Busca avançada



Criar

História

Pelos olhos da arte

História de: Maria Célia da Silva Lima
Autor: Museu da Pessoa
Publicado em: 13/10/2013

Sinopse

A entrevista de Maria Célia da Silva Lima foi gravada pelo Programa Conte Sua História no dia 13 de junho de 2013 no estúdio do Museu da Pessoa, e faz parte do projeto "Aproximando Pessoas - Conte Sua História". Maria de família grande, possuiu oito irmão, conta uma história de superação de seus pais, com o pai trabalhador da Rede Ferroviária Federal. Maria explica sua jornada de superação e crescimento entre muitas profissões até que chegasse a coordenadora de produção que é hoje. Começou como vendedora de livros, supervisora de uma empresa de franela, até que chegasse na TV Tupi e de recepcionista se tornar em coordenadora de produção. Hoje é super reconhecida na profissão e feliz com o que faz.

Tags

História completa

Nós somos em dez filhos, oito vivos, dois morreram pequeninhos. Meu pai é um homem lutador, minha mãe também junto com ele. Que ele sendo um funcionário da Rede Ferroviária Federal, semianalfabeto, analfabeto, foi se alfabetizar com quase 45 anos, a gente já sabia ler e escrever e ajudava papai, mamãe já sabia um pouco mais. Mas duas pessoas maravilhosas, ele um pai exemplar, tudo que sabemos hoje foi a educação deles dois. Minha mãe faleceu muito cedo, eu estava com 19 anos e o meu pai ainda viveu bastante, graças a Deus, depois morreu aos 75. E, enfim, tivemos uma vida eu acho que bem boa, bem bacana, que papai era presidente de clube, montava bloco, escola de samba, aqui não se falava em escola de samba, mas tinha os blocos. Ele tinha uma coisa muito engraçada, que todo carnaval ele montava uma mulinha, sabe as mulinhas que tem no Maranhão? Lá em Macaé tinha isso o carnaval de rua, e dentro de uma mulinha enorme alguém ficava ali e a gente corria atrás e ela vinha, a gente tinha medo, corria. Que recordação boa que eu tenho daquilo. O primeiro homem que eu beijei na minha vida foi Jerry Adriani, o cantor, dentro do cinema. Eu fui ver o show do Jerry Adriani e quando o show acabou, o Jerry Adriani se despedindo, eu corri e dei o maior beijo na boca. Eu não queria mais ser professora, eu fui ser professora porque minha irmã era professora, e em Macaé era assim: ser professora, casar virgem. Eu perdi a virgindade antes de me casar, Eu comecei desgarrar, fui trabalhar, vender livro de inglês e de francês, de alemão e francês, depois fui trabalhar numa empresa que vendia flanelinha dentro da Loja Americana pra limpar óculos. Aí eu virei supervisora dessa empresa de flanela. E depois consegui um contato na TV Tupi e eu comecei lá como recepcionista: eu chegava às oito horas da manhã, limpava o banheiro, limpava o escritório, quando ele chegava às nove o café estava prontinho, quentinho, eles entravam pro escritório, eu ia pra recepção, atendia as pessoas e atendia. Logo eu estava trabalhando no Programa Abertura, que foi na época da abertura política desse país. Era do Fernando Barbosa Lima, onde vocês viram na faculdade o Glauber Rocha feito louco gravando, falando, falando do Severino, falando, isso eu estava ali atrás da câmera dirigindo o Glauber Rocha, foi um dos programas mais maravilhosos que eu fiz na minha vida. Depois eu fui pra TV Globo, pra Globotec, aí fiquei muito. Eu pude ver coisas maravilhosas porque por trabalhar na televisão eu tinha entrada livre em todos os teatros, em todos os espetáculos, então o que você pode imaginar dos anos, de 73 pra cá eu vi, eu tive essa honra, Deus me deu esse prazer de eu poder trabalhar com isso e eu poder participar dessas coisas.

Ver Tudo PDF do Depoimento Completo

Outras histórias


Ver todas


Rua Natingui, 1100 - São Paulo - CEP 05443-002 | tel +55 11 2144.7150 | cel +55 11 95652.4030 | fax +55 11 2144.7151 | atendimento@museudapessoa.org
Licença Creative Commons

Museu da Pessoa está licenciado com uma Licença
Creative Commons - Atribuição-Não Comercial - Compartilha Igual 4.0 Internacional

+