária, durante vários anos. Depois, vi um anúncio no jornal, aliás, nem eu que vi, foi o meu ex-marido, e ele falou assim: “Olha, um trabalho legal pra você”. Era um convite pra ser promotora da Natura. Aí fui pra Natal, a quase 700 quilômetros, participei de um processo de seleção com mais de 100 pessoas, e fui escolhida.

 

P/1 – E aí você olhou o anúncio e resolveu fazer a seleção, como que foi a seleção, você foi tranquila, você?

 

R – Estava sendo meu primeiro emprego, assim, eu sempre trabalhei, mas, como autônoma, era dona de boutique, trabalhava nesse colégio, junto com meu ex-marido, mas, pra ter uma posição definida, como foi com a Natura, foi uma coisa que me deu muita insegurança. Eu fui, participei da entrevista, foi um processo bastante demorado, e no momento que ela estava conversando comigo, que na época a gerente era a Nadir, a baiana, ela falou assim, tocou o telefone e, eu não sei se vocês conheceram, mas tinha uma pessoa, uma empresa que se chamava Alberto Borelli, que era o superintendente da Natura, na época, e ele tocou, ligou pra ela e ela falou assim: “Eu já escolhi a promotora aqui pro Rio Grande do Norte.”, que eu fiquei cobrindo todo Estado do Rio Grande do Norte, eu falei: “Gente, não fui eu.” Como que poderia ser eu, se eu ainda estava fazendo, estava concluindo a entrevista e tinha lá, um calhamaço de papéis de entrevistas anteriores e ela falou no telefone: “Eu já escolhi a promotora do Estado do Rio Grande do Norte.”. Na hora eu senti um pânico, eu falei: “Nossa, eu nem vou fazer mais nada, porque já tem uma pessoa, né?”, aí ela disse: “Não, eu queria que você, eu já vi que você colocou a sua, o seu desejo de ser uma promotora.”, eu não conhecia, eu não sabia, nem conhecia Natura, nada, nada dos produtos, ela falou: “Não, mas eu achei tão legal as suas colocações aqui, que você gostaria de ser uma promotora da Natura.”, e eu terminei a entrevista e saí, fui pra casa e ela falou: “Olha, se você foi a escolhida, amanhã eu te ligo.”, e quando eu cheguei em casa a minha mãezinha tava lá e falou assim: “E aí, filhinha?”, eu falei: “Eu acho que não fui eu mãe, porque na hora que ela tava concluindo, faltava assinar várias coisas, ela falou pra uma pessoa que ligou, que já tinha sido escolhida a promotora.”, e minha mãe falou assim: “Não, tudo bem minha filha, vem, virão outras coisas aí pra você.”, 15 minutos depois, tocou o telefone e era a Nadir, ela falou assim: “Não aguentei esperar até amanhã, é você a minha escolhida.”. Nossa, eu vibrei, eu chorei, foi um momento maravilhoso, ímpar.

 

P/1 – Você nunca tinha ouvido falar da Natura?

 

R – Não.

 

P/1 – Como que foi o contato inicial pra poder passar pro treinamento, conhecer os produtos...

 

R – Olha, o processo anterior é muito interessante. O meu treinamento foi em Belo Horizonte e eu estava com um grupo muito grande e lá era todo aquele processo, você entrava, elas falavam, eram muitas informações pra uma semana, e lá, a gente passava por um treinamento rápido sobre maquilagem, limpeza de pele, mas tudo, assim, muito superficial e no final, a conclusão desse treinamento era você simular o encontro da Natura e na época, eu lembro, eu até conversei com o Guilherme ontem, ele estava presente, só que eu não sabia que ele era, na época que eu entrei, eu entrei na Meridiana, e ele era o proprietário da Meridiana, só que me falaram que ele era um consultor que estava visitando aquele treinamento e eu me dirigi a ele como se fosse um consultor e fiz até uma brincadeira bem forte com ele e foi muito interessante. Depois disso, passamos por outros treinamentos e eu fui aprendendo, minha querida, realmente. Errando, buscando nesses erros os acertos e fui trabalhando, fiquei como promotora todo Estado do Rio Grande do Norte, durante 5 anos.

 

P/1 – E você, quando foi descobrindo, como foi se encantando?

 

R – Não, o encantamento foi desde o início, quando eu recebi o material, nossa, foi uma alegria. Recebi bolsas, caixas com produtos, fax e uma série de coisas e eu fui, cada coisa que eu ia abrindo, era uma alegria, era um momento muito mágico: “Deus, o que é isso?”, e a primeira reunião que eu fiz, o primeiro encontro, eu estava com oito consultoras, que eram pessoas que se reportavam às promotoras de Recife e essas pessoas já estavam quando eu cheguei, então eu fiz o primeiro encontro com elas e elas me olhavam, me analisavam. Sabe, aquilo, pra mim, foi muito interessante. As pessoas, no final do encontro, olharam pra mim e falaram assim: “Como você é doce, como você é bonita!”. Aquilo me deu uma coragem. Foi muito legal e foi um crescimento, lento, mas muito rico e tem sido até hoje.

 

P/1 – Quais estratégias que você utiliza, ou utilizava, ou vem utilizando pra captar as consultoras, você tem algum, você vai em algum supermercado, loja e fala: “________?”?

 

R – Não, eu fiz no início, muitas vezes, é “Tardes de Beleza”, eu chamava “Tardes de Beleza”, denominava. Eu montava uma mesa com todos os produtos de maquilagem, limpeza de pele, conseguia com uma amiga cabeleireira, colocava lá uma cadeira do lado e colocava no jornal, na mídia que a gente estaria, com a Natura, proporcionando pra todos os clientes, uma tarde especial de beleza. E, nessas tardes, a gente conseguia um número muito grande de cadastros, porque as pessoas chegavam, conheciam o produto, eu fazia a maquiagem, sempre tive muita habilidade pra maquiar e começava a demonstrar e as pessoas se encantavam: “Mas que produto legal!”. A Natura não era conhecida no Rio Grande do Norte, então, pra implantar, foi um trabalho muito árduo, muito difícil, mas dessa forma eu consegui aumentar o meu cadastro muito rápido, fiz muito isso, essas tardes onde eu conseguia fazer uma captação muito boa mesmo.

 

P/1 – Nessa época, chegavam os produtos da Natura da _________, o que mais tinha lá, porque você trabalhava com a Meridiana...

 

R – Meridiana!

 

P/1 – E você já distribui, fazia a propaganda, o desenvolvimento de todos os produtos...

 

R – Da maquilagem, porque tinha uma sociedade da Natura com as outras empresas que era a Pró Estética, São Paulo e (Aternele?), no Rio. Então eles tinham essa sociedade e a gente recebia esses produtos para os encontros e para essas demonstrações para o público.

 

P/1 – O que se dava os encontros entre as promotoras, já existia convenção?

 

R – Já, desde o início. A nossa primeira convenção foi no hotel Pôr do Sol, em Vitória, Espírito Santo, em 1983. Entrei em março e, no mês de setembro, já participei da convenção.

 

P/1 – Como é que foi essa convenção?

 

R – Foi maravilhosa, nós éramos um grupo entre 28 à 30 promotoras, era um grupo pequenininho, todas participavam e foi muito legal. Nesse período, na convenção, a última noite era uma festa à fantasia, durante vários anos, e eu combinei com o gerente do hotel e uma outra colega promotora, ninguém estava sabendo, e nós nos vestimos de múmia, rasgamos, conseguimos com o gerente do hotel, que ele nos conseguiu dez lençóis e nós rasgamos em tiras esses lençóis e nos vestimos, tivemos o auxílio de mais duas colegas pra nos colocar aquelas ataduras, aquelas tiras presas com adesivos e chegamos na festa, na convenção, e ninguém sabia que éramos nós vestidas de múmia. Então foi maravilhoso, que as pessoas passaram mais de 2 horas pra nos reconhecer, a gente não falava, só estávamos com os olhos de fora e foi um momento muito legal e eu acho que uma das convenções que mais marcaram.

 

P/1 – Vocês tinham um hino nessa ocasião, algum hino, como tem hoje?

 

R – Não, tínhamos não.

 

P/1 – Tem alguma música que tenha marcado a sua história com a Natura, assim, nessas convenções?

 

R – Olha, uma das músicas que mais é tocada e sempre traz muita saudade é muito linda é uma de Gonzaguinha, eu não sei o título, mas é uma música que fala, mais ou menos: “Viver, e não ter a vergonha de ser feliz.”, essa música, pra gente é tudo, quando ela toca, traz todas as lembranças e sempre, em todas as convenções, colocam essa música belíssima pra gente.

 

P/1 – Dudu, quando você ganhou sua primeira, seu primeiro prêmio, qual foi e como foi?

 

R – Ah, o primeiro prêmio foi o colar. Depois do colar veio, interessante, que a pulseira veio depois, mas foi extremamente especial, era como se eu tivesse sendo premiada, não era a jóia que estava significando pra mim, era a beleza da conquista, de eu ter conseguido, era uma pontuação muito alta e naquele momento pra mim, nossa, eu estava me sentindo uma rainha, uma vitoriosa pelo meu trabalho, por todos os sacrifícios que eu tive que enfrentar, todos os desafios que eu tive que vencer durante aquele período. Então foi uma conquista, eu acho que foi a primeira e foi a mais bela de todas as conquistas.

 

R - Ah, Como eu estava te falando, o colar, pra mim, foi um dos momentos mais bonitos, mais mágicos que aconteceram nesses meus 20 anos. E, eu tinha esquecido, o carro, meu primeiro carro, foi assim, quando eu recebi, gente, aquela chave, foi entregue no Hotel Thermas, em Mossoró, pelo Borelli, e eu não estava esperando e ele falou assim “eu tenho muito orgulho de premiar uma promotora que, ela é muito quietinha, mas que faz um trabalho super maravilhoso” e me chamou, olha, eu não sabia se, não tinha como levantar, eu passava as mãos assim, “eu?” “Eu tô ganhando um carro da empresa!” Ai foi um momento extremamente maravilhoso, foi uma conquista o meu primeiro carro e o colar pra mim foram os dois prêmios que marcaram mesmo a minha vida, muito, muito, mesmo, foi muito mágico.

 

P/1 – E a noite de ontem, comemorar 20 anos?

 

R – Nossa, eu estava agora conversando com a colega e falei assim, “que o ano de 2003, pra mim, tem sido extremamente generoso, que Deus tem sido muito generoso, como sempre, comigo. Porque eu estou aqui pelos 20 anos, eu estou aqui por ser destaque, por ter feito um trabalho legal e também por ter conquistado a campanha. Então, pra mim, tem sido, e, está sendo um ano maravilhoso de muita magia de muitas realizações. E ontem, nossa, subi ao palco pra dançar aquela valsa e tá junto do Guilherme, do Luiz, do Pedro, do Alessandro, são pessoas que estou junto desde o início. Muito lindo. Foi um momento ímpar, e que eu nem saberia descrever, eu acho que nesse momento assim, eu nem tenho palavras para descrever a magia, a beleza do momento de ontem.

 

P/1 – Pras meninas jovens, as jovens de casa _____ que estavam lá ontem assistindo os 20 anos, o que você teria a dizer, que conselho você daria pra elas?

 

R – Acima de tudo ética, e acreditar que todas elas são capazes de chegar aos  20 anos como eu cheguei.

 

P/1 - ______ precisa mais que _____ boa vontade, que ter know how _____

 

R – Precisa ter. Olha, toda pessoa tem esse potencial dentro de si, de se tornar promotora, porque eu acho que quando fala assim “promotora Natura” eu acho que estão até pensando em mudar esse título, mas acho assim forte, promotora Natura é um estatus, todas as pessoas, todas as mulheres têm essa condição pra começar, agora pra permanecer é preciso persistência e ser muito ética.

 

P/1 - São 20 anos que você trabalha com mulheres, ouvindo histórias, dando conselho, como que é isso? ____ é muito ampla?

 

R – É muito gostoso porque hoje eu tenho um setor com 183 mulheres e eu cuido de cada uma delas, eu acompanhei de perto o desenvolvimento de cada uma delas, e, particularmente, algumas são mais próximas de você, ______ essa relação que a gente tem, algumas que começaram comigo que moravam numa casinha muito pequena alugada, _____ e tem casas alugadas, elas vão lá na frente e falam assim “tudo isso que eu tenho hoje, eu devo tudo a Natura”, Então, esses momentos que eu vivo hoje, não há premiação, não há nada que pague esses momentos, são momentos especiais.

 

P/1 - ________

 

R – Tô responsável por estas pessoas, que eu tenho que continuar, que eu tenho de segurar, proporcionar pra todas elas que permaneçam comigo, eu tenho muitos _____, que tem o mesmo tempo que eu, 20 anos, eu tenho muitas consultoras de 5, de 10, de 15 anos comigo. Pra mim, isso tem sido constante. Porque você captar, até te digo _______, mas fazer acontecer, que as pessoas permaneçam com você, ______ seguindo as suas orientações, é difícil. E quando você consegue, é extremamente vitorioso.

 

P/1 – Cada convenção, ______ o que você acredita que uma promotora tem que levar pra casa, qual que é, o que você acredita ______ a convenção  ________?

 

R – Todas as convenções que eu participei, essa é a minha 21º convenção, sempre que eu retorno, eu retorno muito cheia de entusiasmo, de garra, pra recomeçar o trabalho com certeza, de fazer tudo e de fazer sempre melhor. É como se a gente tivesse, é uma obrigação, quando a gente retorna, fala assim, gente eu estarei aqui no próximo ano então pra que isso aconteça _________ é esse sentimento que a gente tem de garra de entusiasmo de vontade de realizar.

 

P/1 – Você tem algum causo, alguma coisa engraçada que você possa dizer, essa história aqui ela merece ser contada?

 

R – Eu nem sei se, posso falar qualquer coisa.

 

P/1 – É pra gente rir um pouco.

 

R – É. (risos)

 

R – Aconteceu, acho que eu tinha um ano e meio como promotora, e nos fomos na residência da consultora, o trabalho bem diferenciado que nós tínhamos, eu sempre realizo meus cadastros no meu escritório, normalmente, no inicio, nós fazíamos esses cadastros, e eu fui pra residência _____ e eu parei meu carro num acesso a rua muito estragada, eu cheguei lá na casa da pessoa, ela me recebeu ______ falei: “que coisa estranha”. Então eu fiquei do lado e comecei a fazer, _____ de repente, passa um cara por trás, no corredor dessa _____ e eu falei assim “Meu Jesus Cristo, o que é isso?”, eu pensei que era o marido dela. _______ é o seu cadastro, quem te indicou é uma mulher que vende produto lá, dali a pouco outro cara, eu falei, gente, o que é isso? Um desses chegou assim e falou, bateu assim na minha perna e disse assim pra moça que eu estava fazendo o cadastro, a Marta, e falou “gente nova?” Foi fazendo isso ___ perna e eu fui tomando um pânico eu falei, sabe? Eu _______ não é que aqui é uma casa, ________ olha, eu juntei tudo, coloquei numa pasta, só falei pra ela “bom dia” e fui pro carro. Até hoje essa história eu falo e fico com medo porque foi muito forte, desse momento em diante eu sempre comecei as minhas captações com uma pessoa do meu lado, desse dia em diante, nunca mais. Enquanto eu fui fazer cadastro nas residências, sempre ia um dos meninos, a minha secretária. E a minha secretária mora _____ , e já está comigo há 20 anos. É minha secretária, minha irmã, minha amiga, não é minha irmã de sangue, mas já esta comigo há 20 anos, e mora comigo desde o início. Eu, quando cheguei em casa, ri muito com meus filhos, mas quando sai de lá, vi que era um prostíbulo, e eu não sabia. Foi um momento que foi muito forte, muito perigoso, mas consegui dar ótimas risadas.

 

P/1 – Eu queria saber da tua __________ fora não _____________ tem alguma coisa que você goste, ________?

 

R – Tem, um hobby, e que me acrescenta muito espiritual, eu sou espiritualista, faço um trabalho desde os 14 anos com creches, e é uma das coisas que me ____, faço um trabalho com uma creche ______ que eu faço parte, trabalha com uma creche que tem _____ crianças internas e em regime de semi-internato, 102. ________com as consultoras produtos e alimentos para doar pra essas crianças no final do ano e outra são 186 velhinhos que no _______  Jovino Barreto ______por ano, no mês de junho ____ e no final do ano a festa do Natal é meu hobby, e é uma realização muito grande, nossa, que eu faço com muita alegria.

 

P/1 – Gostaria que você dissesse o que é a beleza de ser uma promotora Natura?

 

R – Nossa, a beleza de ser uma promotora Natura é tão grandiosa, você está sempre renovando a vida, é esse sentimento, isto me deixa feliz, inteira, cada dia que eu acordo, eu digo: “Mais um dia com a minha filha Natura” e eu considero a Natura como meus filhos e eu sempre digo assim “Natura, minha filha amada, Deus te abençoe e que eu continuo com você pra sempre”.

 

P/1 – Você quer falar alguma coisa?

 

R – Não consigo.(choro)

 

P/1 – A gente encerra esse trabalho com você e te agradece.

 

R – Obrigada, eu agradeço o clima, e a beleza e felicidade de estar aqui com vocês, nossa que _____, maravilhosas.




 



 

Ver Tudo PDF do Depoimento Completo

Outras histórias


Ver todas


Rua Natingui, 1100 - São Paulo - CEP 05443-002 | tel +55 11 2144.7150 | cel +55 11 95652.4030 | fax +55 11 2144.7151 | atendimento@museudapessoa.org
Licença Creative Commons

Museu da Pessoa está licenciado com uma Licença
Creative Commons - Atribuição-Não Comercial - Compartilha Igual 4.0 Internacional

+