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História

Uma história Filatélica

História de: Ruben Fabio Matos Ferreira
Autor: Museu da Pessoa
Publicado em: 09/07/2014

Sinopse

Aos 24 anos, Rubens deixou Funchal para vir para o Brasil, buscando fugir do serviço militar. Conta sua tragetória de chegada em São Paulo, depois MInas Gerais, até se estabelecer em Cuiabá. Relata  que casou-se por procuração com sua noiva que tinha ficado em Funchal e sua paixão por selos, que começou na infância até se tornar presidente do clube Filatélico de Cuiabá.

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História completa

 

P/1 – Seu Rubem, bom dia, gostaria de começar a entrevista pedindo para que o senhor nos diga o seu nome completo, local e data de nascimento.

 

R – Meu nome, me chamo Rubem Fabio Matos Ferreira, local de nascimento, Funchal, Ilha da Madeira e residente no Brasil há 56 anos.

 

P/1 – Me diga a sua data de nascimento.

 

R – Vinte e quatro de julho de 1933.

 

P/1 – Então, o senhor me conta como que o senhor veio para o Brasil.

 

R – Eu vim para o Brasil ainda bem jovem, tinha 24 anos, devido ao movimento de guerra que existia em Portugal na época, eu fui chamado no Exercito, mas fiquei aguardando ser chamado realmente, ai nesse interim, eu pedi uma licença e me mandei para o brasil e cá estou até hoje (risos).

 

P/1 – Então vamos por partes, antes de chegar no Brasil, O que o senhor tem de uma lembrança da Ilha da Madeira da sua infância.

 

R – Dos amigos, do lugar propriamente de onde eu nasci, não muito, porque eu nasci num lugar, mas fui viver em outro lugar.

 

P/1 – Onde que o senhor cresceu?

 

R – Eu nasci na ilha da Madeira mesmo.

 

P/1 – Nasceu em Funchal…

 

R – Em Funchal…

 

P/1 – Mas cresceu?

 

R – Mudei de residência para uma chamada __00:02:00__ para uma outra __00:02:02___, não é? E ai, vivi toda a minha infância ai. Ai, estudei o primário…

 

P/1 – Mas em Funchal?

 

R – No Funchal, sempre no Funchal. Ai, eu estudei no primário e depois, eu… segundo ano que estava fazendo, segundo ano e devido esse problema do Exercito, anos passados nas Áfricas, eu deixei de estudar.

 

P/1 – O senhor chegou a ir para a África?

 

R – Não, não cheguei… na época, se eu fosse chamado, eu não ia nem… eu ia para a Índia, quando teve aquele problema na Índia, que os indianos tomaram aquelas posições que nós tínhamos lá na Índia, o exercito indiano tomou conta e expulsou os portugueses de lá, né, inclusive tive parentes meus, que foram aprisionados lá também, né?

 

P/1 – Isso na década de 50?

 

R – É, na década de 50, porque eu vim para o Brasil em 57.

 

P/1 – E ai, me conta como é que foi essa fuga para o Brasil?

 

R – Não, a fuga para o Brasil propriamente dita, não tinha uma fuga, porque eu vim legalmente para o Brasil, né?

 

P/1 – Veio sem problema? Deu para sair sem…

 

R – Não, não! Eu comprei uma passagem, não é, eu tinha uns amigos que já estavam aqui no Brasil, nessa época precisava de um documento, uma carta de chamada e nessa época, eu consegui uma carta de chamada, não é? Eu vim a passeio, mas depois, lá através do consulado do Brasil, ai nós conseguimos modificar e eu fiquei no Brasil, já estava legalizado, com residência permanente. Fiquei em São Paulo todos esses anos e atualmente, eu tô no Cuiabá, Mato Grosso.

 

P/1 – O senhor veio sozinho, sem família?

 

R – Vim só. Eu só tinha um amigo aqui…

 

P/1 – E a sua família lá?

 

R – A minha família ficou lá, alguns anos depois, eu trouxe. Minha mãe já tinha falecido, só tinha o pai, uma irmã e um irmão. Esse irmão meu morava na parte do continente, não é, vivia lá e eu tinha uma irmã que morava, e morava junto com ela uma tia e o pai. Depois de estar aqui no Brasil uns anos, ai eu fiz com que eles viessem pra cá. Vieram pra cá e foram morar em São Paulo.

 

P/1 – O senhor chegou em São Paulo?

 

R – Em São Paulo. Eu desembarquei aqui no Rio de Janeiro, desembarquei, depois, em Santos, como antigamente, não é?

 

P/1 – E o senhor se correspondia com eles, como é que o senhor fazia, enquanto eles estavam lá?

 

R – Me correspondia, inclusive já agora que estou contando a história, não é, eu tinha deixado uma noiva lá, eu tinha deixado uma noiva lá, que nós estávamos namorando desde a infância, namorei, digamos, sete anos e quando eu vim pra cá, deixei a noiva e ai, depois de um ano, eu fiz o casamento, mas através da procuração. Fiz o casamento através da procuração e ai, ela com os documentos de casada, ela veio para o Brasil.

 

P/1 – Me diga o nome dela.

 

R – Ela é Maria Elisa Batista Ferreira, já falecida também.

 

P/1 – E então, durante um ano, o senhor namorou por carta, também, além de casar…?

 

R – Sim, sim! A correspondência era quase diária, não é?

 

P/1 – O quê que o senhor se lembra da emoção da chegada de uma carta? Como é que era?

 

R – Era sempre aguardando, não é, mas no tempo dessa época, já em São Paulo, depois, eu arrumei um emprego, né, em São Paulo e parece… a minha posição era no departamento de vendas, e eu que era o encarregado na empresa, era encarregado da parte da correspondência. Então, todo dia eu estava dentro dos Correios em São Paulo.

 

P/1 – Ah, então, o senhor já trabalhava com essa parte.

 

R – Já, já, desde garoto, desde os meus nove anos de idade, que eu já juntava selos e… porque eu tinha familiares na África Portuguesa e havia familiares no Congo Belga, na África Francesa. Então, devido à correspondência que eu tinha, aconteceu de me chamar a atenção a filatelia, né, ai eu comecei a… não a colecionar, a guardar. Só virei um filatelista propriamente dito, depois que eu cheguei ao Brasil.

 

P/1 – Então, vamos por partes. Como foi a sua chegada a São Paulo? O quê que o senhor achou, era muito diferente, como é que foi?

 

R – Um jovem, que nunca tinha saído da sua terra, chega numa cidade que nem em Santos, eu desembarquei em Santos, mas logo em diante, eu fui para São Paulo, ver aquela grandiosidade de uma cidade, estranha um pouco, não é?

 

P/1 – Mas foi difícil arranjar emprego? O senhor já tinha uma indicação? Como é que foi?

 

R – Não, não, não… não foi difícil arrumar emprego. Eu, inicialmente, eu já em São Paulo, eu estive em Minas, estive no sul de Minas. Eu tinha uma família amiga lá em Minas, na cidade de Andradas, que o chefe, meu amigo, meu conterrâneo era técnico em vinhos. Então, eu fui lá uma temporada com ele na cidade de Andradas, mas aquilo ali era uma cidade pequena, não  dava muito futuro, então eu voltei para São Paulo. E através do emprego, eu fui trabalhar numa firma sueca, companhia portanto que era lá na Paulista, cujo presidente da companhia era filho de portugueses.

 

P/1 – E era uma companhia de quê?

 

R – Companhia de gases, chamava White… é uma congênita da White Martins. Eu fui trabalhar lá nessa companhia e passado um tempo, nós do grupo de vendas nos afastamos da empresa e criamos uma outra empresa nossa, éramos seis sócios, abrimos essa empresa e continuamos diversos anos com essa empresa. Depois, eu vendi as minhas ações, fui tomar outro rumo.

 

P/1 – Como é que o senhor foi parar em Cuiabá?

 

R – Eu fui parar em Cuiabá através de uma amiga. Eu viajava, tinha viajado para Campo Grande, achei a cidade interessante. São Paulo… eu ficava muito estressado em São Paulo, ganhei experiência, ganhei vivencia e ganhei uma ulcera duodenal, eu já não aguentava mais São Paulo. Eu saí daquilo… eu tinha 16 vendedores sob a minha responsabilidade, e quando chegava a conta no fim do mês, todos me falavam: “Seu Rubem, mas as minhas vendas estão fracas, o senhor pode me dar uma ajuda?”, e lá eu tinha que dar assistência a 16 vendedores, era cansativo, não é? Ai, eu me afastei e fui para Minas… eu tô contando a minha… (risos)

 

P/1 – Não, mas é isso mesmo

 

R – Ai, eu me afastei e fui morar em Minas, fui morar em Minas e iniciei um negócio de granja, granja de galinhas. Mas depois, a questão é que eu me associei, e eu vi que para os dois não ia dar, então, eu fui o meu conterrâneo, eu disse: “Você fica com tudo isso ai, não tem problema” e ai, comecei a viajar para o Mato Grosso. Comecei a ir para Mato Grosso com as representações. Ai, fiz uma amizade muito grande em Campo Grande, depois quando Campo Grande já tinha a clientela toda lá, ai eu disse: “Agora, vou dar um salto maior, vou em Cuiabá”, fui em Cuiabá, ai em Cuiabá então é que foi o auge, tanto que acabei ficando por lá. Já em Campo Grande… não, entrei em Cuiabá, eu entrei em contato com a minha esposa para… São Paulo, viajava, vinha a São Paulo, ficava aquela coisa toda, viajava, então, eu tinha duas crianças pequenas e a esposa lá sozinha. Disse: “Não, isso não pode ser”, entrei em contato com ela e disse: “Vamos resolver, ou tu vens pra cá, ou eu vou parar de viajar”, mas viajar era o meu ganha pão. Ai, ela veio em Cuiabá, ela gostou, já providenciamos a mudança para Cuiabá e assim foi. As crianças eram pequenas, não tive problema para escola, não é, foi fácil a matricula.

 

P/1 – E lá, o senhor foi trabalhar ainda com essa parte de granja?

 

R – Ai, trabalhei com a parte de confecções, mas depois da parte de confecções, ai comecei a comprar áreas de terrenos, pequenos lotes e parti para a construção civil. Ai, construí algumas casas lá, depois parei, me aposentei, mas sempre dentro da filatelia, sempre…

 

P/1 – A gente vai chegar lá. Me diga o nome das suas filhas.

 

R – A filha é Marcia Elisa Batista Ferreira e a filha atual é Rosa Elisa Ferreira, é artista plástica, não é, tem três netas e um neto, todas formadas, uma é psicóloga, outra é farmacêutica e uma outra é nutricionista e trabalha no hospital. E o meu neto tá terminando para entrar na faculdade.

 

P/1 – A família mora toda lá em Cuiabá?

 

R – Toda em Cuiabá, só tenho essa filha, que a outra filha faleceu. Minha esposa faleceu com 44 anos, e minha filha faleceu com 41.

 

P/1 – Do coração?

 

R – Não, a minha esposa foi câncer no útero e a minha filha foi câncer no seio.

 

P/1 – E a sua esposa gostou do Brasil, como é que foi a adaptação dela?

 

R – Gostou! Gostou, nós nos adaptamos muito, porque você vê, na Ilha da Madeira era um sitio pequeno, a gente não… na época, havia guerra nas terras portuguesas, havia certas ambições, e dai, cansei, lá só tinha família na África Portuguesa, nós tínhamos mais dificuldades em ir para a África Portuguesa do que ir para o Brasil. Aqui estou.

 

P/1 – Então, vamos falar sobre a filatelia, o seu interesse nasceu desde as cartas, como é que foi? Me conta um pouquinho, o senhor recebia da família?

 

R – Eu recebia cartas de Moçambique, cartas de angola e recebia cartas do Congo Belga e além disso, depois com o interesse que eu tinha disso… na época, havia muita imigração para as Ilhas, as Antilhas Holandesas, como Curaçao,  via Canadá, havia muita imigração e havia muita correspondência, não é, então eu pedia às pessoas que me dessem os selos. Eu era pequeno, sem ter infraestrutura para fazer coleção de selos, o quê que eu fazia? Eu pegava caixas de fósforos, colava uma em cima das outras, fazia tipo uma cômoda e dentro daquelas caixinhas, eu ia colocando os selos, tinham várias cartas, ia colocando os selos ali dentro.

 

P/1 – Que bonitinho!

 

R – Assim que eu fazia. E depois…

 

P/1 – Um compartimento para cada selinho.

 

R – Para cada país.

 

P/1 – Ah, para cada país.

 

R – Para cada país. Não havia os chamados classificadores, não havia nada dessas coisas, então, fazia isso. Depois, quando eu vim para o Brasil, ai eu comecei a fazer… a organizar uma coleção de selos. Hoje, eu faço a coleção à nível mundial, tenho muita correspondência e tenho duas coleções, uma do Brasil completa e outra de Portugal, completa.

 

P/1 – E ai, o senhor participa também de eventos?

 

R – Eu não participo muito. Eu não participo muito, eu gostaria, mas eu não participo muito. Na filatelia, tem coisas que eu não gostaria de tentar, então eu evito certas competições, premiações, essa coisa toda. Premiação, eu não compro premio, eu quero ganhar prêmio mais por mérito próprio, então eu fujo dessas coisas todas, não é? Eu vou… tento estar em todas as exposições, na Brasilianas, estive em Portugal já duas vezes, estive na Inglaterra, estive em Fortaleza. Tô aposentado hoje, com 80 anos, eu tenho que me mexer, tenho que fazer alguma coisa, é o jeito. Não vou ficar em casa sentado no sofá, esperando São Pedro chamar.

 

P/1 – Me conte como é a procura por um selo, o senhor tem assim, ou vai achando, como é que…?

 

R – Atendendo a correspondência que eu tenho, eu faço parte de uma corrente mundial, eu mando, por exemplo, você me escreve uma carta e me manda, você tá na Espanha,  me manda uma carta com 50 selos e dentro vem um documento com 200 nomes, eu escrevo uma carta para aquele primeiro nome, eu tenho mais 50 selos e mando para aquela determinada pessoa e vai correndo o mundo.

 

P/1 – Olha só!

 

R – Vai recebendo selos. Independente da correspondência, o Correios em Cuiabá me cede um espaço na agencia para eu ficar dentro da agencia com os funcionários para dar assistência as pessoas que chegam para fazer oficina, fazer palestras e oficinas nas escolas, para mostrar como… para desenvolver a…

 

P/1 – Isso dentro da agencia dos Correios de Cuiabá?

 

R – No Correios de Cuiabá, fico todo dia, das três… das duas e meia até as cinco horas, até a hora de fechar o expediente, eu fico lá na agencia dando assistência.

 

P/1 – Que bacana. Agora me conta do clube que o senhor é o presidente? Como é que é o nome, como é que…?

 

R – O clube, esse Clube Filatélico e Numismático de Cuiabá e Afins, o “Afins” é quem não tem coleção, não é, e nos reunimos…

 

P/1 – Quando que começou esse clube?

 

R – Primeiro, era um centro filatélico, depois, em 1982, um grupo de jovens… eu já tava na filatelia, é um grupo de filatélicos, em 1982, um grupo de jovens, moços, ai resolveram fazer uma exposição intermunicipal e fizeram uma exposição. Mas como estavam de perna curta, ai: “Seu Rubem, vem ajudar a gente”, ai eu fui ajudar. Ai, de lá pra cá, nunca mais me largaram. Eu tô que nem o Fidel Castro, nunca mais sai da presidência.

 

P/1 – Então, esse clube nasceu em 80?

 

R – Não, já nasceu antes, mas em 1982 pra cá, é que nós começamos então a dar movimento. Ai, eu já havia participado de exposições, levando coleções para as exposições, em na BRAPEX, em Mato Grosso, nós levamos 32 coleções, só ficamos atrás de São Paulo, ganhamos do Rio de Janeiro e dos outros estados todos. Agora São Paulo é São Paulo, tem que dar a mão à palmatoria, não é? Mas eu não sei o quê que existe com os Correios querendo __00:18:08__ não gostam do Mato Grosso, eu não quero entrar em detalhe, que eu estou à passeio…

 

P/1 – Mas por quê o senhor acha que não gosta do Mato Grosso?

 

R – Não sei… essa moça que me apresentou, ela é de Rondônia, ____00:18:29___

 

P/1 – _____00:18:30_______

 

R – Não sei porquê, a despesa aérea do Cuiabá ao Rio de Janeiro é mais barata do que de Rondônia para Cuiabá, são umas coisas que eu não quero entrar em detalhes.

 

P/1 – Tá ok. E ai, o seu clube se corresponde com outros clubes, outros estados? Conta um pouquinho.

 

R – Sim, nós nos correspondemos com outros clubes, nós temos… foi feito uma nova diretoria, novamente, com novas pessoas, não é? As reuniões, temos o jornal, tem a nossa diretora em Portugal é uma professora de universidade, ela é ____00:19:15____ também. Mas nós estamos fazendo um movimento para homenagear o Mato Grosso.

 

P/1 – E o senhor, então aqui, não trouxe coleção, tá só passeando?

 

R – Eu tenho um tema, meu tema, não tenho visto muitos, é sobre a língua portuguesa, são poetas e escritores que são da língua portuguesa. É um tema que desde o primeiro… todos poetas brasileiros e todos os poetas portugueses da minha coleção… são quatro quadros que são baseados nisso. Eu tenho uma outra coleção que é baseada nas personalidades que fizeram e fazem a historia do Brasil. Numa exposição dessa que tem a cultura portuguesa, a língua portuguesa…

 

P/1 – Eu acho que uma hora o senhor ganha.

 

R – Não, mas eu não faço questão, não.

 

P/1 – Vai chegar a sua hora.

 

R – Não faço questão não. Já tô a caminho de fazer outra exposição a outro lugar

 

P/1 – Não, ainda é muito moço. Mas o senhor não gostou do que o senhor tá vendo aqui da Brasilianas?

 

R – Eu tô chegando agora. Era para ter vindo na abertura, mas preferi ficar em São Paulo mais um dia com os meus amigos, mas agora vou ficar até o dia 27.

 

P/1 – Seu Rubem, tem mais alguma coisa que o senhor gostaria de deixar registrado aqui na entrevista?

 

R – Tá muito bonito o espaço, não vi tudo ainda, mas tá muito bonito o espaço e é bom ter um __00:21:15__. Esse aqui, pelo o que estou vendo, tá muito bonito, não tem problema nenhum.

 

P/1 – Então tá seu Rubem, queria agradecer muitíssimo a sua participação, foi muito bonita. Muito obrigada.

 

R – Eu agradeço a atenção também, aliás, eu não disse, mas há dois anos, eu estive aqui passando o Natal, e na hora de embarcar no aeroporto para Cuiabá, e eu não sei porque cargas d’água me entrevistaram e quando eu cheguei em Cuiabá, me disseram: “Até em Cuiabá, você vai fazer barulho?”

 

P/1 – Muito obrigada, seu Rubem.

 

 

 

 

FINAL DA ENTREVISTA

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