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História

Potência coletiva: a união das comunidades diminuindo desigualdades

História de: Jean Marly Sudaia
Autor: Museu da Pessoa
Publicado em: 15/07/2020

Sinopse

A história conta a participação de Jean Marly Sudai em projetos de prevenção em escolas, principalmente com adolescentes. Ela retrata da importância de projeto como esses o qual ela integra, que fazem um trabalho que colhe bastante frutos. Diminuindo o número de fumantes e gravidez precoces. Ressalta ainda a importância de integração entre toda a comunidade para ter uma coletividade ainda maior dos resultados.

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História completa

P/1 - Bom dia. Por favor, o seu nome completo, local e data de seu nascimento.

 

R - O meu nome é Jean Marly Sudaia, eu sou natural de Jaú e eu nasci em 19 de dezembro de 1946. 

 

P/1 - Jean, a gente queria que você falasse um pouquinho sobre os dois projetos que estão acontecendo nas escolas, o "Prevenção também se ensina" e o "Comunidade presente". O que que você tem a dizer sobre esses projetos?

 

R - Esses dois projetos têm sido desenvolvidos com bastante êxito na nossa região. O projeto "Prevenção também se ensina", ele acontece em todas as escolas da nossa região, tanto do ensino fundamental, da primeira até quarta-série, quanto no ensino fundamental e médio. E nós temos tido resultados, assim, muito animadores com relação a esses projetos. E nós podemos falar principalmente dos indicadores que nós levantamos depois desse trabalho, que vem sendo desenvolvido durante todos esses anos. 

 

P/1 - Nós temos dados concretos e levantamentos estatísticos que nós mostram que o número de adolescentes fumantes sumiu consideravelmente. Nós temos uma redução sensível do número de adolescentes grávidas, uma mudança muito grande em relação aos hábitos alimentares das crianças, não só delas como também dos familiares, bons hábitos. Enfim, temos dados animadores que nos levam a continuar esse nosso projeto, porque percebemos uma mudança significativa na qualidade de vida de nossos alunos. Com relação a esse projeto, nós também temos a salientar que, a partir desse projeto, nós tivemos a participação de uma das coordenadoras orientadas pela ATP [assistente técnico-pedagógico] da nossa região, a professora Ana Franco, que participou recentemente do 13o Congresso da Sociedade Brasileira, da SBPC, apresentando um trabalho que foi escolhido pelo Brasil todo. Esse trabalho é um resultado de um levantamento que ela fez junto aos alunos com relação à gravidez precoce. E esse trabalho foi referência no Congresso. Então, isso mostra o interesse dos nossos professores com relação ao projeto, o nosso trabalho. Com relação ao "Comunidade Presente", nós temos um sucesso, assim, bastante animador também. Temos a participação da sociedade de uma maneira, através de algumas parcerias muito significativas de empresas que participam. E também nós conseguimos trazer, de uma maneira bastante envolvedora, as famílias para as escolas. Então, nós temos algumas escolas em que as famílias participam dos projetos muito ativamente. E um trabalho muito grande envolvendo a PM, aos grêmios estudantis, o protagonismo juvenil. Então, nós temos dados que nos levam a dizer que: temos uma diminuição significativa da evasão, temos também indícios de uma disciplina melhor na sala de aula, um entrosamento, um relacionamento melhor entre a comunidade escolar e a comunidade maior da cidade. Temos dados de trabalhos que as crianças e os adolescentes têm feito junto a algumas comunidades, um trabalho voluntário dos alunos junto a outras instituições. Tudo isso nos leva a acreditar nos dois projetos e a trabalhar cada vez mais para que nós possamos desenvolver um trabalho de humanização nas escolas. 

 

P/1 - Teria algum erro, algum problema, vamos dizer assim, que poderia ser reformulado nesse projeto?

 

R - O que nós gostaríamos é de ter um tempo maior e um número de pessoas que pudesse talvez estar nos assessorando mais proximamente, para que nós pudéssemos ter esse resultados mais frequentes. Nós fazemos o trabalho, mas nós sentimos às vezes a falta do elemento humano. De um pessoal com mais tempo, pois nós temos inúmeros projetos a desenvolver. E o único dificultador que nós temos é esse e às vezes o trabalho da família, que nem sempre, os pais trabalhando, eles têm condições de estar na escola. Por isso que nós, se tivéssemos um número maior de pessoas, nós poderíamos estar indo às casas, atendendo mais eficazmente essas famílias, trazendo-as para a escola.

 

P/1 - Está certo, então. A gente agradece muito a participação da senhora e o seu registro.

 

R - Muito obrigada.

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