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História

"Tenho de ficar, de qualquer jeito!"

História de: Christian Oscar Tejada Pacheco
Autor: Museu da Pessoa
Publicado em: 26/04/2019

Sinopse

Christian Oscar Tejada Pacheco nasceu no Peru e, ao fim do segundo grau, decidiu vir para o Brasil morar com um de seus irmãos, que já vivia no país. Estudante universitário, ele conta um pouco sobre a vida dos pais, que ficaram no Peru, e compara São Paulo com Arequipa, cidade onde vivia no país andino. 

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História completa

P - Diga seu nome completo, local e data de nascimento

R – Meu nome é Christian Oscar Tejada, nasci em Arequipa, Peru, no dia 23 de agosto de 1978. 

P – Quando e por que você imigrou para o Brasil?

R – Tudo começou quando meu irmão veio aqui para São Paulo, faz dez anos, e pela vida dele... Eu sempre vinha aqui visitar ele, para ver como ele estava, e todo o tempo que fiquei, sempre achei muito legal a cidade de São Paulo, sempre me diverti muito, achei muita coisa aqui, aqui tem de tudo, dia e noite, e eu sempre achei São Paulo um lugar muito legal para viver e para você achar um futuro bom.

P – E aí, como você veio?

R – Eu sempre vim de férias, então quando eu acabei meu segundo grau, vim para São Paulo para morar com o meu irmão. 

P – Como seus pais reagiram a isso?

R – Num primeiro momento meus pais não acharam tão bom, porque sou o filho mais novo, então eu estava saindo fora, e o filho mais novo estava indo embora. Mas no final eles respeitaram que eu queria ir embora mesmo, e eu vim.

P – Qual a grande diferença entre Arequipa e São Paulo?

R – A diferença é que São Paulo é uma cidade muito grande, tem de tudo, muito mais agitado, dinheiro vai, dinheiro vem, as pessoas passam pela tua vida muito mais rápido, e elas também somem, vão embora. A minha cidade, você compara com uma cidade do interior aqui, mais quieta, todo o mundo se conhece, não é como São Paulo, que você é um dentro de quinze milhões, todo o mundo te conhece, você sai na rua, vai cumprimentando todo o mundo. 

P – Isso para você é bom?

R – Isso você sente falta um pouco, porque lá você se sente alguém. Todo mundo te conhece, se você quer alguma coisa você sabe onde ir, sabe quem é bom e quem é ruim, na cidade inteira. 

P – Qual foi a sua primeira impressão quando chegou ao Brasil?

R – Muita gente, muito grande, isso. 

P – O que você fazia em Arequipa?

R – Eu estudava. Acabei o segundo grau e vim. 

P – O que seus pais fazem lá?

R - Eles têm uma escola de primeiro e segundo grau, mas eu não estudei lá. É Colégio Raul Porras Barrenechea, é um liceu histórico lá, aqui não é conhecido.

P – Como é o nome do seu pai?

R – Oscar Tejada.

P – Da sua mãe? 

R – Sofia Pacheco.

P – Os dois nasceram em Arequipa? 

R – Não, numa outra cidade, no litoral. 

P – Como se chama essa cidade?

R – Mollendo.

P – Sabe por que eles mudaram para Arequipa?

R – Atrás de oportunidades, igual eu que vim aqui também, sempre a minha família pensou em ir pra outra cidade, mas sempre pra ir atrás de novas oportunidades. 

P – Como era a sua casa em Arequipa? 

R – Grande, bonita, dois andares, quintal grande, tudo grande. 

P – Você vai sempre pra lá?

R – Eu sempre ia, mas agora arrumei um estágio que não está me deixando ir tão seguido. 

P – Que curso você faz? 

R – Administração com ênfase em análise de sistemas, na Fasp, estou no quinto ano. Me formo agora, este ano, e estou pretendendo pegar o meu visto, de um jeito ou de outro, pra eu ficar, porque meu visto é de cinco anos, que é o que duram os meus estudos. Como este é meu último ano, já acaba o visto, então estou vendo com meu advogado algum jeito que não seja ilegal para ficar aqui, não de forma ilegal. Ou eu me caso ou faço filho, não sei, tenho de ficar, de qualquer jeito.

P – E se não der? 

R - Ou em volto ou de repente eu entro numa outra universidade para ficar ainda como estudante, mas eu quero ficar. 

P – Você mora onde? 

R – Jardim da Saúde. 

P – E como você veio parar no West Plaza? 

R – Eu vim com a minha namorada, que ela mora aqui perto e veio comprar uns negócios. Eu sempre venho, porque minha ex-namorada também mora aqui perto (risos), e eu sempre vim aqui também por ela.

P – E você conheceu essas namoradas onde?

R – Não, em festas, em lugares fechados, e as duas moram aqui. 

P – Imagina se você encontra uma e a outra aqui.

R – Isso é o que estava pensando nesse momento. (risos) 

P – Então obrigada, boa sorte. 

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