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História

Prevenção como tema central de educação da comunidade

História de: Silvia Regina de Assis
Autor: Museu da Pessoa
Publicado em: 14/07/2020

Sinopse

Silvia Regina de Assis fala sobre a importância dos projetos “Prevenção também se ensina” e “Comunidade presente” e ações nas escolas. Ressalta a importância e desafio da integração das família na educação de crianças.

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História completa

P/1 - Silvia, você pode dizer o seu nome completo, local e data de nascimento, por favor?

 

R - Silvia Regina de Assis, São Paulo, 15 do oito de 1965.

 

P/1 - Silvia, o que você tem a dizer para a gente sobre o projeto "Prevenção também se ensina" e "Comunidade presente"? 

 

R - Na minha diretoria?

 

P/1 - Na sua diretoria, no geral.

 

R - No geral eu vejo, assim, como tema central esses projetos desenvolvidos pela FDE [Fundação para Desenvolvimento da Educação], Secretaria de Educação, não deveriam nem ser vistos como projetos transversais que perpassam a escola ou proposta pedagógica, e sim como tema central. Como tema central desenvolvido nas escolas e visando a formação e consciência dos nossos alunos. Na nossa diretoria em especial, Taboão da Serra, as ações são articuladas com outros projetos, visto que se faz necessária uma premência em trazer a família para a escola, discutir esses temas na formação do nosso jovem. E esses projetos "Prevenção", "Comunidade presente", as reuniões da nossa diretoria já acontecem numa programação, elas já são presentes no calendário de ações da diretoria de ensino que seguem para as escolas no início do ano. Então, no decorrer do ano nós já temos a previsão das nossas ações junto às escolas, um acompanhamento e instrumentalização do que se fizer necessário.

 

P/1 - E qual o resultado que está dando, pelo o que você vê?

 

R - Olha, resultado... as ações?

 

P/1 - As ações.

 

R - Se discute muito as questões colocadas pela família. A família construiu, conquistou um espaço nas escolas junto ao corpo docente, a equipe escolar. E as ações no bairro têm se sistematizado com a colaboração de alunos, pais, ONGs [Organizações Não Governamentais], entidades. Inclusive, nós temos parcerias com algumas instituições das prefeituras municipais próximas à nossa região. E com parcerias, com a Eletropaulo, com a Sabesp [Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo], várias instituições colaboram e acompanham esses projetos na nossa diretoria. 

 

P/1 - E vocês percebem alguma dificuldade no sentido... quando por exemplo, a gente erra na prevenção?

 

R - Quando a gente erra na prevenção?

 

P/1 - É. Quando é difícil, assim, a gente trabalhar com essa questão da prevenção. Qual o ponto mais complicado?

 

R - Eu diria que... posso começar com o facilitador? 

 

P/1 - Pode. O facilitador. Pode, sem dúvida.

 

R - Eu acho, assim, que o fator facilitador é justamente esses projetos promoverem a ação dos pais junto à escola. Se faz necessário o acompanhamento na vida, na formação integral das nossas crianças. Mas um outro, dificultador, é você mobilizar em grande quantidade. Porque você trabalha com grupos, mas a mobilização de todas essas pessoas, esses sujeitos no processo, ainda é um fator complicador.

 

P/1 - Falta um pouco de disposição, talvez, da comunidade?

 

R - Talvez pela estrutura, né?

 

P/1 - Pela estrutura?

 

R - Isso, um problema estrutural. Eu não digo nem de intenção ou de conscientização, porque a escola tem feito muito junto às famílias. Mas é um fator estrutural mesmo, da família estar participando da escola durante a semana. As ações de final de semana não, a família, a comunidade está muito presente. Mas no que diz respeito ao acompanhamento, ao rendimento no dia de semana, pelo fator estrutural, ou mesmo no contexto em que as famílias estão inseridas dificulta.

 

P/1 - Dificulta.  Como você vê hoje a convivência nas escolas?

 

R - Complicada. 

 

P/1 - Complicada?

 

R - Complicada. Por isso que eu disse que se faz premente que esses projetos continuem, que nós sejamos instrumentalizados muito mais, a FDE sempre tem uma coordenação muito boa. Eu tenho um depoimento, não seria nem o momento de estar colocando, mas de ações inclusive que nós tivemos muito suporte de instrumentalização da FDE junto às escolas, mesmo, para que essas ações aconteçam. A questão que você colocou agora, no que concerne a essa ação lá na diretoria, eu diria a vocês no que facilita, no que colabora: a sistematização dos projetos. Eu acredito, assim, não deve haver a dissociação. Eles têm que ser integrados numa ação comum, parceiros do futuro, direitos humanos, comunidade presente, prevenção também se ensina. Eu acho, assim, deve-se integrar e ter essa sistematização, mas não fragmentada, com (ATPs?) responsáveis por cada um deles. E sim sempre que esses encontros acontecerem integrar os (ATPs?) que coordenam todos esses projetos, numa ação comum. 

 

P/1 - Está certo. Obrigado.

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