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História

Uma enciclopédia da música brasileira

História de: Vitor Angelo Luchetti "Vito Barbeiro"
Autor: Museu da Pessoa
Publicado em: 30/10/2016

Sinopse

Nesta entrevista, Vito Barbeiro nos conta um pouco de sua ascendência italiana, como seus pais se conheceram e sua infância no Brás. Aqui, fala da importância dos Moinhos Matarazzo para a região da Zona Cerealista, a Segunda Guerra Mundial e sua paixão eterna pelo Corinthians. Depois, Vito diz à respeito do trabalho de barbeiro do seu pai, além de sua trajetória de aprendizado sobre o ofício. Em seguida, Vito Barbeiro se revela uma enciclopédia humana de sambas da era do rádio e canta muitas canções, que remetem à sua época de boêmio cantador. Adiante, fala da nova loja de seu pai e das enchentes da região. Por fim, conta histórias de seus clientes cerealistas e termina fazendo um saldo de sua vida.

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História completa

Eu vou contar pra você, eu sou chamado de uma enciclopédia da música antiga brasileira. O que eu conheço de música antiga. Samba de breque, samba, canção, Nelson Goncalves, Francisco Alves, Orlando Silva, Gilberto Alves, Sílvio Caldas, isso aí eu sou bom. “Boemia, aqui me tens de regresso e suplicante te peço a minha nova inscrição. Voltei, pra rever os amigos que um dia eu deixei a chorar de alegria, me acompanha o meu violão. Boemia, sabendo que andei distante sei que essa gente falante vai agora ironizar. Ele voltou, o boêmio voltou novamente, partiu daqui tão contente, por que razão quer voltar? Acontece, que a mulher que floriu meu caminho de ternura, meiguice e carinho, sendo a vida do meu coração. Compreendeu e abraçou-me dizendo a sorrir: ‘Meu amor você pode partir, não esqueça o seu violão. Vá rever, os seus rios, seus montes, cascatas, vá sonhar em novas serenatas e abraçar seus amigos leais. Vá embora, pois me resta o consolo e a alegria de saber que depois da boemia é de mim que você gosta mais’”. É feia? A música brasileira só perdia para as italianas. E olha, tinha música brasileira melhor que as italianas. As músicas de hoje pra mim não quer dizer nada, o que deu alguma coisa quando saiu foi o Roberto Carlos. O Agnaldo Rayol, Roberto Carlos, Agnaldo Timóteo. Eu acho que na outra encarnação, eu devia ser cantor, porque falavam que eu cantava bem,mas tinha muita gente que gostava de cantar aqui, músicas antigas eram bonitas. A gente ia na avenida Rangel Pestana, ficava tirando linha, e as meninas passando, a gente ficava parado na porta do cine Piratininga, ficava dos dois lados, tinha a sapataria, tinha a Lojas Americanas na Rangel Pestana, perto da linha do trem, a gente ficava por lá. Só isso, mas também nunca namorei ninguém lá, não. Nunca namorei ninguém, não. Eu namorei pouco, nunca fui de namorar, fui muito gandaieiro.

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