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Renovar a vida

História de: Carmem Helena de Oliveira Silva
Autor: Museu da Pessoa
Publicado em: 18/06/2014

Sinopse

Carmem Helena de Oliveira Silva conta uma história com a infância passada em Jaguariuna (CE), sua mudança para fortaleza, a fase de concurso para os correios junto com seu trabalho e tregetória profissional, casamento, aposentadoria e cancer de mama.

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História completa

  Minha infância foi muito divertida, interior, né, que tudo era tranquilo, tinha sítio, tomar banho de rio, o Rio Jaguari, porque é perto do Rio Jaguari minha cidade, né, muito legal, muito boa, minha infância a gente brincava de pular corda, jogar bola no meio da rua com a meninada toda, e também tinha o estudo que a gente preservava muito, o meu pai, ele queria que a gente estudasse, todo mundo, mas nem todo mundo estudou, teve o fim de estudar, porque minha mãe faleceu muito cedo. Minha mãe faleceu eu tinha 13 anos, então fomos criados só por pai, aí fica um negócio mais...

  Eu vim para Fortaleza porque eu passei no concurso dos Correios, aí comecei a trabalhar o interior e, como eu arranjei um namorado e noivei, casei, e ele morava aqui em Fortaleza, aí seria mais ideal a gente vir pra Fortaleza, aí vim pra cá em 78. Eu era só estudante na minha cidade e não tinha emprego, e meu pai também não tinha muitas posses, na atual idade que eu já tinha, né, 22, 23 anos. E tudo na pracinha, com um bocado de amiga, aí chega, que naquele tempo quando o correio ia procurar gente no interior ele procurava primeiro chefe da cidade, que era o prefeito pra indicar o pessoal pra fazer as provas, né? Aí nessa me chamaram, foram selecionadas dez moças pra vir fazer as provas e eu passei.

  Hoje eu tenho 35 anos de Correios são tantas histórias porque eu já passei por tanta agência, eu fui atendente, fui gerente, fui supervisora e agora eu sou auxiliar, mas, assim, marcante, marcante mesmo, tem muita confusão em balcão de cliente, né, que às vezes a gente trabalhava com cliente de balcão. Aconteceu uma quando eu trabalhava na agência do Benfica, uma vez o cliente, a gente tem um tipo de encomenda que a pessoa quando ia pagar, passasse do prazo, pagava uma taxa de armazenamento, né? Aí na época ele achava que eu ia cobrar, mas ia que ficar pra mim, não era, o dinheiro, né, aí eu fiquei revoltada e discuti com ele porque estava na frente de todo mundo lá na agência, né? E era uma coisa que a gente pregava o selo, carimbava na frente do cliente, e ele ainda dizia que era, que não era correto, essas “confusõezinhas” de sempre...

  Hoje olhando para trás eu acho que não faria nada diferente, faria tudo do mesmo jeito se possível porque minha vida eu não tenho nada que dizer, tenho que agradecer a Deus, né, passei muita experiência. Porque eu em 2000, no ano de 2000 eu tive um diagnóstico de câncer de mama, que eu fui, fiz a cirurgia, tirei a mama e fiz tratamento e foi como fosse assim, eu renovar minha vida novamente, entendeu? Porque eu acho que quando a gente tem um problema desse a gente não tem que ficar chorando nem lamentando, tem é que correr atrás e viver, né, mas a minha vida foi excelente.

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