Busca avançada



Criar

História

Um aperto de mão nos uniu

Sinopse

Na conversa com Silvio, você vai saber sobre como era a Vila do Conde nos anos 1980, à beira da praia de rio. Ele também nos conta sobre suas travessuras de criança, os costumes paraenses na culinária e sua precoce entrada na igreja. Silvio fala sobre seu amor Maria Elisia, e de seus primeiros passos na catequese e na crisma. Por fim, nos canta diversas músicas religiosas, laicas e de sua autoria, enquanto nos conta a respeito de sua banda, a Remanso.

Tags

História completa

Maria Elisia Tavares de Miranda: eu conheci a Maria Elisia dentro da igreja, mas a gente nunca sabia, nunca, jamais imaginava que a gente ia se casar. Em 1999, a Dona Lurdes, nos convidou pra participar de um evento em Belém do Pará, lá no estádio olímpico que a gente chama de Mangueirão, pro Pentecostes. Todo ano tem. Nessa época a gente era adolescente, tinha dezesseis, quinze anos. E aí foi eu, foi ela e foi mais quatro pré jovens ali, já. E ali, eu lembro que a gente foi pro Pentecostes, aí fomos pro estádio, vimos todo o evento. 

E, quando a gente desceu do estádio, a Dona Lurdes falou assim: “Olha, cada um pega na mão, pra não de perder”, porque é muita gente, né? Ali tinha sessenta mil pessoas, ali no estádio. E eu peguei na mão dela. Peguei na mão dela, nós viemos e, assim, eu meio com vergonha, porque a minha mão estava, eu me lembro que a minha mão estava suada. Eu achava, eu achava não, eu acho até hoje ela uma pessoa muito bonita. Eu ficava: “Meu Deus, eu estou pegando na mão da Maria Elisia, aqui”! Passou esse momento e a gente começou a conversar, né? E ela falou também pra mim que viu o suor ali, viu sendo transmitida alguma coisa entre a gente. E aí a gente começou a conversar. E tivemos essa experiência de namorar escondido ainda, que não dizia nem pro meu pai, nem pros pais dela. 

O pai dela era muito bravo! A gente ficava de receio, ficava receoso de chegar lá e pedir. Mas mesmo assim eu ia na casa dela. Na época, quando os meninos começaram a aprender a tocar na igreja, o irmão dela foi aprender a tocar violão. Ele toca contrabaixo comigo hoje. E, na época, ela aprendia a tocar teclado, a Maria Elisia. E um outro colega nosso era teclado também - E eu ia lá pra cantar, né? Mas só que nem precisava chamar, né? Eu ia porque eu queria vê-la. E aí, depois que acabou as aulas, eu continuei indo, eu continuei indo e uma água aqui, beber água aqui e tal, foi conversando. Aí, eu lembro, na época, que a gente gostava muito de futebol também… Aí eu já ia, eu rezava pra chegar quarta-feira, pra gente assistir o jogo, pra eu assistir com ela lá. Pra ter uma desculpa, né: “Ah, o que? Ah sim! Não, estou assistindo o jogo aqui… olha só, a televisão de casa deu problema!”. Eu inventava qualquer coisa, mas sempre com aquele receio, aquele respeito. Foi até que os pais dela descobriram a gente, e pronto, já se uniu no namoro e foi só concretizando mais, até o casamento em 2008.

 

Ver Tudo PDF do Depoimento Completo

Outras histórias


Ver todas


Rua Natingui, 1100 - São Paulo - CEP 05443-002 | tel +55 11 2144.7150 | cel +55 11 95652.4030 | fax +55 11 2144.7151 | atendimento@museudapessoa.org
Licença Creative Commons

Museu da Pessoa está licenciado com uma Licença
Creative Commons - Atribuição-Não Comercial - Compartilha Igual 4.0 Internacional

+