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Responsabilidades para crescer

História de: Elaine Cunha Chagas
Autor:
Publicado em: 17/06/2020

Sinopse

Nasceu em Curitiba em 1978. Infância era brincar de bonecas, casinha, escolinha. A avó paterna foi uma presença muito forte. Começou a ser consultora Natura com 18 anos e depois de 5 anos se tornou promotora. Fala sobre maturidade e responsabilidades.

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História completa

P/1 – Elaine, conta pra gente, assim, o nome completo, data e onde você nasceu.



R – Meu nome é Elaine Cristina da Cunha Chagas e eu nasci dia 26 de outubro de 1978, em Curitiba.



P/1 – Como chamam seus pais?



R – Isabel do Carmo Siqueira e Oséias Elias da Cunha.



P/1 – Você sempre morou em Curitiba?



R – Sempre morei em Curitiba.



P/1 – Como foi sua infância?



R – Foi ótima (pausa).



P/1 – Como era a brincadeira?



R – Eu brincava de um monte de coisa, brincava que eu era professora, a gente brincava de Carnaval e de desfile de escola de samba, de casinha, de Barbie, então foi, assim, aquela bem menininha. Nunca tive brincadeira, que tem meninas que falam que sobe em árvore, que se machucavam, que andava de bicicleta, eu não, eu era bem de brincar de casinha de boneca, de meu bebê, Barbie. Eu gostava muito de cuidar da minha Barbie, pentear o cabelo dela, fazer roupinha pra ela, foi muito legal a minha infância, aproveitei bastante e até eu fui muito criança, aproveitei essa infância até uns 15 anos mais ou menos, eu tinha 15, 16 anos, eu ainda brincava, e a gente brincava, eu, minha irmã, minha prima, a gente brincava de escritório, que nós éramos empresárias, então a gente colocava as sandálias da minha tia, as bolsas e ficava brincando com dinheirinho, que nós mesmas fazíamos e talão de cheque. Então era muito gostoso, a minha infância foi bem aproveitada.



P/1 – Quem era uma referência feminina na sua infância?



R – Minha avó, com certeza minha avó.



P/1 – Por que?



R – Porque eu, meus pais se separaram eu era muito pequena, eu tinha mais ou menos uns 3 anos e a minha mãe foi morar com a minha avó, que é mãe do meu pai, é sogra dela, e eu vivi a minha infância inteira com a minha avó. Então a minha avó, até hoje ela é meu xodó, eu tô sempre com ela, eu fiquei na casa dela até, mais ou menos, uns 10 anos, mas mesmo estando na casa da minha mãe, chegava as férias, eu saía da escola já ia direto pra avó, não queria nem levar roupa, nada. Eu ficava as férias inteiras lá, todo final de semana, então ela é uma pessoa, assim, que é, com certeza, uma pessoa que foi meu ídolo, assim, que eu me espelhei foi ela.



P/1 – Como que ela é, vaidosa… 



R – Super vaidosa, super feminina, ela é uma senhora, assim, que gosta de estar cheirosa, gosta de usar as melhores coisas, os melhores produtos. Então ela quer sair do banho, assim, perfumada, ela quer que as pessoas elogiem ela, porque ela tá linda, ela é bem vaidosa.



P/1 – Quando você era adolescente, dessa fase de 15, você já tinha escutado falar de Natura?



R – Quinze não, acho que lá pros 16 ou 17 anos, eu comecei ouvir falar da Natura.



P/1 – O que você ouvia falar?



R – Falar bem, que os produtos eram bons que eram produtos de qualidade e eram produtos bem aceitos pelo público e era, assim, para um pessoal mais, como é que eu vou te dizer, mais elitizado, digamos, era uma coisa chique usar Natura.



P/1 – Você tinha vontade de usar… 



R – Tinha, usava, eu até, gente, eu comecei, fui consultora com 18 anos.



P/1 – Ah é, como foi isso?



R – Foi muito legal, porque eu fazia magistério na época e uma amiga minha veio me oferecer Natura, porque ela era consultora e eu peguei o vitrine, o material de, não era vitrine naquela época, era só com as promoções, era ser Natura consumidor, que era só o material de promoções e eu comprei um batom dela e depois falei: “Sabe o que? Acho que vou vender Natura, vou vender, porque pelo menos aí eu ganho um dinheirinho, né?” E comecei a me apaixonar pela Natura, porque era muito legal, eu ia nos cursos, ia no encontro e eu era super novinha, minha promotora me chamava de: “Ai, minha menininha.” Porque eu tinha 18 anos, e eu fiquei 5 anos como consultora e daí que eu participei do processo de seleção para promotora. Então, fazem 6 anos e 3 meses que eu estou na Natura desde os 18 anos a Natura não saiu da minha vida.



P/1 – Como foi virar uma promotora?



R – Ai, foi maravilhoso, foi muito legal, porque a gente passou, assim, era uma coisa que eu queria muito, então, como eu era muito participativa nos eventos que a minha promotora fazia, eu ia nos cursos, eu ia nos encontros e quando eu tinha, mais ou menos, uns 2 anos de consultoria eu cheguei pra ela e falei, perguntei pra ela o que precisava pra ser uma promotora. E daí ela me falou que tinha que ter curso superior, tinha que ter “tarara”, colocou todas as coisas que tinha que ter pra ser uma promotora, né, e na época eu fazia magistério ainda, porque meu sonho era ser professora e eu pensei: “Meu, eu vou batalhar, eu quero entrar na faculdade, eu quero fazer parte da Natura.” E a seleção aconteceu, assim, foi muito, sabe assim quando uma coisa tem que acontecer na sua vida? Foi a minha seleção, porque eu vi no jornal que precisavam de promotora pra Natura, mandei meu currículo, acho que eram uns 500, mais ou menos, e teve todo aquele processo de prova, de apresentação e foram dois dias, assim, que eu tava muito apreensiva. Era uma coisa que eu queria muito e daí deu certo, daí eu fui escolhida, peguei o setor, tava morrendo de medo, porque eu tinha na época 23 anos e geralmente não é, mais ou menos, a faixa etária de uma promotora, porque eu era muito nova, minha gerente até me falou: “Nossa, você é nova, mas você se coloca de uma forma legal, você tem mais maturidade.” E eu fiquei super feliz, porque foi uma chance, assim, que eu achei que a empresa me deu, eu falei pra ela: “Sou nova, mas eu já tenho 5 anos de Natura.” Que eu era consultora já, desde os 18, mas aí, eu morria de medo, era muita coisa, muito indicador, eu tinha medo da aceitação do meu setor, por eu ser novinha, eu ia ter consultoras que tinham idade pra ser minha avó, que tinha idade pra ser minha mãe, então foi um desafio muito grande, mas eu falei: “Não, eu vou e vou conseguir, vai dar certo.” E hoje que eu tenho 1 ano e 3 meses eu vejo que o setor tem a minha cara, elas me respeitam, elas gostam de mim, elas fazem o que eu peço, elas são muito legais.



P/1 – Que estratégias que você usou pra conseguir equilibrar essa sua meninice com a maturidade das promotoras pra poder ficar de igual?



R – Olha Carla, eu acredito, eu vou fazer 25 anos, eu me considero uma pessoa madura, hoje em dia eu conheço várias promotoras que são mais velhas que eu e que, às vezes, não têm a maturidade que eu tenho. Acho que isso é uma coisa muito de vida, muito de, eu trabalhei muito cedo, eu já comecei a querer a ter minhas coisas, nunca fui mimada, tudo que eu fiz, eu que paguei minha faculdade, eu que comprei meu carro, eu nunca precisei, é, eu não tive, assim, aquela coisa de ajuda de pai e mãe, então eu cresci muito rápido; e isso que eu achei que me ajudou pra eu ter uma maturidade, tendo 25 anos ou 24 e eu tenho certeza que, eu acho que a cabeça e a maturidade, não tem nada a ver com a idade.



P/1 – Você conseguiu equilibrar isso...



R – Consegui equilibrar essa, esse jeito de menina, assim, e ter uma responsabilidade dentro dum setor.



P/1 – E, me diz uma coisa, então como promotora você tá 3 anos?



R – Não, um ano e três meses.



P/1 – Ah, um ano e três meses.




R – Um ano e três meses.



P/1 – E me conta, como é essa convenção pra você, estar aqui?



R – Olha, é um privilégio, foi muito suado, foi, assim, bastante trabalho, eu dei tudo de mim, e, mas era uma coisa, assim, que eu queria e quando eu falo: “Eu vou fazer!” Eu vou lá e faço e, não importa, eu sei que tudo tem seu preço, não importa o preço que eu pague, se eu trabalho até meia-noite, se eu trabalho, se eu não almoço, não importa, eu quero conseguir e eu falei: “Eu vou pra convenção!” E o que mais me deixou surpresa é que geralmente, as promotoras, a maioria delas, elas não vem no primeiro ano de trabalho, já vir pra convenção, mesmo porque eu vi que até as meninas que fizeram curso comigo em São Paulo, muitas delas não estão aqui, e eu achava que isso era uma coisa que acontecia normalmente, mas não, são poucas as que têm um ano de casa e já vem pra convenção e eu sou uma delas. Então eu tô, assim, muito orgulhosa, tô muito feliz pela recepção, por tudo que tá acontecendo, que eu tô me surpreendendo, que tão me encantando, então eu tô muito feliz, muito feliz.



P/1 – Mas você, quando você era consultora, você sabia que existia a convenção?



R – Eu sabia… 



P/1 – Você tinha curiosidade?



R – Eu tinha, porque a minha promotora sempre falava que ia ter a convenção, que ia ser de tal a tal período e ela até foi pra alguns lugares e a gente torcia por ela, pra ela ir. Então, eu sabia que existia a convenção e logo que eu entrei, um grupo de promotoras estava indo pra Angra dos Reis, ano passado, daí eu falei: “Não, eu quero!”



P/1 – O que era que você tinha mais curiosidade, assim, da convenção?



R – Das surpresas, as promotoras me falavam que ia ter muitas surpresas, que ia ser muito legal, que você sempre era surpreendida por alguma coisa e você conhecer um lugar que você nunca viu. Eu nunca tinha vindo pro Nordeste, é a primeira vez, eu vir pra cá, num lugar lindo, a Bahia, eu tô, nossa, eu tô muito feliz, é muito lindo esse lugar.



P/1 – Quantas consultoras você tem?



R – Quatrocentas e trinta e seis consultoras.



P/1 – Como que é administrar tanta mulher?



R – É, como é que eu posso te dizer, é um desafio, sabe, você ter que tá perto delas, tá desenvolvendo elas, é muito legal, Carla, eu aprendo muita coisa, desde o dia que eu entrei na Natura, acho que com 18 anos, lá quando era consultora até hoje eu aprendo muita coisa com a Natura. Cada dia eu aprendo uma coisa, porque é uma pessoa diferente, um ser humano diferente, uma forma de conviver com essa pessoa, de fazer ela se desenvolver e essa, esse número grande de consultoras que nós temos é mais, é um desafio maior ainda, porque você tem que tá com as 436, são 436 formas diferentes e maneiras diferentes de você tratá-las e você tem que tá pensando em vários indicadores: inícios e volumes de vendas e ativas frequentes e disponíveis. Então, eu me sinto, assim, oh, um equilibrista, sabe, que você tem que tá cuidando daqui, não pode deixar cair ali, mas a cada ciclo eu vejo que você vai conseguindo, chega uma hora que você começa a ter o domínio disso, você começa a fazer as coisas, você pensa assim: “Eu quero chegar em tal lugar.” E você define: “Como é que eu vou fazer pra chegar lá?” E você chega, cada ciclo você chega mais fácil e duma maneira mais legal que tem a ver com você.



P/1 – E essa tua fase como promotora, até como consultora, o que mais te marcou nesse período todo, que experiência você viveu, que você fez: “Uau”?



R – Olha, muitas fases legais eu já passei com a Natura, mas eu acho que, assim, a mais marcante, realmente, foi o processo de seleção, porque era uma coisa, assim, que eu queria muito e eu consegui. Pra mim foi uma super vitória e a cada dia eu vejo que é um desafio diferente, é uma forma diferente o primeiro encontro Natura que te dá um frio na barriga, eu pensei: “Não, é o primeiro que dá frio na barriga.” Mas não é, eu já faço encontro Natura há mais de um ano, e todos me dão frio na barriga, mas você começa a perceber que você tá melhorando, você pensa: “Puxa, esse encontro foi legal, esse curso foi legal.” (Pausa).




P/1 – Você é de Curitiba mesmo, como é esse negócio de ser de Curitiba?



R – É falar leite quente, é morar numa cidade de primeiro mundo, como dizem, é uma cidade muito linda, uma cidade muito organizada, o transporte, o atendimento à população, a saúde, a educação, você dispõe, se você não tem como ter poder aquisitivo pra comprar as coisas, você dispõe de muitos serviços públicos que outras cidades não têm.



P/1 – Voltando, frio na barriga da seleção, não da seleção de futebol, seleção da Natura.



R – Bom, então, pra mim foi o momento mais marcante foi essa seleção, porque eu me senti muito apreensiva, eram muitas meninas, era muita gente, era uma coisa que eu queria muito, eu queria muito entrar na Natura, então eu falei: “Não, tem que ser minha essa vaga.” E batalhei pra conseguir e como, era nova, tinha 23 anos, foi uma coisa que eu me senti apreensiva por me olharem uma menina querendo ser promotora de vendas e tendo que ter consultoras no setor que têm idade da avó dela. Então foi um grande desafio pra mim, acho que esse foi o momento mais marcante que eu tive.



P/2 – Bom, você com 6 anos de Natura, né?



R – É, contando de consultora até promotora fazem 6 anos que eu tenho… 



P/2 – Conta uma história tua, porque 6 anos já é um tempinho de casa, deve ter alguma coisa aí engraçada ou emocionante pra você contar pra gente.



R – Deixa eu pensar, mas nessa época de consultora ou de Natura… 



P/2 – Nessa época de Natura, não só de promotora, porque você tem um ano só, então não sei ainda se deu, mas algum fato em particular que você teve que ir em algum lugar atender uma cliente e aconteceu uma coisa inesperada, aconteceu alguma coisa assim?




R – Não, foi tranquilo, eu quero só pensar um, ai gente, eu não sei o que, de inesperado não me aconteceu nada...



P/2 – Não aconteceu nada, nenhuma trapalhada, alguma coisa que você...

 

R – Não, nunca tive isso, nem como promotora, nunca aconteceu uma situação muito engraçada, graças a Deus, senão eu ia morrer de vergonha.



P/1 – Nesse processo de seleção na sua experiência, você teve apoio da família, torcida, como é que foi isso?



R – Eu tive, é, porque foi um processo muito rápido, eu mandei currículo num domingo por e-mail pra Natura, daí eu mandei, esperei um mês, não tinha falado com ninguém daí pensei: “Bom, vamos ver no que vai dar.” E daí quando eu recebi a ligação de São Paulo, que eu comecei a contar pra todo mundo que eu tinha sido chamada pra participar do processo de seleção, daí, nossa, eu contei pra minha irmã, pra minha mãe, pra minha avó, então eu deixei a família, assim, na expectativa, né. E depois que eu participei, nossa, todo mundo ficou muito feliz, eu fiquei louca, eu gritava de felicidade, eu fiquei, assim, muito feliz, que era uma coisa que eu queria demais, porque eu já conhecia a Natura como consultora e eu achava uma empresa maravilhosa e depois que eu entrei como promotora, eu achei que eu ia achar maravilhosa também. Só que aí eu achei mais maravilhosa ainda, não sabia que era tão maravilhosa ser colaboradora dessa empresa e por isso eu fiquei cada dia mais feliz e hoje em dia eu, cada dia que passa eu aprendo e vejo que a Natura é maravilhosa. Tem gente maravilhosa por trás de todas as coisas que a promotora faz, ajudam a gente como a nossa gerente, que tá perto, que acompanha, que cuida, sabe. Então essa empresa, essa coisa de relacionamento, de coisa de olho no olho é uma atitude que eu acredito que tenha só na Natura, porque aqui é tão legal, você vai pra São Paulo, na fábrica, parece que todo mundo te conhece, você, já chegam te dando oi e te beijando e te abraçando, então isso que é muito lindo, é muito querido na Natura.



P/1 – O que você acha que você mudou, assim, do seu jeito, do seu jeito de se vestir, do seu jeito de falar?



R – Olha, eu mudei no sentido de, estar mais, de ser mais responsável, mais cuidadosa com as coisas que eu falo, principalmente com as consultoras, porque, às vezes, você acha que você tá transmitindo uma coisa e elas não recebem daquela forma. Agora, a questão da vaidade, eu sempre fui muito vaidosa, sempre fui muito cuidadosa comigo mesma, só que a Natura estimula mais isso ainda, né, porque agora a gente anda todo momento maquiada, sempre bonita. Eu quero cuidar de mim, eu quero cuidar do meu cabelo, eu quero cuidar da minha pele e isso eu já aprendia como consultora, mas como promotora, agora tá bem mais intenso.



P/1 – E as consultoras te copiam, te seguem… 



R – Copiam, gente, é muito legal isso, porque elas te amam, te idolatram, acham que você é linda, que tua vida é perfeita, que você é maravilhosa, é milionária, não sei o que é, mas, assim, por mais que eu tente tá bem próxima delas, pra elas verem que eu sou um ser humano, que eu tenho histórias pra contar pra elas, então eu conto, assim, quando eu casei, que eu não me adaptava, eu não sabia lavar roupa e elas não acreditam, porque pra elas, assim, eu sou a Elaine que só faz encontro Natura e que dá curso e que é promotora maravilhosa. Então, elas não sabem esse lado de você ser humano, que eu tenho uma vida normal como a delas: que eu tenho que cuidar da minha casa, que eu tenho que lavar roupa, que eu tenho que cuidar do meu marido, que eu tenho que namorar, que eu tenho minha família. Então elas idealizam um pouco, mas eu procuro deixar, assim, a nossa relação bem próxima, pra elas verem que eu sou como elas e que eu preciso delas, do apoio delas, do carinho delas e hoje em dia eu vejo, assim, que elas me admiram, me respeitam, mas gostam de mim, tem uma amizade, tem uma proximidade muito legal.



P/1 – E o marido, como ele se comporta em relação ao seu trabalho?



R – Olha, no começo foi mais difícil, porque logo que eu entrei na Natura, eu estava em processo de casamento, então, assim, ver roupa, ver meu vestido, ver igreja e comecei. Daí eu tinha que fazer cadastro, eu tinha que cuidar do setor, então, até eu mesma me cobrava demais, eu trabalhava muito, eu trabalhava final de semana, eu meio que deixei de lado a festa do meu casamento, porque Natura era uma coisa, assim, que eu queria tanto, que eu ficava ali intensa, 24 horas por dia, eu dormia, eu acordava, sonhava com a Natura. Então, ele no começo, ele ficou, assim, um pouco enciumado e se sentiu meio de lado e depois eu fui aprendendo administrar isso, administrar no sentido de poder saber que eu tenho a minha vida pessoal também, que eu tenho que cuidar do meu marido, que eu tenho que cuidar da minha família e hoje, por isso que eu te falo, eu acho assim que, para uma promotora que entrou agora, ela vai levar um ano, mais ou menos, pra se adaptar com tanta coisa, é um furacão na tua vida. Natura, você só pensa em Natura, respira Natura, então quando você fala com as pessoas, só falava Natura, eu chego na minha avó e falo da Natura, eu chego na minha mãe e falo da Natura, ninguém aguenta mais ouvir falar da Natura, mas você fala com tanto prazer, com tanto entusiasmo que as pessoas até perguntam, né, olham pra mim e falam: “Natura.”



P/1 – Tirando a Natura, o que você gosta de fazer?

 

R – Ai gente, eu adoro costurar, é verdade, eu estou fazendo curso de corte e costura. Eu faço as minhas roupas, é uma coisa, assim, que me distrai, que eu fico light, que eu aprendo, sabe, desde a hora de você riscar um molde de uma roupa, aquela coisa de planejamento e você começar a fazer e daí tem que desmanchar tudo. Então, eu aprendo muita coisa no corte e costura, que eu uso pro meu trabalho também, mas é um prazer que eu sinto. Final de semana eu sento, comprei máquina de costurar, então é a minha atividade, o meu hobby e todo mundo se assusta, né, porque uma menina tão nova querendo costurar, né. E eu amo ir no curso de corte e costura, então toda reunião que tem da gerência com as meninas, eu vou com uma roupa que eu costurei, daí eu chego pra minha gerente: “Essa, eu que fiz!” Ela acha muito engraçado e é uma coisa que eu gosto bastante.



(Continuação CD 02/04)



P/1 – Como o próprio escorpião.



R – É, com certeza 



P/1 – De tanto trabalhar, de tanto estudar _________.



R – É verdade. Mas, eu gosto assim. É dá, o que eu? Você quer tossir mais um pouco? (Risos), (tosse).



P/1 –  Tá servido um pouquinho de uma tossezinha? (Risos).



R – Toma uma aguinha.



P/1 – Amor e tosse ninguém esconde (risos), (tosse).




R – É, não consegue disfarçar.



P/1 – Vou levar sua fita pra assistir todo dia. Quando acordar, ________.



R – É (pausa). E é muito engraçado assim, porque lança Chronos, lança Chronos tem um lançamento de Chronos, eu não posso usar porque eu uso linha Faces, né, daí eu chamo meu marido: “Vem cá, vamos experimentar.” Eu faço ele usar pra ver e ele me conta o resultado para eu contar pra minhas consultoras Natura. Ele usa, ele tem 33 anos, então ele e ele adora os produtos da Natura, sabe, mas é muito engraçado, que nem eu falo: “Gostou? Ficou legal? O que você está sentindo na tua pele” Antes do encontro, né, daí eu chego no encontro e conto pra elas: “Gente, eu não posso usar, mas fiz meu marido usar ele diz que é legal que está gostando que tá melhorando a pele que os sinais tão diminuindo.” Elas se matam de rir, né?



P/1 –  O modelo dá a dica.



R – É, exatamente.



P/1 – E quais são seus sonhos, Elaine? 



R – Ai, meu sonho, olha, meu primeiro sonho é me realizar profissionalmente, construir uma carreira sólida na Natura. E logo depois, eu quero é, fazer alta costura (risos), porque como é meu hobby, eu quero me aperfeiçoar nesse meu hobby, que é uma coisa assim que me desestressa. Então eu quero assim ser uma costureira de primeira linha e eu acho que daqui uns 5 anos, mais ou menos, eu quero ser mãe que é uma coisa que eu quero  muito, não agora porque eu sou nova e porque eu tenho muitas coisas pra fazer, mas é um projeto da minha vida, que é ser mãe.



P/1 – O que é para você a beleza de ser promotora Natura?



R – Pra mim, a beleza de ser promotora Natura é, com certeza, essa questão do relacionamento, da vida, de você compartilhar, de você trocar experiência, de você ensinar e aprender ao mesmo tempo, com certeza, essa é a beleza de ser uma promotora Natura.




P/2 – Me fala o seguinte, vamos fechar com o conselho. Que conselho você daria pra uma menina que tá querendo entrar agora?



R – Olha, eu daria o conselho de que você, a pessoa que queira entra agora na Natura, com certeza, vai entrar numa empresa maravilhosa, uma empresa estruturada, uma empresa que apoia e uma empresa que ajuda muito a pessoa, mas o maior conselho é que essa pessoa lute pelos seus objetivos, pelos seus ideais, faça as coisas acontecerem. Dê o melhor de si e que ela consiga ver as coisa boas que a empresa pode oferecer pra ela e as coisa boas que essa função traz pra gente, que é essa troca, esse aprendizado contínuo essa experiência de vida que não tem preço. Você saber das histórias das suas consultoras e você olha e admira muito, muitas consultoras eu admiro, com muitas delas eu aprendo, então aproveitar o máximo esse momento como gente, como ser humano que essa essência de ser promotora 



P/1 –  Bom, acho que é redundância perguntar qualquer outra coisa, obrigada.



R – Nada, eu tenho uma coisa pra falar, por último, eu posso falar?



P/1 – Pode.



R – Que isso é uma coisa que eu pensei em falar e agora eu vou falar, mesmo que vocês não coloquem na fita né, mas eu tenho que falar, porque eu fiquei pensando. Quando eu recebi o e-mail eu tinha que falar das coisas que eu aprendo na Natura, uma promotora nova que eu sou e que agora a minha gerente diz que eu não sou mais nova que eu sou semi-nova, então eu fiquei pensando, a Natura, eu tenho um ano de empresa mas eu acredito que, mesmo que eu tenha cinco ou que eu tenha dez ou que eu tenha vinte anos eu vou sempre aprender alguma coisa. Porque a Natura é uma empresa que aprende, é uma empresa que  se desenvolve, é uma empresa que se aperfeiçoa e eu faço parte deste contexto. Estou liberada?



--- FIM DA ENTREVISTA --- 


 

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