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História

Retratos de uma juventude

História de: Paulo Moreira de Araujo
Autor: Amanda Lira
Publicado em: 06/10/2020

Sinopse

O fotojornalista Paulo Moreira de Araujo, nascido em 1940, conta as histórias e peripécias de sua infância e juventude no Rio de Janeiro. Fala sobre a escola, as festas, o Carnaval e seus primeiros empregos. Fala também sobre o início de sua carreira no fotojornalismo.

 

Na foto de 1965, Paulo Moreira cobria a inauguração da Ponte da Amizade. Créditos: Domingos Meireles

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História completa

ORIGENS

 

“Paulo Moreira de Araujo, nascido em 29 de março de 1940. Nasci em Vila Isabel. Na divisa de Vila Isabel com o Engenho Novo. Meu pai é Plínio Elias de Araujo. Minha mãe é Maria dos Remédios Moreira de Araujo. Meu pai veio do Norte, né. De Pernambuco, Garanhuns. Ele veio para cá, começou a trabalhar no Colégio Militar e aprendeu a profissão de torneiro mecânico. E foi levando a vida como torneiro mecânico. Ele esteve preso na... O lugar mais bonito de Pernambuco... Como é o nome? Fernando de Noronha! Por motivo de ser de um partido que era do Plínio Salgado, que era xará dele. Ele ficou preso lá porque ele estava no Exército nessa época. E teve problemas também na época da guerra... Aí ele veio e construiu a família dele com minha mãe. E a minha mãe é de Paraty. Ela veio pra cá também nova, novinha, porque a minha avó... Minha tia-avó foi escrava. Ela foi escrava em Paraty. Mostrou até as cicatrizes das chicotadas que ganhou. Ela contava essa história pra gente. E ela ganhou uma casa da Igreja, porque era a Igreja que registrava... Ela morreu com 116 anos, mas tinha mais idade, porque eu fui ver lá no livro da Igreja... Eles eram registrados na Igreja. Então, pra não perder o valor de venda dos escravos, esse negócio todo, dava uma idade mais baixa, né? Eu não sei bem esse detalhe. Mas ela envelheceu lá... Ela contava as histórias pra gente, tem até foto dela...”  

 

E O BONDE PASSOU...

 

“O bonde era um divertimento pra gente. Até pegar carona de bonde, aqui e ali. Ia pra escola... Até acontecer um acidente comigo no bonde taioba. O bonde taioba tinha uma porta aqui e outra ali, que era de carregar bagagem. A gente pegava carona naquele bonde, que tinha um gatilho, né? O gatilho fazia assim, pra lá e pra cá, e dava pra você subir na carona e ir. Aí o que foi que eu fiz? Eu tava começando as aulas. Meu pai comprou uma pasta bonita, cadernos, estojo, tudo bonitinho. Aí, pra pegar carona, eu peguei e joguei a pasta. Só que a outra porta, do outro lado, tava aberta. A pasta caiu e o caminhão passou em cima da pasta [risos]. Ficou igual um papel a pasta. “O que é que eu vou dizer pro meu pai, meu Deus do céu!”. Aí os colegas começaram a rir. “Eu vou levar isso daí, ele vai me dar um puxão de orelha”. Aí ele: “Eu só não te bato porque foi a pasta que morreu!” [risos]. Foi aquela gozação dos colegas, né? Aí a própria professora me chamou lá na sala de aula e falou: “Olha, vou te dar todo equipamento que você perdeu da escola, mas não pegue mais carona!” [risos]”.  

 

A VOZ DO MORRO

 

“Eu fui criado no morro. O morro era morro, mas era gostoso. Era um morro em que um respeitava o outro... Tinha bandido e tinha polícia, mas os bandidos respeitavam as donas das casas porque a maior parte dos bandidos era bicheiro. Era contravenção... Era, não. Ainda é, né? E cafetão. Bandido que tinha mulher que se virava pra ele pra ficar toda elegante, né? Mas não mexia com ninguém. Só não podia mexer nas coisas que eram dele. E o vício, nessa época, era lança-perfume e éter. Cheirava éter, né, pra ficar doidão. E tinha um comprimido também que se chamava Pervitin. Era um coraçãozinho. Era feito um coraçãozinho pequenininho. Tomava dois daquele e ficava todo doidão. Aquilo era pra maluco, pra cara que tinha problema... Eles pegavam o Melhoral, misturavam com palha de cigarro e fumavam. Virava maconha. A gente via eles pegando aquilo... Casca de banana seca... Ainda faz isso no presídio. Ele pega a casca da banana, põe no telhado. Ela fica sequinha, sequinha, sequinha. Quebra aquilo, bota um Melhoral ali e fica doidão [risos]”.  

 

TEMPOS DA ESTUDANTINA

 

“Aí depois fui no Rock... Era do Elvis Presley... Nessa época, eu ainda estava com 17 ou 16 anos. Aí a gente fazia o seguinte: combinava, “olha, vamos dançar o Rock no Cinema Olinda? Aqui no Imperator?”. Tinha cinema que tinha discoteca perto. Casa de disco, né? Então botava lá. Cada um fazia uma palhaçada. Aí ficava disputando quem fazia melhor. E tinha os trajes que usava: era calça de brim dobrada até aqui, camisa sem gola e jeans, né? E um blusão de couro. Podia estar calor, que a gente usava aquilo. Aí depois passou a ter baile. Baile de estudante. Por isso que criaram a Estudantina... Baile dos estudantes, que saíam da... Que estudavam de noite. Aí no sábado tinha baile no Clube Municipal e a gente se virava e botava uma gravata pra dançar. Dançar mesmo. O Rock agora é outro. Esse, não. Esse era coladinho, aquela dança bonitinha, bacana. Também foi uma época boa. Muito boa”.  

 

MEU SENHOR, COM LICENÇA

 

“Passou o tempo e eu passei a frequentar o cabaré. O cabaré era pra dançar a noite toda. Eu já estava trabalhando, já tinha meu dinheirinho pra gastar. Chegava no cabaré... A dançarina, pra dizer que estava bebendo, bebia chá e a gente bebia Whisky ou conhaque... Whisky vagabundo aí, que diziam que era do bom. Aí, cada Whisky que a gente tomava, comprava dois. E elas tomando guaraná, chazinho... [risos]. E a gente ficava dançando a noite toda. Às vezes, a gente saía e o ônibus demorava a passar... Num tinha ônibus ainda, era lotação... E demorava a passar. Aí a gente deitava no banco da praça e podia estar com dinheiro sobrando que ninguém mexia, não. “Meu senhor, seu dinheiro vai cair”. Vai fazer isso hoje! [risos] “Seu dinheiro vai cair no meu bolso, ein?” [risos]. Mas era assim. E a gente com um terno branquinho, tudo alinhado. Era muito gostoso. Era o tempo que hoje não volta mais. Eu não sei se volta... Mas eu acho que não volta, não. Era gostoso... Depois eu comecei a gostar da noite. Aí ia pra um lugar pra jogar uma sinuquinha...”  

 

DE OUTROS CARNAVAIS

 

“Chegou a época boa: Carnaval! Onde eu conheci dona Conceição. “Conceição, eu me lembro muito bem…” [risos]. Eu fantasiado de grego e ela tipo japonesinha, com um chapéu igual uma peneira que ela estava. Aí começamos a dançar, dançar... No coreto. Quando não era no coreto, era numa firma que vendia disco, que botava pra gente dançar. E era aquela rodinha! Aí botava a mão nela... “Ah, não enche o saco!”. Enchi tanto o saco que acabou... [risos]. Era gostoso. Pra namorar... As pessoas iam para os bailes, né? Teve uma vez que fui eu e a minha turma pra brincar Carnaval no Clube da Light que tem aqui... Aí todo mundo já com roupa de Carnaval, com uma camisinha branca listradinha. Aí todo mundo querendo bolar... O ingresso era caro. “Ih... Como é que nós vamos fazer? Vamos pular esse muro aí. Vamos pular!”. Fomos lá para o lado de onde tem um posto de gasolina e lá tinha um troço feito escada. Fomos subindo ali e chegou a altura pra pular. Quando cheguei, pulei. Pulou o primeiro, tinha um gramado embaixo. Pulou o segundo, tinha outro gramado embaixo. E aí nós fomos disfarçar que nós tínhamos comprado ingresso. Foi todo mundo devagarzinho e tal. Chegamos lá no salão, o fiscal ficava olhando pra gente e a gente olhava: “O fiscal vem aí! O fiscal vem aí!”. “Ô, rapaziada, que hora que vocês vão pular?”. O meu colega estava com a camisa meio suja de tinta do muro... O fiscal queria dizer pular no salão, mas meu colega: “Ih, eu pulei, mas num foi pra nada, não! Eu pulei porque caiu um negócio meu...”. E inventou um negócio todo. “Ah, vocês pularam o muro? Todo mundo pra fora!”. Botou todo mundo pra fora. Aí num brincamos no Carnaval. Foi um xingando o outro... O muro era alto. Agora é que está baixinho ali. Era paralelepípedo ainda, aí botaram asfalto e ficou mais alto”.

 

COISA DE CINEMA

 

“Ah, apanhei uma vez também na rua em frente ao Cinema Santa Alice. Eu fui ver um filme... O nome do filme eu não esqueço: “Sansão e Dalila”. Fui sozinho. Meus colegas ficaram tudo discutindo futebol lá na porta do cinema, aquele negócio, e um vizinho nosso, que era do Colégio Militar e lutava karatê no Clube Vitória, ia pra uma festa lá com a namorada dele, passando na rua. Aí meus colegas: “Ih, olha lá, lá vai o bobalhão”. Aí pegou uma laranja e tacou na parede. A laranja arrebentou e espirrou na roupa da menina. Ele falou assim: “Ah, eu vou voltar aqui pra pegar vocês”. Eu não estava. Eu estava dentro do cinema, mas foi a história que eles contaram. Aí, quando ele voltou com a turma dele, eu estava saindo do cinema. Eu não devia nada, eu não ia correr. Eu num fiz nada... Ah, pra quê? Me pegaram, me levaram pra uma avenida e me deram uma coça. Uma coça... Arrebentou meu rosto todinho. Fiquei com a cara inchada de tanto apanhar. Uma senhora que chegou com um balde d'água que jogou e me acordou. Apanhei sem nem saber o porquê. Eu, no dia seguinte, estava pra ganhar um emprego. Ia me apresentar nesse emprego. Ô, meu Deus do céu. Era um emprego de vendedor de tratores. Aí foi lá. Quando cheguei lá, com a cara toda arrebentada: “Sinto muito, meu filho, mas boa aparência, né?”. E eu, de terno branco... Não dava, né? Aí ele disse: “Você volta outro dia aí”. Era na FNM, Fábrica Nacional de Motores. Acho que faliu... Pra trabalhar em venda. Aí, bom, passou...”.  

 

NA RÁDIO NACIONAL

 

“O meu irmão inventou um negócio de um conjunto de rumba. Naquela época, era rumba. Ele ainda era menor também e não podia assumir aquele negócio. Eu tocava bongô. Gostava de tocar. E papai tomou conta: “Eu quero tudo direitinho. Vou levar vocês até nos calouros aí”. E levou a gente no Calouros do Trem da Alegria. Ganhamos um prêmio. Pegava aquele dinheirinho e comprava mais coisa. Camisa de rumba, né? Tinha a rumbeira e tinha tudo. A rumbeira era uma colega da minha irmã, que trabalhava com ela. Dançava rumba bem à beça. Aí foi fazendo sucesso, mas depois acabou esse negócio. Tinha o Trio Irakitan, tinha trio não sei o quê... Aí a gente procurava imitar eles cantando, aquela coisa toda, né? Tinha que decorar tudo direitinho [risos]. Depois fomos no homem da gaita, que era o Ary Barroso. Ary Barroso na Rádio Nacional. Onde ele tava, metia a gaitinha dele. Aí foi. Até tem um livro que tinha os cantores que eram famosos, né? A gente gostava de imitar. Aí eu já tava quase que chegando aos 17. Quer dizer, eu já estava alistado pro quartel. Eu estava nessa época ali, de alistamento...”.  

 

CANTOR DAS MULTIDÕES

 

“Eu gostava de cantar no banheiro. Uma vez... Isso eu não esqueço. Minha mãe estava com uma vendedora de Avon e eu, metido a cantor... E era aquele negócio: você abre a água e acende o negócio de gás. Eu, cantando debaixo do chuveiro pelado. Aí esqueci que tinha que abrir o chuveiro pra acender o negócio. Ah, meu amigo... A porta explodiu! Eu saí correndo de lá de dentro nu. A minha mãe apavorada, todo mundo apavorado. A janela soltou... [risos]. Explodiu o banheiro. Era de gás, né? Eu saí correndo: “Meu Deus do céu!”, desesperado. Jogaram uma toalha pra eu me enrolar... Que onde eu morava era uma vila, numa casa de fundos, e tinha um corredor. Aí jogaram uma toalha. Não sei quem que jogou. Que acho que ficou com pena, pensando que eu tava pegando fogo... A outra casa era de dois andares. Só sei que a toalha veio de cima! [risos]. “O que foi que houve?”. Eu fiquei que nem um imbecil lá, sem saber... Mas foi isso. Acendi o aquecedor sem abrir a água, cantando... O cantor das multidões! [risos]”.  

 

PINTA DE GOLEIRO

 

“Na infância, eu gostava de jogar bola... Mas eu só gostava de jogar bola no gol. Num gostava de sair correndo atrás da bola, não. Eu gostava de agarrar no gol. E eu tinha a mania de imitar um goleiro que era famoso, o Castilho, que era do Fluminense. Quando a bola vinha, o Castilho virava as costas pra cair de bruços em cima da bola. Eu fazia isso e engolia era gol! [risos]. Aí os caras: “Poxa, pra que fazer isso? Podia pegar a bola. Virar essa cambalhota na bola pra cair em cima da bola...”. Não dava certo, que aquelas bolas eram pesadas. Bola costurada, né? Agora é diferente. Era uma bola de couro, mas costurada. Tinha uma câmara dentro que enchia. Aquela bola quando molhava virava um tiro! [risos]. Um chute daquele era um tiro. A gente alugava campo, no Clube Metropolitano. A gente alugava o campo no Engenho Novo, no Grajaú. Antes era mais mesmo na Light, que a Light era gramadinha...”.  

 

UMA GLÓRIA!

 

“Meu pai queria que eu seguisse a profissão dele, torneiro mecânico. Eu aprendi. Comecei a fazer, mas era uma profissão que num caía bem pra mim. Sujava muito de óleo. Pra tomar banho, tinha que lavar a mão. Aquela coisa toda. E era uma profissão em que você tinha de ter muita paciência. Matemática, né? Calcular as medidas todas certinhas porque, se você fizesse uma peça errada, era um prejuízo danado. O patrão até mandava embora. Aí tinha que saber fazer peça com ferro, bronze... Meus irmãos seguiram. Eu não. Éramos cinco. Tinha duas irmãs e dois irmãos, Antônio e José. Eu segui até arrumar outro meio para trabalhar. Saí dali e fui trabalhar como apontador. Trabalhei aqui em Jacarepaguá como apontador. Cada caminhoneiro que saía com a terra eu anotava. Dava um ticket pra ele, ficava com o meu e ia contando. Aí saí dali e fui trabalhar na cidade. Lá eu trabalhei no IPOM, Instituto de Pesquisa de Opinião e Mercado, que era igual o Ibope. Fazia perguntas... Eu ainda tenho o documento. Está tão velhinho... Isso era pra gente apresentar pra gente poder entrevistar a pessoa. Aí a gente fazia... Até tem um produto aí que eu trabalhei, que era o leite. Era o leite de lata, que o nome era difícil. Muito difícil. Ninguém queria... Aí fui fazer entrevista para mudar o nome do leite. O que é que achavam, né? Aí a pessoa dizia: “Esse leite é muito difícil. É gostoso, mas é muito difícil pra gente comprar. Seria uma glória se mudasse”. Todo mundo falava essa mesma palavra: “Seria uma glória se o leite mudasse”. E mudou: leite Glória. Pela opinião das próprias pessoas. Dali, eu vendi livros, perfume... O perfume foi da Leite de Rosas. Ainda tem ele, né? Fui contínuo de firmas... Meu segundo emprego foi o Banco Delamare, que vendia terreno. Aí eu tirava os recibos. Saí de lá na época em que eu já ia pro Exército. No Exército era obrigado a se apresentar. Mas eu não servi porque eu operei na época de apendicite. Mas aí, na época em que a gente tava indo se alistar, me mandaram embora porque se não iam ficar me pagando um ano sem trabalhar. Era obrigado a fazer isso. O Banco Delamare era um banco bom, ali na Presidente Vargas. E eu rodei muitos empregos... Trabalhei na Ducal, loja de roupa. O nome da loja era Ducal porque vendia um terno com duas calças. Era uma vantagem. Geralmente o cara compra um terno e gasta mais a calça do que o paletó. Aí, quando tem uma festa, pra não ficar uma calça diferente, uma calça mais usada, ele tinha a calça do terno. Ele praticamente não usava mais o terno. Usava mais a calça. Trabalhei na Mesbla... Na Mesbla eu comecei a trabalhar com fotografia. Eu fiz um estágio no Última Hora antes de ir pra Mesbla. O estágio não tinha hora. Você podia fazer de noite, de dia... A hora em que você tinha tempo”.  

 

ANALÓGICA

 

"Eu trabalhei com uma máquina chamada Speed Graphic. Essa máquina, Speed Graphic, você fotografava e tirava o filme. O filme era um tablete. Ele vinha virgem dentro de uma caixa. Você enfiava na máquina, regulava tudo direitinho. O foco... E “plat”! Botava naquela embalagem de novo e mandava pra revelar. E a lâmpada era daquelas tipo foto flúor... É foto flúor que chama? Estou esquecendo o nome. Você apertava o dedo e ela... [som de batida]. Ela estourava. Tinha dois tipos de Speed Graphic. Essas máquinas que os caras usavam aí na praça... A do lambe-lambe tinha tripé, que era mais pesada. Agora não tem mais essa chance, né, de a pessoa aprender profissão. Porque profissão, o cara pode até não ser formado em faculdade nem nada, mas tendo prática de uma profissão, é fácil de arrumar um emprego, né?".    

 

A OPORTUNIDADE FAZ O FOTÓGRAFO

 

"Eu estava trabalhando na Mesbla e houve um incêndio no Hotel Serrador. Pegou fogo. Bem do lado da Mesbla. Aí eu tava naquele negócio de venda de máquinas fotográficas, peguei uma e fui fazer. Eles gostaram da foto e aproveitaram pra botar na vitrine pra fazer propaganda do incêndio. “Cuidado”. Teve mulher que se jogou... Mas a máquina que eu estava usando ainda não dava pra pegar certa altura, né? Eu fiz mais o edifício pegando fogo. Mas foi o primeiro lance. Aí eu fiz um crediário e comprei uma Flexaret. Comecei a trabalhar com a Flexaret e fazia casamento e um montão de coisa pra ganhar dinheiro. Parece nada, mas ganhava dinheiro com aquilo. A Flexaret era uma máquina tipo 6x6. Um quadradinho. E dali pra frente comecei a fotografar. Aí comecei a trabalhar também no Diário Carioca, que era um jornal na Rio Branco. Era tão pobrezinho o jornal... Aí trabalhei duas vezes no Última Hora. Trabalhei no Correio da Manhã, no O Dia Notícia. Peguei laboratório... porque você tem que primeiro começar no laboratório. Aprender a revelar, a copiar..."

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