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História

Uma dose de capacitação

História de: Leila Camelo dos Santos
Autor: Museu da Pessoa
Publicado em: 13/05/2020

Sinopse

Leila, em seu relato ao instituto, conta sobre sua capacitação e engajamento com o CDI, este ao qual foi importante para o seu trabalho na comunidade. Relata as dificuldades ali presentes, mas também como os jovens e adultos com as aulas de informática são capacitados para um caminho mais informativo e sublime. Os projetos que surgiram na comunidade é algo relatado, pois tem destaque no cotidiano das pessoas que ali residem, os serviços sociais é algo importante na vida de Leila que dedica a conta seu envolvimento com o CDI.

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História completa

P/1 – Então Leila, você poderia começar dizendo seu nome, local de nascimento...

 

R – Bom, meu nome é Leila Camelo dos Santos, eu nasci no Rio de Janeiro, mais especificamente na Tijuca.

 

P/1 – E data de nascimento também.

 

R – Ah, sim,  nasci em 01 de janeiro de 1978. 

 

P/1 – 1978. E qual é a sua formação?

 

R – Eu fiz pedagogia, na Universidade Federal do Rio de Janeiro, concluí há dois anos, mais ou menos, e agora estou preparando para um mestrado.

 

P/1 – Como você tomou conhecimento do CDI[Comitê para Democratização da Informática]?

 

R – Bom, ligaram para minha casa, na verdade, era um grupo de um pessoal da Igreja Batista do Moneró que queria aproveitar o espaço onde funcionava a Congregação, eles se mudaram do Moneró onde era a Congregação ficou algum tempo esquecida, vazia, sem utilidade. Então, eles pensaram em fazer alguma coisa pela comunidade naquele espaço e uma pessoa conhecia o trabalho do CDI, acho que mais especificamente era a Lenize, ela é de japonês, serviço social, conhecia a Lenize e ela já desenvolvia trabalho social de comunidade há muito tempo atrás, e ela procurou o primo dela que é dessa igreja, eles conversaram e surgiu a idéia de entrar em contato com o CDI para tentar implementar a escola de informática lá, e entraram em contato comigo porque precisavam no projeto indicar nome de educadores e a Lenize lembrou de mim, sabia que eu fazia pedagogia e ligaram para minha casa, conversaram comigo, explicaram mais ou menos como era o projeto e eu aceitei, ainda mais porque eu sempre quis ajudar um pouco a comunidade, fazer alguma coisa pela comunidade, mas não tinha interesse em me envolver com a Associação de Moradores, então para mim foi uma oportunidade boa e eu aceitei e a gente veio para cá fazer a capacitação e o projeto foi aceito, a gente foi lá visitar o espaço, devem ter gostado porque chamaram a gente para fazer a capacitação.

 

P/1 – E como foi a sua capacitação como educadora do CDI? Durou quanto tempo, que assuntos trataram...

 

R – A capacitação começou em setembro de 2002 e eu fiz com o Ednilson e a gente não tinha especificamente aula de informática, no caso a gente teria que ter conhecimento prévio daquilo que a gente ia trabalhar, que era Windows, Word, Powerpoint, quem não tinha eles deram três dias antes uma introdução desses conhecimentos técnicos e a capacitação era toda voltada para a metodologia que a gente teria que estar aplicando enquanto educadores da EIC [Escola de Informática e Cidadania], então a gente estudou um pouquinho sobre o que era trabalhar com projetos, o Ednilson explicou um pouquinho sobre o que era a pedagogia de Paulo Freire, que tinha a ver também, uma coisa de estar levando em consideração o conhecimento dos alunos, os interesses deles, e a base mesmo da capacitação foi a metodologia que a gente teria que estar aplicando na escola de informática, durou três meses, começou em setembro e terminou em dezembro.

 

P/1 – E para você foi muito diferente? 

 

R – Não, não foi muito diferente. Eu gostei, eu acho que não tive muita dificuldade por causa da minha formação, então eu acho que isso ajudou muito, eu entender qual era a proposta, aplicar essa proposta então acho que a capacitação, quer dizer, a minha formação ajudou até eu compreender um pouco mais da proposta de capacitação do CDI.

 

P/1 – Que pontos positivos e negativos você diria sobre essa formação que você teve?

 

R - Sobre a capacitação?

 

P/1 – É.

 

R – Eu acho que se eu fosse uma pessoa que não tivesse conhecimento da metodologia de Paulo Freyre, projetos...

 

P/1 – Você já tinha conhecimento?     

 

R – Já. Inclusive na época eu estava escrevendo a minha monografia que falava sobre trabalhos interdisciplinares, maneiras diferentes de trabalhar e a gente discutia também, eu li um pouco sobre a metodologia de projetos, então eu já tinha conhecimento um pouquinho, mas eu acho para quem não tem a capacitação fica um pouco vazia, fica faltando alguma coisa porque não é fácil você entender essas coisas, fazer leituras sobre isso em três meses para quem nunca tenha visto. Vamos supor que a pessoa venha aqui, tenha o segundo grau normal, não sendo voltado para o magistério, acho que dificulta um pouco, eu acho que esse é um dos pontos mais frágeis digamos assim na capacitação, tem pouco tempo para se conhecer as metodologias direitinho, saber como é que elas funcionam.

 

P/1 – De positivo?

 

R – Nesta capacitação o que há de mais legal é o relacionamento que a gente acaba estabelecendo com o CDI, essa coisa da gente poder, a gente ter confiança neles, saber que pode vir aqui tirar suas dúvidas, porque é uma coisa que você está estudando, saber como você vai estar aplicando aquilo na escola, então uma das coisas mais legais é poder voltar para o CDI para tirar essas dúvidas, para melhorar o seu trabalho.

 

P/1 – Qual é o público com o qual você trabalha?

 

R – A gente atende crianças a partir de dez anos ou cursando a quarta série até aqueles que têm disposição para estudar e estão interessados.

 

P/1 – Qual é o nível socioeconômico?

 

R – É baixo, tanto que para crianças e adolescentes nosso curso é de graça, a gente começou isso agora, o nível socioeconômico lá é bem baixo, eles precisam de ação desse tipo, mas que de preferência sejam gratuitas para eles porque eles não têm condições financeiras de estarem pagando mesmo que o curso seja barato, então a gente tem até problemas, mesmo 15 reais mensais cada módulo, cada curso e, mesmo assim, eles têm problemas nesse sentido, de receber então a gente tem que correr muito atrás para estar suprindo o caixa.

 

P/1 – Qual a expectativa desses alunos que chegam lá na EIC ?

 

R – A princípio, assim que eles vão para o curso, a expectativa deles é aprender informática, eles querem aprender a mexer no computador. Com o tempo, a gente apresentando o curso, justificando, dando um enfoque diferente, que não se trata apenas de ensinar informática pela informática, alguns começam a ter outras expectativas até na sua própria vida.

 

P/1 – Por exemplo?

 

R – Na primeira turma que a gente teve, em 2003, teve algumas pessoas, uma aluna, a gente conversando, debatendo, quando teve debate na sala, ela falou que tinha um desejo, que ela tinha parado de estudar, porque tinha tido filhos muito cedo, não podia mais, aí com o desenvolvimento do curso de informática foi despertando nela o interesse de voltar a estudar e buscar algo mais para a vida dela nesse sentido e,   quando foi em 2003 no dia 30 de dezembro especificamente ela foi lá, me procurou e falou assim: “Eu fiz minha matrícula, vou voltar a estudar porque eu quero ser professora também.”, isso foi uma coisa que foi fruto das discussões em sala de aula, mas em geral a expectativa deles é fazer o curso e quando a gente consegue atingir esse nosso objetivo, não é com todas as turmas, não é com todo mundo que vai lá que a gente consegue projetar algo mais. Aqueles que a gente consegue têm esse desejo e até o desejo de estar ajudando a comunidade que as pessoas têm, e esbarra aqui em um problema de que alguns da turma tem esse desejo, a gente consegue fazer com que essas expectativas, essa coisa, flua, mas em outros não, então fica aquele embate na própria turma e é uma das maiores dificuldades da nós porque para poder implementar alguma coisa a gente precisa do grupo e até que esse grupo volte à escola de informática depois do curso e essa é uma das maiores dificuldades que nós encontramos. A gente desenvolve alguns projetos legais durante os três meses de curso, mas quando nós queremos que esse pessoal volte para a gente continuar fazendo as ações, isso aí fica complicado, fica difícil.

 

P/1 – Você pode citar algumas ações que vocês desenvolveram, que a EIC desenvolveu?

 

R – Uma das mais significativas que eu acho que o CDI considerou foi uma sobre o saneamento básico.

 

P/1 – O que?

 

R – Uma ação sobre saneamento.

 

P/1 – Ah, uma ação sobre saneamento.

 

R – É. A turma começou falando sobre violência só que, isso porque nós atendemos não só o pessoal da comunidade, tem de outras comunidades e até pessoas que não moram em comunidades ditas carentes, então eles começaram querendo discutir violência, violência urbana, e com o desenvolvimento do curso eles disseram assim: “Leila, a gente quer mudar esse tema, a gente não está achando que isso tem muito a ver com a nossa realidade porque a gente mora em uma comunidade e a nossa comunidade não é uma comunidade tão violenta”, isso na época, né?, “Não é uma comunidade tão violenta, a gente quer mudar.”, eu disse: “Por mim tudo bem, mas vocês sabem que a gente está na metade do curso e a gente vai ter que acelerar para poder fazer alguma coisa.”, aí eles falaram assim: “A gente quer falar sobre saneamento básico, sobre o problema do esgoto que está na ciclovia que é um local de fazer ginástica, quando chove as casas enchem, os esgotos entopem com muita facilidade, então a gente quer discutir um pouco sobre isso.”, nós fizemos um debate em sala de aula, discutimos, o que nós poderíamos está fazendo, como é que pode estar agindo. Vamos lá, vamos conhecer o problema, vamos conversar com os moradores e fomos, fizemos entrevista com alguns moradores, porque na verdade eram poucas casas que tinham problemas, a gente fez por amostragem, fizemos as entrevistas e a partir das entrevistas a gente fez uma carta e foi onde deu uma travada porque a gente fez a carta que era para passar abaixo-assinado e o curso acabou, eles não voltaram, mas mesmo assim a gente comunicou à Associação de Moradores o problema, levamos para eles que os moradores não estavam satisfeitos, eu chamei na época a presidente, conversei com ela, falei: “A gente não está querendo passar por cima do trabalho de ninguém, a gente só está querendo apontar um problema para ver se a gente consegue a solução.”, ela falou: “Não, por mim tudo bem.”, um tempo eles conseguiram que alguém, que o pessoal da prefeitura fosse lá realmente fazer a drenagem do esgoto, desentupir, porque isso não vinha acontecendo e até as entrevistas a gente olhava os esgotos e a gente via que se chovesse ia transbordar aquilo. Eles levaram fotos que eles tiraram onde mostrava que estava alagado por causa da chuva e a gente conseguiu movimentar a Associação de Moradores para que ela fosse lá e resolvesse o problema, depois teve chuvas e não teve o problema de encher, essas coisas todas. Essa foi uma das coisas mais significativas que a gente conseguiu realmente. Os outros projetos que desenvolvemos tem muito a ver com conscientização: fala sobre doenças sexualmente transmissíveis, drogas e desenvolvemos palestras, eles mesmos falavam: “A gente queria fazer assim.”, e a gente convidava pessoas para dar palestras...

 

P/1 – Para os alunos da EIC?

 

R – Para os alunos e para pessoas que eles convidavam. Teve uma que foi mais pessoas que não eram alunos da EIC do que pessoas que estavam fazendo curso, na verdade os alunos me deram uma rasteira. A gente conseguiu um espaço em uma igreja da comunidade que tem um salão, a gente procurou o pastor e ele cedeu o espaço, a gente levou umas meninas do curso de enfermagem da UniRio, esse contato eu consegui através da Luciene, Luciane, ela é do CIEE, também é uma escola de informática, e a gente teve uma oficina local que o CDI sempre promove e é um momento legal porque a gente pode estar trocando informações com os educadores de outras redes. E a Luciane me indicou o pessoal da Fundação Mudes, me deu o telefone, entrei em contato e consegui o pessoal da UniRio para dar a palestra. Foram adolescentes, eles acharam muito interessante, e essas ações e palestras de conscientização mexeram muito principalmente com os adolescentes da comunidade que às vezes encontro, passa, e fala: “Ah, Leila, a gente assistiu uma palestra, quando é que você vai trazer novamente, quando é que vai ter novamente ações desse tipo para conscientizar o pessoal?”, a gente fez duas palestras sobre DST, uma antes do Carnaval e uma pertinho do final do ano porque sempre repara que depois dessas festas, de alguns meses, vemos muitas adolescentes grávidas e a preocupação é realmente alertar essas pessoas, esses adolescentes. A gente funciona como uma ação social dentro de uma igreja, mas não podemos impor os nossos valores como verdadeiros para eles, então a gente vai orientando conforme acha que tem que ser, não vai dizer para eles: “Você não vai fazer!”, não é o certo, mas quer fazer? A gente vai orientar para que eles possam se prevenir e busque orientação. E sobre drogas eles procuram porque parentes não estão querendo se envolver ou estão envolvidos, isso criança que vem procurar porque esses temas surgiram principalmente nas turmas de crianças e de adolescentes, eles demonstraram interesses e eles falam: “Tem muita adolescente grávida.”, e a gente discutia muito o papel: “Mas será que é só culpa da adolescente?”, e eles começaram a refletir também sobre o papel do menino nessa relação, então foram coisas bem legais que aconteceram.

 

P/1 – O papel da criança você diz?

 

R – Não, o papel, por exemplo, têm adolescentes grávidas mas elas ficaram grávidas sozinhas? O papel do adolescente homem porque eles põem a culpa sempre na garota e começaram a discutir que influências isso tem não somente na vida da jovem como na vida do jovem. Essa questão do atraso escolar, você começar a construir família, quando você consegue construir, e quando você não vai constituir família junto com aquele jovem você tem uma família totalmente desestruturada e começa a ter filhos de outros rapazes. Essas questões todas foram debates na escola de informática.

 

P/1 – Que tipo de dificuldade os alunos apresentam? E é diferente de homem para mulher?

 

R – Adulto, a maior dificuldade deles é pagar a mensalidade, a maior dificuldade.

 

P/1 – Eles têm que pagar 15 reais?

 

R – 15 reais. Na verdade a gente cobra e explica para eles que eles não têm o dinheiro para pagar a mensalidade, eles têm que ir lá, conversar, explicar a situação, porque nós sempre resolvemos. Porque o objetivo do nosso coordenador é que eles estejam dentro da escola de informática, aprendendo, mas existe essa dificuldade, a maior dificuldade é essa. De aprendizagem, não tem muita dificuldade não. Têm aqueles que chegam lá e têm medo de mexer, tem aquela barreira, o computador, a maior dificuldade que eu tenho com as crianças, deixa eu pensar, não vejo.

 

P/1 - A turma é de homens e mulheres, qual a proporção de homens e mulheres na turma?

 

R – Eu acho que 60 para mulheres e 40 para homens, uma média geral, se bem que crianças e adolescentes têm mais rapazes do que moças, adultos mais moças do que rapazes.

 

P/1 – Até que idade vocês trabalham?

 

R – Não tem limite, começa com dez, mas não tem limite, com dez cursando a quarta série.

 

P/1 – Qual o tamanho das turmas e o horário?

 

R – Cada turma tem dez alunos em média, começa com dez e às vezes não consegue terminar com os dez, isso é muito comum, mas os horários são: dois dias na semana de aula, a gente tem manhã e tarde, para a primeira formação – Windows, Word e Powerpoint – uma hora e meia de aula por dia, três horas semanais, segunda e quarta ou terça e quinta, e de tarde também tem o Excel, mas é uma vez na semana, ele é um curso separado da primeira formação. Você tinha perguntado das dificuldades, de dentro das escolas de informática a maior dificuldade é essa, uma das dificuldades que a gente está enfrentando agora é violência, que no ano passado não tinha.

 

P/1 -  E como está aparecendo?

 

R – A gente tinha cursos de manhã, de tarde e à noite, com uma freqüência muito boa de alunos à noite, não tinha quase evasão à noite, só que no ano passado, depois de julho, quando a turma falou que não tinha problema, escolheu outro tema, começou a haver guerras entre grupos rivais...

 

P/1 – Do tráfico?

 

R – Do tráfico. E a nossa comunidade sofreu muito com isso, a Ilha de uma forma geral, ano passado, sofreu bastante e o ápice total foi no final do ano quando tivemos que suspender as aulas à noite, teve que parar com o curso de alfabetização que a gente tinha, e ficou quase o semestre inteiro parado, voltou essa semana o curso de alfabetização e as coisas estão voltando à normalidade, dentro daquilo que  chama de normalidade, mas a maior dificuldade foi o problema da criminalidade, da violência, dificultou freqüência dos alunos, a gente teve que diminuir o número de turmas que a gente atendia, esse foi um grande problema porque limitou muito também as nossas discussões em sala de aula porque eles começaram ficar um pouco mais retraídos, embora surgissem ainda discussões sobre drogas a partir de mães preocupadas com seus filhos, isso foi com muito menos intensidade do que vinha sendo, então a gente teve esses problemas.

 

[PAUSA]

 

P/1 – Como é que você avalia o apoio que o CDI dá para desenvolver o acompanhamento?

 

R – O apoio do CDI é excelente, a gente não tem do que se queixar, eu tenho mais facilidade para fazer aplicação da pedagogia na escola, a nossa outra educadora, a gente trocou porque a outra teve que sair nós substituímos e essa que tinha entrado ela tem um pouco de dificuldade, nós observamos que ela tinha essa dificuldade e o CDI, o coordenador, o Sr. Osvaldo, falou que ela estava no CDI fazendo cursos de acompanhamento para que ela pudesse ter mais facilidade para aplicar a metodologia, então acho que é excelente, a gente tem dificuldade, a gente pode vir aqui, falar, expor o que a gente está sentindo, as dificuldades que a gente tem, dificuldade de: “Ah, não estou conseguindo desenvolver esse tema com eles.”, liga para cá, pede ajuda, como aconteceu também no saneamento, o Ednilson mandou vários sites que eu podia estar estudando para poder fundamentar aS discussões porque a gente não vai discutir em cima do nada, então é muito bom o apoio do CDI, esse apoio pedagógico e as oficinas locais que eles te avisam é fundamental, infelizmente na última eu não pude estar porque tinha que começar ____.

 

P/1 – É fundamental para quê? 

 

R – É fundamental para que  mantenha essa relação com as outras escolas de informática, para que a gente saiba como é que está acontecendo nas outras escolas de informática, para que a gente possa trocar experiências, para que a gente possa compartilhar as nossas dificuldades: “Ah, a minha turma escolheu esse tema, esse projeto a ser desenvolvido.”, e de repente alguma escola de informática já tenha também desenvolvido aquilo, então pode também estar dando auxílio, pode estar ajudando na informação, trocando experiência mesmo, então é importantíssimo.

 

P/1 – E o que você acha da idéia do CDI de realizar registro da sua história a partir desse depoimento das pessoas que fazem parte do CDI?

 

R – O que eu acho? É importante porque a gente vai construir algo e se a gente não tem o registro desse algo parece que a gente não fez nada, eu acho que você poder fazer a história desses dez anos, ver o que tem acontecido, é importante para que outras pessoas possam conhecer como é que tudo começou e para que eles possam fazer a avaliação de como é que foi a evolução desse preparo. Em dez anos o que aconteceu? Quando estiver daqui há dez anos eles vão fazer novamente, ou até antes, qual foi a evolução que teve? Será que a gente melhorou? Quando eu entrei no CDI, me parece, que eles estavam passando por uma mudança, justamente por essa coisa da aplicação da metodologia, de você pegar problemas da comunidade para estar discutindo em sala de aula – você não, né? Os próprios educandos – os alunos escolhendo, identificando os problemas da comunidade para trabalhar. Quando eu entrei no CDI eles estavam passando por essa mudança.

 

P/1 – Então, Leila, muito obrigada, em nome do CDI, do Museu da Pessoa, a gente agradece o seu depoimento.

 

R – Obrigada.

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