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SE TODA ESCOLA TEM UMA HISTORIA PARA CONTAR...

História de: LANGELA GOMES DA SILVA
Autor: LANGELA GOMES DA SILVA
Publicado em: 04/12/2016

Sinopse

Sou baiana de Milagres,onde concluí o magistério aos 18 anos de idade, porém, "oficialmente" estou há 9 em sala de aula, com a certeza que, apesar dos percalços, é isso que gosto de fazer. Tenho 5 irmãos, todos professores, mas apenas eu exerço a profissão, a qual me proporcionou viver essa experiencia, que aqui relato com um imenso orgulho e prazer.

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SE TODA ESCOLA TEM UMA HISTORIA PARA CONTAR...

Posso dizer, com todo orgulho, que ajudei a contar uma, dentre tantas, da Unidade Escolar em que  trabalho e agora vou relatar, ou tentar expressar, essa experiência maravilhosa. É isso aí, foi sim maravilhoso o que vivi e ainda estou vivendo. Confesso que ao saber o período que o curso duraria (julho a dezembro) eu resisti, porém o meu Coordenador Pedagógico Almir foi brilhante ao me “convencer” da grandeza do projeto, ele já tinha sido “fisgado”. Então estava combinado, contaríamos ao menos uma história da nossa escola. E assim deu-se iniciou a prazerosa missão; teríamos uma personagem da Emef Prof. Antonio de Sampaio Dória para compartilhar sua vida no portal do Museu da Pessoa. Afirmo que ao longo de todo processo construtivo e criativo, senti que houve um ganho de descobertas. Pois ocorreram vários momentos de conhecimento pessoal e mútuo entre mim e meus alunos e entre eles também. Conhecemos-nos melhor, o que foi bastante gratificante pra mim. “Descobri” talentos, criatividade e perspicácia em alunos, que até então, pareciam-me apenas introvertidos/tímidos. Ouvi lindas e emocionantes histórias contadas a partir de Objetos Biográficos; ou sobre a escolha do próprio nome; fiquei de “queixo caído” como os Desenhos de observação ricos em detalhes, cuidado e sensibilidade incríveis. Eles foram ótimos na elaboração das perguntas para a Entrevista e também durante ela; lembraram muito bem das respostas para a produção do Texto Coletivo. Sem falar no primor pós entrevista ao retratarem, através de desenhos a história de vida do entrevistado. Enfim, meus alunos foram simplesmente sensacionais. Formamos uma equipe bem harmônica e com uma sintonia espetacular. Por isso, não canso de repetir: “Sou toda orgulho!!!!”. De tal forma que já me considero uma professora premiada. Eles sim foram a parte fundamental para o sucesso e conclusão interna do projeto até o momento, meus "pequenos" se mostraram curiosos, interessados e ansiosos a cada passo e avanço dado. A entrevista foi esperada com muita expectativa, queriam mesmo ter respostas às perguntas que seriam feitas ao aclamado entrevistado Marcelo Duarte Souza (já postada aqui no Museu com o título: " A essência de Marcelo"), queriam que ele compartilhasse sua história, primeiramente com eles, e assim pudessem conhecê-lo melhor através do relato de suas vivências e experiências até aquele dia. O orgulho por meus alunos aumentou, consideravelmente, pela boa vontade e empenho. Incorporaram mesmo a proposta, o que me auxiliou muito. A recepção deles em relação ao projeto e todo o seu desenvolvimento, também, me deixou mais criativa e motivada, sem eles nada seria possível, não que duvidasse da capacidade deles, mas confesso que me surpreende verdadeiramente e de forma positiva. Eles não param de perguntar quando será a exposição. Sei que ver o brilho de satisfação nos olhos deles nesse dia, em que contemplarão sua própria obra concluída, será a minha melhor recompensa, pois sei que sentirão imenso orgulho, conscientes que foram parte ativa para que tudo acontecesse de maneira esplêndida. Meus “pequenos notáveis”. Não posso, de maneira alguma, esquecer-me de agradecer também ao entrevistado que aceitou o convite sem pestanejar. Marcelo, você foi sensacional em tudo. Você foi uma excelente escolha. Parabéns, linda história e "essência"! Ainda, sugestão do meu CP Almir, por duas noites, durante a JEIF/PEA, pude apresentar aos meus colegas um pouco da metodologia que aprendi com o curso e parte do trabalho que desenvolvi em sala de aula. Trabalhamos, na prática, com os Objetos biográficos (objeto que remete ou simboliza algo de importante ou significativo na vida da pessoa) e os Desenhos de observação os professores desenharam um ao outro e ainda fizemos a socialização e o compartilhamento do “por quê” dos próprios nomes (motivos e responsável pela escolha) . As dinâmicas que ocorreram em ambos os dias gerou uma reflexão entre os presentes de quanto convivemos com as pessoas diariamente e desconhecemos muitos detalhes de suas vidas. Enfim, realmente a Memória se dá ou se constrói no momento em é relatada/relembrada, no presente. Se me permitem dizer, a atividade foi divertida pra mim, para meus alunos e para os meus colegas. Ter leveza em tudo que se faz, a meu ver, permite que os resultados sejam melhores e surpreendentes. Trabalhar essas técnicas com crianças e adultos me vez observar toda a importância e riqueza do propósito do Museu. Cada um de nós tem sua própria história, não interessa se “curta” ou “extensa”, o que importa é que ela existe e pode ser compartilhada, assim queiramos. Que venha 08 de dezembro de 2016 (dia da exposição) e chegarei ao ápice do meu orgulho e satisfação. Obrigada Almir (Coordenador Pedagógico e incentivador); Obrigada Museu da Pessoa; Obrigada orientadoras/tutoras do curso; Obrigada colegas de trabalhos (todos que contribuíram de alguma forma); Obrigada alunos do 4º ano D (meus artistas e também autores); Obrigada Marcelo Duarte Souza (nosso entrevistado);

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