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TRAVESSIAS

História de: Neiglison Casara da Costa
Autor: Ana Paula
Publicado em: 15/06/2021

Sinopse

Descendente de uma família originada por italianos, peruanos, portugueses e bolivianos, Neiglison narrou causos de sua família e de suas diversas travessias profissionais ao longo da vida, assim como das travessias do rio que o leva até Rio Branco para atuar como propagandista da Aché.

História completa

Projeto Aché Realização Instituto Museu da Pessoa Entrevista de Neiglison Casara da Costa Entrevistado por Eliana Reis Fortaleza, 02 de julho de 2002 Entrevista ACHE_CB063 Transcrito por Maria da Conceição Amaral da Silva Revisado por Juliane Roberta Santos Moreira P/1 – Então, para começar Neiglison, eu gostaria que você dissesse seu nome completo, local e data de nascimento. R – Meu nome é Neiglison Casara da Costa, nasci em 05 de abril de 1973, em Guajará-Mirim em Rondônia. P/1 – Toda a tua família é de lá, de Rondônia? R – Bom, meu pai nasceu em Cruzeiro do Sul, no Acre, e minha mãe nasceu em Guajará-Mirim, Rondônia. P/1 – Você estava contando antes uma história interessante da tua família, dos teus bisavós. R – Isso. P/1 – Você podia contar para a gente? R – Pelo que eu sei o meu tataravô foi um dos que trouxe...ele era piloto de avião, né? Veio da Itália para o Brasil. E a primeira vez que ele veio para o Brasil ele trouxe um papa para o Brasil. E trouxe o papa, conheceu o Brasil e depois retornou para a Itália. E depois o filho dele, o meu bisavô, ele ficou curioso sabendo das histórias, como que era o Brasil e veio para o Brasil. Só que ele estava vindo de avião pelo Amazonas, era assim mais por essa parte perto da Bolívia assim, já eu acho que no estado ali entre Rio Branco e Porto Velho. En só que a aeronave, ela caiu quando estava sobrevoando a área. E eram três, tinham dois passageiros e ele pilotando o avião. Ele foi o único que sobreviveu dessa queda de avião. Então ele ficou no local, resgataram ele e ele foi tratado. Depois que ele teve uma melhora, depois de algum tempo, ele pegou uma embarcação, que era o meio de transporte da época, e foi descendo o rio. Só que eram muitos dias de viagem e no meio da viagem também [risos], por incrível que pareça, a embarcação, ela veio a naufragar. Só que quando naufragou ele conseguiu salvar a minha bisavó, que era Belita, né? E naquela época, ela era peruana e o pai dela peruano. E como uma gratidão eterna, o pai dela disse que a partir daquele momento ela iria servir ele o resto da vida. E… P/1 – Assim aconteceu. R - Assim aconteceu. Acabaram se casando, né? E ele não retornou para a Itália, ficando aqui. E depois, com o tempo, aí já residiram mesmo em Guajará e é de onde é a origem da família por parte de mãe, né? Que é descendente de peruano com italiano. P/1 – E da família da parte do seu pai? R – Bom, o meu pai, os descendentes já são portugueses com bolivianos. Mas a história em si, porque nós sempre tivemos contato mais com a família da minha mãe. Eu não sei se pelo fato de italiano ser mais, né, um povo mais… [risos]. P/1 – Falante. R - Falante e aconchegante e tudo, muito carinhoso. E a gente sempre teve muito contato. E eu, nunca nem me passou pela cabeça ter, procurar saber um pouco mais da história de onde que veio, vieram, né? A origem e tudo. Mas é essa passagem mesmo, que é algo interessante. Inclusive tem um historiador que está contando, fazendo uma biografia dessa, que é o Vitor Hugo, ele está terminando uma biografia onde fala da família Casara. Essa história toda que eu estou te contando [risos]. P/1 – [risos] Certo. E você lá em Rondônia você nasceu em Porto Velho e o teu primeiro trabalho qual foi? R – Não, eu nasci em Guajará-Mirim, né, Rondônia. P/1 – Ah, tá. R – Agora a primeira experiência de trabalho foi interessante. Eu tinha feito um… P/1 – Foi em Guajará-Mirim? R – Não, já foi em Porto Velho. Eu estava com 19 anos. Eu saí com 9 anos de idade de Guajará para morar em Porto Velho, né? E com 19 anos eu, minha primeira oportunidade de emprego que eu tive, meu pai era razoavelmente bem de vida, que era auditor fiscal, e ele não gostava que a gente trabalhasse, né? Então, mas eu sempre fui assim como o pessoal fala por lá, meio virado [risos], assim, que corria atrás das coisas. E eu peguei e fiz um curso de datilografia e fiquei sabendo que ia ter uma vaga em um colégio para mexer com máquina eletrônica. E como eu não tinha experiência, mas um amigo meu falou, eu falei: “Sabe de uma coisa? Eu vou lá.” Ele me disse que era o lançamento de uma máquina eletrônica, Olivetti 2500, que eu acho que era. E eu fui lá, aí tinham dois rapazes que já mexiam com máquina eletrônica e mais eu, né, que estava concorrendo à vaga. Só que eu tive muita facilidade de assimilar bastante as coisas. E quando o rapaz foi dar o treinamento, no mesmo dia que ele deu o treinamento eu já estava confeccionando a apostila enquanto os outros não sabiam mexer na máquina. E foi aí que foi a minha primeira experiência. Eu entrei no colégio trabalhando no Kepler, né? E depois de um tempo eu saí. Meu pai me mandou estudar em Joinville, Santa Catarina. Aí foi a época que meu pai faleceu e eu fiquei muito desgostoso. Queria fazer Agronomia e já tive que mudar todos os meus planos e voltei para Porto Velho. Quando eu voltei lá surgiu uma oportunidade de trabalhar em um cartório, como escrevente. E eu fui trabalhar. Muitas histórias “teve” no cartório [risos], porque a gente fazia notificação. Cheguei até a correr muitas vezes ali. Corri do cara dizendo que ia me meter um tiro de bala e tal [risos]. Eu falei: “Esse negócio não é muito para mim não.” Aí trabalhei uns três, quatro meses depois resolvi sair. Quando eu saí teve um amigo meu, o Antônio, que trabalha também no laboratório, quando eu saí do Kepler ele ficou no meu lugar lá, que eu indiquei ele [risos]. P/1 – Nossa [risos]. R - Quando eu saí do cartório ele estava no banco, aí ele falou: “Vai ter seleção”. Eu corri para fazer a seleção. Eram 50 candidatos para uma vaga. P/1 – Nossa. R – Aí no dia da prova eu... minha mãe tinha me dado carro. Tinha carro, tinha tudo. Como chamam lá o “VASPP”, né, que é o “Vagal Anônimo Sustentado Pelos Pais” [risos]. P/1 – [Risos]. R – Eu nem ia fazer. Minha mãe que me puxou da cama e me mandou embora. [risos]. Aí eu fui. Cheguei lá eram 50 candidatos para uma vaga, eu falei: “Não, não vai dar.” Aí eu fiz a prova tudo, lá. P/1 – Meio que sem vontade. R – Meio que sem vontade, mas fui fazendo. Eram conhecimentos gerais, matemática e português. Aí fui e fiquei entre os dez. E depois teve a parte de uma entrevista que durava no máximo meia hora. Eu fui fazer com o regional do banco e essa entrevista durou mais de duas horas e meia [risos], porque ele gostou do diálogo e tudo. E eu fui contratado. Aí fiquei oito meses como escrevente.. ô, como escrevente? Desculpa como escriturário! Depois fui promovido para caixa, depois caixa de PAB. Fui caixa de posto de serviço. Tinha uma certa elite dentro desse cargo que era ser caixa de posto de serviço. Era um, dois ou três, que eram três postos de serviço. E eu fui passando de dois, quatro meses nessas funções, e depois surgiu oportunidade de ir para a gerência como assistente de gerente, aprender a função. E eu falei: “Eu vou”. Sempre gostei, né, assim, de coisas novas. Aí deu certo. Então na época que estavam mandando minha promoção para Gerente de Relacionamento C, que era o nome do cargo da época, surgiu uma oportunidade para ser consultor do banco, que era um cargo muito almejado, porque tinha gente que às vezes tinham 10, 12 anos de banco para poder ser consultor do banco. E iria ter uma certa extensão, que era ser responsável por dez agências em Rondônia e mais uma agência em Rio Branco. De início deu um pouco de medo, porque eu não tinha, nunca tinha tido contato com gerente regional, diretor de banco, até presidente chegou a ir lá depois com o tempo. E deu um pouco de medo, mas eu fui. Aí fiquei vinte dias em treinamento em Curitiba, fiquei mais dois anos nessa função, e foi quando surgiu a proposta de vir para o Aché, né? P/1 – Você já tinha ouvido falar do Aché? R – Já. Já tinha falado [risos], por quê? (Troca de CD) P/1 – Por que você já tinha ouvido falar do Aché? R – Já. Já tinha falado. Por quê? Porque o meu amigo Antônio que estava no banco ele já tinha saído. P/1 – Aquele mesmo? R – O mesmo que tinha me chamado, ele foi para o Aché, e falou: “Nei, é muito bom aqui, é excelente, um local para você trabalhar tranquilo. Você faz o seu trabalho, tudo.” E no banco tinha uma certa pressão que eu ouvia sempre todo mundo falando: “É, eu...”, ex-bancários falando, “...eu nunca mais quero voltar para trabalhar em banco”. E eu achava que isso era meio porque...dor de cotovelo, porque tinha saído e tudo, mas isso não é verdade. Quando, ainda mais vindo para o Aché, que, “vixe”, é excelente demais. A qualidade de vida que a gente tem hoje é totalmente diferente, porque no banco eu tinha um cargo que dava status. Mas, financeiramente, né? O plano de saúde a gente pagava. Aqui a gente não precisa pagar plano de saúde, o laboratório paga. Então tem uns benefícios que valem a pena. E também como eu estava até falando com a tua colega, é uma questão também de segurança, né? No banco a gente... eu cheguei a ser assaltado no banco e isso me criou um certo trauma. E foi quando eu fui para a função de consultor depois. Então, como eu passei a ter menos contato direto com somente uma agência, eu achei legal até quando eu estava na função. Mas a perspectiva da função em si era para... era um cargo temporário de dois anos, três anos para você pegar uma certa bagagem entre aspas, para você poder assumir um cargo de gerente de pessoa jurídica, ou gerente adjunto. Como se fosse o segundo gerente da agência ou então até uma agência de pequeno porte. P/1 – Tá. R – Só que esse fator me gerava uma preocupação. Porque quando eu, mesmo eu estando na função de consultor, ocorreu um fato e minha esposa chegou a ser perseguida, né? Só que ela não percebeu. Quem percebeu foi um vizinho meu. E por incrível que pareça, no mesmo dia que ela chegou, que passou uma Saveiro lá em frente de casa observando, que já tinha passado outros dias, o vizinho teve até que dar um grito para o pessoal não entrar em casa. Eles ficaram com medo e fugiram. Por volta de umas seis horas. Quando foi sete horas na rua de trás de casa, uma Saveiro da mesma cor, por incrível que pareça, assaltou a casa. Fizeram um monte de coisas com o pessoal que estava e levaram até o carro que era da vizinha, um Vectra. Aquilo me gerou um pânico e foi justamente na oportunidade. P/1 – Aí o convite para o Aché veio a calhar? R – Para o Aché veio a calhar, né? Só que era uma época de turbulência que eu fui entrando. Dois meses depois ia ter corte de 500 funcionários, que era...não sabia o número exato, mas ia ter corte. E em si, a gente falando do salário, quando eu disse que ia sair, o banco aumentou meu salário. Botou um certo patamar, mas mesmo assim eu falei: “Não, eu acho que não é bem isso mais que eu quero. Mudei meu projeto de vida. Eu acho que não é por aí”. E aqui no Aché eu tenho uma tranquilidade que eu não tinha mais no banco. Isso é muito importante. P/1 – E aí você começa a trabalhar em que região? Em Porto Velho mesmo? R – Eu? Eu comecei trabalhando em Porto Velho, né? Nós fazíamos somente Porto Velho. Quando eu comecei trabalhar nós trabalhávamos com duas linhas. E, eu acho, até o ano passado ainda eram duas linhas que eu trabalhava, com Gama Diamante e a Topázio, depois, agora houve essa mudança e a gente está trabalhando somente com uma linha também, é com certeza bem melhor. O trabalho é bem melhor hoje. P/1 – Mas agora também inclui Rio Branco? R – Ah, isso. Agora inclui também Rio Branco. A gente está fazendo Rio Branco lá e dá um retorno excelente para a gente. Só que além de Rio Branco também, eu esqueci de te falar, nós também fazemos Brasiléia, que é uma cidade do interior do Acre. Onde nós temos lá no potencial treze médicos cadastrados e também Guajará-Mirim. Essas duas cidades são fronteira com a Bolívia. Brasiléia… P/1 – Você poderia contar um pouco como é essa região? R – A região? P/1 – É. R - Bom, essa região assim que eu passo lá, por exemplo, Rio Branco, é rico lá. Chama-se a cidade, tem até um slogan lá do governador que é a cidade da floresta, porque realmente tem muita mata. E também chama-se, tem um apelido chamado lá de a cidade das castanheiras, porque tem muita castanha na cidade. Porto Velho em si, Rondônia também, necessariamente surgiu da... primeiro foi o círculo do ouro. De onde surgiu a cidade. De início era uma cidade que foi crescendo desorganizadamente, sem planejamento nem nada. E, até quando eu trabalhava mesmo em banco, diziam que nessa época chegava até o pessoal mais antigo [risos], chegava com sacos e sacos de dinheiro, jogava na mesa, nem contava. Deixava tudo na mão dos caixas para contar, porque não tinha tempo de contar. E era uma época muito boa, né? E Rondônia também, em si, também é muito conhecida assim pela produção de café e também porque já teve a maior mineração de cassiterita do mundo, que era em Ariquemes. Hoje já não tem toda essa força devido à poluição, houve uma mobilização para reduzir a quantidade de extração desse minério. E pelo que eu sei de Rio Branco, que nós estamos indo pouco tempo lá, apesar de meu pai ter nascido lá [risos], eu conheço muito pouco, só essas...de Rio Branco eu tenho basicamente só essas informações. E é excelente fazer Rio Branco, mas tem um “empecilhozinho” no meio do caminho que chama-se balsa, que a gente tem que atravessar um rio enorme, né? [risos]. P/1 - Você podia contar em detalhes como é que é isso? R – Bom, a gente sai de Porto Velho geralmente às seis horas da manhã, no máximo seis e meia, e a gente vai. Chega nessa balsa oito horas da manhã e ela demora um pouco para fazer essa travessia. E tem aquele empecilho: se você chega e a balsa está é excelente, você perde meia hora só de viagem, agora se a balsa não está, você perde uma hora de viagem em média. E tem um empecilho também lá que tem muito mosquito, né? Muito pernilongo como chamam aqui [risos], não sei se... E você tem que ir totalmente equipado lá, porque essa zona de rio e de mata assim tem muito carapanã. E o empecilho maior é esse. Ter que atravessar essa ________. P/1 – E você se protege com o quê? Passa repelente? R – Não, a gente vai com calça mesmo, porque devido ao horário que a gente vai, a gente chega lá próximo do horário do almoço. Não tem como trabalhar esse período. A gente começa a trabalhar lá em Rio Branco a partir de uma e meia. Então, aí a gente já vai para o campo trabalhar, na primeira viagem eu fui de bermuda, né? [risos]. P/1 – [Risos]. R – Eu cheguei lá todo marcado. Não sabia desse fator. Mesmo ficando dentro do carro eu já tinha aberto os vidros e tudo. Já tinha entrado pernilongo demais. P/1 – Certo. R – Mas, aí, mas só tem esse empecilho basicamente. E na época quando eu comecei também era cheio de buraco. Para você ter uma ideia, a gente fazia em sete horas, em oito horas, quinhentos quilômetros, né? Hoje a gente já melhorou bastante. A gente está fazendo... já fizemos até em quatro horas e meia, cinco horas, a gente faz já esse trecho, mas chegou a fazer já em oito horas, porque era muito buraco. Tiveram que interditar a estrada para poder ter alguma mobilização tanto do Governo do Acre quanto do Governo de Rondônia. P/1 – Você achou que foi fácil essa adaptação do banco para a atividade de propagandista? R – Não. É aquela coisa, né? Eu, como não tinha muita experiência de trabalho, eu não tinha... mas depois com o tempo quando eu comecei a trabalhar foi criando em mim assim uma questão de até... você vai juntando conhecimentos. Então, eu criei um perfil, assim, de ser bastante arrojado, né? E de ser dinâmico. De querer coisas novas. No banco por exemplo, quando eu saí, eu não tinha muita perspectiva. Eu era um consultor, meu trabalho era desempenhado bem, mas eu era mais, como já diz o nome, consultor. Então me consultavam muito, mas com o tempo, você passando uma mensagem bem direcionada, o contato das agências eram bem menores. Então, você tinha que viajar também e começou a ser menor também esse ciclo de viagem. Antes a gente viajava todo mês, passou a ser duas vezes por mês. De certa forma, mesmo você não querendo, acabava ficando um pouco ocioso. E então o Aché, eu falei: “É uma coisa nova, eu tenho muito para aprender, muito para crescer.” E realmente toda reunião era uma coisa diferente, então é muito empolgante, muito… P/1 – E tem alguma campanha que você tenha gostado mais? R – Do Aché? P/1 – Do Aché. R – Do Aché? Ah, eu estou gostando muito recentemente por causa dos brindes, porque isso para os médicos em si gera um grau maior de amizade. A tua recepção nos consultórios é diferente. Então você chega lá dizendo: “Doutor, vim trazer presente para o senhor hoje aqui”. E, às vezes, é aniversário de um médico, você já está ali com... [risos], né? Com um brinde. P/1 – [Risos]. R – Ele fala: “Puxa, você lembrou mesmo”. E ao mesmo tempo você faz uma propaganda da sua marca, né? Brinde de Novamox, excelente que veio aí. Vários outros estão vindo. Então o que está marcando para a gente agora é principalmente essa fase que o laboratório está passando. Com certeza muito interessante. P/1 – E a relação entre os propagandistas é boa? R – “Vixe”, excelente. Ano passado não tinha esse contato que nós temos hoje, nossa reunião era só em Porto Velho, porque até outubro do ano passado nós só fazíamos Porto Velho, né? Então basicamente eram os propagandistas de Porto Velho, Rio Branco tinha uma sede, e o pessoal de _______. Então, eram 10 ou 12 colegas que faziam. E a gente só a gente, só a gente o tempo todo, o tempo todo. Aqui não. Você conhece pessoas de outros estados que têm uma outra experiência. E só faz somar para a gente, com certeza. P/1 – Sem dúvida. R – Mas está sendo empolgante falar. A gente fala assim até de boca cheia. E com certeza é um local que eu quero continuar e crescer, crescer bastante. P/1 – Certo. E para encerrar, embora curtinha a nossa entrevista, eu queria saber o que é que você achou de poder ter contado um pouquinho da tua história aqui? R – Não, excelente. Excelente. Eu acho que, de início, quando vocês chegaram e falaram para a gente que ia ter, você fica meio assim: “Poxa”, mas depois que você começa a participar, está ali, estão te perguntando, porque eu já...eu tinha entendido um pouco errado. Eu achei que você tinha que vir contar uma história engraçada e não era bem isso, né? Estava conversando com a tua colega ali, ela falou: “Não, é diferente. É assim...” Eu falei: “Ah, então ótimo. Excelente. Vamos...” P/1 – Todo mundo tem coisa para contar. R - Tem coisas para contar. E poxa, falar de família, quem que...eu? Italiano ainda? Fica [risos]... descendente de italiano aí que gosta mesmo de falar. Mas, excelente. P/1 – Certo. Muito obrigada. R – Ok. Eu é que agradeço. Tá bom? P/1 – Obrigadíssimo. ---FIM DA ENTREVISTA---
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