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História de: Renata Souto Malizia
Autor:
Publicado em: 23/03/2016

Sinopse

Renata Souto Malizia cresceu no subúrbio carioca onde brincava bastante na rua, com os meninos. Sempre que o pai – militar de carreia mas técnico de futebol por paixão – deixava que ela entrava nos minutinhos finais dos treinos de final de semana. Por conta da profissão paterna, a família se mudou para Serrinha, no interior da Bahia, e de lá para Feira de Santana, uma cidade de médio porte, também no interior da Bahia. Renata conta como foi voltar so Rio de Janeiro sozinha para se dedicar aos estudos, para finalizar o Ensino Médio e ingressar na faculdade. Começou cursando Nutrição mas em seguida trocou de curso para Serviço Social. Para se manter na universidade, Renata conta como foi sua carreira profissional na qual passou por uma agencia dos Correios e também por um hotel. Insatisfeita com o trabalho, Renata conta como foi o processo de burcar alternativas e num jornal viu a vaga de trabalho no AFS, participou do processo de seleção mas que ficou em segundo mas logo teve sua chance de ingressar. Renata conta como foi o desenvolvimento na carreira do AFS e como ela concilia seu trabalho com a rotina de ser mãe.

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História completa

Eu preciso buscar alguma oportunidade diferente e aí vi um anúncio no jornal, porque hoje em dia praticamente ninguém procura emprego em jornal, mas naquela época era uma prática bastante comum. Eu vivia com o jornal debaixo do braço procurando alguma oportunidade. Aí um belo dia comprei o jornal, abri, e tinha lá uma notinha assim no ladinho, falando: “Organização de intercâmbio cultural procura assistente de monitoramento” e dava uma breve descrição do cargo, quando li, falei: “Poxa que coisa interessante, acho que eu gostaria de fazer isso”, falei: “Ah, vou tentar saber um pouquinho mais”. Não conhecia, nunca tinha ouvido falar do AFS, infelizmente, porque acho que se eu tivesse conhecimento, eu poderia ter me candidatado a uma bolsa de estudos que era meu grande sonho na adolescência fazer intercâmbio e não conseguia até por condições financeiras, que na época era muito caro e eu não conhecia as bolsas, essa oportunidade que o AFS naquela época já proporcionava. Vi e tinha que mandar o currículo por correios, porque já faz algum tempo, então botei meu currículo no envelope, botei o endereço do AFS, mandei pra lá e aguardei. Depois de um tempo, me chamaram pra uma entrevista, nessa entrevista acho que tinha em torno de umas 30 pessoas, 30 candidatos, acho que todas mulheres, não sei o porquê, acho que só mulheres se sentiram atraídas pela vaga, mas eu achei que era bastante gente pra uma vaga, mas falei: “Bom, vamos tentar, né?”. Aí participei de todo o processo, o processo foi longo, foram entrevistas, dinâmicas de grupo, teste de perfil, eu só sei que eu tive que ir umas cinco vezes até o escritório pra fazer alguma atividade relacionada ao processo seletivo e isso fiquei levando acho que quase um mês de seleção. E aí no final, quando já tava chegando no finalzinho, só tínhamos eu e mais uma candidata, ou seja, daqueles 30 inicialmente selecionados na primeira etapa, ficamos eu e mais uma candidata. Eu falei: “Poxa, que bacana, consegui chegar na etapa final, faltava só ali, o resultado mesmo, né?”. E aí foi quando a [Ann’]Andreza, que hoje é diretora nacional do AFS me ligou pra dar a notícia que eu não havia sido selecionada. Aí eu chorei o dia inteiro, mas eu chorei muito, porque só de vir, só de frequentar aquele ambiente ali, nas entrevistas, nas dinâmicas, eu já tinha me encantado pela organização. Eu falei: “Caramba! É isso que eu quero fazer, quero trabalhar nesse lugar!”. E aí fiquei com aquela coisa na cabeça, com aquela expectativa e tudo mais, quando ela me ligou aí já o coração já bateu mais forte mas a notícia não era a que eu queria ouvir. Então, ela desligou o telefone e eu só chorava, fui trabalhar ninguém entendia nada, eu tava chorando o dia inteiro, acharam que, na época eu era casada, eu tinha brigado com o meu marido, que era um problema familiar, e eu não podia falar o que tava acontecendo, não podia dizer que eu tinha acabado de perder uma oportunidade de emprego, porque eu tava no meu trabalho, então era uma situação um pouco delicada, mas eu chorava muito. A minha cara toda inchada, o dia todo, aí no dia seguinte consegui me recompor, tocar a vida, umas duas semanas depois entrei de férias – tirei 30 dias de férias –, no finalzinho das minhas férias, acho que na última semana que eu viajei pra Petrópolis (RJ) tava muito desligada desse processo todo que eu tinha passado, tava tentando descansar, me preparar até pra voltar ao trabalho e aí quando eu recebo um telefonema da Andreza, aí achei estranho, falei: “Ué”. E ela: “ai Renata, pode falar agora?”, e eu: “Tô” de férias, não tô trabalhando no momento, posso falar sim”. E ela: “Você ainda tem interesse na vaga?” Aí eu pronto, né? Já gelei, falei: “Caramba, claro, claro que tenho!”, e ela: “Você não quer vir aqui conversar comigo tal dia?”, aí eu falei: “Vou vou sim, sem dúvidas, já tô aí!” E ela: “ai que bom, que ótimo, vem aqui que a gente conversa, que eu te explico direitinho”. Caramba, aí fui, eu chegava tremer, minha mão chegava a tremer, eu falei: “Meu Deus do céu, não tô acreditando!” Aí fui conversei com a Andreza e ela falou: “Olha Renata, realmente a gente vai precisar de mais uma pessoa, abriu mais uma vaga e eu queria saber se você está interessada?” E eu falei: “Não precisa nem perguntar duas vezes, tô sim, vou lá no outro emprego pedir o desligamento e já começo a trabalhar aqui na hora que você determinar!” E foi isso que aconteceu, cheguei no hotel, solicitei o desligamento e entrei no AFS na época como assistente de monitoramento. E comecei a trabalhar, inclusive, por um salário menor do que eu ganhava na época, mas eu falei: “Eu quero, eu vou, quem sabe as coisas melhoram e eu consiga fazer uma carreira ali”, porque eu falei: “Poxa, é ali que eu quero ficar, quero fazer trabalho”. Aceitei o salário menor, mas sem a menor preocupação e nessas tô aqui até hoje. São 13 anos desde que isso tudo aconteceu e, de fato, consegui construir uma carreira dentro do AFS, comecei como assistente de monitoramento que hoje já não existe mais esse termo a gente não usa mais. Monitoramento mudou pra consultor de suporte, ou consultora de suporte. E aí fiquei um tempo nessa função de assistente, fiquei em torno de um ano. Logo em seguida, a Andreza que era minha chefe, era coordenadora de monitoramento na época, me convidou, quando eu estava de licença maternidade a assumir a posição dela porque ela estava saindo do AFS pra trabalhar na comissão Fulbright e aceitou essa oportunidade que surgiu durante a minha licença maternidade e ela conversou com o gerente na época e eles decidiram me promover ao cargo de coordenadora, então acabei meio que alterando meus planos de voltar um pouquinho mais tarde quando minha filha tivesse um pouquinho mais, pelo menos quatro ou cinco meses, mas eu acabei voltando e ela não tinha nem completado quatro meses. Com três meses e meio, eu voltei ao trabalho pra assumir uma nova posição. E aí foi aquela correria, eu morava em Nova Iguaçu na época, eu tinha que vir pro centro da cidade, com uma filha bebê em casa, assumindo um novo cargo, que eu não sabia praticamente nada, porque ela saiu e não teve tempo de me treinar. Então eu voltei de licença assumindo um novo cargo e fiquei como coordenadora, durante algum tempo, dois anos e pouco, e depois de coordenadora eu passei a gerente da área de suporte e fiquei como gerente de suporte também, durante alguns anos, dois anos e meio aproximadamente, ou três. Depois desse tempo, a Andreza retornou ao AFS, ela retornou em setembro, se não me engano, de 2012 e, ao retornar pro AFS, poucos meses depois, ela me promoveu a gerente de programas e qualidade, na verdade eu não chamaria de promoção, mas eu comecei a assumir mais um departamento, ainda no cargo de gerência, que é o cargo que eu tô ainda hoje, gerente de programas e qualidade.

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