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Projetos que fazem a diferença

História de: Hênio Rodrigues de Souza
Autor: Museu da Pessoa
Publicado em: 17/10/2018

Sinopse

Nesta entrevista Hênio Rodrigues de Souza nos conta como ingressou no BNDES em 1959, quando ainda era BNDE. Relembra as funções que exerceu no banco e alguns projetos dos quais participou e que considera importantes. Fala também sobre sua satisfação de trabalhar no banco, dizendo que se sente tão em casa que toda vez que chega ao trabalho sente vontade de beijar o chão.

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História completa

P/1 – Boa tarde, senhor Hênio! Por favor, diga o seu nome, o local e a data de nascimento.

 

R – Hênio Rodrigues de Souza, estamos aqui no BNDES [Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social]...

 

P/1 – Não, o local em que o senhor nasceu, primeiro.

 

R – Ah, o meu local de nascimento foi o Rio de Janeiro, no dia 11 de julho de 1925.

 

P/1 – E estamos aqui no BNDES.

 

R – Estamos aqui no BNDES.

 

P/1 – Me conte um pouquinho, como se deu o seu ingresso no BNDES? Parece que o senhor me disse que nunca trabalhou no BNDES, o senhor trabalhou no BNDES?

 

R – Quando eu entrei para o banco era BNDE [Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico]. Eu entrei em julho de 1959 e o banco já existia há sete anos, porque o banco foi fundado em 1952 e eu entrei em 1959.

 

P/1 – E como se deu o seu ingresso?

 

R – Eu entrei como interino do banco e, logo a seguir, foi feito um concurso para contador. Eu fiz o concurso, passei e fui empossado como funcionário efetivo.

 

P/1 – Quais eram as atribuições da sua área?

 

R – Eu trabalhava no setor de contabilidade, na divisão de contabilidade. Fui contador e, posteriormente, eu fui convidado pelo Chefe do Departamento Administrativo a trabalhar naquele órgão. Fui ser chefe de um setor, de uma divisão de serviços gerais. Posteriormente, fui ser auditor auxiliar no Conselho de Administração do banco.

 

P/1 – Quais os projetos que o senhor participou e considera importantes?

 

R – Eu participei de muitos projetos e um dos que considero importante foi a inauguração do serviço de microfilmagem que foi feito no banco. O mais moderno serviço de microfilmagem, que foi implantado no Rio de Janeiro, não sei no Brasil todo, foi feito pela Kodak [Eastman Kodak Company]. Houve uma repercussão muito grande; vários órgãos vindo visitar o banco para tomar conhecimento dos nossos equipamentos. Um dos projetos foi esse.

 

P/1 – O outro?

 

R – Foi quando eu servi como Diretor Administrativo da Companhia de Tecidos Dona Isabel a mando do banco, tudo a mando do banco; o banco indicava os funcionários para serem diretores. O segundo foi ser Editor Superintendente da Livraria Editora José Olympio.

 

P/1 – Que fantástico, conte uma história sua nessa editora.

 

R – A editora estava atravessando uma fase financeira muito difícil e o banco ajudou a reerguer a empresa. E, realmente, nós fizemos um trabalho muito bom, muito profícuo e conseguimos reerguer a empresa.

 

P/1 – E teve algum momento que o senhor quis ficar numa dessas empresas?

 

R – Não, não, não. O objetivo do banco era realmente esse: vai um funcionário, exerce a função, levanta a empresa se puder e regresse para o banco.

 

P/1 – Conte alguma lembrança, alguma das suas lembranças, alguma coisa marcante que aconteceu no seu dia-a-dia.

 

R – No meu dia-a-dia aqui?

 

P/1 – Aqui no banco.

 

R – Eu fui Diretor Social da nossa Associação e uma das grandes coisas que eu me orgulho hoje de ter feito foram algumas festas, algumas festividades, porque nós éramos muito unidos aqui no banco. Esse banco, para os funcionários daqui, era como se fosse uma família. Então, as festas que nós fazíamos era com muita satisfação, com muito orgulho que as fazíamos. Fizemos uma feijoada direcionada à comemoração dos nossos colegas do banco que foram indicados diretores, o Doutor Jayme Magrassi de Sá, o Doutor Antônio Carlos Pimentel Lobo, o Doutor Helio Schlittler e outros diretores também seguindo a mesma linha. Mas essa feijoada foi muito marcante, porque foi a primeira guinada dos nossos colegas à diretoria do banco, da qual fazia parte o Doutor Genival de Almeida Santos, que era o Diretor Superintendente, o chefe máximo na ocasião.

 

P/1 – Quando foi que o senhor entrou no BNDES?

 

R – Eu entrei em julho de 1959.

 

P/1 – Em julho de 1959?

 

R – Em julho de 1959. Fizemos outras festas também; eu, como Diretor Social, na Associação dos Servidores Civis do Brasil promovendo festividades de congraçamento. Numa delas tivemos a presença do chanceler Ivon Cury, que eu tenho fotos demonstrando. Em outra fizemos uma comemoração de final de ano, uma festa das crianças que teve a participação de nosso Carequinha e sua trupe. E a outra festa de congraçamento, também em dezembro, foi na época em que o Diretor Superintendente fez uma entrega simbólica da chave da primeira casa financiada pelo banco.

 

P/1 – E em que ano foi isso?

 

R – Isso foi em 1964.

 

P/1 – Foi a primeira casa financiada?

 

R – A primeira casa financiada pelo banco, ao Professor Amaro Ferreira de Oliveira.

 

P/1 – E agora, como uma avaliação, o que é o BNDES para o senhor?

 

R – O BNDES para mim é tudo. É a minha casa, eu tenho vontade de, ao chegar ao BNDES, cada vez que piso aqui, de beijar o chão – só não faço para não ficar imitando o papa, não é? Porque a casa é uma maravilha, sempre foi uma maravilha para nós.

 

P/1 – O que o senhor achou de ter participado desta entrevista e ter contribuído para o projeto de 50 anos do BNDES?

 

R – Gostei muito, inclusive porque eu deixo marcas no BNDES. O meu filho trabalha também aqui, há 29 [anos] ele trabalha aqui.

 

P/1 – Ah, é? Como é o nome do seu filho?

 

R – Ezio Rodrigues de Souza, está funcionando atualmente como contador na FINAME [Agência Especial de Financiamento Industrial].

 

P/1 – Que interessante! Está bem, eu queria agradecer por ter vindo e por ter esperado, muito obrigada.

 

R – O prazer foi meu, foi uma satisfação muito grande.

 

P/1 – Boa tarde.

 

R – Boa tarde.

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