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História

Pescando oportunidades

História de: Regina Costa dos Santos
Autor: Museu da Pessoa
Publicado em: 21/01/2013

Sinopse

A família de Regina sempre viveu das águas. O pai saía em alto mar para pescar e a mãe era marisqueira, pegando os frutos das pedras. Regina aprendeu com a mãe a profissão e no seu núcleo familiar tratou sempre de lidar com peixe. Não gostou muito da escola, ficou por pouco tempo. Quando moça, casou-se e foi morar no Rio de Janeiro, depois no Nordeste, seguindo seu marido, que era da marinha. Uma tragédia, porém, deixou-o paraplégico e eles retornaram a cidade natal de Regina e fundaram uma cooperativa para beneficiamento do pescado. Aos poucos, ela vai crescendo, mas enquanto isso, junto com outras mulheres, Regina anda cozinhando e vendendo biscoitos, num empreendimento próprio que garante seu sustento e provém interação com outras pessoas.

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História completa

“Minha casa de infância era próxima ao mar, era próxima à praia, em Itaóca. Uma casa pequena, de pouco espaço. Mas nossas brincadeiras eram mais na praia mesmo porque era o local onde a gente tinha mais liberdade, mais espaço. Meu pai sempre foi pescador. Desde a infância dele que ele trabalhava já no mar. A minha mãe também, sempre. É pescadora também. meu pai sempre trabalhou em alto mar, e minha mãe sempre foi marisqueira. Tirava marisco nas pedras. No meu primeiro emprego eu trabalhei tomando conta de três crianças. Trabalhava numa casa, de uma conhecida minha, e ela tinha três crianças bem pequenas, eram os gêmeos e um menorzinho. Eu ainda era uma adolescente, quatorze anos. Aos dezesseis anos eu mudei para o Rio de Janeiro. O pai do meu namorado trabalhava lá e ele tinha uma moça que tava precisando de uma pessoa de confiança e trabalhar nessa casa. Aos dezenove, próxima dos vinte anos, engravidei e tive uma filha. Na época, eu já havia casado e meu marido, que era da marinha, foi transferido pra Salvador. Ficamos lá um ano. Parei de trabalhar nessa época. Foi quando viemos pra passar as férias em Itapemirim e ele sofreu um acidente automobilístico. Na descida de uma prainha o carro capotou. Ele teve uma compressão medular. Ficou paraplégico, mas, graças a Deus, o Senhor preservou a vida. Voltamos pra região onde cresci. E foi na minha residência que começou um projeto, que é o que estamos envolvidos hoje. A Associação de Moradores se reunia lá e eles montaram o projeto da COMITA, que é Cooperativa Mista de Itaipava. Mais tarde nos juntamos com a Chevron e com o Instituto Aliança. A ideia era fazer beneficiamento do pescado. No beneficiamento de pescado a gente beneficia tudo aquilo que é do peixe. Como a linguiça de peixe, conserva de atum, hambúrguer de peixe, então isso tudo a gente faz. Eu mesma fiquei mais perto das meninas. Nós fazemos sequilhos e casadinhos pra vender para os vizinhos e ajudar na cooperativa. Tem uma padaria que sempre compra com a gente, salão em Itapemirim também. Nós esperamos dar continuidade. E crescer. Precisamos de ajuda nas compras dos equipamentos que a gente precisa para que a gente possa fornecer em maior quantidade.

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