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História

Pra mim ser o que eu sou e não o que o povo diz

História de: Fabrício Reis da Silva
Autor: Museu da Pessoa
Publicado em: 21/06/2005

Sinopse

Fabrício sonha em ser médico, ter sua própria casa e ajudar as pessoas. Ele conta algumas lembranças de sua infância, como quando ganhou um patins. Fala da rotina, dos amigos e da família.

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História completa

Meu nome é Fabrício Reis da Silva, nasci no dia 07/12/1986, em São Paulo. Sempre morei em Heliópolis. Minha mãe se chama Maria e meu pai Mário. Meus avós maternos se chamam Altina e Manuel. Meus avós paternos se chamam Maria e Zeca. Minha infância foi divertida, teve muitos momentos chatos, ruins, bons... briguei muito. Um fato que marcou a minha infância foi a primeira vez que eu ganhei um patins e não sabia andar e caí, então todos zoaram de mim. Isso para mim foi um fato marcante. Na minha rua, quando eu era pequeno, era ruim. Quando chovia ficava tudo lamaceira e quando fazia sol, os caminhões passavam e levantavam toda a poeira. Minha adolescência é legal, até hoje eu estou curtindo bastante, jogo vôlei na rua, brinco, jogo futebol com os amigos... Tenho uma irmã que é casada e não mora comigo.

A rotina na minha casa é assim: vou para a escola e quando chego vejo o que tem para fazer e ajudo nas tarefas, assisto TV. Meu grupo de amigos está na comunidade, na escola (Karina, Adriana...) , o pessoal da rua, um monte de gente. Eu me divirto indo nos shows de Forró. Pratico esportes, freqüento a quadra da Mina, onde jogo futebol. Minhas paqueras são simples, não paquero muito. Nunca namorei, só fiquei. Meu primeiro beijo foi bom, fiquei com um pouco de medo porque ninguém sabia beijar naquela época. Aconteceu no parquinho. Não trabalho e quero ser médico. Tenho o apoio e incentivo da minha família. Tenho boas lembranças da escola, dos meus amigos que não são mais da mesma sala que eu. Dá saudades. Um momento que marcou minha vida na comunidade foi na rua onde eu moro. Era muito perigoso, e mataram um cara do lado do meu portão. Fiquei com medo de que acontecesse algo com a gente que morava do lado. Tenho o sonho de conseguir realizar todos os meus objetivos, ajudar as pessoas e ter minha casa quando tiver uns 20 anos, ser independente e morar sozinho. Tenho medo de perder minha família, e me identifico com a frase: "Pra mim ser o que eu sou e não o que o povo diz". Eu não mudaria nada na minha vida.

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