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Quando o Brasil era outro

História de: Ana Cristina Amoras de Morais
Autor: Museu da Pessoa
Publicado em: 21/02/2013

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(depoimento de Ana Cristina Amoras de Morais) Depois que meus pais se aposentaram em Macapá, como não tinha perspectiva de continuidade de estudos pros filhos, eles foram pra Recife. Lá eu fiz minha formação superior e prestei concurso pra ser professora em Brasília e vim pra cá. Passei a ser professora e também dei continuidade à minha formação em música, que eu estudava violoncelo. Agora eu fiz faculdade de música e fui pra ensino de instrumento. A minha infância foi maravilhosa, de poder brincar descalça na rua, rua sem asfalto, tomar banho de chuva. O Brasil era outro. Era o Brasil de carteiro trazendo carta em casa. Hoje em dia eu moro num lugar, numa chácara, que o CEP não funciona. O Brasil cresceu muito e alguns serviços não dão conta ainda, só chega conta de luz. Mas na época os Correios levavam cartas escritas a mão, que era um correio mais próxima, mais pessoal. O ritmo da vida era mais digerido, a gente tinha mais tempo pra sentir tudo. Esperava uma carta chegar. Hoje a gente está hiper estimulado e tem que escolher, porque tem muita coisa inútil, supérflua. Fazer uma carta era um tempo e escrever, reescrever, colocar no envelope, preencher, ir na agência, tudo isso era um processo. Sem contar os selos, que hoje tem até exposição dos selos dos Correios. Aquilo tudo era outro universo, e só o mundo dos selos já conta uma parte da história do Brasil. Uma vez recebi uma cartinha de um namorado que mandou uma carta com uma letra do Renato Russo, disso eu não me esqueço.
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