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História

Por uma nova geração com mais responsabilidade social

História de: Maria Cristina Abreu Domingos Reis
Autor: Museu da Pessoa
Publicado em: 27/07/2008

Sinopse

Na entrevista, Maria Cristina relata sua trajetória como militante na área de responsabilidade social e destaca o Estado de Minas como precursor nesse setor.  Ela conta como conheceu o Instituto Ethos e quais são seus planos para a parceria e alinhamento com a organização em seu objetivo de mudar valores das próximas gerações, por meio da ética e da transparência. Além do olhar local, Maria Cristina também analisa a perspectiva em responsabilidade social nos próximos dez anos, no Brasil e no mundo.

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História completa

P/1 – Pra começar queria que você dissesse seu nome completo, local e data de nascimento.

R – Meu nome é Maria Cristina Abreu Domingos Reis. Eu sou de Belo Horizonte, Minas Gerais, nascida e criada.

P/1 – Data de nascimento?

R – Dia cinco de fevereiro de 1958.

P/1 – Qual a sua atividade atualmente?

R – De formação eu sou assistente social, mas a minha atividade hoje, eu sou diretora de promoção da responsabilidade social. É uma diretoria que está dentro do contexto de uma subsecretaria de direitos humanos. E faz parte, dentro do contexto de uma secretaria de desenvolvimento social do governo do Estado de Minas Gerais.

P/1 – E você falou que é assistente social. O que te levou a ser assistente social?

R – Eu acho que isso vem da alma. Aos 12 anos eu já era bandeirante e com aquele espírito de servir, de altruísmo, de visitar instituições asilares. Eu acho que isso já veio no meu DNA, meu pai era gerente de uma cooperativa. Então acho que isso veio na minha história.

P/1 – Como você acabou conheceu o Instituto Ethos?

R – Olha, a minha formação é uma formação bem voltada pra questões sociais, nós temos referencias, pelo trabalho que eu desenvolvi e desenvolvo na minha vida, eu sou militante de movimentos sociais, movimentos principalmente ligados a pessoas excluídas e principalmente a pessoas com deficiência. E o Instituto Ethos tem em seu objeto essas questões: direitos humanistas, questões de preocupação com a pobreza, com a exclusão social e com a qualidade de vida do mundo, das pessoas, do nosso país, da nossa cidade, do local onde a gente mora.

P/1 – E vocês têm algum tipo de parceria com o Instituto Ethos?

R – Essa diretoria que nós estamos implantando é uma diretoria nova e é uma diretoria de desafio. Porque é governo procurando ter seu olhar enquanto primeiro setor, o seu olhar para a responsabilidade social. Eu acredito que o segundo setor já tem muitas atividades de responsabilidade social a nível corporativo; o terceiro setor, as ONGs, e mesmo o cidadão, nós encontramos ações de responsabilidade social. Mas em teremos de ações de governo acho que está na hora do governo se engajar nisso induzindo, no seu território a responsabilidade social e trazendo como pauta, dentro do próprio governo, estas questões.

P/1 – Existem ações socioambientais desenvolvidas no seu trabalho, dentro da secretaria?

R – Como estou dizendo nós estamos numa fase de implantação, inclusive fazendo parceria pra ver o que o Ethos está trocando, o que a gente pode estar buscando de tecnologia do Ethos, e o governo hoje, o que a gente tem buscado é uma transversalidade de ações e alianças intersetoriais. Com certeza o governo tem ações e preocupa-se com isso, mas são ações que nós não temos elencadas e absolutamente conversando esses dados pra que eu possa te falar dados completos.

P/1 – Mas vocês estão procurando alinhar com o Ethos?

R – Exatamente, inclusive a própria aplicação dos indicadores. Buscar a questão da ética, da transparência. Todo esse modelo que está aí e que nos pauta pra obter uma vida num mundo melhor para as gerações futuras.

P/1 – E como você avalia a sensibilização e o engajamento das empresas brasileiras no movimento de responsabilidade socioambiental?

R – Olha, eu digo que Minas, quanto à questão corporativa, Minas tem um diferencial porque nós temos uma federação das indústrias que foi precursora na área da responsabilidade social corporativa, e com isso nos deixa numa situação muito confortável, porque o conselho de cidadania empresarial já tem fomentado essa discussão, fomentado oficinas. E nós temos parceria com a nossa Federação e isso já vem caminhando há um bom tempo.

P/1 – Como você avalia o estágio brasileiro nas ações de responsabilidade social frente aos demais países do mundo?

R – Olha, eu digo que não teria pra você hoje informação. Acho que esse evento do Instituto Ethos é o grande possibilitador disso. Eu acho que o Ethos é um formador de opinião e o que a gente está vendo nessa conferência internacional...na verdade, buscando informação sobre isso. Então, é esse serviço que o Ethos tá fazendo: mostrando o que está sendo feito no mundo e o que tá sendo feito, pra gente ter um parâmetro. Sei que é uma preocupação mundial, mas eu não teria como estar colocando o nosso país. Sei que é uma preocupação, eu digo de Minas, isso tem sido uma grande preocupação das empresas. Mas pra te dizer índices eu não teria o que dizer.

P/1 – Não seria isso. Seria no sentido da tua opinião, como você sente que o Brasil está frente ao mundo.

R – Acho que o Brasil está caminhando. Acho que nós temos uma questão, ser o pulmão do mundo, acho que nós temos essa preocupação, ela vem muito à frente. E as questões socioambientais estão na pauta diariamente. Acho que, à medida que estão sendo pautadas, já tiram o nosso país de um lugar de amorfo. Acho que ele está protagonizando esta discussão. Isso é um diferencial. E principalmente enquanto pulmão desse mundo.

P/1 – Como você avalia o impacto das ações desenvolvidas pelo Instituto Ethos?

R – O Ethos é como se a gente fizer uma metáfora, acho que ela é a grande locomotiva. Eu vejo o Instituto Ethos como a grande locomotiva, o grande espiral que costura às ações de responsabilidade social em nosso país. Acho que a nível internacional eu ousaria dizer que ele já tem esse reconhecimento. É um grande legado. Está na história do nosso país.

P/1 – Qual o maior desafio do Instituto Ethos?

R – Eu acho que é a mudança de valores. Eu acredito que a responsabilidade social antes de ser corporativa, antes de ser uma ação do terceiro setor, antes de ser uma ação governamental, ela é uma ação das pessoas. E eu acho que esta cultura é que é necessário viver, é necessário ter o bem, ter a solidariedade, o engajamento, ter o acolhimento e a diversidade como pauta de todo ser humano. Pra que a gente construa uma cultura de paz, não só entre as pessoas, mas cultura de paz com o ambiente que a gente vive.

P/1 – Como você acha que deve ser o posicionamento do Instituto Ethos para os próximos dez anos?

R – Acho que o Instituto Ethos buscando esse, eu vejo movimentos em que a participação das pessoas seja mostrado como algo de valor. Que se eu fizer a minha parte traz a diferença? Pra que a gente não veja no outro: “aquela outra empresa vai fazer isso”. “Não, a minha empresa vai fazer isso”. E eu acho que o Ethos está caminhando pra isso. E acho que cada vez mais a cadeia de valor, essa questão de trabalhar as cadeias produtivas é como se você estivesse jogando uma pedra na água, e ela fosse dissipando, como dissipar o som, dissipar as energias. Eu acho que é esse o papel do Ethos daqui a dez anos. A gente já vai estar colhendo na ponta da margem, de onde a gente jogou a pedrinha nessa água.

P/1 – O que você considera a maior realização do Instituto Ethos nesse setor de responsabilidade socioambiental.

R – Eu vou dizer aquilo que atraiu a minha busca. Quando eu assumi essa diretoria o que atraiu a minha busca foi eles terem tecnologias. Aplicação dos indicadores é um grande balizamento pra que a instituição, a empresa, pra que qualquer instituição possa ver em que ponto está. Essa tecnologia que eles tem, realmente ela dá o start da preocupação e realmente com ela, você toma consciência  em que estado das coisas você está, você começa: “não, eu preciso melhorar esse indicador”. A preocupação com o ambiente do trabalho, ou seja, em tudo, a construção de um mundo melhor. Onde pessoas, onde as coisas sejam produzidas de forma consciente.

P/1 – Muito obrigada, Cristina.

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