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História

Super G! A loja elegante de moda masculina!

História de: Eurico Esmeraldino Cardoso
Autor: Museu da Pessoa
Publicado em: 16/07/2021

Sinopse

Apresentação do entrevistado; origens da família. Apresentação de seus avós paternos e maternos. Descrição das cidades onde morou. A mudança com a família para Criciúma foi quando tinha 7 anos de idade. A infância em Pescaria Brava. Mudança para São Paulo e o ingresso na confecção Camelo. O convite para trabalhar na Loja Super G. A franquia da Super G em Ribeirão Preto. O primeiro contato com o comércio. O trabalho com nove anos de idade, no bar do pai. A decisão em se mudar para São Paulo, o trabalho como camelô. O desenvolvimento no ramo . A visita a Ribeirão Preto e a decisão de abrir uma  franquia da Super G, onde já se encontra há mais de 45 anos. O segundo casamento, a esposa  e os filhos. A especialidade de sua loja, moda plus size, masculina; cliente de toda a região. O pouco investimento em propaganda. Os 45 anos no comércio. Com a pandemia declarou que foi difícil atender à distância, por dificultar o atendimento. Sonhos para o futuro. 

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História completa

          Eu me chamo Eurico Esmeraldino Cardoso e nasci em 12 de abril de 1954. O nome do meu pai é Esmeraldino João Cardoso, e o da minha mãe, Francisca Clara Cardoso. Eu nasci em Pescaria Brava, Santa Catarina, que hoje já é município, mas antes pertencia a Laguna. E depois a família se mudou para Criciúma, quando eu tinha sete anos. Aí, quando eu completei 15 anos, eu vim embora para São Paulo.

          E fiquei em São Paulo por cinco, seis anos. Foi lá que eu fui desenvolvendo o comércio, adquirindo uma certa experiência com grandes empresários, como o seu José Camelo. Eu trabalhei com ele na empresa Camelo, que fabricava terno, na época em que eu tinha 21 anos. Trabalhei um bom tempo lá, e depois eu fui convidado para trabalhar numa franquia que se chama Loja Super G, de um grande empresário que eu admiro... admirei muito e admiro, já em memória, o seu Nevaldo Rocha. Ele era dono da Super G e dono da Guararapes, que hoje é as Lojas Riachuelo. Ele faleceu no ano passado. 

          Mas antes de tudo isso, eu virei camelô em São Paulo. Arrumei um senhor que eu conheci, e ele tinha uma fabriqueta. Aí ele me cedia as mercadorias durante a semana: camiseta, cueca, meia. Eu saía para ir a uma transportadora, logo no início, para eu ter uma localização de ponto de partida. Então, de lá eu saía andando e frequentava todas as transportadoras, pois lá estavam os caminhoneiros. Então eu ficava sempre torcendo para que o caminhoneiro esquecesse a camiseta, a cueca, a meia... e eu fazia o meu comércio aí. Acabei fazendo uma clientela grande, porque tinha muitos caminhoneiros de fora.

          Esse foi meu começo de vida. E um belo dia, eu passando ali na Rua da Gávea, uma travessa da Guilherme Cotching, vi uma loja sendo montada, montando a instalação. Aí conversei com a moça que estava dirigindo, que era a contadora da empresa e falei: "Nossa, vai ficar linda essa loja, né? Poxa, eu gostaria de trabalhar aqui". Aí ele falou: "Você já trabalhou com isso?" Eu falei: "Olha, é o que eu faço. Eu vendo roupa". Só que era gênero diferente. Eles lá eram só terno. "Mas o senhor já trabalhou com terno?". Eu pensei comigo: "Uma mentirinha não vai fazer falta, né?" Eu falei que já tinha trabalhado, e acabou que eles me contrataram. E lá eu vestia muitos artistas. Ali na Camelo, eu vestia uma elite bem mais alta, e com isso eu fui desenvolvendo bem o meu tino comercial. 

          Até que um belo dia, uma pessoa em frente à loja da Camelo deixou um cartão de visita e falou: "Você me procura?" Depois que eu vi: Nevaldo Rocha, diretor-presidente da Confecções Guararapes. Naquela época, ele já tinha 27 mil funcionários e fabricava 100 mil peças/dia.

          Aí eu vim para Ribeirão Preto dar uma assessoria numa das lojas da Super G, que já tinha aqui. Eu vim, fiquei uma semana, mas só que eu me apaixonei pela cidade. Mais tarde, eu tive uma nova proposta de um outro grupo e fui falar com o ‘seu’ Nevaldo: "Não, o senhor não vai sair. O senhor vai pegar uma franquia". Eu disse: "Mas, olha: se eu pegar uma franquia, eu quero ir pra Ribeirão Preto". Ele falou: "No Brasil, em qualquer lugar que você queira, eu invisto em você". Então, estou aqui.

          Eu fui muito feliz nessa minha caminhada, com as pessoas que eu encontrei. Porque aí eu abri esta loja aqui, comprei este ponto pra abrir a loja há 45 anos, e teve um custo alto - eu paguei 120 milhões de cruzeiros. Eu fiz a instalação, gastei mais 60 milhões de cruzeiros. E mais o produto... eu sei que eu cheguei a gastar e a dever 550 milhões de cruzeiros para o Nevaldo Rocha, dono da Guararapes.

          Por causa da minha especialidade, eu vendo camisa do número um ao número 12. Calça, eu vendo do número 36 a 80. Terno, eu vendo do 42 até o 76. Eu tenho todos os meus produtos em tamanho pequeno e plus size, tamanhos especiais. Eu tenho clientes da região inteira: Porto Ferreira, Pirassununga, Franca, São Carlos... a região inteira conhece a minha loja. Eu tenho até um desembargador que compra de São Paulo. Quando ele vem a Ribeirão Preto, toma um chopp no Pinguim, e depois ele vem comprar terno comigo. Até de São Paulo eu tenho cliente!

          Eu invisto no meu trabalho, no meu atendimento e no meu bom produto. Esse é o meu maior investimento. E eu não aprendi por acaso. Eu aprendi por foco, força de vontade e por interesse de conhecimento.

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