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História

Pioneirismo na Bacia de Campos

Sinopse

Salim Armando, nascido em 12 de janeiro de 1932, Belo Horizonte, conta sobre sua formação universitária em Juiz de Fora, entrada na Petrobrás, intercâmbio na França e Argélia, a exploração da Bacia de Campos, os desafios, compromissos e recordes batidos nesta empresa. Finaliza falando sobre sua aposentadoria e sonhos para o futuro.

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História completa

IDENTIFICAÇÃO Salim Armando, 12 de janeiro de 1932, Belo Horizonte.

FORMAÇÃO A minha formação básica é Engenharia Civil, Eletrotécnica e Engenharia de Petróleo e o Curso de Extensão, Pós-Graduação na Bahia, o Curso de Petróleo e fiz até na França. Fiz no Instituto Francês de Petróleo. Depois do curso de engenharia vim direto para o que, na época, era CBP, na Bahia, um curso patrocinado pela Petrobras, da Universidade da Bahia, onde tivemos um curso de perfuração e produção específicos. Era Perfuração e Produção e Exploração, os dois cursos que tinham.

TRAJETÓRIA PROFISSIONAL Depois do estágio grande, de conhecer a maioria dos campos da Bahia, eu passei a trabalhar no Campo de Dom João, como chefe de Reservatório Terra e Mar. Foi o meu primeiro contato, vamos dizer, com a produção marítima, apesar de ser águas rasas. Depois, fui para Salvador. De Salvador, vim para o Rio, esperando o curso lá da França. Nesse estágio, eu fui a vários lugares, trabalhando no Depro daqui. No estágio que eu estava aqui, em seis meses mais ou menos, eu corri todos os Estados. Depois da França, eu voltei e fiquei aqui no Rio como chefe de Setor de Óleo da Divisão de Produção. Aí, tive oportunidade de participar do desenvolvimento de todas as unidades de produção de petróleo do Brasil. Na época tinha ainda em poços pioneiros, Maranhão, em início de produção, Rio Grande do Norte, Sergipe, Bahia, logicamente, e alguma coisa ou nada na Bacia de Campos. No mar, tinha cerca de umas 300 plataformas. Umas 300 ou mais. Aquilo ali, a gente montava uma por semana. Águas rasas até 50 metros, uma ou outra, mas a maioria era 20, 30 metros.

PLATAFORMAS Você pode supor que a parte de terra e mar é quase tudo a mesma coisa. Uma plataforma nada mais é do que a base de sustentação da cabeça do poço. Esse poço era ligado a uma plataforma grande que recebia a produção de cerca de 50 plataformas pequenas. E nós tínhamos lá umas sete, oito plataformas grandes. Em Dom João Mar. Participei também entrada em produção do Campo de Carmópolis e , no mar, do Campo de Guaricema. Eu acho que o primeiro campo mesmo no mar foi Guaricema. Acho que foi em 1966 ou 1969, se não me engano, 1969. Lá era 30 metros a lâmina d’água, 20, 30 metros. A minha experiência baseava nisso, na parte de Dom João Mar, não era para dizer uma grande experiência porque era águas rasas, pequena produção, Guaricema. Lá no Rio Grande do Norte, participei das instalações das plataformas de Ubarana. E, depois, viemos para o Sul. Antes, tinha umas plataformas pequenas, tipo as de Dom João, lá em Candeias, que também tinham dois poços mais ou menos. Quando viemos para o mar, eu fui chefe de Setor de Óleo e partimos depois para a parte de produção. Isso, já em 1976. A entrada em produção do primeiro poço foi em 1977.

TRAJETÓRIA PROFISSIONAL Eu sai da Divisão de Óleo, depois de ter passado pela Divisão de Gás – fui o primeiro chefe da Divisão de Gás do Brasil, aqui da Petrobras, em termos nacionais – depois eu fui designado para o Grupo Especial de Produção Antecipada. É muito interessante como é que nasceu isso, como é que nasceu propriamente a Bacia de Campos. A Bacia de Campos não nasceu: “vou produzir...” na realidade, a gente estava perfurando vários poços lá, e já tinham achado Garoupa, Namorado. Cada poço custava um dinheirão, três milhões de dólares, e praticamente ficava abandonado. A Petrobras resolveu implantar um sistema submarino com cápsula atmosférica que entregou ao Gecam, um Grupo que ia só cuidar disso para tentar aproveitar aqueles poços que custaram um dinheirão naquela época: três milhões de dólares. Hoje custa cem.

BACIA DE CAMPOS Se pensava que ela tinha um grande potencial, tendo em vista que os poços eram de alta produtividade. Ninguém sabia exatamente o quanto era, porque um poço do mar dá cem, duzentos barris de petróleo por dia, então como esse sistema de cápsula atmosférica estava demorando já muito tempo – era para entrar em 1977 e já estava com dois anos de atraso – aí nasceu o Gespa. O Gespa nasceu, mais ou menos, em janeiro, fevereiro de 1977. O Gespa foi uma idéia do Colegiado tendo em vista a demora da entrada do sistema especial de cápsula atmosférica. Como ia demorar mais dois anos e era também um sistema pioneiro, sabe, aquele sistema era provisório também, estava a cargo do Gecam, enquanto aguardava a plataforma fixa, que também estava em atraso. Então, foi chamado um grupo pequeno da produção, totalmente da produção, sabe, para procurar uma maneira de colocar em produção. O nosso grupo de produção tinha visto que, lá no Mar do Norte, tinham colocado um poço em produção antecipada por uma firma que nós contratamos para fazer a mesma coisa. Naturalmente que as condições aqui eram um pouco diferentes, mas eram bem parecidas. Então, resolvemos colocar em produção. Aí começaram os milagres, vamos dizer assim, porque chegamos a trazer uma plataforma de perfuração, navegamos com ela 45 dias. Do Mar do Norte até aqui. Durante esse trajeto, nós preparamos a plataforma para produzir petróleo. Na própria Sedco 135D durante o caminho. Então, fomos apanhando equipamento que a gente tinha alugado da França e em outros lugares. À medida que passava perto de um porto, a gente embarcava e o soldador lá em cima. Quarenta e cinco dias depois, a plataforma chegou aqui e já estava praticamente pronta. Nós contratamos a firma, conversamos, falamos o que queríamos. Era uma plataforma de perfuração, que nós adaptamos para produção. Entramos em contato com uma firma que alugava equipamento, separador, uma coisa bem simples, e fizemos a montagem no deck da plataforma. Na medida em que vinha, nós sempre tínhamos um contato. E a outra firma também, que fez a outra, o Argyll, que foi na realidade o primeiro sistema de produção antecipado. Então, nós vimos que podia dar resultado e colocamos: “vamos fazer a mesma coisa”. Eles calcularam lá como a gente tinha que amarrar o navio e um punhado de coisas. Eles deram uma assistência técnica mandando um cara que trabalhava lá no Mar do Norte, nesse sistema do Argyll, para nos dar o assessoramento. Na realidade, o nosso grupo era de 11 pessoas, quem comandava tudo era a gente. Era o pessoal do Gespa. Então, o Gespa ficou completamente separado do Gecam. O Gecam tinha a incumbência de montar o sistema atmosférico e montar as plataformas fixas. O Campo de Enchova foi escolhido pela gente. Olhando o estudo de reservatório, verificamos que tinha um poço que tinha condições de produzir, que não estava ainda no esquema total e que ficava bem longe do sistema cápsula atmosférica que estava sendo implantado no norte da Bacia – 55 quilômetros. Chegamos, instalamos e colocamos o poço em produção. Aí é que nós começamos a aprender, porque nós não conhecíamos patavina na realidade, e nem eles. Basta dizer que nós tivemos que ir direto lá. Quem acompanhava um dia atrás do outro, em cima da plataforma, era o próprio Gespa. Apesar de ser chefe também, eu ia para lá e revezava normalmente. E foi aí que nós conhecemos o mar, porque o que a gente conhecia antes era litoral. Conhecemos ondas, a parte de ondas, começamos a conhecer os problemas operacionais que davam, começamos a conhecer os problemas de onda, vento, porque lá o vento era numa direção e a onda era em outra. O navio era apenas uma unidade estacionária interligado ao navio que ficava ancorado lá. Tinha um mangote ligando a produção ao navio. Quando estava na véspera de entrar em produção, passou uma lancha no meio e já arrebentou. Ficamos uma semana procurando o mangote arrebentado e não achamos. Nós já tínhamos comprado uma outra spare part sobressalente e mandamos vir de avião. Cheguei perto do diretor e falei: “ninguém achou, e agora?” Ele disse: “ah, tem que mandar fazer outra...” Eu: “já mandei. Até já compramos. Agora tem que trazer.” E veio de avião, seiscentos metros de mangote. Fretamos dois cargueiros e 30 dias depois já estava instalada a produção, no dia 13 de agosto de 1977. Era junho, passou para agosto. Quer dizer, em menos de seis meses. Porque, na realidade, depois da conversação lá no Mar do Norte foi lá para abril, que ela saiu de lá. Então, nós tivemos um tempo recorde de montagem e uma instalação pioneira. Não sabíamos muita coisa e aí começamos a ter a surpresa. Surpreendente foi tudo, sabe? Começou com a produção. Nós nunca tínhamos tido poço de mil, dois barris. Abrimos o poço, começou: mil barris. Dois mil, três mil, cinco mil. Aí o pessoal ficou louco Dez mil, chegamos a dez mil. Nunca a Petrobras inteira tinha produzido isso. Na época, a gente produzia 166 barris por dia, depois de ter chegado a 200 mil. Estava em franco declínio. Aí, apareceu esse primeiro poço. Por sinal, a primeira gota caiu na minha mão e começamos a conhecer o mar, como é que operava, o balanço do mar, a própria operação. O poço começou a produzir areia, começamos a tentar controlar a areia, começou a produzir espuma no gás, saía espuma, tivemos que arranjar uma solução e arranjamos soluções para isso tudo. A Sedco que nos deu assessoramento, nos deu o projeto de como amarrar o navio, mas não adiantou nada, arrebentou tudo. Aí, começamos nós mesmos: “sabe de uma coisa? Coloca duas linhas.” Não deu certo. “Coloca três em cada ponta”. E foi assim, o projeto já todo remendado: “coloca de aço, coloca de nylon”. Então, conseguimos até aí amarrar o navio depois de um punhado de mais de meia dúzia de arrebentar a linha e o navio quase a sair. Não tinha uma produção contínua até que nós conseguimos estabilizar o navio e colocar outro do lado para fazer o transbordo e ficou com dez mil barris por dia, porque era um poço só. O pior de tudo que aconteceu ainda, é que começamos a ver que isso tudo era recorde mundial, mas a gente não sabia que era recorde mundial. Colocamos mais um poço satélite, completamos ele no fundo do mar. Esse foi um recorde mundial absoluto, porque eles andavam em 120 metros de profundidade e esse poço estava a 189 metros completado no fundo do mar. Colocamos em produção. Aí, batemos um punhado de recordes, um atrás do outro: mudamos a bóia, colocamos monobóia, era a mais profunda do mundo. E toda a hora que completava outro poço era mais profundo. Batemos aí uns dez ou 20 recordes mundiais e ninguém sabia que era recorde mundial. Aliás, só ficamos sabendo uns seis meses depois. Só coisa nova Tudo novo, tudo novo. E foi um atrás do outro, porque nunca alguém tinha colocado um compressor no mar. O primeiro gás natural que chegou no Rio de Janeiro, nós tínhamos um gasoduto já feito pelo Gecam; aproveitamos e colocamos lá no Campo de Bonito, porque não tinha plataforma fixa. E instalamos o primeiro compressor no mar. E chegamos mais: colocamos um template no fundo mar – que é uma espécie de vários poços embaixo. Chegamos mais: um poço, dois poços, três poços, meia dúzia de poços. Hoje tem plataforma aí de 50 ou mais. Na realidade, isso que nós fizemos com uma unidade flutuante foi a semente de tudo, tudo que está aí hoje. Os prêmios que a Petrobras ganhou tiveram como base o nosso sistema flutuante.

COTIDIANO Foi realmente um entusiasmo muito grande. Em primeiro lugar, apesar de alguns problemas operacionais, não teve acidente, não teve nada. Era uma coisa bastante segura e verificamos que era um sistema baratíssimo, muito barato. Ele tinha duas coisas: uma mobilidade muito grande. Eu podia tirar ele daqui e, três dias depois, estava em outro lugar. Eu transferia assim fácil. Nunca mais foi feito isso. Não quiseram ou não puderam fazer, porque agora as unidades são imensas. Então, esse próprio Sedco, andou, pelo menos, em meia dúzia de lugares. Ao verificar que isso tinha dado resultado, a Diretoria optou para tentar fazer mais: “poxa, arranjar mais lugares que dê dez, 20 mil barris” As plataformas fixas só podiam ir até 200 metros e não tinha mais nada. Então, começamos a desenvolver esse sistema. Começamos a pegar a nossa sonda de perfuração e transformá-la em sonda de produção, equipá-la para sonda de produção. A gente equipava uma sonda dessas em três meses. Projeto nem era feito – mas não fala isso não – a gente fazia idéia, “põe aqui, põe aqui”. Arranjava uma sonda, começamos a roubar um punhado de sonda da própria Petrobras que estava em perfuração para por em produção. E, assim, roubamos umas quatro. E a medida que a gente ia: “vamos colocar mais poço...” todo mundo se empenhou nisso e a própria geologia também. O nosso grupinho – eram 11 só, hem – começou a escolher os poços, porque a gente tinha uma formação de engenheiro de petróleo. A nossa formação era de engenheiro de petróleo. Nós fizemos o curso de petróleo completo, sabe? Era um ano e mais seis messes de campo. Pedia a Geologia: “qual um poço que deu aí?” “Tal” E escolhia. Aí, a Geologia começou a nos ajudar inclusive: “olha, lá embaixo talvez tenha mais uma zona produtora”. E assim começamos até a descobrir campos. Descobrimos vários campos. Esse pocinho que estava lá, era o RJS28, furamos mais e achamos outra zona, achamos o campo de Bicudo. Achamos não, foi carimbado como Bicudo. Garoupinha nós carimbamos Garoupinha, nem sabia que era peixe, porque ficava perto de Garoupa. Linguado foi outro campo também descoberto. Tinham vários poços. Um belo dia o Diretor: “como é que é, eu quero outro sistema de 20 mil barris.” O pessoal estudou, estudou, estudou. Eu disse: “eu arranjo a idéia, vou empregar o mesmo sistema.” Numa reunião, eu fui até chamado de maluco, porque eu disse: “eu quero pegar aquele poço, aquele poço e aquele poço – três poços – e ligar num só.” “Ah, mas o pessoal diz que não tem...” Eu disse: “esses três produzem alguma coisa”. “Como é que, você disse que não tinha mais campo...” “Ah, não, ele pegou três poços.” Juntaram os três poços que produziram, simplesmente, 40 mil barris por dia e deram o nome de Linguado. Foi assim que foram nascendo os campos. E os recordes continuando... Linguado mesmo pegou 11 poços. Começamos a desenvolver as tecnologias de conexões submarinas, de linhas flexíveis, de arvores de natal molhada. Primeiro, a árvore de natal era descida com o mergulhador que ia lá e amarrava. Depois, ficou sem mergulhador, mas com cabo guia. Depois tiramos o cabo guia e ela descia e encaixava sem cabo guia. O Gespa, inclusive, que ajudou a desenvolver um punhado de desenvolvimento da própria árvore de natal, chamaram diver system, diverless, GLL, Guidelineless, e começou a desenvolver assim e, naturalmente, cada vez eles queriam mais. Então, a plataforma que nasceu com 10 mil barris de capacidade, hoje já tem plataforma de 200 mil. Que tinha de um poço, dois poços... porque logo a seguir, no ano seguinte, metemos mais dois poços para essa plataforma, alugamos várias outras e adaptamos. Só sei que em menos de três, quatro anos, montamos 22 sistemas. Inclusive, deslocando. Então, isso aí foi a base, realmente, de tudo. O desenvolvimento foi notável. Quando eu olho a minha instalação simples e olho uma plataforma complexa de 180 mil barris, eu fico apavorado Gente, isso não foi feito para isso Os sistemas foram feitos antecipados para produzir durante dois, três anos. Nós nem sabemos a segurança daquilo. Quando eu vou ver, hoje tem plataforma que está produzindo desde 1980, está com mais de 20 anos sem sair do lugar. É coisa de doido E todo mundo chamava a gente de meio doido ou, pelo menos, ousado. Tivemos uma estrela muito grande. Papai do Céu nos ajudou muito e não deixou ter acidente nenhum. Nunca houve acidente. E tem campo que até hoje está produzindo com o sistema de produção antecipado. Eu cito Bicudo, Piraúna, Corvina. Isso tudo era para durar três anos e já está com mais de 20.

SISTEMA PROVISÓRIO Esses sistemas provisórios seriam substituídos por uma plataforma fixa, provavelmente. Nada. (risos) Ficou tudo permanente. Por exemplo, Enchova 1 ficou provisória até entrar a plataforma de Enchova. Aí, nós pegamos a sonda e levamos para outro lugar. Levamos lá para Garoupinha e depois levamos lá para Bicudo, depois levamos lá para o sul de Pampo. Teve várias coisas desse tipo. Os americanos mesmo não sabiam o que falar. E nem ninguém. Chegavam assim, olhavam... Eu sei que eu fui uma vez até a Noruega fazer uma apresentação do nosso sistema para o campo deles: “no seu sistema pode ser aplicado isso”. Eles ficaram com medo. Você pega Marlim, ele está todo baseado nisso: num sistema flutuante, melhoramos as amarras... Hoje, nós amarramos um navio em dois mil metros de lâmina d’água e antes não passava de 100, se não teríamos que usar posicionamento dinâmico. Tiramos muitas delas, até fizemos inversões, nós não, já foi o desenvolvimento, porque naturalmente o nosso grupo era muito pequeno para fazer tudo sozinho. Aí, começou a chegar Cenpes, Segen. Todos eles começaram a dar a sua contribuição, já vieram projetos mais sofisticados. Hoje, uma Unidade Estacionária de Produção consome a potência de uma cidade só em energia. Nós tínhamos no Brasil uma produção de 160 mil barris e, num instantinho, estamos em 300, 600,700. E tudo era uma Unidade Estacionária, mas não fixa – porque podia ser removida de um lado para o outro – tinha condições de mobilidade e flexibilidade para colocar quantos poços eu quisesse. Hoje tem gente que coloca mais de 50 poços, como é o caso de Barracuda,Caratinga, Albacora, e essas novas que estão sendo feitas. Isso tudo aí é baseado no mesmo princípio flutuante. Agora é que a Petrobras está pensando em usar outro tipo de sonda sem ser uma semi e sem ser um navio sonda, ou um Floating Production, como é chamado, o FPSO. Essa é a saga da Petrobras. Essa foi uma saga de conquista, recordes mundiais todos: 100 metros, 200, 300, 400, 500, 600, com mergulho, sem mergulho e hoje estamos em dois mil metros e já vamos para três.

ÁGUAS PROFUNDAS Havia uma possibilidade de estudar porque a válvula sendo lá embaixo, ela sofre uma pressão da lâmina d’água. Mil metros de lâmina d’água são cem quilos que tem em cima da árvore, então nenhum mergulhador consegue ir e teve-se que arrumar métodos para pelo menos ver como é que faria a conexão. E, naturalmente, estudaram novas válvulas, novos conceitos. Num instantinho, nós obrigamos também a indústria nacional se adaptar e fizemos muita coisa. Depois a Petrobras teve uma parada grande e agora já está importando muita coisa. Eu cheguei a obrigar cinco grandes companhias estrangeiras a montar a fábrica aqui porque passamos a ser os maiores consumidores do mundo em árvore de natal molhada, passamos a ser os maiores consumidores do mundo em linha flexível. Obrigamos a firma a vir para cá e ela veio para cá mesmo. Então. Tem tantas conseqüências advindas desses sistemas, sabe, não só em tecnologia... Hoje o Cenpes está estudando três mil metros e já vamos para sete mil metros na zona produtora. Já tem um pré-sal aí que vai ser também um desafio. Hoje, um poço custa cem milhões de dólares ou mais. Não é mais um milhão, dois milhões porque o petróleo subiu. O petróleo naquela época era 10, 15 dólares. O nosso projeto sempre foi econômico. Era mais do que econômico, porque [era] para produzir mil barris, dois mil barris. Hoje nós achamos poço de 30 mil barris, um poço só Conseguimos essas façanhas todas na parte de tecnologia e na parte de exploração. Recentemente colocamos um poço em Albacora com 30 mil barris por dia. E nós estamos vindo aí com mais surpresas...Vai ter mais surpresas em termos de produção. Eu apenas não vejo mais aquele empenho de: “eu vou mandar pintar porque eu sei pintar e sei o que eu estou mandando.” Se eu mando você pintar uma parede e se você não pintar certo, eu sei que está errado. Hoje, nós somos muito fiscais. Eu não sei se isso pode ser chamado de uma evolução, mas operacionalmente, nós estamos começando a depender, nós somos fiscais. Tudo bem, se esse é o caminho, que assim seja. Agora, nós passamos a importar coisas que a gente fazia aqui. A criatividade hoje ficou concentrada, sabe? Está muito mais concentrada no Centro de Pesquisas e muita coisa, mas a parte operacional também contribui com alguma coisa. É verdade que antigamente nós crescemos muito mais depressa. Hoje, chama-se de aprimoramento. Então, há alguma coisa... Quando eu abro uma sala lá na Petrobras, como abri outro dia, eu levei um susto Tinha mais de 50, cem pessoas numa sala. O meu grupo eram 11 GESPA E ficou durante muito tempo 11 pessoas. O GESPA era Grupo de Produção Antecipada. Nós trabalhávamos no escritório e lá no campo. Eu posso citar assim eu, Zephyrino, o Ruy Gesteira, o Glauco, o Brito também. Posso citar mais outros que entraram como o José Luis Tavares, que trabalha ainda na Petrobras – entraram depois, mas tudo bem. Posso citar Marcos – que também trabalha lá - , posso citar aqui, que não está mais nesse grupo – o Massa, o Marcos Cavalcante. Posso citar mais uma meia dúzia assim, porque tinha uma rotatividade grande, mas muita gente começou lá. O próprio Figueiredo, que está na Petrobras hoje como o braço direito do Estrela, trabalhou lá com a gente. Mais outro, o Fernando. Teve muita gente que entrava, ficava um bocado e saía, mas os 11 basicamente eram esses. Têm outros que eu nem lembro muito bem o nome. Ele ficou até 1990 e poucos. Em 1990 e poucos, a diretoria quis entregar tudo de uma vez para Unidade. Naquela época, não existia Macaé, praticamente. Macaé foi invenção nossa, por sinal nossa, quer dizer, minha, porque eu tive uma participação.

MUDANÇA PARA MACAÉ O nosso Diretor brigou com o Capitão dos Portos lá que estava impondo um punhado de condições, e resolveu mudar de Vitória. A gente tinha que trabalhar dia e noite, e ele brigou lá, porque razão eu não sei, depois juntou um grupo, de três, quatro pessoas e disse: “arranja outro lugar.” Então, ficamos em cima do helicóptero e fomos caminhar a costa toda, onde tinha porto. Primeiro estava lá em Campos, a gente fazia para dentro depois. Mas o Porto é sempre difícil. Em Campos o Prefeito bobeou, não quis nos atender bem, então, nós descemos para Macaé. Em Macaé, achamos lá uma enseadazinha de pescadores, o cara nos atendeu bem e disse: “tem uma área ali – que era o Parque Ferroviário. Vocês podem começar lá.” Fomos mais lá para cima, para Cabiúnas. Achamos uma grande área que seria para fazer um parque de refino e até uma fábrica de fertilizante ia ter lá. Era uma coisa grande. Aí, deu a confusão e não foi tudo. Você sabe como é que é esse negócio... O aeroporto lá era uma pistazinha e um cômodo assim de dois por dois todo de vidro quebrado, terra... Aí a Petrobras topou e fez um big aeroporto e transformou Macaé de uma cidade de 20, 30 mil habitantes, numa hoje com mais de 100. Quando a gente foi escolher, eu estava com o Segen brigando – não brigando, fingia que mandava para burro – e eu disse: “esse aqui é o melhor local.” Eles queriam Praia do Cavaleiro. Eu disse: “poxa, isso aqui é Copacabana”, e começou a briga. Aí: “então vamos por aqui e vamos por lá em Cabiúnas” e assim acertamos os ponteiros e montamos lá em Cabiúnas, provando que lá em Cabiúnas tinha um espaço para tancagem e tudo e ali, no centro da cidade, tinha uma boa enseada para fazer um porto. Simplesmente isso: ajudei também a escolher. Passei lá três dias andando de helicóptero para cima e para baixo e posando. E foi assim. Para você ver, se a gente tinha influencia pesada eu não sei, mas tinha muita força junto aos diretores pelo sucesso que a gente estava tendo. A base era Vitória antigamente. A gente ia daqui para Vitória e de Vitória é que ia para a Bacia de Campos. O Orfila era o diretor. Tinha um bocado de carta branca. Começamos com diretor da época, que era o José Marcos, que estava em 1977. José Marcos Neto, que tinha substituído, se não me engano, o Haroldo Ramos da Silva. Veio o José Marcos Neto, ficou mais um tempo e saiu. Depois veio o Orfila. O Orfila é reconhecidamente o empurrador de obra. Ele é o responsável pelo ORBEL, quando fizeram o primeiro oleoduto Rio Belo Horizonte, foi o Orfila que veio para cá, para o Rio para isso. Ele trabalhava na Bahia. Ele era uma cara que dava realmente um apoio muito grande. Eu agradeço muito ao Orfila por todo o apoio que dava a gente. Tinha superintendentes bons, tinha o Maurício Alvarenga que participou também dessa saga toda. O que eu sei é que nós colocamos 22 campos em produção e batemos uns 15, 20 recordes e a metade sem saber que estava batendo. Em termos de recordes brasileiros, não tem nem dúvida que a gente quebrou todos; e em termos internacionais também. Em desenvolvimento de equipamento também. A Petrobras ganhou um premio todo baseado na parte off-shore.

EQUIPAMENTOS Eu pedia para comprar o equipamento, falava com o Sermat, na época: “eu tenho que comprar esse equipamento. Eu preciso dele urgente.” “Ah, tem que fazer isso, tem que fazer aquilo...” Eu: “ah, não? Diretor, eu preciso do equipamento. Como é que é? Vai deixar a sonda parada? A sonda custa 10, 20 mil dólares por dia. Quer, eu deixo parada. Isso é um parafuso”, às vezes era um negócio assim. Ele: “manda por dentro de um avião e trazer.” O Sermat dizia: “ah, mas tem que emitir...” Isso é burocracia Eu vou deixar uma sonda parada de 20 mil dólares por dias? Da outra vez eu cheguei perto do Orfila: “Doutor Orfila, eu tenho um outro poço que fica lá em Marimbá.” Ele: “qual é a lâmina d’água?” Lâmina d’água é a distância da superfície ao fundo do mar. “Uns 400 e poucos metros.” Isso foi mais ou menos no princípio. “Salim, quatrocentos e tantos metros? Não pode ir mergulhador.” Eu disse: “Não, não pode mergulhador.” “Mas você está querendo fazer assim mesmo, montar esse sistema?” Eu disse: “Estou, nós fazemos com conexão hidráulica.” Ele: “Salim, não.” “Então, não vou fazer.” “Vem cá, quanto você acha que esse poço pode produzir?” Eu: “Uns cinco mil, dez mil barris. Cinco mil, no mínimo.” “Salim, vamos fazer um negócio? Vamos esperar outro fazer lá no Mar do Norte, onde estão avançando muito.” Eu disse: “Está bem. Vamos esperar, mas vamos ter que esperar muito tempo.” Ele disse: “Mas por quê?” “Porque nós estamos dez anos na frente deles.” Ele olhou: “Dez anos?” Eu disse: “É, porque não chegaram nem a 200. Eu estou querendo ir para 400.” “Salim, você tem certeza?” “Tenho.” Ele: “Você quer saber de uma coisa? Faça, mas cuidado, heim?” Esse era o apoio que a gente tinha, a confiança que um doutor Orfila desses dava para a gente. RECORDES Tudo foi recorde. Era uma sucessão de recordes. Hoje, talvez até a gente já tenha perdido o recorde, mas nós estamos lá embaixo já, a dois mil metros e tanto. E olha, vai mais para o fundo. Nós vamos a três e, se demorar muito, outro faz três na nossa frente. Nós tínhamos uma ousadia. A gente acreditava que realmente podia fazer. Esse era o desafio que a gente tinha: “podemos fazer, vamos fazer. Não tem outro que faça pela gente. Nós não podemos esperar ninguém.” E a nossa produção estava lá embaixo. O amor era um tiquinho diferente, compreende? Porque a gente realmente tinha que fazer. E não era contratar gente não, porque não tinha uma firma brasileira que soubesse um por cento e nem firma estrangeira também. A verdade era essa. Essas firmas que tem hoje aí, elas faziam cimentação de poço; se meteram a fazer projeto porque nós demos espaço. A Petrobras teve um negócio que ela perdeu. Ela continuou mandando sem fazer. Se ela estivesse fazendo tudo, não tinha ninguém mais no mundo. Ela passou a se concentrar mais em estudos, fiscalização. Hoje, ela entrega um projeto – sem crítica e nem vou falar alto – para uma firma fazer. Vai fiscalizar? Vai. Ela tem participação no campo? Tem. Antes, era tudo dela. Hoje, ela divide, ou por questão de dinheiro, ou por questão política, seja lá o que for. Eu não sou tão saudosista assim, dos velhos tempos, de maneira nenhuma. Eu acho que tudo tem sua evolução e essa é uma evolução que, talvez, seja o caminho, porque hoje baseia-se muito em dinheiro, financiamento. Hoje, você não faz mais investimento, você faz leasing, você aluga tudo. A Petrobras hoje pega uma sonda lá fora inteirinha e traz para cá, porque o preço aqui é três vezes mais. Ela não faz mais assim. Raramente ela vai montar uma sonda, raramente. Ela pode até tentar, comandar, de certa forma, mas eu vi aí a P-50, por exemplo, que teve aqui, tinha dois, três mil homens lá em cima. Eu fiz com meia dúzia de pé rapado. É verdade que a tecnologia é outra, tudo bem. É isso.

MERGULHADORES O mergulho podia ir até 300 metros. O grande problema de mergulho era a conexão, era a instalação no fundo do mar. Na hora em que achamos um método de fazer a interligação no fundo do mar sem o auxílio do mergulhador... A gente usava muito o ROV, que é uma câmera submarina, que começaram a colocar o nome de robô e esses negócios todos aí. Mas as primeiras coisas que nós fizemos, a gente até mandava. Nós tivemos um sistema de mergulho que nunca mais usado, porque era caro. Nós mandávamos escafandro, que eram iguais aqueles homens que vão na lua, mandava lá embaixo. Depois, achamos que aquilo além de caro podia ser perigoso e abandonamos esse sistema, que era chamado Sistema GYM. Nós tivemos uma evolução própria também, tentamos coisas que usavam, depois vimos que o caminho era uma conexão sem mergulho, ou então você pega um slead, puxa e conecta hidraulicamente.

MÃO DE OBRA Eu acho que era deficiência mesmo nossa, porque não tinha gente.Era falta de gente com conhecimento em produção, porque de embarque, ninguém conhecia. O que se conhecia de Dom João ou dos outros campos não era suficiente em termos de instalações e em termos de operação. Então, tivemos que aprender mesmo lá. Tinha um problema: “começou a dar areia? Tá, vamos resolver.” Começamos a intervir no próprio poço e começamos a descobrir: “se a gente abrir bem devagarzinho assim não vem tanta areia.” E foi assim que foi uma grande descoberta. Começou a sair muito óleo no gás que ia para o queimador: injetamos silicone. Quer dizer, são determinadas coisas de tecnologia que nós mesmos procuramos além daquele impacto de produção, vamos dizer, a coisa real, a coisa concreta, nós tivemos um desenvolvimento tecnológico próprio e conhecimento também, e operação e segurança. Se juntar isso tudo, ninguém vai acreditar que começou com aquilo tudo. Essa é a verdade e quem duvidar está lá para ver.

AVALIAÇÃO Eu sempre fui um cara entusiasmado. Todo mundo falava que a minha mulher mesmo era a Petrobras, o resto era viúva ou qualquer outra coisa. Depois a Petrobras passou a ser chamada de viúva, mas tudo bem. Realmente, o pessoal gostava da Petrobras e não tinha essas gratificações imensas, participações. Quer dizer a compensação financeira só veio bem depois dessa época, quando eu já estava me aposentando. Hoje, ninguém mais aposenta porque gosta muito.

HISTÓRIAS / CAUSOS / LEMBRANÇAS É cada coisa que a gente encontra ali que às vezes nem liga na hora, mas é história de arrebentar cabo, navio a deriva, o cara ir lá com uma corda amarrada nos dentes. Mergulhava lá e saia nadando até a bóia para amarrar o navio. Isso tudo são histórias que aconteceram. Óleo no mar, aquele auê, o próprio mangote arrebentando, paralisamos tudo quanto é helicóptero que tinha para procurar o mangote... Isso tudo são histórias, sabe? O nascimento de vários campos, o crescimento de poço a poço, mais poço, mais poço, todo o sistema, injeção de água, coisa que ninguém tinha feito, achava que uma Unidade ia balançar demais. Tudo isso foi tabu que foi quebrado. Quem ia viver três anos e está lá há vinte, trinta anos... cada coisa dessas é uma história, é só enfeitar mais que vai dar um livro. Eu nem achava que aquilo lá era história, que podia gerar uma história. Hoje, o historiador faz história de qualquer ponto e vírgula, mas na realidade, se quiser deve estar cheio de coisa que aconteceu, mas muita coisa aconteceu Agora, a vantagem é que nós tivemos a máxima segurança. Uma vez a sonda adernou e todo mundo queria pular de dentro do navio, da sonda. Tudo isso são histórias que dão emoção. Quando arrebentou aquela torre de Garoupa, o navio desgarrou e passou pertinho da plataforma assim. Não era no meu campo não, era lá do Gecam. Chegaram; “passou aí um navio desgarrado, passou pertinho da plataforma...” Eu disse: “Nossa Senhora” Aí, resultado: para mim foi muito bom porque o Gespa ganhou o navio do Gecam. (risos) O Gecam: “fica com o navio” (risos) Aí, eu ganhei o navio, que era chamado o PP Moraes. Ganhei o navio para fazer o sistema e coloquei mesmo lá em Garoupa, mas já amarrado de forma diferente colocado lá. É o primeiro navio que foi colocado nesse tipo, que até hoje está em produção, no Campo de Jubarte, processando 60 mil barris, até hoje. Tem coisas fabulosas. Ele foi readaptado, tiraram a amarra, puseram outro tipo... É muita coisa mesmo Pode crer. Não dá para destacar, só falar o que nós aprendemos a trabalhar, a operar numa área em que a gente nunca tinha entrado que era mar adentro mesmo. Todo mundo aprendeu ali e hoje é responsável por mais de 80 por cento da produção do Brasil. E, digo mais, 80 por cento da Bacia de Campos. Se eu contar o resto todo, é mais de 90 por cento do Brasil inteiro. Esse é o resultado de tudo.

ATIVIDADE ATUAL Hoje eu estou na ANP como coordenador de atividades. É um contrato comissionado, vamos dizer assim, a qualquer hora pode dar o fora, mas eu trabalho não pelo salário - aproveito e peço um aumento de salário (risos) – e sim porque eu gosto disso e me dá a oportunidade de ficar sempre presente e conhecer todos os projetos novos existentes na Petrobras. Tudo o que está vindo aí, eu faço parte da coordenadoria que analisa esses projetos, na parte do Governo.

IMPORTÂNCIA DA BACIA DE CAMPOS O que vem aí, eu nem gostaria muito de tocar nesse assunto, porque a perspectiva é muito grande. Pode ser do tamanho do que eles falam, mas eu não quero dizer que é mentira, porque não é mentira. Que é verdade também não posso dizer que é verdade, mas que as perspectivas são grandes, principalmente nessa parte do pré-sal. Elas são muito grandes mas não tem até hoje nem um poço produzindo. Nós vamos ter, daqui até o fim do ano uns dois ou três poços produzindo e as perspectivas são que as reservas sejam muito superiores. É que os custos operacionais desse pré-sal, o poço passou de um milhão, três milhões, cinco milhões para mais de cem. E, se é do tamanho que eles falam, nós precisamos arranjar cinco dívidas brasileiras para desenvolver esses campos. Então, há uma perspectiva realmente grande. A comprovação é apenas, vamos dizer, inferida, é perspectiva, é extrapolação, pode dar uma coisa bem fabulosa, ou se não der uma coisa muito fabulosa, provavelmente dá uma coisa grande ainda. Nós batemos o recorde de auto-suficiência há dois anos, mas não é um recorde sustentável, tanto é que já baixou. Nós temos uma deficiência muito grande em gás e tem uma perspectiva grande de produção. Nós ainda somos muito dependentes de um punhado de produtos, mas eu acho que a perspectiva para poder se tornar um produtor - tanto de óleo quanto de gás – é muito grande, é boa. Talvez não seja aquilo tudo que eles tenham falado – eu estou falando como técnico, porque eu não sou político e não como político - mas pode ter uma perspectiva boa. Não vou desconfiar e nem estou essa parte assim.

SER PETROLEIRO Com dois enfartes na cara ainda sou petroleiro pra burro. Eu acho que eu sou tão petroleiro ou mais do que os outros. Tem uns corações de petróleo aí que realmente... A gente sofre muita ingratidão também, viu? Reconhecimento de apoio, reconhecimento de saber, isso eu tenho, o resto...vai vir devagar.

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