Busca avançada



Criar

História

Relato 2020

História de: Sabrina Vieira Tavares
Autor: Sabrina Vieira Tavares
Publicado em: 13/11/2020

Sinopse

Diário de Sabrina Vieira Tavares, 7 de agosto de 2020.

Tags

História completa

Meu nome é Sabrina Tavares, tenho 24 anos e sou designer. Minha vida inteira sempre sonhei com a liberdade e com o mundo, mas por algumas razões, apesar de sempre ser independente em vários aspectos, o medo sempre teve voz em mim. Em 2019 realizei o sonho de conhecer Fernando de Noronha, algo que achei que levaria anos para conseguir. Enfrentei o grito mais alto do meu medo e vivi os melhores dias da minha vida. Criei planos para 2020, me sentia viva e disposta a enfrentar mais um milhão de vezes a voz do medo e dizer que iria fazer as coisas com as quais sonhava. Claro que antes do medo dizer qualquer coisa, o mundo estampou por todos os cantos a PANDEMIA. O Brasil não suportou a ideia de uma crise sanitária e incluiu no pacote uma disputa política. Travamos então desde fevereiro uma batalha entre no que acreditar e o que não é acreditar. 2020 se mostrou um ano inimaginável para diversas gerações, e a saúde mental de 99,9% (número apenas especulativo) das pessoas se tornou insana, e aí veio a necessidade de realmente falarmos sobre o assunto. Eu sou solteira, apesar disso nunca ser um incômodo para mim, sempre temos momentos de solidão, porém, esse ano, essa sensação foi além do imaginável. Estar sozinha se tornou insuportável durante dias, e estar com pessoas também não era exatamente agradável. Além disso, a pressão de "a qualquer momento vou ser demitida" se tornou insana - e cá entre nós, alguns chefes não fizeram esforço para que essa não fosse a sensação, aquela velha necessidade de sentir que se está no poder. Se para alguns o trabalho home foi algo bem abraçado (isso vale para empresas bem desenvolvidas e em sua maioria em cidades como a grande São Paulo), para outros virou um pesadelo: a velha mente de cidade pequena dizendo que em casa funcionário não faz nada, a necessidade de vigiar e saber o que você está fazendo a cada segundo, tornou tudo mais complicado. Apesar de tudo parecer estar fora do controle, você encontra pessoas dispostas a fazer diferente, no meu caso, encontrei a Fabrika. Uma startup de pessoas motivadas que buscam oportunidade e com disposição para ajudar. A Fabrika me mostrou que existem pessoas (e sim, são jovens) que sabem que você tem um jeito diferente de enxergar o mundo, e preferem confiar no seu trabalho ao invés de controlar o seu jeito de trabalhar. Na verdade, a Fabrika me deu esperança de conseguir trabalhar como eu gosto, eu estava até infeliz como designer, e agora eu voltei a amar meu trabalho, isso está sendo muito gratificante, voltar a amar o que faço, sinto novamente a certeza de estar na profissão certa. Posso ainda ouvir os cochichos do meu medo dizendo que não verei o mundo, posso ainda ter crises de solidão, mas lá no fundo sei que são "nuvens passageiras". Como dizem, para ver o arco-íris é preciso deixar a chuva cair. 2020 é uma tarde muito chuvosa, você pode aproveitar o barulho com um bom livro, ou pode lamentar por não poder aproveitar a praia. PS: Gostaria de compartilhar minha sensação ao viajar sozinha, lembrar disso, me faz mais forte: Fernando de Noronha é poesia aos olhos, é calmaria pra coração agitado, é dias vividos 24hs e não 8hs, é lugar sagrado para andar com os pés descalços, é cheiro de liberdade, é silêncio que vem do mar, é gostinho de quero ficar. Fernando de Noronha é viver um sonhar.

Ver Tudo PDF do Depoimento Completo

Outras histórias


Ver todas


Rua Natingui, 1100 - São Paulo - CEP 05443-002 | tel +55 11 2144.7150 | cel +55 11 95652.4030 | fax +55 11 2144.7151 | atendimento@museudapessoa.org
Licença Creative Commons

Museu da Pessoa está licenciado com uma Licença
Creative Commons - Atribuição-Não Comercial - Compartilha Igual 4.0 Internacional

+