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História

Precursora da solidariedade

História de: Elisabete Tojal Leite
Autor: Museu da Pessoa
Publicado em: 17/10/2018

Sinopse

Elisabete Tojal conta sobre o seu ingresso no BNDES, através de uma subsidiária. Conta que prestou concurso público e entrou no banco como contadora, depois trabalhou no Departamento de Papel e Celulose e depois no de Saúde. Solidarizou-se com um funcionário de seu departamento e liderou uma vaquinha para realizar o sonho do André de entrar numa faculdade.

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História completa

P/1 – Boa tarde.

 

R – Boa tarde.

 

P/1 – Eu queria que, para registro, você dissesse o seu nome completo, data e local de nascimento.

 

R – Bem, o meu nome é Elisabete Tojal Leite, nasci no Rio de Janeiro, no dia 17/08/1952.

 

P/1 – E como é que você entrou no BNDES?

 

R – Na verdade, eu entrei no sistema BNDES através de uma subsidiária que chamava-se Fibase, em 1979. Em 1984, eu prestei concurso para o Banco, entrei como contadora e prestei concurso também como contadora e trabalho atualmente na área social, Departamento de Saúde.

 

P/1 – Quais são as suas atribuições nessa área?

 

R – Ah, visito hospitais e entidades que trabalham com crianças que tiveram altas nos hospitais, principalmente públicos, para evitar a reinternação. São entidades normalmente não governamentais que atua junto às famílias, promovendo a saúde.

 

P/1 – Está certo. Eu queria que você contasse agora, uma lembrança, ou uma memória, um acontecimento na sua trajetória no BNDES que foi muito marcante para a senhora?

 

R – Eu trabalhei quase toda minha vida aqui no Banco, no departamento ligado a Papel e Celulose. Numa dessas épocas que eu trabalhava, o departamento mudou de nome várias vezes, chamava-se Depan 1, (Da1?), e a gente trabalhava com meninos, adolescentes que vinham da São Martinho, escolhidos pelas entidades para trabalhar aqui como contínuos, que a gente chamava, tinha um apelido carinhoso de “Menudos”. Essa época a gente conheceu o André, o André Luiz, e que cativou todo mundo. Ele estava se preparando para fazer o pré-vestibular, como ele não tinha dinheiro para fazer a inscrição, ele não fez a inscrição e o que me revoltou. Então, na próxima inscrição que teve a gente fez uma vaquinha e, como eu estava liderando, eu exigi que a faculdade que ele devia escolher para cursar seria Ciências Contábeis, eu achei que combinava mais com o perfil dele. Menino pobre, com mais possibilidades. E a gente...

 

P/1 – Foi um grupo de quantas pessoas, essa vaquinha?

 

R – Esse grupo mudou durante um tempo. Algumas pessoas precisaram sair, mas basicamente quinze pessoas, onde os auxiliares e assistentes tinham meia cota, os técnicos tinham uma cota e algumas pessoas tinham duas cotas, porque colocava alguém da família também para participar e a gente pagava a faculdade dele, até que ele conseguiu um crédito educativo e a gente começou a pagar só 20% da faculdade, que era um valor muito pequeno. E durante esse tempo, a gente acompanhou o desempenho dele na faculdade. Não era nenhuma Brastemp, mas sempre conseguiu boas notas (risos).

 

P/1 – Muito bem. E para finalizar, o que é o BNDES para a senhora?

 

R – Para mim, é uma coisa muito importante. É um lugar que eu agradeço a Deus todos os dias de estar aqui, trabalhando, um ambiente de trabalho muito bom, tenho muitos amigos, tenho um salário muito bom, que me proporciona bastante alegria trabalhar aqui.

 

P/1 – Nessa... Para finalizar, o que você acha de estar participando desse projeto, cinquenta anos de BNDES, onde a gente vai contar um pouco da história do Banco, através de depoimentos com os próprios funcionários?

 

R – O BNDES tem uma característica. Normalmente as pessoas que vêm trabalhar aqui fica sendo último emprego porque as pessoas não saem, por ser um emprego muito bom. Eu acho que isso tem que ficar registrado e a gente fica tão feliz, além de trabalhar aqui, colaborar com o desenvolvimento do país.

 

P/1 – Está certo. Está ótimo, obrigada.

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