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História

Refinaria: o lado humano.

História de: José Carlos Reis
Autor: Raquel
Publicado em: 10/06/2021

Sinopse

José Carlos Reis conta sua trajetória profissional na Petrobrás. Inscrito para uma oportunidade de trabalho de última hora, não imaginada o impacto que seu trabalho na Petrobrás teria nele e vice-versa. Muito fiel ao cargo e à empresa, volta pós-aposentadoria, anos mais tarde, e admira as evoluções da empresa e da cidade. Conta o lado humano da Petrobrás, de preocupação pessoal à ambiental. Seu carinho pelo trabalho é claro.

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História completa

Projeto Memória Petrobras Realização Instituto Museu da Pessoa Entrevista de José Carlos Reis Entrevistado por Morgana Mazeli Rio de Janeiro, Duque de Caxias, 7 de julho de 2009 Código: MPET_REDUC_TM011 Transcrito por Keila Barbosa Revisado por Paula S. A. Nunes P/1 – Eu queria começar a entrevista pedindo para você dizer o seu nome completo, o local e a data do seu nascimento. R – Meu nome é José Carlos Reis, eu nasci no Rio de Janeiro, no dia 15 de junho de 1951. P/1 – Conta como é que foi a sua entrada na Petrobras. R – A minha entrada na Petrobras foi até um troço meio gozado, sabe? Porque eu não sabia que as inscrições estavam abertas, e eu me inscrevi quase que por último. Preenchi correndo, tudo era feito aqui, e correndo e coisa e tal, me inscrevi. Vieram as provas, eu fiz, passei e fui chamado. E fiquei espantado com o número de jovens reprovados por problema de coluna nos exames admissionais. Isso foi em 1976. E eu… minha carteira foi assinada no dia 16 de novembro de 1976. Aí eu tive a minha primeira conta bancária no Banco do Brasil, meu primeiro tudo [risos]. P/1 – Você já veio trabalhar direto aqui na Reduc [Refinaria Duque de Caxias]? R – Você fala o quê, em relação a se eu tive outros empregos lá fora? P/1 – Quando você entrou na Petrobras, você já veio... R – Já vim para a Reduc e daqui eu não saí mais. P/1 – E qual foi... R – Passei todo o tempo da minha vida aqui dentro, no mesmo setor. Antigamente chamava-se de Semol, Setor de Movimentação de Óleos e Lubrificantes, hoje é conhecido como TE-MC, que é a Movimentação de… ML… desculpa, Movimentação de Lubrificantes. P/1 – E lá, no início, em 76, quando você chegou aqui, qual era a sua função. R – Eu era Operador de Refinaria. Comecei como Operador de Refinaria, e perguntaram, na época, __ , a pessoa que é muito boa, minha amiga até hoje, __ Torres, e perguntou quem queria trabalhar nas obras do COPREL [Cooperativa de Geração de Energia e Desenvolvimento], e eu fui, como fiscal, mas não deixei de ser operador. Trabalhei nas obras, que era onde eu ia trabalhar mesmo, construção de novos tanques, que era o segundo conjunto de lubrificantes, que era a parte 17-50, aquele 50 já existia, que era a parte antiga, a gente chamava de parte velha, com a outra Dilubri, era a Dilubri 2. Aí logo em seguida as obras terminaram, terminaram e eu passei a Operação, de novo, e voltei para a Operação, e de lá não saí mais. Eu abri todos os (postes?) e fiquei por lá, me aposentei por lá tranqüilo. P/1 – E quando foi o ano da sua aposentadoria? R – Foi em 1995. Me aposentei no dia 28 de fevereiro daquele ano. Dá um friozinho, sabe, na gente, assim, porque tem que se preparar pra isso [ghrrr], porque as pessoas pensam que estão preparadas mas não estão. Chega lá fora, ela, sabe, ela quebra toda uma rotina, e a gente aposenta um pouco cedo, uma gama de conhecimento muito grande da Refinaria, entendeu? E acabei voltando dez anos depois. Estou aqui, de novo, muito contente. P/1 – E hoje aqui, como é o seu trabalho, o que você faz dentro da Reduc hoje? R – Olha, hoje, pelo conhecimento que eu tenho, do alinhamento, do Park Way, de tanques, fábricas, essas coisas todas, eu que sou o Projetista da Tubulação. Trabalho para a Inter Técnica, uma firma na qual me sinto muito satisfeito, em trabalhar para eles, e é isso que eu estou fazendo atualmente. Um projeto daqui, um projetinho ali, vou vivendo. P/1 – E, durante os anos que o senhor era aqui funcionário da Reduc, foram mais de 20 anos? R – Eram 20 anos. P/1 – 20 anos R – 20 anos P/1 – O que o senhor acompanhou de mudança aqui dentro, no setor em que o senhor trabalhava? R – Olha, quando eu comecei, trabalhando aqui, nós tínhamos uma conduta que eu achava que deveria ser preservada, não querendo ser saudosista, mas para conhecimento técnico. Operador tinha muita área. Nós desenhávamos os alinhamentos, coisa e tal, essas coisas, um dom que Deus me deu, desenho muito bem, graças a Deus, e fazíamos o alinhamento, aprendíamos mais indo à área. Então, nós fomos evoluindo, tudo isso. Evoluir é morrer, não é isso? A maioria foi evoluindo, apareceu a informática, essa coisa toda foi informatizando, as medidas de tanques eram feitas de trenas, as vazões, os controles de estoque. Hoje, nós temos aí os radares, toda essa parafernália de medições, as __, que o produto que sai da Refinaria, ela passa naquela turbina da ___ sabe a quantidade exata que foi, essas informações são passadas por computador prá outras pessoas que vão fazer esse tipo de coisa. Então o que aconteceu. Eu acho, na minha opinião, que houve uma evolução muito grande com a vinda da informática. A vinda da informática agilizou muito. A Refinaria cresceu, aumentou a sua produção, mas tirou o corpo do operador __, esse foi onde nós perdemos. Mas não é o fato de ter tirado ele lá, que se faz por vias normais, entendeu? Apenas a pessoa adquire um pouco menos o conhecimento depois da área, entendeu? Eu acho que se devia voltar um pouco mais prá isso. P/1 – E Reis, o que você pode dizer da presença da Petrobras aqui na região de Caxias. R – Minha filha, a Petrobras é a galinha dos ovos de ouro aqui dentro, de Caxias. Você passa por aqui, todos os pontos de ônibus são só feitos em aço e inox. Esse lado aqui, as pessoas estão apresentando dinheiro. Se você for ao Centro de Caxias você vai ver que houve uma melhora muito, mas muito grande mesmo. Caxias melhorou muito, e olha que eu não moro aqui, mas gosto da cidade de Caxias. O povo, muito hospitaleiro, pessoal aqui, colegas meus que trabalham, então eu fico feliz com isso. Dela ter subido junto com a empresa. Fora que os programas que nós temos aqui, de ajuda aqui ao povo aqui de Caxias, aqui é muito bom. As crianças, tem os jovens aprendizes, e outras coisas mais, tem até um grupo teatral, do qual eu faço parte, já fomos fazer apresentações aqui dentro de colégios, que é uma coisa fantástica. Eu me sinto tão bem ajudando as pessoas, que sei lá, não tenho palavras pra dizer o quanto é bom. E que também eles estão aproveitando. Eles não estão deixando as chances passar não, eles estão pegando o que vem. Isso é muito legal. É que eu tenho na memória, mas não tenho na foto. Não tenho fotografia, mas Caxias, de quando eu entrei prá cá, pra Caxias de hoje, puxa, é uma diferença muito grande, muito grande. P/1 – Eu estava pensando Reis, você saiu em 95 e aí voltou dez anos depois, o que tinha de diferente aqui nesse intervalo de dez anos? R – Bom você sai da tua cidade, tem que passar dez anos fora. Quando você volta o filho do teu vizinho já era, o outro já casou. Na Refinaria, eu encontrei muito diferente, muito diferente, o modo de pensar, o modo de trabalhar, o modo...tudo, tudo mudado. Muito mudado, pra melhor, claro, prá bem melhor mesmo. Fiquei encantado com as coisas que eu vi. P/1 – O que não tinha na sua época lá no início, e hoje em dia tem, por exemplo, em relação a proteção do meio ambiente. R – Proteção do meio ambiente? Bom, aqui sempre as pessoas se preocupam com o meio ambiente. Segurança nem precisamos falar, que é o carro chefe. Primeiro, Segurança, depois Meio Ambiente. Isso já vem da pessoa. Porque quando eu entrei, você tinha lagarto, pata, tamanduá-bandeira já havia aqui dentro, jacaré perdi a conta, e outras coisas mais. Acho que isso você já foi apresentados a eles, não foi não? Estão vivos por aí por dentro. Então nós mesmos, sem ter essa coisa de Ibama, Feema, nós preservávamos tudo. Não havia agressão ao Meio Ambiente por parte da força de trabalho não. A força de trabalho se preocupava muito em trabalhar, mas, vamos dizer assim, prejudicar o Meio Ambiente, não, negativo. Sempre preservávamos essas coisas, entendeu? Tanto é que quando tinha um bichinho acidentado qualquer, a gente entregava à Segurança, e eles davam um destino, lá, até hoje, para socorrer, como o jacaré que já foi no dentista aqui, sabia disso? P/1 – Ah é? Não, me conta essa história. R – Foi. O jacaré queria, coitado, com fome, comeu um ouriço, e ficou com a boca lotada de espinhos.. Ele foi capturado levado ao Zoológico de Niterói, lá o veterinário, lógico, coloquei dentista, porque foi na boca, tirou, fez todo o procedimento, curativos e coisas e tal, e aí ele retornou e foi solto aí de novo. Só reclamou da comida, não gostou de lá. P/1 – Agora Reis, a gente tem acompanhado um crescimento da Reduc desses últimos anos, e acho que até de repente o seu retorno, para trabalhar aqui, tem a ver com isso. O que você pode comentar sobre o crescimento da Refinaria? R – Olha, a Refinaria, ela nunca vai parar de crescer. Por quê? Por que a cada dia que se passa, vão se criando outras frentes, outros trabalhos, outros combustíveis, por exemplo, o que nós tínhamos, o que você conhecia de combustível há algum tempo atrás: diesel e gasolina. Não é isso? Hoje nós temos, continuamos com o diesel, continuamos com a gasolina, temos o álcool e temos o GNV, o gás veicular. Então, daqui pra frente, virá com certeza, porque não se param as Pesquisas. Um outro combustível, menos poluente que vai ser introduzido aí, como já temos aqui também o S50, entendeu? Menos poluente, ou uma série de coisas. Eu acredito que, numa Refinaria, eu acho que é um buraco sem fundo, de descobertas, entendeu? É igual ao nosso cérebro, nós não usamos 100% dele. Falta muita coisa ainda para ser explorado. Eu acho que o petróleo também. Basta se dizer que nós estamos tão avançados para a __ do petróleo, que uma lâmina de seis mil metros está retirando petróleo. Quem poderia imaginar que nós conseguiríamos fazer isso? Então eu acho que é uma fonte inesgotável de descobertas. E você vai viver tudo isso, você vai ver. P/1 – Reis, o que tem aqui de diferente na Reduc em relação às outras Refinarias, do sistema Petrobras. R – O que tem de diferente? Olha, eu não posso responder a essa pergunta, com precisão, porque eu estaria sendo, vamos dizer assim, injusto com as outras pessoas. As vezes que eu saí aqui da Reduc foram poucas, fui a Betin, fui a RLAM [Refinaria Landulpho Alves], fui mais umas duas lá. A diferença aqui é o ritmo de trabalho. Aqui, é acelerado, o negócio é acelerado. Lá não deixa de ser, nas outras unidades que eu visito, não deixa de ser, mas aqui é pé no fundo o tempo todo. Não tem esse negócio de aliviar na curva não. Vamos que vamos. Vamos produzir. P/1 – Você no início, no início não, ao longo da sua trajetória trabalhou no setor de movimentação de óleo diesel, né? R – Não, óleo lubrificante. P/1 – Óleo lubrificante. R – E parafinas. P/1 – Você poderia explicar um pouco como é o funcionamento desse Setor, como é que ele se relaciona com o restante da Refinaria? R – Olha só, todas as unidades, todas as unidades de processo, ou de tratamento de algum produto, elas estão intimamente ligadas com as transferências locais. O MC que é a Movimentação de Cargas, que fica com essa parte de diesel de álcool, sabe, gasolina, nafta, essas coisas, e o lubrificante, o lubrificante e parafina. Então, o segundo conjunto, que eu falei anteriormente, ele foi criado justamente para dar suporte a óleo lubrificante. Então a 17-50, a unidade na qual eu trabalhei, ela armazenava, ela recebia da 15-10 e da 17-10, que são unidades de Destilação, a atmosfera é à vácuo, recebíamos o óleo dos nossos tanques de destilados, e aí distribuíamos para as outras unidades, até chegar na empresa (__) na 17-40, 1540, e esse óleo era vendido, era colocado no tanque já de final e vendido para as companhias, que são, que interferem na Refinaria. Os mesmos processos, para as parafinas, ou você quer que eu quebre mais isso aí. P/1 – [Risos] Não, não há necessidade. Reis, você contou a história do jacaré que foi no dentista, mas além dessa, tem alguma outra história interessante para contar, desse tempo todo? R – Se eu for contar todas as histórias aqui, de dentro da Reduc, eu teria o maior prazer em contar, porque são duas áreas e que atestam o trabalho que a gente tinha em grupo, a amizade que a gente tinha, até hoje, nas relações, coisa e tal. Mas são tantas as histórias que [risos]... P/1 – Dá prá escolher uma? R – Eu posso escolher dez, agora a gente não sai daqui. P/1 – [Risos] Escolhe uma só, não precisa ser dez [risos]. R – Uma só? Vamos lá. Um colega nosso, plantamos um coqueiro ao lado da unidade, e quando ele viu que começou a dar coco, o colega: “Vamos tirar aquele coco ali.” Aí um subiu nas costas do outro para tirar o coco e: “Pô Chico, você não sabe tirar um coco? Corta o coco e puxa com força.” Ele fez. Só que o coco veio no coco do outro que estava embaixo (risos), e ele caiu pra trás desmaiado [risos]. Só teve um coquinho de nada. P/1 – Reis, me diz, você é sindicalizado? R – Sou. P/1 – E você alguma vez já teve, já exerceu algum cargo dentro do Sindicato? R – Não, não, eu não tenho esse perfil, não tenho esse perfil. Eu não... eu seria um péssimo advogado porque eu não sei tratar com papéis, eu não sei tratar com Leis, eu não sei... só as respeito, entendeu? A Lei é essa, eu tô ali. Eu sou muito fraco nisso. Eu participava das greves, mas eu, algum cargo do Sindicato, eu nunca me encheu os olhos não, eu não tenho esse ___ não. P/1 – E você tem alguma lembrança dessas suas participações nas greves? R – Tenho na greve de 52 dias. Meu grupo estava no 16 a 24, e a greve iniciou no dia 9, e nós ficamos retidos aqui dentro, e essa greve não me trouxe muita coisa não, entendeu? Porque tivemos alguns colegas meus detidos, uma coisa que podia ser resolvida com 20 dias, ela foi estendida até 52 dias. Tivemos alguns colegas demitidos e, durante um ano, nós fazíamos, recebíamos nosso salário e a gente tinha uma lista que assinava para estas pessoas que estavam demitidas. Até que o processo foi revertido e eles voltaram a trabalhar. Foi a única coisa que me entristeceu dentro desse meu período aqui. Eu, de Reduc eu só tenho alegria, nada que viesse me magoar. Fui sempre com espírito alegre, brincalhão, que eu sempre fui. Foi a única vez que eu fiquei um pouco triste, foi com isso, mas do resto, foi só alegria. P/1 – E como é que é essa relação entre o Sindicato e a Petrobras, o que mudou lá do início pra agora? R – Olha, eu não sei. Por que eu não sei? Por que é aquela velha história, se você não é visto, você não é lembrado; se você não é lembrado, você não vai ver, certo? Então, o Sindicato não está muito voltado para o aposentado não. Por isso que eu não sei nem te responder atualmente alguma coisa do Sindicato. P/1 – E o senhor tem alguma participação na ABEP? Associação dos Beneficiários da Petro? R – Não, eu sou sócio da ABEP, mas não participo de nada deles. Só sou sócio, recebo os informáticos, coisa e tal, telefono para os amigos. P/1 – Reis, o que é para você ser petroleiro? R – Tudo, tudo. Minha vida toda foi colocada em cima de ser petroleiro Eu aproveitei as chances que “papai do céu” me deu. Sempre procurando saber os “tudos” e os “porquês” da onde eu trabalhava, e eu não tenho o que reclamar, e dou um conselho aos novatos, que estão entrando agora: “Aproveitem bastante”, a Refinaria, a área dela é maior que Copacabana, mesmo que você trabalhe no local bem afastado, você está sendo olhado. Então procura dar o melhor de você, entendeu? Como eu sempre falo também para a garotada, você garoto, é o fiel da balança, a tua informação, no caso de infra de estocagem, a tua informação é que vai dar o recurso para a Reduc, entendeu? Incentivo a eles prá que eles saibam bastante do seu setor, e os “porquês”. Porque se não souber o porquê, vai ficar automatizado, e fará aquilo, porque viu o outro fazer, entendeu? E não sabe o porquê ele está fazendo aquele tipo de coisa. É isso que... a Petrobras prá mim e a Reduc, pelo amor de Deus, é tudo. Tudo. P/1 – Reis, a gente está caminhando para o fim. Tem alguma coisa que eu não te perguntei e que você queira registrar, antes de eu fazer a minha última pergunta? R – Olha, eu nem sei o que registrar. Se eu for falar de algum amigo, posso esquecer algum, e vou magoar. Porque eu tenho tantos, mas tantos que, aqui dentro, que ficaria difícil. A única coisa que eu quero… a única coisa que eu gostaria, é de agradecer a Deus por ter me dado essa oportunidade de eu ter vindo prá cá. É isso. P/1 – Eu queria, prá encerrar, perguntar o que o senhor achou de ter participado, de ter contato um pouquinho aqui da sua história pro Memória Petrobras. R – Ah, fiquei feliz da vida, eu gostei disso, muito feliz. P/1 – Que bom Reis, obrigada pela sua entrevista. R – Eu que agradeço.
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