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História de: Renato Mesquita Rodolfo
Autor: Museu da Pessoa
Publicado em: 09/07/2014

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A minha mãe conta a historia pra mim de que eu nasci do que ela chama de “produção independente”, então no caso, ela teve um relacionamento com o meu pai, eles não chegaram a se casar, e desse relacionamento, eu nasci e dele, e tenho o sobrenome que é Rodolfo, ele ficou um tempo, depois que eu nasci e depois eu fui revê-lo novamente quando eu tinha cinco anos e desde essa época, não o vi mais e a ultima noticia que eu tive dele faz uns dois anos, que um tio meu me encontrou pela internet, é que ele já tinha falecido, já.

  Minha mãe, ela é veterinária, funcionaria publica, ela trabalha na secretaria de agricultura, né, ela inspeciona produtos de origem animal, eu sou seu único filho. Minha casa sempre foi na Parangaba, onde é hoje, é um bairro mais para região sul de Fortaleza, e eu sempre fui criado ali e um pouco mais distante, mais ao sul ainda, é a casa da minha vó, que fica no bairro Mondubim. Então, eu sempre fui criado nesse meio, né? eu moro num condomínio que também morou muito tempo, principalmente na minha infância, a minha tia, que eu considero como uma segunda mãe, ela me criou, minha mãe trabalhava no interior, então ela vinha pra cá só no final de semana e eu passava a semana na casa dessa minha tia, inclusive, até eu crescer, eu chamava ela de mãe também, eu tinha duas mães. Nessa época da infância eu brincava muito… por eu morar num condomínio fechado grande, são vários apartamentos, tinha muita criança, então, eu brincava muito de esconde-esconde, brincava muito de futebol, de queimada, que a gente chama de carimba, e na casa da minha avó, brincava muito de pião, de bila que é a bola de gude e enfim, muita brincadeira… deu pra brincar bastante ao ar livre quando eu era criança, era basicamente esse tipo de brincadeira que a gente fazia e tinha… sempre tinha um grupo grande de crianças, pelo menos uns quatro ou cinco, que a gente se juntava,  a gente brincava de alguma coisa no meio da rua, ou então lá na pracinha do condomínio, coisa do tipo.

  Eu estudei praticamente minha vida escolar inteira no mesmo colégio, no Colégio Sete de Setembro, aqui no centro de Fortaleza. Eu sempre, apesar de ter estudado sempre no mesmo colégio, sempre fui muito… sempre tive um numero de amigo muito restrito dentro da escola, então eu gostava muito desse pequeno grupo que eu formei, que a gente seguiu vivendo e convivendo quase sempre nas mesmas turmas e a gente tem o convívio legal até hoje, então o que eu mais gostei dessa época de colégio, foi ter esse convívio com esses amigos que eu guardo até hoje, apesar de serem poucos e acabou me influenciando também para a minha formação profissional. Quando eu era bem pequeno, uma amiga da minha mãe me chamava de embaixador e eu acabei assumindo essa ideia, mas depois no ensino médio, eu coloquei na minha cabeça que eu queria fazer Historia e foi o que eu acabei fazendo, hoje já me formei, já fiz especialização, atualmente eu faço Mestrado também em Historia.

  Dei aula por dois anos s parei agora por conta que comecei o Mestrado, dar aula foi uma experiência muito boa, eu terminei a minha graduação em 2010 e estava com total abuso da academia, não queria mais saber de universidade, resolvi dar aula. Ai entrei na escola, uma escola de bairro, próximo ao meu bairro, Conjunto Esperança, lá para o bairro, é uma escola grande, eu entrei em contato com alunos desde o comecinho do ensino fundamental II, do sexto ano até o terceiro ano do ensino médio. Então, eu convivendo com aquelas pessoas ali, me engrandeceu muito como profissional, que eu não tinha tido muito contato ainda em dar aula, né, na graduação. Na graduação, eu fiz parte de um programa, que é de um cursinho popular da Prefeitura de Fortaleza e eu dei aula nesse cursinho e o interessante é que eram pessoas que muitas vezes, eram mais velhas do que eu, né, tinham senhoras lá que tinham idade para ser minha avó e estavam lá estudando para tentar fazer um vestibular, ou mesmo, só para fazer alguma coisa, mas lidar com criança, com jovens, pessoas mais novas do que eu, que estavam ali naquele processo de formação, foi a primeira nesse período e  foi muito bom, eu passei dois anos lá, até hoje, tenho muitas saudades dessa época que eu parei, pra poder me dedicar ao Mestrado.

  Minha pesquisa do mestrado é sobre memória, as memórias relacionadas à instalação da Universidade Federal no Benfica, que é um bairro aqui bem próximo, no centro e tento identificar as memórias construídas pela própria universidade, as memórias dos moradores do bairro na época. Então, eu trabalho também com registro oral.

  Meu sonho é terminar o meu Mestrado, fazer um Doutorado, seguir a carreira acadêmica, lecionando. E eu sou novo, atualmente, quero me casar conheci minha noiva aqui em Fortaleza mesmo, a gente se conheceu há uns quatro anos, temos uma amiga em comum, muito querida nossa e essa amiga em comum me apresentou a ela, e a partir de então, a gente teve o primeiro contato, já nesse primeiro contato, a gente ficou, ai depois disso, mais ou menos um mês depois, a gente namorou e a gente tá junto até então.  Hoje, ela tá morando em São Paulo, desde final de fevereiro desse ano, ela tá morando em São Paulo, ela tá trabalhando lá, a gente vai casar o ano que vem, o meu sonho é a gente poder constituir a nossa vida lá, depois que eu terminar o Mestrado, eu vou me juntar a ela lá e… é isso.

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