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Um resumo de pouco

História de: Guilherme Sodré
Autor: Guilherme Sodré
Publicado em: 26/04/2022

Sinopse

Um resumo breve de uma breve vida.

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Olá, meu nome é Guilherme Sodré, tenho 18 anos e curso RTVI na faculdade Cásper Líbero; E neste parágrafo vou resumir o pouco que vivi. Pouco? Bem, sinto que para fins exposição, não tenho tanto para contar. Vivi uma vida tranquila até agora: Nasci em São Paulo em 21/03/2004, fui o primeiro filho do casal Maria Teresa e Marcelo. Falo primeiro por que 4 anos depois veio a Luiza, minha irmãzinha. Desde que nasci, sempre fui meio hiperativo, visto que com menos de 1 ano de idade eu ADORAVA jogar objetos pela janela do apartamento. Graças a isso eu e meus pais nos mudamos para onde moro até hoje, um condomínio em Cotia. A vida aqui é calma, uma cidade pequena demais para ser centro e grande demais pra ser interior. Gosto daqui, uma pena ser longe de tudo. Falando da minha vida escolar, no prézinho eu era agitado, como já citado. Posso exemplificar isso com a vez quando estourei minha testa num quadro da escola. A professora de artes pediu pra eu pegar uma câmera na sala da diretora e eu saí correndo com o avental na minha cara. Resultado: Não vi o quadro e tomei 3 belos pontos na testa (pelo menos não ficou cicatriz). Na escola, a qual englobo fundamental I e II, sempre fui bom aluno. Tirei duas notas vermelhas nesse período inteiro. Uma delas foi uma prova de Matemática, no quarto ano. Como bom arrogantinho que nunca se deu mal num teste, fui sem estudar. Prova de matemática geométrica? Fui fazer sem régua, esquadro nem nada, à mão livre mesmo, e o resultado não poderia ser outro. 3.5. Choque total, mas hoje agradeço por essa experiência. Me fez voltar a "terra", se você me entende. A outra foi um teatro de espanhol, que eu não planejei roteiro nenhum e confiei no meu taco para levar no improviso. O resultado foi digno de um framboesa de ouro, ou devo dizer, "frambuesa dorada"?. Acho importante ressaltar que nesse período todo o ano que mais me marcou foi o último, o nono ano, no meu antigo colégio. Posso te garantir que foi o que menos estudei na minha vida, mas as lembranças, os amigos e principalmente a saudade ficam até hoje (volta 2018!!!). O ensino médio ao mesmo tempo que é triste, é incompleto. Só tive a oportunidade de cursar presencialmente o 1o ano. Não posso reclamar dele, foi bom e conheci amigos que levo até hoje comigo. O 2o e 3o para mim foram remotos, devido à pandemia de covid-19. Horrível, horrendo, tenebroso e brutal: o EAD. O ensino remoto no começo me pareceu uma boa alternativa para a obrigatoriedade de ficar em casa, porém com o passar dos (iguais) dias e a transformação do meu antes adorado quarto em um lugar de angústias, ansiedades e incertezas, se tornou o meu maior pesadelo. Principalmente no 3o, em menor escala vou admitir, já que o ensino presencial retomava aos poucos. Creio que meu 2021 foi pior que meu 2020, pois estudei igual um MALUCO. Acordava às 6 e estudava ate às 13, com um breve intervalo de 1 hora, voltava aos estudos às 14 e só iria finalmente descansar às 18 e 45. Tudo isso para passar nos vestibulares, um sistema que eu sou assíduo crítico, mas é o sistema: ou você participa ou se afoga. Os vestibulares? Passei na faculdade que mais queria com 1 mês de antecedência aos principais, porém continuei estudando igual um maluco, já que queria passar numa pública para ajudar meus pais com as contas no final do mês. Bem, para resumir e poupar o seu tempo leitor, vou apenas informá-lo da minha nota e a nota de corte da FUVEST para o curso que eu queria (Curso Superior do Audiovisual): 64 e 65. Frustação e sensação de tempo e sanidade perdidos? Sim, mas pelo menos agora sou universitário! Cásperiano! A faculdade que eu queria (se desconsiderados os fatores econômicos). Me encontro aqui, digitando esse resumo da minha vida, mentalmente gasto e animado com o futuro, que eu espero que seja tudo aquilo que me prometeram quando falaram que era "só estudar que tudo daria certo". Espero que você tenha gostado desse texto o mesmo que eu gostei de escrevê-lo. As vezes é bom botar tudo pra fora e olhar a si mesmo em retrospectiva. Recomendo.
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