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Primeiras vezes

História de: Eduardo Cauã
Autor: Eduardo Cauã
Publicado em: 25/09/2019

Sinopse

Existem noites em nossas vidas que nos arrependemos de mudar de planos.

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História completa

Certo dia no auge de minha adolescência meu grande amigo, o Zé, me chamou para o meu primeiro rolê na Augusta, um dos mais famosos lugares de São Paulo onde os jovens vão para baladas, bares ou simplesmente ficar na calçada ingerindo alcoólicos de origem duvidosa. Após muito insistimento para minha mãe recebi a autorização para tal rolê. Chegado o grande dia o Zé me avisa de uma festa de aniversário que aconteceria mais próximo de nossas residencias em Osasco e mudamos de última hora o local onde passaríamos a noite, achando que seria uma noite tranquila não tomei consciência em avisar minha mãe, e fomos para a tal festa. A festa foi tranquila, também seria a minha primeira vez em uma festa de aniversário não infantil com o intuito de permanecer a noite inteira no local.

 

Após a ingestão indevida de álcool e algumas horas de festa, começo a ficar com sono e com receio de dormir no local, pois conhecia apenas o Zé que também estava mal e não confiava o suficiente nos demais convidados. Dominado pelo sono decido ir embora para minha casa, a pé, as três da manhã, em Osasco. No caminho cambaleante de um jovem alcoolizado, um suposto pedinte me aborda pedindo meu dinheiro, não entendendo muito bem a situação apenas digo "não possuo nada para te ajudar". Nesse momento o pedinte fica mais agressivo e em um tom maior ele exige qualquer que fosse a quantia que estava em meu bolso. Devida a agressividade do pedinte eu compreendi a minha situação, estava sendo assaltado, antes mesmo de retirar minha carteira do meu bolso um travesti entra na situação perguntando para o primeiro assaltante qual era a situação, confesso que não compreendi muito além disso da conversa dos dois, só me lembro do segundo começando a exigir minha carteira e meu celular. Dominado pelo medo, entrego o celular sem ao menos olhar para o aparelho que eles disseram que devolveriam caso houvesse dinheiro em minha carteira. Ao entregar o dinheiro, o primeiro, que confundi com um pedinte, joga o meu celular em um terreno de mato alto, impossibilitando o resgate do dispositivo. Frustrado, com medo, sonolento e alcoolizado, continuo o meu caminho a passos rápidos entendo, enfim que pela primeira vez na vida fui assaltado. Em minha cama, após um triste sono acordo com a porta do meu quarto abrindo e minha mãe entrando em lágrimas. Algo que não notei em meu celular é que durante o assalto ele tinha, de alguma forma, ligado para minha casa e minha mãe acabou ouvindo todo o processo e em um choque matriarcal ela vai para a Augusta acreditando que eu estava lá e após procurar a noite inteira, chamar a policia e perguntar sobre o filho no centro de São Paulo ela vai até a casa onde ele estava morando e o acha dormindo.

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