Busca avançada



Criar

História

Todo dia é um novo dia na AmBev

História de: Alexandre Ferronato
Autor: Museu da Pessoa
Publicado em: 24/11/2006

Sinopse

Sua trajetória na AmBev começa na área administrativa da Antarctica em Porto Alegre, onde começou como office-boy. Mas rapidamente passou a trabalhar no CPD. Hoje é o Coordenador do CPD em Sapucaia do Sul.

Tags

História completa

IDENTIFICAÇÃO Nome, data e local de nascimento Meu nome é Alexandre Ferronatto. Nasci em 20/07/68, em Canoas. TRABALHO Ingresso na empresa/Trajetória profissional Vou fazer 15 anos de Companhia no ano que vem. Eu entrei através da Antarctica, né, trabalhei na Antarctica um período anterior, entrei como office-boy na Antarctica, aí já fui para o CPD, fiquei um ano e meio de office-boy, fui para o CPD, aí comecei pegando cargos dentro do CPD e aí antes da fusão da Antarctica eu era encarregado da informática da Antarctica em Porto Alegre. Foi numa agência de emprego que eu conheci e me mandaram para lá, eu tinha 14 para 15 anos, foi bem rapidinho. Eu tinha 14 para 15 anos, né, então eu estava procurando um emprego. Era um trabalho de office-boy que eu esperava que fosse, só que daí surgiu uma vaga na informática eu fiz alguns testes preliminares e me encontrei na informática, fui aos poucos subindo, fazendo faculdade, fazendo cursos e vi que era o que eu gostava. Gosto até hoje de informática, foi uma coisa meio casual o teste, passei no teste, vários exames foram feitos na época e eu me adaptei. Hoje eu cheguei ao topo. Na unidade, seria o topo, eu coordeno o CPD aqui de Sapucaia, daqui só para São Paulo, todas as outras unidades que a AmBev tem de informática são iguais, a mesma função, então seria para a AmBev São Paulo, DTI, seria o maior da empresa na minha área. Então esse é o meu desafio, tentar ir para São Paulo, só não vou ainda porque tenho uma dificuldade de formação, não estou formado ainda na faculdade, tenho mais um ano de formação. Até isso, pelo padrão da Companhia quer uma pessoa formada para ter mais tempo para eles e a faculdade acaba me segurando, eu não posso largar a faculdade, eu estou em final já. Então às vezes assim eu vejo que muitas vezes eu perdi oportunidades por não estar formado, não por culpa da Companhia, ela tem uma regra: “Oh, Alexandre tu quer subir, tu tem que ter esse padrão”. E ainda não estou encaixado nesse padrão, não é um castigo, mas é um desafio para eu terminar a faculdade. Eu vejo que a Companhia te dá muitas oportunidades, hoje tem gerentes que estão aqui, outros que estão em São Paulo, tem pessoas da informática da AmBev de São Paulo que estão na Venezuela, na Bélgica, são dá informática, mas estão formados, estão na pós graduação. Então a Companhia, ela dá oportunidade. Eu vejo que a AmBev dá muita oportunidade para crescer, mas ela exige uma formação mínima, atualmente eu não estou mas vou alcançar essa meta, até o final do ano eu me formo. É isso que eu penso, eu vou terminar a minha faculdade, até para estar mais disposto para a Companhia, vou ter mais disposição para estar em outro lugar, em outra cidade, outro estado. Eu tive dois desafios grandes: uma foi implantar o SAP na Antarctica, em 1999, falando da Antarctica, foi em 1999, foi implantar o SA

P - sistema cooperativo da Companhia – que a gente tem hoje. Foi o primeiro desafio que a gente teve com informática lá. O pessoal de São Paulo desceu “como nós”, nós ficamos praticamente três meses treinando pessoas, treinando sistemas, instalando micro, todo um processo obrigatório. E outro desafio foi em 2001, quando deu a fusão, a AmBev também comprou o sistema SAP e foi implantar nas unidades dela também o SAP. Nós ficamos praticamente cinco, seis meses nesse desafio. Todas as unidades nesse mesmo desafio, que foi um grande desafio para a Companhia, tu muda de cultura, tu muda de sistema, tu muda a forma de trabalhar. Então isso é difícil para o usuário às vezes compreender, o usuário tem dificuldade, a gente tirou todo um sistema que a Brahma tinha, botou um sistema que a Antarctica tinha, quando a Antarctica também tinha um sistema antigo, na mesma cultura, tinha um sistema muito antigo, botou um sistema novo, tiveram dúvidas, problemas surgiram, noites que a gente virou trabalhando, ensinando o usuário, isso faz parte do processo, só que a Companhia tinha um prazo. Então era cobrado o prazo, máximo data tal, são seis meses o máximo, e toda a Companhia ia virar um sistema, não era só Sapucaia, a gente dependia de outras pessoas, então “fazia nós” ir trabalhar sábado e domingo, virar noites, treinar usuários, esses foram dois momentos que eu participei nas duas Companhias, que foi a implantação do SAP, foi dado o desafio, a Companhia desafiou mesmo: “Olha pessoal tanto tempo, nós vamos fazer, não tem volta, vocês vão se dedicar, custe o que custar vocês vão fazer.” Esses foram dois desafios grandes que eu passei, fora desafios de OBZ, que a gente tenta reduzir custo, mas acho que o maior que eu peguei na Antarctica e na AmBev foi a troca de sistema, SAP. EMPRESA Companhia Antarctica Paulista A Antarctica era uma empresa, vamos dizer assim pra ti, que não tinham muitos desafios, ela tinha a concorrência que era a Brahma – na realidade - então nós tínhamos aquele foco, tinha que vencer a Brahma, nem se falava em Coca-Cola, o nosso carro-chefe é a cerveja. Então a nossa gerência e diretoria sempre focava, temos que combater o inimigo Brahma, então tinha que mostrar o que a Companhia queria que a gente fizesse para bater as nossas metas, mas não eram metas – vamos dizer pra ti - desafiadoras, eu não sentia muito essas metas desafiadoras porque eu era da informática e quem sentia muito o processo era o pessoal da área comercial. mas num todo eu percebia que a Antarctica não tinha um desafio: “Não, vamos lá, vamos buscar” como atualmente é a empresa. Nós tínhamos a Antarctica em São Paulo que era a matriz da informática, ficavam os gerentes lá, a parte de programação e desenvolvimento, mas eram as pessoas de ponta que davam suporte para o usuário, montavam micro, montavam servidor. Então a nossa referência sempre era o pessoal de São Paulo, a gente ia para São Paulo para fazer treinamento, eles vinham para nos ensinar também, eles tinham tecnologia de ponta, a Antarctica sempre teve equipamentos de ponta, então era uma troca, a gente ia para lá, eles vinham para cá, nós tínhamos na época 12 pessoas na informática, então a gente dividia todo o Rio Grande do Sul em 12 pessoas. PRODUTOS Guaraná Antarctica Na realidade, o carro-chefe da Antarctica é a Cerveja Antarctica e o Guaraná Antarctica, porque a Antarctica usava dois produtos para bater a Brahma, um que era o Guaraná Antarctica e outro que era a Cerveja Antarctica, que junto com a Polar, que no Sul a Polar é muito forte, ela vendia muito mais do que a Antarctica, então ela usava a Polar para bater a Brahma e usava o Guaraná Antarctica para bater tanto a Brahma quanto a Coca-Cola, assim que funcionava. Se eu pensar em termos de refrigerante da Companhia eu tenho certeza que o Guaraná Antarctica é o carro-chefe da AmBev hoje. Para cerveja a própria Brahma, porque na realidade a Brahma está exportando para vários paises, pra fora. Então hoje tem Brahma na Alemanha, tem Brahma na China, tem Brahma na Rússia. Claro que o carro-chefe maior da AmBev é a cerveja, mas ela não está deixando de lado o refrigerante, ela tem várias marcas, ela tem a Pepsi, ela tem a Tin, tem a própria Antarctica, o Guaraná Antarctica, mas eu vejo que o maior dela é a cerveja e ela está conseguindo para o mundo a Cerveja Brahma e trazendo também as cervejas de lá para cá, mesmo ela não tendo um nome aceitável, vamos dizer assim, conhecido, mas a Brahma ficou mais fácil, por ser mais curto, Brahma, é tão fácil de falar, “Brahma”, então a Brahma conseguiu colocar para o mundo a cerveja dela, pra vários países do mundo. Eu ainda acho que o carro-chefe da Companhia é a cerveja, mas não está deixando de lado o refrigerante, tem um carro-chefe forte que é o Guaraná Antarctica, para mim ainda são esses dois produtos a Cerveja Brahma e o Guaraná Antarctica, seriam os dois tops da Companhia, os dois carros-chefe que impulsionam a Companhia, o Guaraná Antarctica e a Cerveja Brahma, que dão uma mídia maior, que conseguem colocar no mercado mundial esses produtos. PROCESSOS INTERNOS DA EMPRESA Fusão Para mim foi um susto receber a notícia da fusão. Eu estava em Joinville na época, nós atendíamos também em Joenville, na época Antarctica era Rio Grande do Sul e Santa Catarina, nós estávamos em Joenville de manhã montando uma rede de dados e estava a televisão no Gente-Gestão, aparece lá o rapaz falando da fusão da Antarctica e da Brahma e nós ficamos nos olhando, o gerente da Companhia olhando para nós, porque a gente percebeu que não foi uma coisa que foi divulgada nem a nível de diretoria regional da Companhia, foi uma coisa de alto escalão mesmo, tanto é que o gerente da fábrica ligou para a diretoria de Porto Alegre, eles não sabiam de nada também. Então nós pensamos “Bom, nos juntamos com o inimigo”, aquela sensação de eu “Lutei com o cara até agora e agora vou ter que me juntar a ele?”, né, então para mim aquilo foi um impacto, porque eu tinha aquela cultura de sempre bater no inimigo, que era a Brahma, e agora você se junta a ele, realmente o seu lado psicológico fica... o pessoal, não de mais idade, mas de mais casa, como eu tinha, sofreu um certo abalo, como é que nós vamos tratar isso agora, nós fizemos uma fusão, nós somos amigos agora, eu passei quase um ano tentando me adaptar a isso, era aquela rixa que tinha entre Antarctica e Brahma, como a Brahma também tinha com a Antarctica e vice-versa. E acho que a AmBev conseguiu de alguma maneira juntar isso, não foi fácil juntar essas duas culturas, a gente sabia que a Brahma tinha uma filosofia de audácia, de procura, de desafio - não que a Antarctica não tinha desafio - mas a Antarctica era mais mãezona, ela te dava todas as metas, ela procurava sempre bater a Brahma, mas a Brahma na realidade sempre foi mais robusta, mais atrás de meta e isso para nós foi um choque de cultura, de desafio, que hoje é a AmBev, hoje você não vê mais quem é da Antarctica e da Brahma, a gente se misturou e tornou-se hoje a visão da AmBev, mas no início, nesse primeiro ano, um ano e meio para nós, tanto na área de informática, como na área comercial, o pessoal da Antarctica sentiu o impacto dessa fusão, dessa cultura. O primeiro susto foi quando deu a fusão, segundo susto foi que ela reconheceu, ela foi capaz nesse processo de fusão de reconhecer as pessoas que achavam que podiam investir, eu poderia ter sido uma pessoa desligada da empresa e ela teve essa visão, pessoas foram capacitadas para tratar desses assuntos: “Poxa, tem o Ferronatto lá na informática da Antarctica, como é que é esse cara? O que ele faz, vamos investir nele?”. Essa Companhia teve a capacidade de ver as pessoas: “Olha, o Ferronatto está lá, talvez o Zezinho não sirva, mas o Ferronatto sirva”. Ela teve esse senso crítico, quando ouve aquela fusão toda nós pensamos, vamos todos para a rua agora, algumas pessoas foram desligadas, talvez por não serem competentes outras porque queriam sair, para mim marcou essa Companhia porque ela teve esse senso crítico de selecionar, pegar os melhores, ela quer o melhor para desafiar, aquela pessoa que vista a camiseta. E isso eu tenho visto, eu estou vestindo a camisa da AmBev e ela está me proporcionando isso, ela me selecionou na época da fusão, eu vou dizer pra ti assim, eu estou demonstrando nesses cinco, seis anos que eu estou aqui dentro que o que ela fez comigo em 2000 realmente valeu a pena, ela soube me selecionar naquela época e hoje eu estou mostrando para eles que realmente valeu a pena eles terem investido em mim. CULTURA DA EMPRESA Valores /Metas Hoje a cultura da AmBev te pede muito desafio, cada dia que tu vem aqui de manhã é um novo dia, nunca é o dia anterior. Ela sempre te coloca metas todos os dias, te coloca metas diárias, metas mensais, metas anuais, ela te dá liberdade. A Antarctica era uma empresa muito engessada, você tinha que pedir muito “Eu quero falar com o gerente”, “Eu quero falar com o diretor”. Na AmBev, por exemplo, tu pega um gerente no banheiro, no refeitório, numa sala totalmente informal, a AmBev é totalmente informal quanto à chefia, acabou aquele negócio de sala fechada, hoje é um salão aberto, grande, que está o teu diretor do lado do gerente, que está do lado do diretor, como se fosse um conjunto só. Então ela te dá, proporciona isso pra ti, “Não, eu posso chegar no diretor da Companhia e falar como eu estou falando com você agora”. Ele não vai me descriminar, ele não vai me tratar diferente e nesse ponto a gente sentia que na Antarctica para falar com o diretor tinha que falar com a secretária, tinha que falar com o gerente, até chegar no diretor. Aqui tu fala com um gerente da fábrica, como eu te falei, num banheiro, no corredor, você decide coisas no corredor, ela te agiliza, ela te dá um poder de agilização muito grande, a AmBev. Ela te dá possibilidade de desenvolver, tu chega para o gerente mostra o problema e mostra a solução para ele, vocês sentam, conversam: “Faz, Ferronatto, vai lá e faz.” Então a AmBev ela tem essa agilidade, essa urgência de resolver, as coisas correm muito depressa, por isso que eu te falei que um dia é diferente do outro aqui, a gente tem essa filosofia. Quando se bate uma meta, toca-se uma corneta, uma sirene. Na verdade, o que acontece, como a gente tem a gerência, tanto fábrica como todos os gerentes a gente tem seguido reuniões com pessoal da fábrica, tanto o pessoal de linha, como o pessoal geral, administrativo, financeiro, tudo, então o que os gerentes fazem, eles passam as metas: “Olha pessoal, tanto de produção, tanto OBZ”, então quando bate uma meta numa linha reflete o que: “Poxa, pessoal, estamos lá na ponta, estamos batendo nossas metas”. A gente tem as metas na cabeça, a gente tem que bater produtividade, vai dar um lucro maior para a Companhia, vai voltar em bonificação para nós. Quando a gente gasta menos, economiza volta também: “Poxa, a gente está economizando pela empresa e de uma maneira ou de outra esse dinheiro vai voltar para mim esse dinheiro, de uma maneira ou de outra vai voltar pra mim”. Principalmente as linhas, a parte industrial, que os caras trabalham para caramba, uma meta que sempre é desafio, todo mês a Companhia bota um desafio a mais, tem que fazer mais. E claro que todos os setores tem os seus problemas e as suas dificuldades e eles conseguem superar isso, então eles passam aquela alegria: “Poxa, estamos batendo mesmo com a dificuldade que a gente tem, a gente consegue bater.” Eles acham que porque é o dinheiro que está curto, mas não é o dinheiro, é administrar o dinheiro, eles conseguem administrar o dinheiro e consegue bater, consegue produzir, consegue distribuir. O pessoal do CDD que trabalha conosco também fica alegre porque a gente consegue entregar o produto para o CDD, o CDD entrega para o nosso cliente final, então eles transmitem para nós, tocar a corneta, aquelas reuniões que a gente faz com gerência, eles vibram, eles batem - estamos chegando lá, não vamos perder - , eles colocam isso na gente e mexe contigo, dá uma adrenalina e a gente pensa mais, não é nada impossível, a gente acha que uma meta é impossível, eles conseguem, não é impossível: “Vamos lá, vamos correr atrás”. E agente vê assim que ... Ano passado a gente tirou o segundo lugar, eu estou há seis anos aqui, Sapucaia tirou sexto, oitavo e esse ano agora que passou nós fomos o segundo lugar na Companhia. Nós competindo com Agudos, quer mais orgulho que a gente chegar numa fábrica mista que é a Agudos, que é gigante, numa fábrica que também é grande em Sapucaia, mas só produz refrigerante. Então pra nós é muito gratificante, chegamos lá junto com os caras grandes e foi tudo assim: eles desafiam, a gente corre atrás das metas, não é fácil bater, mas eles dão aquela incentivada pra nós “Vamos lá, vamos atrás, vamos correr atrás de outro desafio.” TRABALHO Momentos marcantes Eu sempre vou me lembrar daquele dia, (risos) 31 de março, 30 de março, desculpa, o dia da fusão, vamos dizer assim, uma coisa que me marcou, até então a gente não tinha uma visão profissional do que ia acontecer no futuro, hoje eu posso falar que aquilo foi uma coisa que veio fechar, a fusão, hoje esta empresa está do tamanho porque está graças a fusão que deu. Mas assim o que marcou na minha vida, que eu acho que eu jamais imaginaria, jamais me passaria na cabeça, que a Antarctica e a Brahma um dia iam se juntar, acho que até o pessoal da Brahma nunca imaginaria, a gente vê aí telefonia comprando uma a outra, mas nós na cultura da bebida, “Poxa, mas a Antarctica e Brahma se juntando?” Em termos pessoais é uma coisa que marcou muito, não acreditava, não passou pela cabeça duas Companhia rivais se juntarem e formar a grande Companhia que é hoje, isso pessoalmente foi... vou sempre me lembrar daquele dia, a gente levou aquele susto, esse é uma marca pessoal. E na parte de informática realmente foi o SAP, a Companhia mudou a cultura, ficou mais ágil, hoje ela tem muito mais informação, você pode estar nos Estados Unidos você tem informação correta, ágil, que antigamente as empresas não tinham essa informação. Hoje elas têm unificado, se for em Manaus você tem a mesma informação, se você for nos Estados Unidos você tem a mesma informação. Então essa unificação que a Companhia fez, que foi um desafio, ela continua fazendo mais desafios nessa parte, juntar essa duas tecnologias, esse ramo de cerveja, de produtos que a Companhia tem, tudo numa coisa só, num sistema só, realmente a informática tem uma grande participação nessa parte, juntar essas duas culturas e esses dois sistemas da Companhia. É assim, na realidade, vamos dizer assim, engraçada? Foi essa troca do sistema, não é propriamente engraçado, porque na realidade, quando você troca um sistema você sempre tem a resistência. Isso marcou muito porque como as pessoas são resistentes com uma mudança. E eu senti em dois níveis essa mudança, tanto na Antarctica quanto na Brahma. Então a gente escutava: “Ah, isso não vai funcionar, não sei o que lá, vamos voltar para o antigo, ah Ferronatto isso não dá assim, o micro trava, o servidor trava, é uma porcaria” Não debochando da gente, mas aquela resistência, a gente escutava piadinha de tudo que é lado, do sistema, na minha área, área industrial não sei te dizer porque eu não convivo muito com a área industrial, mas na minha área, o suporte para o usuário, que eu ando toda a fábrica, eu escutava: “Poxa, ah, mas o sistema não vai dar certo”. Aquela resistência, debochavam da gente um pouquinho, porque mudar, então isso me marcou como um deboche, a Companhia está tendo uma visão de unificar tudo, melhorar a vida daquele cara que fazia o trabalho em dobro, hoje a Companhia conseguiu reduzir até o tempo de trabalho, agilizou o trabalho e na época o pessoal falava piadinha para nós: “Pô, os caras da informática...” Quando não funcionava, as vezes travava, eles: "Pô, essa porcaria não funciona”. Riam da gente, acho que o que me marcou muito foi essas coisas de sistema. PROCESSOS INTERNOS DA EMPRESA Responsabilidade Social Se tu pensar bem, assim, a Companhia quando contrata um gerente ou um funcionário, seja jornalista, seja um operador de linha, o que ela passa pra ti, é que você tem que ter desafio, ela embute aquilo, você tem que ter uma meta tua e a Companhia vai crescer junto contigo. Então ela te prepara, ela não te joga lá na fogueira, ela vai fazer um trabalho com as pessoas, com a gerência, para que você dê um fruto maior para a Companhia. Então ela te prepara para isso, ela consegue te colocar, assim, “Poxa, você está numa grande Companhia”. Não está num refrigerante qualquer, ela te proporciona treinamento, ela te dá uma visão, ela te bonifica para isso, ela te dá um retorno de salário para isso, ela tem todo um processo de pessoas que trabalham contigo, ela não te deixa sozinho: “Ah me deu uma meta agora te vira”. Não, tem o apoio da gerência, tem o apoio do gerente da gestão, tem um trabalho por trás que te impulsiona a fazer isso, bater aquela tua meta. PROJETO MEMÓRIA VIVA AmBev Organização dos acervos/Importância dos depoimentos Eu acho importante essa iniciativa da Companhia de gravar o depoimentos dos funcionários, porque juntou duas culturas, como eu falei, uma Antarctica que tinha 115 anos quase, a Brahma também mais de 100 anos, tanto que tem pessoas que eram de 60 anos que estão hoje na Companhia, são pessoas que eles consideram: “Poxa, essa pessoa começou lá embaixo como varredor, foi vendedor, foi diretor...” Os próprios imóveis da Companhia, a cultura, cartazes, equipamentos, essa parte de museu, de peças, de cultura mesmo: “Poxa, como era a Antarctica? como era a Brahma?” É importante porque hoje ela é uma Companhia única, com a fusão da Brahma e Antarctica e mais as fusões que aconteceram depois, é legal conhecer mais a InBev, na Bélgica, como é a cultura deles, hoje eles conhecem esse trabalho da Antarctica e da Brahma que a gente está juntando. Daqui a algum tempo eles vão estar: “Poxa, como era a InBev, como que é a Interbrew, a cultura deles?” Aquela pessoa que tem 65 anos, que se aposentou na Brahma, se aposentou na Antarctica, ter essas pessoas, fotos dessas pessoas, acho que é uma cultura da Companhia, hoje ela tem seis anos, mas daqui a 50 anos: “Vamos olhar lá em 1999, aí em 2006”. Toda essa cultura de fotos, de equipamentos, de testemunho de pessoas: “Eu abracei a Antarctica agora abracei a AmBev”. Acho que é importante para uma Companhia desse tamanho ter uma visão do passado e mostrar para o pessoal daqui a 50 anos: “Olha pessoa, lá atrás tinham pessoas que suaram a camisa para vocês estarem nessa Companhia gigante que vocês têm hoje” e no futuro vai ser gigante mais ainda, resgatar isso, precisa ter essa memória da Companhia, seja em foto, depoimento ou em peça, equipamento, como os caras fabricaram a cerveja, acho importante. É uma coisa muito bonita que a Companhia está fazendo, resgatando a alma da Antarctica, a alma da Brahma, as pessoas que ajudaram a crescer tanto a Antarctica como a Brahma, e hoje juntaram está esta “baita” Companhia que é a AmBev. EMPRESA AmBev A Companhia cresceu muito, a gente até se assusta, passa uns meses: “A AmBev juntou tal cervejaria”, “A AmBev comprou tal cervejaria”. A gente percebe que a Companhia está crescendo muito, a cada dia que passa ela cresce tanto em share de mercado, como em aquisição de novas Companhias. Então a gente vê que por trás tem pessoas de alta capacidade, desde o nível de gerência, como nível de operação, porque tanto o operário produz, como tem aquela cabeça pensante que é a diretoria. Eu vejo assim que a AmBev tem muitas pessoas capacitadas, por isso que ela faz muitas trocas, ela capacita pessoas, ela quer pessoas bem capacitadas, porque ela tem uma visão muito grande ainda, ela quer ser número um do mundo e ela vai conseguir porque ela é capacitada, ela tem pessoas no quadro dela que tem capacidade para fazer isso e ela aplica essas pessoas, ela treina essas pessoas, a AmBev vai crescer muito mais, a Companhia - em share, em cervejarias que ela vai adquirir. Ela é uma Companhia gigante de cervejaria que futuramente vai comandar o mundo todo das cervejarias, através da competência, de pessoas que estão hoje suando a camisa. Sua camisa e são recompensadas por isso e vai se tornar uma grande Companhia no futuro. ENTREVISTA Recado/Avaliação Eu gostaria de deixar um recado no sentido de que todo dia é um novo dia aqui na Companhia, você sempre chega de manhã tem um novo desafio e que isso realmente passe para cada funcionário, desde a diretoria até o operador mais baixo, que cada dia que ele vier aqui ele vai ter um novo desafio, vai ter problemas, ele vai ter que superar esses problemas. Porque a Companhia te desafia para isso e todos nós como funcionários temos orgulho de trabalhar nessa Companhia cada vez mais gigante, mas sempre se lembrando que todo dia que a gente chegar aqui é um novo dia, é um novo desafio e que a gente tenha capacidade desafiar nossos colegas, dar força para os nossos colegas: “Pessoal, vamos chegar junto, vamos pegar junto” Nós estamos numa grande Companhia, isso eu quero deixar para os funcionários. Achei legal (risos), achei que foi bem descontraído, eu vou fazer 15 anos de Companhia no ano que vem, é legal fazer isso, gostei, resgatar, isso o que a instituição está fazendo agora, pegando pessoas, pegar pessoas que estão se aposentando, elas talvez tenham muitas histórias, na minha área não tem muitas história, mas o pessoal que trabalha nas linhas, o pessoal que trabalha no chão de fábrica, com certeza tem muito mais histórias para contar do que eu, que trabalho mais na máquina, no micro. Eu acho muito legal isso que vocês estão fazendo, acho que tem que resgatar, pegar o depoimento franco das pessoas, eu estou falando abertamente para ti, não tem nenhum texto na minha frente falando, o que eu estou falando eu estou falando de boca, uma coisa sincera. Eu acho legal a Companhia resgatar isso, ver que ela tem muitas pessoas muito boas aqui, que ela precisa cada vez mais cuidar dessas pessoas da Companhia, ter aquela visão de aproveitar, desafiar as pessoas. Muito legal.

Ver Tudo PDF do Depoimento Completo

Outras histórias


Ver todas


Rua Natingui, 1100 - São Paulo - CEP 05443-002 | tel +55 11 2144.7150 | cel +55 11 95652.4030 | fax +55 11 2144.7151 | atendimento@museudapessoa.org
Licença Creative Commons

Museu da Pessoa está licenciado com uma Licença
Creative Commons - Atribuição-Não Comercial - Compartilha Igual 4.0 Internacional

+