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História

Trabalhando pelo bem-estar e pela saúde das pessoas

História de: Eliano do Carmo Santana
Autor: Museu da Pessoa
Publicado em: 19/12/2021

Sinopse

Eliano conta sobre sua infância na Vila Maria, suas dificuldades para se formar e a faculdade em Logística e sobre seu trabalho na Vedacit. 

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História completa

P/1 - Boa tarde, Eliano! Tudo bem? 

R – Boa tarde, Genivaldo! Tudo bem. 

P/1 – Vamos começar sua entrevista. Eu gostaria de te perguntar, primeiramente, qual o seu nome, local e data de nascimento. 

R – Meu nome é Eliano do Carmo, tenho 34 anos e moro em Guarulhos (SP). 

P/1 – Você nasceu em qual cidade? 

R – Eu nasci em São Paulo (SP).   

P/1 – Qual o nome dos seus pais, Eliano? 

R – Maria do Carmo e Moacir Leão de Santana. 

P/1 – Você tem irmãos? 

R – Tenho. Somos no total de 22 irmãos por parte de pai. Comigo, aqui, em São Paulo, somos em seis: duas mulheres e quatro homens. O restante está em Pernambuco e Itaquera, também em São Paulo. 

P/1 – E onde você está nessa ‘escadinha’?   

R – Olha, eu sou o mais novo de todos. (risos) Eu fui o último a nascer. (risos) Sou o caçula paparicado. 

P/1 – E o que seus pais faziam? Qual a atividade dos seus pais, Eliano? 

R – Meu pai tinha envolvimento na prefeitura e minha mãe era dona do lar. Meu pai, com contato na prefeitura, virou taxista, então já veio de Pernambuco pra cá, pra São Paulo, nessa visão de trabalhar como taxista. 

P/1 – Seu pai veio de Pernambuco. Sua mãe também ou ela é de outro local? 

R – Minha mãe era de Pernambuco, conheceu meu pai lá e aí, pra tentar uma vida melhor, como São Paulo estava tendo uma visão de crescimento, meu pai escolheu vir pra cá, deixando todo mundo lá. Veio pra cá, construiu a primeira casa dele, comprou carro e trouxe a minha mãe. 

P/1 – Veio algum outro parente, por parte do seu pai ou da sua mãe também, pra São Paulo? Ou boa parte deles ficou mesmo em Pernambuco, Eliano? 

R – Sim, sim. Vieram os irmãos do meu pai. Meu pai conseguiu trazer a minha mãe; a minha avó e o meu avô; ficaram aqui e no Paraná. [Ele] se alocou novamente na prefeitura, começou o trabalho de taxista e aí começou a trazer os irmãos, aos poucos. 

P/1 – Vamos conversar um pouco sobre a sua infância. Você disse que no primeiro momento... Você nasceu na Mooca, né? Você passou a sua infância lá? 

R – Não diretamente lá. Eu passei aqui na Vila Maria Baixa, que era um local bem amplo. No tempo que meu pai chegou, eram bastantes chácaras e aí teve um terreno que o dono acabou doando pra ele morar. Muitas pessoas que vinham pra São Paulo se alocavam aqui. 

P/1 – E você se lembra como era essa casa, nessa época? 

R – Ah, lembro, sim. Não sai da mente, né? Até porque eu ficava na porta, esperando meu pai chegar. Minha mãe conta a história também. Era rua de lama, com bastante lama, e minha mãe ficava comigo no colo - tenho até as fotos - esperando meu pai chegar no barraco. (risos) 

Ele construiu um barraquinho. A primeira casa nossa foi um barraco. Ele construiu um barraco, ia trabalhando e construindo aos poucos. Comprou dois terrenos e foi fazendo negócio com a vizinhança. Fomos crescendo, aos poucos. 

P/1 – E do que você gostava mais de brincar nessa época, Eliano? 

R – Ah, naquele tempo, cara, era incrível, porque o que aparecia na nossa frente era lama. (risos) Era a mãe xingando, achando ruim, mas a nossa diversão era pega-pega, esconde-esconde, bolinha de gude, pião. O terreno era bom, fofo, você podia cair e não se machucava tanto. Você corria pra cima e pra baixo. Manda-Chuva, Rouba Bandeira, era muito divertido. 

Eram muitos morros aqui. A Vila Maria Baixa tinha muitos morros, então você corria pra cima e pra baixo, se escondia e era praticamente seguro, porque, ao mesmo tempo que tinha bastante lama, era um terreno bem grande, sua mãe conseguiria vê-lo da janela, ela o acompanhava. Por mais que ela ficasse brava que você chegava todo sujo, era nossa diversão. (risos) 


P/1 – E os seus avós moravam perto? Conte um pouco da sua relação com seus avós.  

R – Olha, meus avós não conheci, não cheguei a conhecer. Por ser o caçula, eu tive muita convivência aqui com meus irmãos. A partir dos meus quinze anos eu vi fotos, ouvi falar da minha avó, do meu avô, mas nunca consegui ter contato com eles. Aí descobri a segunda família do meu pai, os meus irmãos por parte de pai vinham aqui visitar a gente, ajudavam, participavam com a gente. A gente tinha um carinho muito grande. Ficou só aquela saudade, aquele desejo de conhecer o avô, a avó, mas eu não tive contato. 

P/1 – Entendi. Você tinha algum sonho de infância, do tipo: “Quando eu crescer, quero ser alguma coisa, quero ir em tal lugar”, alguma coisa nesse sentido? 

R – Ah, o sonho de infância era o espelho do pai, né? (risos) Eu via meu pai trabalhando, saindo de manhã, dirigindo aquele carro grande - era um Fiat Uno. Era um fusquinha, depois foi pra Fiat Uno. Pra mim, era tudo grande, né? Eu olhava meu pai trazendo alimento pra dentro de casa, olhava pra ele e falava assim: “Quero ser que nem meu pai. Nossa, eu sinto muito orgulho do meu pai!” Ali ele trazia o alimento pra gente. 

Quando a gente sentava na mesa, minha mãe chamava todo mundo, colocava as comidas, tudo direitinho. Meu pai sentava na mesa, fazia aquela oração, aí dava o aval: “Vamos comer.” Todo mundo comia, todo mundo junto. Era tudo muito unido. 

O carinho que ele trazia pra dentro de casa era desse modo. Além de prover a necessidade pra dentro de casa, a presença dele estava ali, era muito orgulho. 

Ali eu fui estudando a fisionomia do meu pai, depois fui vendo a fisionomia do meu irmão, aí minha mãe falava: “Ah, vamos estudar. Tem que estudar agora, pra ser médico.” “O que é médico? Não quero ser médico, quero ser igual meu pai”. (risos)      


P/1 – Em relação à sua vida escolar, Eliano, qual a primeira lembrança que você tem de estar na escola? 

R – Rapaz, minha lembrança é muito emocionante. Aqui era um bairro de pessoas humildes, e a escola que eu entrei… Deus abençoou a vida dos meus pais e teve um sorteio, que foi do Sesi. Fui contemplado com esse sorteio. Era uma escola particular, que pagava tudo direitinho e não precisei pagar nada. 

Quando eu pisei a primeira vez na escola - é uma escola grande, uniformizada, tudo regrado, tudo certinho, fila indiana - eu ficava olhando aquilo e falava: “Rapaz, que educação! Que legal!” Eu comecei a conhecer a vida de outro sentido, outro modo. 


P/1 – E era perto da sua casa, dava pra ir a pé? Ou era muito longe? 

R – Era perto. Era só atravessar a ponte da Vila Maria, né? A pé dava uns quinze minutos, e esse tempo de quinze minutos era o tempo que eu vinha de casa até a escola, brincando. (risos) Eu via os carros, via avião, saía conversando com meus amigos, com meus irmãos, porque a gente era muito unido, até na mesma escola. Deus abençoou que até na mesma escola meus irmãos todos estudaram. Fizeram uma sequência e todos foram contemplados. 

P/1 – E o que você mais se lembra dessa época? Teve algum professor, alguma matéria que te marcou, que você lembra até hoje? 

R – Ah, eu lembro de todas, todas as matérias foram importantes. A gente lembra daquele professor da Filosofia, professor animado, sabe? Professor presente, gritava, dava risada. Fazia a gente se sacudir, se mexer dentro da sala e ali ele conversava com a gente. 

O professor de Matemática (risos) pedia pra gente rabiscar: “Pode rabiscar aí a mesa, que eu sei que vocês vão desenhar. Então em vez de desenhar, vão fazer conta”. Aí fazia rabiscar (risos) a mesa, fazia as contas em cima da mesa, depois vinha com álcool, passava, limpava. A professora de História contava as histórias como se fosse viagem dela, né? (risos) Ela falava, muito engraçado. Os monitores…. 

Eu sempre fui uma pessoa carismática, sempre querendo companhia, então onde tinha pessoas em rodinha, conversando, eu estava lá, presente. As ‘tias’ da cozinha, quando eu ia tomar café… A minha família sempre foi desse modo, carismática. A gente sempre chamou a atenção por ser um pessoal educado. Meu pai nos deu educação e com essa educação a gente traz as boas pessoas, que gostam de estar presentes, que gostam de conviver conosco. 

Todos os professores, de Matemática, Português [eram] excelentes também. Esses dias eu encontrei no Sesi, onde eu coloquei minha filha. Olha a trajetória: minha filha! E agora, com fé em Deus, vai entrar o meu filho. Falei com Deus: “Deus, eu estudei no Sesi. Quando minha filha nascer – eu tinha dezoito anos – eu quero que ela estude no Sesi”. E aí Deus abençoou. Casei, tenho minha filha, consegui colocá-la no Sesi. Vou levá-la na porta da escola, quem eu encontro? Minha professora de Matemática. (risos) Aí foi uma emoção só, uma alegria, um choro, um abraço, um agradecimento. Fico até um pouco emocionado. Muito bom! 


P/1 – E você fez só o ensino fundamental no Sesi ou foi até o médio?       

R – Eu fiz completo no Sesi. Teve o primeiro Sesi, que foi aqui na [Rua] Amambaí, na Vila Maria, e depois eu fui pra [Rua] Catumbi. 

P/1 – Certo. E avançando um pouquinho mais pro seu ensino médio, o que você acha que teve de importante, o que mudou? Matérias que você gostasse… Conte um pouco sobre como foi seu ensino médio.      

R – Olha, o ensino médio foi muito importante, porque foi o primeiro passo de ter a visão de emprego. O Sesi é bem avançado nessa visão. Quando você está no ensino médio, ele te traz a realidade do mundo falando assim, ó: “Esse é o tempo de escolha, que você vai escolher. Você tem que estudar, tem que correr atrás do seu objetivo e tem que focar.” Aí eles vieram trabalhando dessa forma, né? "O que eu quero ser? O que eu tenho pra oferecer lá fora? Eu tenho que ter essa educação, tenho que ter esse estudo pra entender a sociedade, o trabalho que eu tenho que ter, proporcionar para o ser humano, para o mundo aí fora". Então, foi muito importante. 

Ao mesmo tempo, ele nos traz um momento que deixa a gente participar. Eu fui pro SBT, participei de fanfarra, de vôlei. Eles começam a detalhar, dar seguimento no que você mais gosta, dentro do esporte da escola. E ali eu participei de vários momentos: pude ser um profissional do vôlei, um profissional músico, aprendi a tocar - até hoje eu toco violino, trompete, bateria. O vôlei foi a época que eu mais amei e aí foi dando seguimento. 

A gente foi buscando histórias, cada vez mais, de pessoas da comunidade, que mostram o trabalho a sério e a gente foca nessas pessoas. Minha mãe sempre falava: “Quero [que você] seja médico”. Aí a gente procura quem é médico. (risos) Que profissão é médico? Então, esse tempo, esse conhecimento que o Sesi me trouxe, desvirtuou o meu caminho nesse segmento. Ele ampliou aquele sentido [de] fazer uma faculdade, ter uma visão. 


P/1 – Certo. Conte sobre essas atividades extracurriculares, dessa época. Você falou sobre vôlei, sobre aprender a tocar instrumentos. Conte como era, como isso aconteceu. 

R – Educação física, né? Eu era apaixonado pelo futebol; o professor me olhou, o professor Gilberto e o Sérgio, jogando futebol e falou assim: “Rapaz, eu quero ver você no vôlei. Você é alto, você joga, tem molejo. Vamos trabalhar mais essa parte física aí, vem aqui pro vôlei treinar”. Eu falei: “Tá bom, chefe, pode sim.” 

Aí foi onde eu comecei a gostar. Comecei a deixar um pouquinho o futebol de lado, comecei a gostar do vôlei. Jogava bastante, todos os dias treinava. Ele me incentivou a participar de peneiras fora, me conduziu; foi onde eu fui tentar seguir carreira. Aí ele teve um probleminha, teve que sair da escola. Quando ele saiu da escola, eu perdi a base, o apoio, aí fiquei só na brincadeira, não tinha mais aquela visão de seguir adiante porque, naquele tempo, como a gente era bem humilde, não tinha condições. Ele ajudava a gente, direcionava, falava: “Vai em tal lugar, eu te levo.” Ajudava bastante a gente. 

Como eu não consegui continuar, eu mantive... Aí eu fui pro sonho do futebol. Então, vamos jogar futebol. (risos) O professor de futebol também gostava de mim e fomos conversando, fomos atrás de peneira também: “Vocês jogam muito, brincam muito,  vamos lá fazer a peneira.” 

Saiu, naquele tempo, a Copa do Cafu. Participei da Copa do Cafu, fiz treinamento, fiz a peneira e também não consegui. Como jovem, atleta, a gente só pensa naquilo que está na nossa frente: vôlei, futebol. Também não consegui, aí os professores: “Não desiste, vá em frente. Faz assim: fica [até] mais tarde, está tendo aula de música” - (risos) é engraçado – “e quem sabe você vira um tocador?” 

O chefe sempre fazia esse incentivo pra gente, aí comecei a correr atrás nesse sentido, de aprender a tocar. Comecei com a bateria, aquela caixa, tocava bateria, aí fui pro trompete, do trompete fui pro violino, aprendi os passos, tudo certinho. O professor me chamou pra fanfarra, que era apresentada pela prefeitura; a gente foi pra fanfarra, nossa, aquela alegria. Aí eu dei o seguimento na música. 

Comecei a tocar na igreja, aprender cada vez mais, fui seguindo. Nesse quadro eu via que não agregava valores. Em que sentido? Financeiro. (risos) Eu já estava tentando, a minha mãe já me empurrava: “Olha, eu sei que você está... É o seu sonho, sua vontade, mas o homem tem que trabalhar, tem que se sustentar, tem que ajudar na casa”. [Com] dezoito, dezenove aninhos, [ela] já começou a pressionar nesse sentido. Foi onde eu comecei a falar com meu professor e pedir orientação, porque eu queria ser que nem meu pai e minha mãe não queria me deixar ser que nem meu pai, porque ao mesmo tempo que ele era presente, ele era ausente. Ele era presente só na janta e acabou. (risos) Passava o dia inteiro [fora], somente vinha jantar em casa e voltava pra trabalhar. Minha mãe falava que queria que eu fosse diferente, que eu fosse mais presente na família, com a minha família também. 

Falei: “E agora? O que eu vou ser? O que eu gosto?” Conversando com um monitor, [com] a professora Rosana também, ela falou assim: “Olha, Eliano, você é muito detalhista. Você gosta muito de Matemática, você é muito organizado. O que você acha [de cursar] logística?” Eu: “Logística?” “É, logística.” Eu falei: “Quem sabe, né? Deixa Deus trabalhar e quem sabe?” 

Eu não tive muito interesse, porque o nome não me deu lógica, logística. Eu falei: “É, primeiro aninho, vamos procurar emprego.” Peguei meu currículo e saí nos bairros que são próximos, onde todo mundo trabalhava, era o mercado. Fui entregar meu currículo lá e fui chamado pra trabalhar nesse mercado. 


P/1 – E como foi essa sua primeira experiência de trabalho, Eliano?

R – Olha, pra mim foi muito importante, porque ali foi a base de uma visão do que eu quero pra minha família, para os meus filhos. Esse primeiro emprego realmente foi um escape pra mim. Não foi a busca do meu sonho, foi um escape pra me manter na sociedade, pra ter um custo, um dinheiro no bolso, pra eu ter um projeto de vida, uma visão, me encaminhar na faculdade. 

Quando eu entrei no mercado, aí eu entendi o que era logística. Comecei a conhecer o processo do mercado, como funcionava, como as pessoas compravam, como eu ia repor, quanto era o valor, quanto era X, como atender o cliente. Fui tendo esse conhecimento e falei: “Opa, eu vou seguir esse trabalho.” E verdadeiramente é o que eu gosto. 

Entrei ali como repositor. Deixava tudo organizado, bonitinho: nome, valor, tudo organizado, e recebia os clientes. Era um prazer receber as pessoas [que] vinham no mercado pegar os produtos, organizava e ainda recebia os elogios, né? Era motivação nossa. É bom receber elogio, é combustível. Por mais que as pessoas não deem importância, elogio é um combustível. 

Fui chamado pelo RH porque o gerente estava me chamando pra participar da logística, do recebimento, lá atrás. Eu estaria acompanhando um sistema, toda a entrega, recepção e conferência. Aí foi dando seguimento do que a monitora e a professora, lá atrás, (risos) falaram pra mim. 

Ingressei na faculdade, tudo certinho, trabalhando e à noite estudando, aí eu tive outra visão.

 

P/1 – A faculdade ampliou bastante a sua visão? Conte como foi esse período. 

R – Nossa! Foi muito truculento, porque você acorda às cinco e meia da manhã, começa a trabalhar. Você chega na faculdade como se fosse o primeiro dia de escola, um monte de gente, aí você olha assim: “Rapaz, é isso que eu quero, mesmo? (risos) Como que eu vou fazer?” Eu entrei na fila, fiquei na sala com mais de cinquenta alunos. Chega o professor, rabisca a lousa, fala, fala, dá as costas, sai, todo mundo ficou olhando e eu parado, assim, sem entender. Falei: “Rapaz, o que eu estou fazendo aqui? – eu comigo mesmo – “É um desafio pra mim, então eu tenho que correr atrás.” Porque você pensa de um jeito: que vai lá, vai tomar aula, vai explicar e ir pra casa, mas não, você está ali, batalhando, mesmo com sono, cansado. Você tem que correr atrás, fazer os cálculos, estudar mesmo, entender o processo real, pra você colocar em prática. Aí eu comecei a buscar. 

Minha primeira nota foi cinco. Matemática, cinco. Na área que eu mais gostava tirei cinco. Abaixei a cabeça, fiquei triste, aí um aluno falou assim: “O que foi, meu?” Falei: “Cara, tudo novo pra mim e eu tirei cinco na coisa que eu mais gosto.” Ele: “Calma, é assim mesmo. É a emoção. E pensa uma coisa: você está gastando, então, esse tempo é seu, se dedica.” 

Fui falar com o professor. “Você não é o primeiro. Tem pessoa que tirou zero, aqui. Você tirou cinco, está indo muito bem. Continua, que você vai conseguir.” Aí me deu motivação. Na segunda prova já tirei oito e meio, foi subindo. Graças a Deus, foi dando tudo certo. 


P/1 – E no tempo que sobrava, Eliano? Você trabalhava, estudava, de segunda-feira a sexta-feira… Não sei se você trabalhava de final de semana, mas quando sobrava um tempinho pra descansar, o que você fazia? 

R – Quando sobrava esse tempo, assim como eu comecei a trabalhar e logo em seguida comecei a estudar, era mais um tempo proveitoso, porque eu via os intervalos que tinha e falei: “Esse intervalo eu tenho que aproveitar.” Os compromissos teriam que ser todos marcados certos. Já marcava compromisso de jogar futebol. 

Eu trabalhava de sábado e domingo, era puxado; me reunia com o pessoal pra jogar bolinha de gude, (risos) pião, empinar pipa. O bairro aqui era isso, nossa felicidade era essa: trabalhar e, ao mesmo tempo, se divertir e estudar. 


P/1 – Eliano, esse tempo todo você passou morando no mesmo bairro, né? 

R – Sim, no mesmo bairro. Conforme a gente cresceu, os amigos estudando na mesma escola, na mesma faculdade… Alguns que não estudavam na faculdade, mas estavam próximos da gente. Teve a prefeitura, asfaltou, deixou tudo organizado, bonita ficou a Vila Maria Alta. Na hora da faculdade, quando eu comecei a vir embora, à noite, era tudo luz, parecia que era dia. (risos) Olhava ali, ficava maravilhado. Ali, falando com Deus, chegava na ponte, aquelas luzes de farol de carro, os que vão são brancas... As que vêm são brancas e as que vão são vermelhas. Ficava aquela coisa linda, a gente ficava maravilhado e ali os amigos se encontravam, se conversavam. 

P/1 – Você estudava e trabalhava longe da Vila Maria? 

R – Não, não. Vila Maria é um bairro que teve muito crescimento. Acho que seis quarteirões [depois] era a empresa que eu trabalhava e oito quarteirões pra cima, subia a ponte e já era a faculdade. Às vezes eu vinha de bicicleta, às vezes eu vinha andando. Não era muito longe, não. 

A Vila Maria sempre teve bastante coisa proveitosa em questão de emprego, de benefícios, tanto pra trabalho, tanto pra lazer. 


P/1 – E você tem alguma lembrança do que você fez com seu primeiro salário?     

R – Rapaz! (risos) 

P/1 – Alguma coisa que você queria muito e que você pensou: “Agora eu tenho meu dinheiro, eu vou comprar isso aqui”? 

R – (risos) Olha, tenho, sim. Por ser bem humilde, meu primeiro salário eu simplesmente peguei, ajuntei e falei assim: “Está aqui, mãe. Agora a senhora pode comprar o que a senhora quiser”. (risos) Entreguei na mão da minha mãe, falei: “Está aqui. A partir de hoje eu vou ajudar na casa, eu estou aqui, conta comigo”, porque o meu sonho era ver o bem-estar da minha família. 

Eu passei por um processo novo com a morte do meu pai, quando eu tinha quinze anos. A referência que meu pai deixou e que minha mãe tanto parecia pra gente [era] de família unida, sempre ali, presente; mesmo [com] o meu pai trabalhando, ele trazia alegria pra dentro de casa. Eu comecei a ver muita necessidade de pagar uma conta de água, uma conta de luz e [trazer] alimento pra dentro de casa. 

P/1 – Certo. Você tinha dito que você se tornou pai aos dezoito, né? Que você estava...  

R – Não, não.              

P/1 – Não foi isso?

R – Não, é que eu pulei uma etapa. A história de contar… Era uma visão que eu tinha, do meu pai, era um desejo. Aos dezoito, dezenove anos era um desejo que eu queria ter para os meus filhos. Meu pai sempre me ensinou. 

P/1 – Ah, entendi. Então, vamos voltar e me conta como foi a sua conclusão da faculdade, o seu trabalho… Como estavam as coisas no final do seu curso? 

R – Olha, foi muito turbulento, porque já não estava mais coincidindo o trabalho com os estudos e estava muito puxado, muito puxado. Eu tive uma promoção que era... Eu fui parar de PCP, cuidar da assistência total do supermercado e ali tinha que estar sempre presente, [aos] sábados e domingos. Como eu estava estudando muito, foi muito puxado.

Cnheci a minha esposa também, no antigo Orkut, aquele [site de] relacionamento lá. (risos) Namorando, tendo uma visão diferente - sou jovem - acabei perdendo um pouco do foco do trabalho, mais um pouco do foco nos estudos e aí veio a questão da demissão. Meu encarregado me chamou, conversou comigo e falou que não daria mais, que realmente eu tinha que focar nos meus estudos, que eu não estava conseguindo coincidir o trabalho com os estudos. Até teve um corte na empresa, geral; diminuiu, naquele tempo as vendas estavam fracas. A concorrência do lado estava forte e ele falou pra eu não me entristecer; eu continuaria estudando, que eu corresse atrás, que eu ia vencer porque tinha um projeto grande na vida, que eu era capaz. Ali era o primeiro emprego e eu ia conseguir, cada dia mais, vencer na vida, que não perdesse o foco. A empresa estava mudando e estava me mandando embora. Fui  eu e mais trinta pessoas mandadas embora. 


P/1 – Isso foi no último ano de faculdade? Você tinha ainda alguns meses pra terminar o curso? Como é que ficou isso, pra você? 

R – Foi tudo novo, né? Eu estava com seis meses de curso e estava indo bem. Comecei meio com dúvida, mas depois eu comecei bem. A empresa estava nessa mudança. todo mundo pensava que iam levar a gente pra lá. Você coloca uns projetos na cabeça. Ela ia mudar pra Foz do Iguaçu. 

Conforme ele anunciou a minha demissão, aí eu pensei no tempo de casa que eu tinha - um ano e oito meses - quanto eu ia receber, se eu quitaria a minha faculdade; [se] permaneceria pagando, estudando, ou ajudava em casa. Foi onde eu falei: “Vou trancar a faculdade.” Tranquei a faculdade e falei: “Vou retomar, vou buscar, vou correr atrás.” 

Acabei trancando, conheci a minha futura esposa. Conversei com ela. Ela com o sonho, com o projeto dela e me apoiando a procurar outro emprego, a correr atrás também, pra retomar o mais rápido possível a minha faculdade. 


P/1 – E qual o nome da sua então namorada? Futura esposa. 

R – Minha futura esposa eu conheci com dezessete anos. O nome dela é Ana Cláudia Alves de Souza Santana. 

P/1 – Certo. E qual foi, então, o seu próximo passo? Você voltou a procurar emprego? Trancou a faculdade nesse momento? O que aconteceu, depois? 

R – Nesse auge - faculdade, emprego, namorada - eu só pensava nela. (risos) Com dinheiro no bolso, falei: “Quero casar amanhã.” (risos) “Tudo que eu pedi pra Deus é uma esposa comprometida, educada, de boa família, e Deus me deu.”  Agarrei aquela chance: “Não, essa aqui é minha. Deus vai abençoar que eu case com ela.”

Falei com ela: “Vamos casar.” Ela: “Calma, não é assim. Somos muito novos, estamos nos conhecendo.” (risos) Eu falei: “Então tá bom, esse dinheiro aqui vai ficar guardado e, na oportunidade que a gente tiver, a gente casa.” 

Vim batalhando, fiquei um ano e meio desempregado e ela me ajudando, eu ajudando em casa também. Aí comecei a trabalhar novamente. 


P/1 – E como foi essa sua experiência, do emprego seguinte?   

R – Olha, esse emprego seguinte foi bom, foi outra visão de logística no transporte. Foi muito pequeno, foi rápido também, foram seis meses. Foi um apoio que eu tive de um amigo meu. Ele também estava crescendo na vida, o pai dele me chamou pra ajudá-lo e trabalhei de ajudante por seis meses, conhecendo São Paulo. Comecei a conhecer São Paulo, né? Trabalhava nos carros, pra cima e pra baixo. 

Quando deu acho que seis a sete meses, fui chamado pela Leroy Merlin. Conversei com ele e ele falou assim: “Meu, lá você vai ter futuro. Aqui, não que você não tenha futuro, você vai ter dinheiro e batalhar pra correr atrás. Lá você vai ter o crescimento. Então, foca e vai pra cima.”

 

P/1 – E então, na Leroy Merlin, como foi sua experiência de trabalho? Você trabalhou também na área de logística? 

R – Sim, sim. Área de logística, que começou lá com a professora. (risos) Aí estendeu pra minha vida. 

Participei de uma seleção de 150 pessoas na área de expedição, na Leroy Merlin. Fui chamado pelo gerente Paulo, ele conversou comigo; falou que eu tinha sido aprovado, me enquadrava nos requisitos que ele precisava, que eu estaria fazendo parte da equipe. 

Ali eu iniciei na Leroy Merlin, uma empresa muito boa, que traz a igualdade, prega a igualdade; me senti bem à vontade, trouxe os meus conhecimentos, agreguei mais conhecimento e fiz a base de tudo que, realmente, eu queria seguir. Realmente, era o que eu amava, logística. Por mais que eu não entendesse, eu buscava entender, mas quando eu cheguei na Leroy Merlin, eu vi um programa em questão de logística e ali o gerente me apoiou também, me ajudou bastante. Retomei a faculdade. 


P/1 – E como foi esse retorno pra faculdade? Como você se sentiu? Você acha que foi um retorno bom? Conte como isso aconteceu. 

R – Sim, o retorno foi excelente, muito bom. Como eu já estava com a minha opinião formada em questão de logística, estava já no segmento, querendo entender o processo, em si e ter uma única visão, quando eu voltei os professores me conheciam, conversavam bastante comigo. Aí eu falei: “Agora nós vamos pra cima. (risos) Agora eu vou conseguir a tão sonhada profissão que eu quero e o foco.” 

P/1 – Você conseguiu conciliar bem o trabalho com os estudos? Isso tinha sido um problema antes. Foi difícil dessa vez?  

R – Foi bem, porque quando conheci a minha esposa, ela me ajudou bastante. Ela fazia as matérias pra mim que eu não conseguia, relacionava pra mim no caderno, então ali, no caderno, eu ia lá na hora do almoço, na hora do descanso, começava a folhear, dava umas lidas. Ela colocava os pontos pra eu estudar, participou dessa questão. Quando eu não tinha tempo, eu pegava o caderno do amigo do lado, chegava em casa, anotava tudo direitinho e começava a estudar, folhear a questão, pra entender o processo que eu estava passando ali. 

Nessa parte ela me ajudou muito. Ajudou bastante na questão da faculdade, porque a faculdade seguiu o mesmo parâmetro da outra: eu trabalhava de dia e estudava à noite. Era corrido, mas como eu já estava me sentindo preparado, então eu fiz um esforço a mais. Então, eu tive um foco e, com a ajuda dela, só agregou. Aí eu comecei a caminhar. 


(41:53) P/1 – E me conta desse retorno à faculdade. Algum momento marcante, que você se lembre até hoje, desse período da faculdade. 

R – Olha, na faculdade, quando eu voltei, eu me lembro que teve um rapaz que falava assim: “Rapaz, você aqui? Eu pensava que você não ia voltar mais porque, do jeito que você saiu aqui, até a gente ficou preocupado porque, como você perdeu o emprego, eu falei com meu pai, com uns amigos, a equipe aqui reuniu. Você se lembra que eu conversava com você e mandava mensagens?” - que era no Orkut, né? (risos) – “Cara, você é importante pra gente, que bom que você voltou!” Então, assim, quando eu voltei, eu encontrei os amigos lá, ainda. Encontrei as pessoas. Aí eu fiquei um pouco, sabe? “Caramba, meu, as pessoas se preocupam comigo”. (risos) Tanto tempo, né? Quando eu entrei na Leroy Merlin, já tinha quase dois anos e da faculdade eram quatro anos que eu estava fazendo, completo. Então, quando eu voltei, eu vi esses amigos lá, conversando com ele e eu me senti agradecido, fiquei muito, muito feliz. Porque, assim, é difícil você ter pessoas pra apoiar você, na caminhada. Não porque as pessoas não conhecem você. Não porque tem pessoas que não vão te ajudar. É porque a vida é assim, né? Uma correria. Quando você para pra conversar, pra dialogar, conhecer as pessoas, você começa a entender o processo de carinho, de atenção. 

(43:51) P/1 – E vamos passar, então, um pouquinho, pra falar sobre a Vedacit. Como você entrou na Vedacit, Eliano? 

R – Olha, a Vedacit foi muito importante na minha vida, né? Eu falo que é aquele desejo do coração. A Vedacit começou lá na Leroy Merlin. Eu recebia os materiais da Vedacit e olhava aqueles baldes, contava, organizava e aí teve uma menina do RH - quando eu entrei aqui, eu lembrei dela - e ela foi fazer um treinamento lá na Leroy Merlin. A Leroy Merlin tinha esse segmento. Cada produto novo que tinha dentro da loja, os produtos que tinha muito bem venda, nós, do atendimento de logística, a expedição, tínhamos que ter um conhecimento porque, se o cliente tivesse qualquer dúvida, a gente estava ali pra sanar a dúvida dele, pra direcioná-lo. Então, a Leroy Merlin se preocupa nesse quesito: quando você entra, ela quer te dar o começo e o final da sua casa. Então, nós tínhamos que estar preparados pra tirar suas dúvidas, te conduzir pro lugar certo. E ali a gente tinha treinamento, teve treinamento da Vedacit, pra conhecer o produto da Vedacit, impermeabilizante, onde passar, fechar trincas, se era calha, treinamento normal. Aí eu falei assim: “Nossa, essa empresa deve ser legal, deve ser grande”. Só pensei isso. E continuei trabalhando. Aí eu peguei, meu sogro passou por uma dificuldade, era empresário e teria que retornar pra Minas e ali ele me convidou a assumir a empresa dele, entrar no negócio junto com ele. Aí eu sentei com o pessoal da Leroy, o diretor Cícero, conversei com eles e eles não aceitaram. (risos) Propus até uma reunião com a minha família, graças a Deus eu sempre faço o melhor de mim no meu trabalho e ali marcou uma reunião, um almoço e trouxeram a importância do meu trabalho pra Leroy Merlin, só que como eu estava decidido e buscando uma qualidade de vida, não que a Leroy Merlin não oferecia uma qualidade de vida, ela oferecia, sim, só que o meu tempo era totalmente pra ela, era visado nela. Então, eu saía cinco e meia de casa, pra entrar sete e meia, oito horas. Então, é um pouco longe. Aí eu entrava, nesse intervalo e ia até as cinco horas. Então, das cinco, até chegar em casa, era quase oito, nove horas. Trem, metrô, ônibus, chegava tarde. Então, no final de semana também trabalhava, então não estava convivendo muito com minha esposa e foi o que minha mãe falou: “Seja um pai presente, seja um esposo presente” e ali não pensei duas vezes, quando surgiu essa oportunidade, de estar perto da minha esposa, de conduzir a empresa do meu sogro, ficar ali com ele, trabalhar com ele, aí eu conversei com o diretor, falei: “Eu quero”. Aí ele: “Amém. Então, tá bom, mas as portas estão abertas, se você precisar, está aqui. Não esquece da gente”. O diretor, também, Elimar, muito importante, falou assim: “Não desiste, continue trabalhando. Seu pai colocou pedras pra construir a estrada, hoje você vai colocar o piche, né, por cima das pedras, pra que seu filho venha e pinta a estrada, pra continuar”. Ele falando, me deixou muito emocionado, falou assim: “Não desiste, continua”. Aí eu assumi a empresa do meu sogro, juntamente com ele, ele foi pra Minas, resolveu os problemas e voltou. Aí eu, pensando em casar, com o dinheiro que eu já tinha ajuntado, peguei e conversei com ele e, pra eu casar, eu tinha que sustentar a minha esposa e, trabalhando com ele, era um dinheiro razoável, era lá seus mil e duzentos reais. Aí o ajudava bastante e eu precisava de um plano odontológico, plano de saúde, cesta básica, aí eu fui correr atrás na forma dessa visão, que eu ia ter a minha esposa, então eu tenho que cuidar dela e ser o provedor da casa. Aí eu peguei, fui correr atrás de emprego novamente porque, por mais que seja, o convívio com meu sogro e com minha sogra, bom, mas a própria palavra de Deus fala que o homem que casa tem que correr atrás de casa, né? Então, tem que apartar da família e fazer essa construção. E aí eu comecei a ter essa visão, né? Aí chamei, conversei com a minha esposa, falei com ela: “Vamos casar, que vai dar tudo certo e eu vou procurar emprego”. Aí comecei a procurar emprego, aí encontrei novamente transporte. Trabalhei no transporte, que recebia carga de quem? Da Vedacit. Conexão Brasil. (risos) Aí eu peguei e falei assim: “Rapaz, esse produto de novo? Que legal, cara, parece que está me chamando esse produto”. (risos) Aí eu peguei, comecei a trabalhar bastante, fiquei três anos lá e aí consegui comprar minha casa, construir a minha casa, tudo bonitinho. Aí, no tempo que teve a questão do Brasil, naquela situação de estar com dificuldade no governo, as coisas, as empresas começaram a fechar, de transporte, aí a firma abriu falência e fechou as portas. E aí eu falei: “E agora? Tem que pagar a casa, trazer o alimento, o que eu faço?” Aí a mulher falou: “Fica em paz, Deus vai encaminhar, vai dar tudo certo”. Aí eu peguei, preocupado, a mulher viu que eu estava muito preocupado, falou: “Não, vai jogar bola, vai distrair, vai fazer alguma coisa. (risos) Não adianta ficar assim. Distribui currículo aí e descansa”. Aí eu peguei, desci lá pra quadra, embaixo, do condomínio e fui jogar uma bola. Aí comecei a jogar bola, brincar com os meninos, tudo, acabou o futebol, sentamos lá, aquela conversinha, um: “Você trabalha onde?” “Em tal lugar. E você?” “Estou desempregado” Dá o currículo aí, que eu levo na minha empresa”. Aí começou a conversar aquela situação, o rapaz falou assim: “Meu, lá na empresa da minha esposa está pegando. Qual o seu cargo?” Eu falei: “Cara, hoje eu estou atuando como operador de empilhadeira. Eu era líder, só que eu estou como operador de empilhadeira”. Aí ele falou assim: “Cara, lá é conferente”. Eu falei: “Meu amigo, na situação que está o Brasil, pode ser o que for, eu estou dentro” “Então tá bom, eu vou falar com ela e aí você manda o currículo, participa das entrevistas. Quem sabe, se der tudo certo... você tem conferente na carteira?” Falei: “Tenho conferente, sou operador. Tenho conhecimento” “Então, tá bom”. Fui e entreguei, né, meu currículo, aí me chamou. Aí eu pensando que a Vedacit era bem longe daqui, a menina me chamou no RH, eu olhei assim, Luana o nome dela: “Você poderia participar da entrevista aqui na Vedacit? Foi deixado um currículo”. Eu falei: “Sim, sim, participo, sim” “Sabe onde fica?” Eu falei: “Não, nem imagino”. (risos) “Aqui na Vila Maria”. Eu: “O quê? Vila Maria? Não acredito. (risos) Eu saí daí, eu estava do lado”. Ela: “Tudo bem” “Pode deixar que eu vou”. Aí corri pra minha esposa, falei com ela, fomos no mapa lá, né, tudo direitinho: “Nossa, olha, Vila Maria, do outro lado, pertinho. Nós saímos de lá. Olha que bênção!” Aí eu vim fazer a entrevista, quando eu cheguei aqui, falei: “Nossa, meu, uma fábrica dentro de uma cidade. Nossa! O que eles trabalham, aqui? Eu quero ver” - eu só vi aqueles baldes amarelinhos – “Como que é aqui dentro? O que eles fabricam aqui?” Ficava curioso, cheguei, a Luana me recebeu, gente boa demais, animada. Participei da entrevista com o Denis, conversei com o Denis, era vaga pra conferente, conversei com ele, contei minha história, dos meus filhos, como estava a minha família, peguei e vim embora. Aí eu liguei pra Luana: “E aí, Luana, como é que está?” “Tudo bem” “Como foi a entrevista? Gostaram de mim? Tenho alguma chance?” “Estou pra receber a resposta do supervisor lá da área, aí eu te falo, mas fica despreocupado. Pode deixar, que eu sou a primeira a te dar a notícia”. (risos) “Então, tá bom”. Aí eu conversei com a minha esposa, sentei no sofá e falei: “Filha, tem alguma aí que Deus está trabalhando, porque eu trabalhei na Leroy, era Vedacit; eu fui pro transporte, era Vedacit; agora eu fui chamado na Vedacit, fui fazer entrevista na Vedacit. Meu, Deus vai abençoar, eu vou conseguir naquele lugar e você vai ver: nós vamos fazer história” “Amém, eu creio. Deixa Deus trabalhar e vamos focar, vamos orar, dobrar nossos joelhos, falar com Deus, que vai dar tudo certo”. Aí, quando foi na segunda-feira, eu olhava o calendário, o relógio, (risos) o celular e nada de ligar, o tempo passar. Rapaz, terça-feira e nada. Quarta-feira eu falei: “Jesus, se sexta-feira não chamar, é porque não é da vontade de Deus. Até sexta-feira”. E o engraçado: “Até meio-dia, hein!” (risos) Quando foi na quinta-feira, quatro e meia da tarde, a Luana me ligou: “Oi, tudo bom?” “Tudo bem” “Você pode fazer mais uma entrevista? Eu falei: “Mais uma?” “É, mais uma entrevista, pra você conhecer aqui”. Eu: Sem problema” “Então venha na sexta-feira”. Eu vim na sexta-feira, novamente com o Denis, sentei com ele, aí já foi falando sobre os planos de saúde, como a Vedacit é. Aí eu fiquei naquela dúvida: “Calma aí. Eu fui contratado ou não fui?” (risos) Aí ele falou os valores e tudo e eu pensando e ele: “O que você acha?” Eu falei: “Eu não acho nada, eu quero. (risos) Eu não estou achando é nada, eu quero. O que está aqui, eu quero. Tem uma história”. Aí eu contei pra ele: “Eu comecei lá na Leroy e vim nesse transporte. Então, se eu estou por aqui não é por acaso, então eu quero” “Então, tá bom, fala com o RH, traz seus documentos pra 19 de fevereiro você já iniciar”. Eu falei: “Obrigado! Obrigado!” Aqui foi a minha primeira entrada na Vedacit. 

(57:22) P/1 – Então, retornando, Eliano, qual a sua atividade atual, na Vedacit? 

R – Hoje eu sou líder de expedição. 

(57:35) P/1 – Conta um pouquinho como é esse trabalho. 

R – Olha, é um trabalho bem dinâmico, né? A expedição, operação forte, então eu acompanho a equipe pela manhã, a entrada dos transportes, a programação, carregamento, a finalização, até a emissão das notas, acompanho o faturamento também, quanto está faturando. 

(58:08) P/1 – E como você ficou sabendo desse projeto atual da Vedacit, o Ano Novo, Casa Nova? 

R – Olha, os funcionários já comentavam desse sonho da Vedacit, da mudança, trazer uma casa nova, esse projeto grande aí e fica na expectativa: quando será, como vai ser? Eu, por ter estudado um pouquinho, ter conhecido outras empresas e vejo a necessidade da Vedacit, muito importante, eu ficava até feliz, porque nós estamos crescendo muito e o espaço, hoje, pra gente, aqui, é pequeno. Nós estamos crescendo muito, muito. Então, essa Casa Nova vai proporcionar mais ainda pra gente, melhoria de todos os lados.  

(59:03) P/1 – E a gente teve a informação que um funcionário que trabalha com você, o Alex Macedo, foi contemplado por esse projeto. Conte como foi sua participação. Você ajudou? Ele ficou sabendo, você conversou com ele?  

R – Olha, eu recebi um e-mail da participação. Esse ano foi muito precoce pra gente, porque fez os nossos projetos serem mais rápidos, mais ágeis e a Vedacit, conforme eu estou falando, está crescendo, aqui está ficando pequeno pra gente, porque são muitos projetos, beneficia a nós mesmos, a comunidade, o colaborador, o funcionário. Essa visão que tem: primeiro a nossa casa, olhar pra dentro de nós, organizar, pra gente poder oferecer uma coisa melhor, isso é muito importante. Então, eu comecei a acompanhar os projetos do meio ambiente, projetos de voluntariado, que a Vedacit começou a participar, chamar a gente e aí foi um momento muito gratificante, porque a equipe se reuniu, né? Na primeira questão que veio pra gente, que o colaborador teria que arrecadar revistinhas, pra ganhar a reforma, tudo direitinho e aí eu conversei com a equipe, todo mundo se reuniu e acatou, em busca do projeto, de ajudar o colaborador, de fazer essa ação. E aí o colaborador ficou muito feliz, muito feliz. Primeiro foi o colaborador César e o segundo foi o Alex. E o Alex eu acompanho muito, Alex tem me ajudado bastante, converso muito com ele, acompanho a trajetória da vida dele, ele mora também aqui na Vila Maria. Quando eu conversei com ele, ele contava como era aí e nós compartilhamos momentos, só faltou a gente se cruzar, assim. A gente andou na mesma rua, (risos) mas não nos cruzamos. E aí o ajudei bastante, com a família dele e ele conheceu a esposa dele e logo em seguida, depois de seis meses, ela ficou grávida e ele foi morar de aluguel e ele querendo comprar uma casa, um cantinho, até mesmo construir a casa do pai dele. E aí ele não tinha condições. Trabalhava aqui, recebia, só que o valor é bem grande, pra ele fazer a construção. Aí, ele falou assim: “Meu, eu vou na Caixa, procurar um jeito de fazer” e eu falei: “Está certo, cara, tu vai atrás, que vai dar certo, sim. Corre por esse lado, que ajuda bastante. Aí você recebe sua filha, seu filho, o que vier, numa casa nova. Muito importante”. Aí aconteceu desse projeto da Vedacit. Aí eu pensei na hora nele: “Vou inscrevê-lo”. (risos) Eu falei: “Você topa?” Ele falou: “O quê?” Ficou todo feliz. Sorrisão. Aí, graças a Deus, deu tudo certo. Aí a Juliana, conversei com ela e ela falou que queria conversar com o Alex, entender como era o processo da casa dele e aí ela foi tomando a frente, com o projeto e eu conversando com ele e ele todo ansioso: “Não, eles estão mexendo, fazendo isso. Nossa, eu vou todo sábado lá, ver como está. A minha esposa, nossa, até hoje ela fica falando: ‘Onde uma firma vai fazer isso pelo funcionário?’ Toda maravilhada”. E aí a gente conversando: “Meu filho está chegando, vai ser o Gabriel, vai receber uma casa nova, a Vedacit está ajudando a gente”. Fiquei muito emocionado. Aí chegava aqui pra equipe, falava com a equipe: “Minha casa está assim. Nossa, está ficando legal”. Todo mundo acompanhando, né? E foi onde a Juliana me chamou e falou assim: “Nós vamos entregar a casa dele, então eu precisaria que você fosse lá prestigiar, acompanhar com ele”. Falei assim: “Com certeza”. Foi muito emocionante a entrega dele lá. Alex é cara super do bem, gente boa, eu o aconselho bastante e a felicidade, a causa que a Vedacit propôs, está cumprindo. 

(01:04:02) P/1 - E como você vê a importância de uma residência salubre, impermeabilizada, na vida de uma família? 

R – Cara, é tudo, porque são duas coisas que te preocupam: família e emprego. Se você tem a família, corre atrás do emprego. Se você tem emprego, você tem a família. Então, quando você tem um lar, um teto, você tem que dar o melhor. E quando esse melhor não está legal, então sua preocupação fica na família. Você não consegue trabalhar direito. Você não rende bem. Agora, quando sua casa tem um teto, que você sabe que o seu filho vai repousar, vai descansar e ali não vai ter nenhum mal, não vai cair nada na cabeça dele, não vai ter nada mofado, que vai atrapalhar a respiração dele, o crescimento dele, então é muito importante, muito importante. Essa causa, o produto da Vedacit já fala tudo. Quando eu morava, lá em casa eu via, o meu pai construiu alvenaria e tudo e deixou o telhado, né e tinha muitos vazamentos. E eu ficava olhando pra aqueles vazamentos: “Como que para esse vazamento? Que chuva que é essa, que ninguém segura?” E coloca lona, telhado, tudo, mas o vazamento sempre aparecia. Então, quando eu ouvi falar de impermeabilizante, eu falei: “Cara, que produto é esse? Vai ajudar muito as famílias”. Aí, quando a Vedacit também ingressou, né, no trabalho de voluntário, eu falei: “Meu, é tudo que as famílias, a comunidade precisa. É tudo que a pessoa precisa. E a causa da Vedacit [se] tornando a nossa causa, a causa da Vedacit”.    

(01:06:00) P/1 – Como você vê essa atuação da Vedacit nesses projetos sociais, no futuro? Você acha que eles vão aumentar? O que você acha? 

R – Olha, muito importante. Eu acho que é a melhor sacada porque, assim: em vez de você vender o seu produto... eu não conheço o produto da Vedacit, eu estou comprando e vou descobrir. Agora, você colocar na casa de um familiar, você participar de um crescimento de uma família, você ver, ainda mais de uma comunidade, que todo mundo se conhece, todo mundo vê, quando você traz esse produto, sem custo nenhum, você está vendendo-o. Simples. Você está vendendo-o rápido. Porque é desse jeito, né? A comunidade pensa assim: “O barato sai caro”. O que adianta eu comprar uma coisa barata e lá na frente tem que comprar de novo? E o caro é sustentável, vai permanecer. Então, vai ser cuidado. Então, eu acho a melhor sacada. O melhor trabalho é esse: levar o produto sem custo, pra quando for receptivo aquele produto, a pessoa se sentir bem e falar assim: “Ei, compra, porque eu recebi e o negócio é bom. O meu problema foi sanado. Então, o seu problema vai ser sanado também”. Então, essa visão, que muitos pensam que não, mas é compartilhada. Na igreja que eu estava, antes de entrar na Vedacit, um pedreiro falou assim: “Tem um tal de Bianco aí, colocaram na casa de um rapaz lá, muito bom. Já que você quer construir a igreja, fazer gesso e tudo, pra ser mais rápido, pega esse Bianco e vai lá e passa nas paredes. Muito bom, que você vai fazer o acabamento perfeito”. E ali eu peguei e passei, só que, assim, quantas pessoas tem na igreja? Eu era o tesoureiro da igreja. Muitas pessoas vieram me perguntar, mais de cento e cinquenta pessoas. “Meu, foi muito rápida essa construção. O que você colocou, pra ser mais rápido assim?” “Meu, o gesseiro, o pedreiro me indicou Bianco e foi rápido, passou um cimento, uma cola muito boa” e aí a construção foi crescendo, dentro da igreja e o conhecimento do produto. Então, assim, é um bem que a Vedacit traz. É um bem, sim. Ela não está na intenção de querer levar esse bem e receber em troca. Ela está dando, ela não quer receber. Mas, pra mim, é muito importante, porque o Alex, hoje, conhece o produto da Vedacit, vai viver na casa dele, a mãe dele vai entender o processo do produto que é da Vedacit e vai ficar na família e vai se proliferar. Então, aquela família não vai pensar em outra coisa e comprar o melhor pra dentro de casa, que vai ser a Vedacit. 

(01:09:37) P/1 – Certo. Então, vocês provaram, por experiência própria, a qualidade dos produtos? 

R – Sim, sim, até no meu apartamento, né? Eu tive um problema lá no piso e aí eu não pensei duas vezes: já comprei tudo certinho, na Vedacit. Pode comprar. Eu comprei a tela, tudo bonitinho, passei o Bianco também pra selar, tudo bonitinho, comprei o fecha-trinca, o piso está até hoje lá. 

(01:10:09) P/1 – E voltando um pouco pra sua vida pessoal, conta um pouco como foi seu casamento. 

R – Olha, meu casamento foi uma bênção de Deus. Graças a Deus, foi tudo certinho. Conheci minha esposa pelo Orkut, aí eu falei com Deus da forma que eu queria uma mulher pra mim, virtuosa e Deus me deu todas essas qualidades que eu pedi nela. Uma mulher que ouve, atende, me ajuda. Então, ela foi a base de tudo isso porque, às vezes, nós, homens, pensamos e agimos com a razão. (risos) E a mulher já é emocional, né? A mulher já pensa na emoção. No calor da emoção, a mulher já tem outra visão. Falo: “Não, calma, é aqui”. Ela: “Não. Você vai fazer isso” e começa a falar grande, né? E traz esse espírito de querer viver, querer lutar. E minha esposa é bem desse jeito, né? Cada dia ela me surpreende, me ajuda bastante e me dá fôlego de vida, pra poder buscar, cada vez mais, né? Eu chego em casa, respiro, vejo as crianças, me lembro do meu pai, na minha mesa. Lembro da minha mãe, converso bastante com ela. O que eu acabei de falar pra você, de você ver a sua família bem, então, se você vai bem em casa, você vai bem no trabalho. Tem esse tempo de falar assim: “Opa, minha casa está bem cuidada, está estruturada. Agora eu quero estruturar o meu emprego, meu trabalho, quero trazer novidades, quero ver as minhas netas, quero o meu crescimento, quero subir e quero ajudar os outros a subirem junto comigo”.      

(01:12:05) P/1 – Conte um pouco sobre seus filhos, quais os nomes deles e a idade. 

R – Tenho um casal, a Ana Carolina e o Samuel. Ana Carolina está com sete anos e o Samuel está com três anos. Samuel praticamente cresceu dentro da Vedacit. (risos) Ana Carolina pegou a turbulência de eu mudar de três empregos, até chegar na Vedacit, participou aqui da festa das crianças. Ela fala assim: “Quando eu vou pra cidade Vedacit?” (risos) Que teve uma festa aqui, que ela andou tudo aqui, ela ficou animada. Ela e o meu pequeno. Meu pequeno tinha acho que quase oito a nove meses. E quando eu venho pra Vedacit, ela fala: “Pai, vai com cuidado. Você vai pra onde, mesmo?” Eu: “Pra Vedacit”. Ela: “Então, tá bom”. (risos) Aí, agora é o contrário, o pequeno levanta: “Pai, você já vai pra Vedacit?” Eu falei: “Não, filho, hoje é sábado. Sábado e domingo eu vou descansar, vou ficar com vocês”. Ela: “Ah, então tá bom. Então, só na segunda-feira?” Eu falei: “Só na segunda-feira, aí papai vai trabalhar” “E quando eu vou lá na cidade Vedacit?” Eu falei: “Calma, quando tiver outra oportunidade, você vai conhecer de novo”. O pequeno, né? “Você vai conhecer - você tinha nove meses - a cidade Vedacit”. (risos) 

(01:13:40) P/1 - E encaminhando pro final da entrevista, vou te fazer algumas perguntas: qual o seu sonho pro futuro, Eliano?                 

R – Olha, o meu sonho é proporcionar, cada vez mais, essa mudança na Vedacit. Permanecer na empresa. Criar junto, ver esse crescimento. Quando eu cheguei aqui, eu vi muitas oportunidades. Eu vim de um mercado muito grande e eu cheguei na Vedacit e vi a Vedacit como uma família, uma família muito importante. E chegaram gestores novos, o Antônio chegou, eu olhei assim o Antônio chegando, bicudo e falei: “Rapaz, vai ter mudança e aqui tem muita oportunidade, muito crescimento”. E aí eu comecei a sonhar, sabe, o que eu quero ser, aqui? Como eu vou ajudar a Vedacit? Aí comecei a fazer meus projetinhos pequenos, ali, junto com o Denis, que trabalhava comigo, a ajudar, mudar algumas coisinhas, dar algumas ideias e aí eu fui construindo, até onde ele me fez a proposta se eu queria participar do processo seletivo, como líder da expedição. Aí meu sonho foi completo. (risos) Então, é muito importante pra mim, muito importante. Aí eu fiz esse projeto, gostei demais. Então, eu quero estar na Vedacit, em qualquer lugar que seja; [em] qualquer área que eu esteja eu quero dar o meu melhor, eu quero ver o crescimento, porque a Vedacit tem oportunidade muito grande, cada dia mais, de crescimento. Com essa mudança, também, das embalagens, dessa marca, com todo esse portfólio que foi apresentado, tudo isso é a base que está se criando, que está trazendo essa mudança, esse grande up da Vedacit, que é muito importante pra gente, né e nossos familiares acompanham, no LinkedIn, no Face, no You Tube, participam também dos vídeos, eu converso em casa, perguntam como está a Vedacit, como que é o projeto, onde você está agora? “Eu estou na expedição”. E o projeto, como é no ______ , né? É uma maravilha. 

(01:16:25) P/1 – E quais as coisas mais importantes pra você, hoje em dia, Eliano?   

R - Olha, o mais importante é o que a Vedacit está pregando hoje: o seu bem-estar, é a saúde. Em meio a essa pandemia, o que aconteceu no mundo, então, tudo isso ela nos traz essa visão: saúde, é o bem-estar, né? É você ir trabalhar bem e voltar pra casa bem. Então, essa é a melhor coisa: é você voltar pra dentro de casa bem, pra sua família e seu ar, respirar um fôlego de vida novamente, pra você retornar ao seu emprego. Não é uma rotina. É um desafio, né? A cada dia mais intermédio que esse mundo está vivendo, essa pandemia nos proporciona. Então, é muito gratificante ver essa luta do dia a dia, porque não é fácil, mas estamos vencendo. 

(01:17:32) P/1 – E, por último, Eliano, como você se sentiu ao contar a história da sua vida pra gente, hoje? 

R – Ah, é uma emoção tão grande, né? É gratificante, porque é muito importante, as pessoas querem saber um pouquinho de você, conhecer pessoas que querem te ouvir, que pararam pra te ouvir, pra te entender, participar também, juntamente, com a história da Vedacit. Eu estou aqui na Vedacit, eu tenho gravado os vídeos, tenho participado, estou em todos os momentos, na situação. É lá em cima, estamos juntos; lá embaixo estamos juntos, mas estamos caminhando, em busca, desse alicerce, dessa base. Eu estou muito feliz em compartilhar. Isso me ajuda, né, bastante, emocionalmente. Até chego em casa, converso com a esposa, eu tenho diálogo com ela, nessa base. Então, tudo isso é muito rico, muito importante. É a base da comunicação, de falar um pouquinho da gente. A gente fica se sentindo importante, vai dormir pensando. Eu estava pensando: “Rapaz, como vai ser essa entrevista? Como falar um pouquinho, né? A história é grande, será que vai conseguir resumir essa história?” (risos) Muito grande. Se eu for contar do primeiro dia que eu pisei na Vedacit, até o final… Aí você resume aqui, em situações. Mas é muito importante, agradeço a oportunidade aí, Genivaldo, a Grazielle, todos vocês. É muito rico o que vocês estão fazendo, superimportante dar essa pausa aí, no mundo que a gente está vivendo, pra ouvir o próximo, né? 

(01:19:28) P/1 – Está certo. Então, em nome do Museu da Pessoa e da Vedacit, eu te agradeço muito pelo depoimento, Eliano. Muito obrigado, mesmo. Foi ótimo! 

R – Genivaldo, obrigado eu, cara. Se precisar de novo, (risos) quiser que eu volto tudo de novo, querer gravar, pode ficar em paz, que eu estou à disposição. (risos)                                         


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