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História

Um Vito do Brás

História de: Victor Ottone Mastrorosa
Autor: Museu da Pessoa
Publicado em: 30/10/2016

Sinopse

Em sua entrevista, Victor Mastrorosa nos conta a respeito de sua origem italiana, a situação de Polignano a Mare na época da imigração de seus pais e sobre como foi crescer numa família humilde no Brás. Em seguida, fala de sua formação como contador e como conheceu os comerciantes da Zona Cerealista ao cuidar das finanças de seus negócios. Então, Victor nos fala das dificuldades do início de carreira, quando se casou e mal tinha como pagar suas despesas. A partir daqui, narra a sua trajetória vencedora no meio contabilístico, seus investimentos e sobre a importância da Bolsa de Cereais e do SAGASP na estruturação do comércio atacadista de cereais no Estado de São Paulo. Concluindo a conversa, diz que não se vê um dia aposentado, mesmo com 86 anos, e fala sobre seus sonhos para o futuro.

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História completa

O meu nome é Victor Ottone Mastrorosa, nasci no dia 24 de maio de 1930, mas naquela ocasião, quando se ia registrar que eles botavam a data, então eu sou registrado como oito de junho de 1930, porque do dia 24 até oito de junho, o tabelião aí, só com a presença dos pais e não precisava levar documento nenhum, porque não tinha naquela época. Nasci em São Paulo, aí na rua da Alfândega, 235. Naquela época, nascia em casa. Eu e os meus cinco irmãos nascemos na mesma casa, na rua da Alfândega, 235. Porque o meu pai trabalhava, então, ele só pegou, acho que um sábado ou domingo e foi registrar, que o registro era ali perto do Largo da Concórdia. Mas também, não levou muito tempo, meu pai era verdureiro, sabe? De dia ele vinha comprar aí no Mercadão, andar por aí, isso aí tinha que fazer durante o dia, levantar cedo. Então, quando ele teve uma folga, ele foi lá registrar. Eu celebro nos dois, 24 de maio e oito de junho. Eu gosto de festejar o meu aniversário. E outra coisa também, quando a gente fazia o registro, meu pai era estrangeiro. Minha mãe também era estrangeira, às vezes, não falavam muito bem, meu avô, por exemplo, chamava Vito, eles puseram… como o meu nome era… o meu pai pôs Victor, porque eles puseram o meu avô como Victor, né, e meu avô chamava Vito Toma Mastrorosa e eu, e o meu nome é Victor Ottone Mastrorosa, agora, foi o cara ao invés de Toma, ele botou Ottone. O padroeiro da cidade de Polignano é Vito. Então, todo mundo é Vito. Onde o meu pai nasceu os nomes que existem são: Nicola, Donato, Roque, Vito, Antônio e mulheres é Crescência, um nome que tem pouco aí, né? Crescência, Lucia tem bastante, Maria tem bastante. Por isso é que aqui, quando vem naquela época, era comum o pai colocar o nome do avô e da avó para os filhos e a mãe também, a mãe colocava o nome do avô e da avó dela, do pai dela e da mãe dela. Como o meu avô também chamava Vito, meu pai chamava Vito, eu me chamo Vito, eu tenho um neto que chama Vito e um filho que chama Vito, entendeu? E eu acho que Vito é um nome também bonito. Quando eu fui trabalhar em 1951 pra frente, eu fui trabalhar no norte, eu conheço o Brasil inteiro trabalhando. Eles adoravam o nome Vito, porque lá no norte não tinha esse nome. Eu falei: “Se vocês forem para São Paulo, se você chamar Vito, todo mundo vai virar a cara, porque chama Vito”. Na rua da Alfândega tinha bastante Vito. Eu era Vito, o vizinho era Vito Paulo, o outro era Vito Alemão, era Vito Bevile, a gente chamava ele de Vito Alemão. E assim era, tudo Vito e com sobrenome diferente. Uma coisa. pessoal botava tanto o nome de Vito, meus tios em dois filhos, eles colocaram Vito em dois filhos. O nome do meu avô Vito Toma, o outro só Vito, né? Quer dizer, eles gostavam muito do nome de Vito, né?

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