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História

Rock n roll music

História de: Dionísio Febraio
Autor: Museu da Pessoa
Publicado em: 20/12/2012

Sinopse

Nascimento e vida em Uirapuru. O trabalho no campo dos tios, avós e pais, as colheitas e as festividades. Ida para São Paulo e o trabalho como engraxate e, mais tarde, na indústria e no comércio. O desenvolvimento pelo gosto musical, a amizade com um dono de loja de discos e a oportunidade de trabalhar na loja. O trabalho como representante comercial da indústria musical e também em gravadoras. A loja na Galeria do Rock e a tentativa de desenvolver uma carreira musical. A loja e os eventos de divulgação de discos e bandas. A atuação no ramo musical e a história da Galeria do Rock.

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História completa

“Teve uma situação marcante que aconteceu na minha vida, uma cena que até hoje eu conto para todo mundo; para os meus clientes, amigos e tal. Eu sempre falo isso quando a pessoa pergunta: ‘Cara, qual foi a música que te marcou mais?’ Em 1970 eu estava numa festa de noivado de uns tios meus, estava ouvindo meu radinho de pilha e tocaram duas músicas que foram fatais: ‘Born on the bayou’, do Creedence, e ‘Oh, Darling’, dos Beatles. Uma atrás da outra. Essas músicas acabaram comigo. Na verdade acabaram não, foram elas que me formaram. Elas foram fundamentais para a minha vida, que a partir daí eu saquei que existia outro universo musical a não ser aquelas coisinhas básicas da época, que tocavam na rádio. Então elas me moldaram, abriram a percepção musical. Aí o rock me pegou. Depois já vieram, através dos amigos, amizades, os trabalhos, várias informações, várias indicações. Eu trabalhei em vários empregos, mas nunca fui feliz, até fui trabalhar com barraca de camping numas exposições lá em São Bernardo. Fiquei uns três, quatro meses, não deu certo. Nessa época, meu filho já tinha nascido, já estava com o segundo para nascer. Aí, separação, de mudança para São Paulo e tal, aí percebi que aquela coisa de trabalhar com música não me saía da cabeça. Estava na loja de um amigo meu e naquela época o evento do CD estava começando, passando do vinil pro CD. A gente conversando, ele falou assim: ‘Ô, meu, porque você não abre uma loja?’ ‘Você tá maluco. Vou colocar os meus discos para vender? Que é isso! Mas nem ferrando. Você tá louco?’Ele falou assim: ‘Deixa eu te falar um negócio...’ Ele tinha muito isso na loja dele, a troca, o cara trazia os LPs que tinha porque queria o CD. Ele falou: ‘Tudo que você tem, se você abrir uma loja, o que você tem velho, uma hora vai aparecer. Pode vender o seu que vem alguém trazer um novo para você.’ Eu falei: ‘Orra, é mesmo, né?’ Eu poderia substituir os meus vinis e colocar para vender aquilo que eu tinha só por ter. E naquela época a Galeria do Rock estava num boom de lojistas. Eu ia direto ali por causa da Baratos Afins e eu sabia disso. Aí foi fácil. E foi ótimo quando deu esse estalo, porque eu já estava indo para o saco mesmo. Não tinha mais para onde ir, família crescendo, filho nascendo e tal. Aí eu achei um ponto lá dentro da Galeria e peguei, separei tipo dos meus 3 mil e poucos, separei mil e poucos e consegui esse ponto lá. Quando eu estava montando a loja, limpando, raspando parede, mudando pintura, aquelas coisas todas, a Warner me chamou. Eu falei: ‘Puxa, e agora, cara?’ Pensei, falei: ‘Puxa vida.’ Porque era um trabalho remunerado, era bom ser um vendedor na época, entende? Trabalhar numa gravadora, quem que não queria? Mas aí eu falei: ‘Quer saber? Vou ser dono do meu próprio nariz.’ Aí dispensei a Warner e montei a loja.”

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