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Roda de Histórias Tapeba

Sinopse

No dia 17 de maio de 2014, sob os auspícios de um dia quente e agradável, foi realizada a Roda de Histórias com representantes da etnia Tapeba. O encontro aconteceu na Lagoa dos Tapebas, Capuan (Pau Branco), distrito de Caucaia (CE), e contou com homens, mulheres e crianças. Relatos sobre antigos costumes, conflitos de terra e religiosidade marcaram a conversa ao longo do dia. 

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Roda de Histórias Tapeba

"Na noite de lua cheia eu fui à praia pescar, só para ver os encantados, que brindavam as ondas do mar. Só para ver os encantados, que brindavam as ondas do mar. E vem Jurema, vem Manguezá. Vem Jurema, vem Manguezá. E viva a rainha das águas, viva o nosso pai Guajá. Viva a rainha das águas, viva o nosso pai Guajá. Na noite de lua cheia eu fui a praia pescar. Na noite de lua cheia eu fui a praia pescar. E só para ver os encantados, que brindavam no pé do mar. Só para ver os encantados, que brindavam no pé do mar. E vem Jurema, vem Manguezá. Vem Jurema, vem Manguezá. E viva a rainha das águas, viva o nosso pai Guajá. Viva a rainha das águas, viva o nosso pai Guajá".

A Roda de Histórias foi acolhida e inaugurada após uma série de cânticos como este, entoados avidamente pelo grupo. Uma saudação ao grande dia de trocas de experiências. Participaram do encontro mais de vinte pessoas, fora os curiosos que se enveredavam pela mata para descobrir o que estava se passando.

Após as apresentações, Dourado, uma de suas lideranças, inaugurou a conversa dizendo: "a gente não tem uma história muito bonita para contar. A gente vai começar por uma questão que foi muito ruim para a nossa família, para o nosso povo, o povo Tapeba. Uma que o meu pai morava aqui nessa beira da lagoa, eu não era nem nascido, meu pai foi expulso daqui pelos posseiros da época..."

Conflito pela terra foi um dos temas sempre presentes nas vidas deste grupo, na verdade, não só pela posse, mas também a luta por reconhecimento e os entraves diários de quem vive a pobreza acentuada.

Todavia, dentro de narrativas de superação, brotaram magia e beleza que emocionaram todos os presentes. Antigas tradições e o sincretismo das religiões, o papel fundamental das escolas indígenas, descrições da localidade em tempos passados.

As histórias contadas e registradas neste encontro trazem um pequeno recorte sobre Caucaia e São Gonçalo do Amarante (CE), e evidenciam traços de um Brasil pouco conhecido.

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