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História

Sonho de administrar sua vida

História de: Natasha Firmino da Silva Alves
Autor: Museu da Pessoa
Publicado em: 21/01/2013

Sinopse

Nascimento em 1991, no Rio de Janeiro. Cresceu na casa dos avós maternos. Cursou Enfermagem, mas não concluiu o curso. Faz parte do projeto Mulheres Empreendedoras Chevron com o Bolhas Coloridas, que atua na Cidade de Deus com um projeto de reciclagem de óleo de cozinha, transformando em sabão. 

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História completa

“Na infância eu morei com a minha avó até dez anos; depois saí, fui morar com a minha mãe e com o meu padrasto. Com 13 anos voltei novamente pra casa da minha avó e com 18 pra 19 anos eu saí e vim morar com a minha mãe outra vez. Meu pai nunca foi tão presente na minha vida. A minha mãe que supriu. Minha avó levava a bíblia pra explicar as coisas pra nós, irmãos e primos, mas sempre com liberdade de expressão. Tanto é que ela deve ter mais vinte e cinco netos, quinze bisnetos e eu sou a única Testemunha de Jeová. Mas a educação religiosa, com essa liberdade, marcou também minha vida. Eu fiz minhas escolhas. Quando eu já estava fazendo o curso técnico, junto com o ensino médio, surgiu uma possibilidade nova na minha vida. Ouvi sobre um curso aqui dentro da Cidade de Deus, que era apenas pra mulheres. E esse curso a gente ia ganhar um recurso pra montar um próprio empreendimento. Era o fundo ELOS* que estava organizando junto com o Projeto Elas em Movimento* e a Chevron, que estava dando o recurso inicial. Aí é que a gente soube que a gente poderia montar um empreendimento que pudesse ser nosso. Aí no início me veio essa ideia de reciclar óleo usado de cozinha e transformar em sabão. Aí cada um fez um planejamento ali rapidinho, de como seria, de como iria ficar. Naquele momento foi isso: reciclar óleo usado de cozinha e transformar em produto de limpeza porque era a única forma de não poluir o meio ambiente e gerar uma renda. Chamamos de Bolhas Coloridas*! Nós passamos o informativo dizendo que era importante doar esse óleo usado de cozinha, não jogar no ralo, não jogar no rio, não jogar no lixo. Então agora passa o carro de som cantando a música do Bolhas e as pessoas vão aderindo. Espero conseguir renda, que as mulheres do projeto consigam melhorar o futuro. Mas o maior resultado eu vejo mais no meu dia a dia. Quando temos um investimento próprio e o resultado depende apenas de nós, e isso eleva a autoestima, vemos que somos capazes de fazer aqui, de dar nosso melhor.”

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