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História

Pedalando por autonomia

História de: Leonardo Ferreira de Oliveira
Autor: Museu da Pessoa
Publicado em: 16/12/2019

Sinopse

Leonardo nasceu em outubro de 1998 no Taboão da Serra, na Região Metropolitana de São Paulo. Lembra da sua infância com carinho, de quando brincava na rua com os vizinhos, jogava bola. Com dezessete anos saiu de casa, por conta de diversos problemas que teve com sua família, e foi morar com sua esposa em Pinheiros. Foi estagiário no call center da SABESP, depois trabalhou em um restaurante e, por um tempo, vendeu coxinhas. Hoje em dia é entregador de aplicativo da Rappi, emprego que considera temporário, um meio de se organizar financeiramente para que possa abrir o seu negócio de salgados. 

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História completa

Meu nome é Leonardo Ferreira de Oliveira, eu nasci em São Paulo mesmo, Hospital das Clínicas, dia 19 de outubro de 1998. Eu fui criado no Taboão da Serra, no Parque Pinheiros, CSU. 

 

Meu pai é Alberto Ferreira Neto, trabalhava como segurança na minha infância, acho que até os meus cinco anos de idade, mas ele trabalhava durante a noite. Meu pai era tipo, só para aquelas horas de brigar, ou sabe fez alguma coisa “eu vou contar para o seu pai”. E minha mãe é doméstica, dona de casa, ela tem deficiência física e auditiva, então ela ficava em casa com a gente, cuidando do lar. Sou eu e mais dois irmãos mais novos.

 

A rua que eu cresci, e morei até os dezessete anos, é sem saída, então era mais ou menos um condomínio, assim. Todo mundo conhece todo mundo, sabe, tem gente que não gosta do outro, gente que fala da vida do outro, normal. Mas tem pessoas parceiras também, tenho contato com gente de lá até hoje. A casa era simples, uma casa com sala, quarto, cozinha e banheiro. Era na verdade um sobrado, tinha a casa de baixo e a casa de cima, e a gente morava na casa de baixo. Meu tio e minha tia moravam na casa de cima com minhas primas. A minha infância, maior parte do tempo foi assim.

 

A lembrança mais viva que eu tenho de quando eu era bem novo, acho que eu tinha, não sei, dois, três anos de idade de eu sentado na sala de estar, no tapete, de frente para a TV, ouvindo um DVD de rap. Meu pai botava uns clipes de rap ali e aí que eu comecei a ouvir Racionais, RZO e aqueles clipes antigões. Depois que eu fiquei mais velho, eu via passando e aí eu lembrava “Pô, já vi esse clipe em algum lugar”. E eu sempre lembro dessa lembrança. É por isso que eu gosto tanto de rap até hoje, eu acho. 

 

Eu saí do Taboão com dezessete anos porque… Bom, desde pequeno eu sempre me senti diferente, como posso dizer, uma visão social, uma visão política… Eu acho que a minha família se estruturou de uma forma que a gente não vê o que está acontecendo lá fora, entendeu? E até os meus quinze, dezesseis anos eu acho que foi assim, mas aconteceram muitas coisas que envolvem religião, envolvem vizinhos, né? E aconteceu, acho que desencadeou quando meus pais se separaram pela primeira vez. Meu pai foi morar no Rio de Janeiro com a família dele e eu fiquei com minha mãe e meus dois irmãos, já. A partir daí, foi um momento que a gente ficou dividido, né? Entre o lado da mãe e o lado do pai, um confrontava o outro e coisas de difamar, caluniar, entendeu? Minha mãe chegou a alegar coisas para conseguir pensão que não eram verdade, meu pai também nunca foi santo… Mas a questão é que a gente ficou dividido entre o lado de um e de outro e o que sobrou para mim, que era mais velho, por exemplo, foi a rua. De lá que eu comecei a sair, nunca tinha liberdade de sair com um amigo meu, dormir na casa de amigos meus, sempre aquilo da escola para a casa e na rua ali no máximo, mas não podia ir nem na rua de cima, para você ter ideia. Aí comecei a sair, aí não tinha uma visão, como que eu posso dizer, uma consciência do que era, então fui descobrindo, aí foi drogas, foi virar a noite na rua, foi balada, foi bebida, dei uma exagerada, sabe? Mas depois que isso aconteceu, eu fiquei de boa, porque já tinha consciência de que era assim, podia conviver com aquilo, sabe? E aí, embora eu não tivesse usado nenhuma droga pesada, assim, tal, eu não tinha consciência de que ficar noites na rua ou ficar até tarde preocupava minha mãe, de uma certa forma… Eu pensava assim: “não tô matando, não tô roubando, então tá de boa”. Mas minha mãe ficava preocupada com essas coisas. Ela sempre foi evangélica, mas na minha infância não frequentava igreja. Quando eu tinha dez anos que os vizinhos da frente chamaram ela para ir para uma igreja e aí a gente começou a frequentar aquela igreja. E aí depois gente de lá da igreja começou a morar junto com a gente, porque meu tio saiu de lá da casa de cima e aí eles começaram a morar lá com a gente. E aí ficava lá em casa, com a vizinha, discutia essas coisas… E aí as pessoas da minha rua já tinham uma visão de mim que não era aquilo. E a minha mãe começava a escutar essas coisas e gerava um turbilhão de coisas na cabeça dela que depois ela decidiu tomar medidas drásticas, sabe? Aí até meu pai acabou voltando para casa, mesmo eles não estando bem, mesmo tendo acontecido várias coisas, meu pai voltou para casa por causa disso… E foi gente de fora que levou ele para lá e tal, para tipo “dar um jeito”. “Vou dar um jeito em você, porque você tá assim, tá assado”. O problema que tinha era querer sair mesmo, por que em casa não era um ambiente legal para mim, entendeu? Eu e minha mãe nunca fomos muito próximos assim e depois que meu pai saiu que ficou pior, então eu não gostava ali de ficar em casa. E meu pai voltou para casa só por causa disso, porque falaram que eu estava nas drogas e no fundo do poço, daquele jeito, e queriam me internar, sabe? Coisa que é drástica, que você sabe que passar por uma internação, você não volta do mesmo jeito, é coisa que é para ganhar dinheiro em cima de famílias que não sabem o que fazer. Aí você vai, toma um monte de remédio e depois você sai dali biruta, sua vida nunca mais é a mesma. Então eu fiquei em uma situação de desespero, eu não sabia o que fazer. O que eu fiz foi sair dali, entendeu? Eu trabalhava, para você ver: na época, eu estudava de manhã, já trabalhava à tarde, saía da escola 12h15 e entrava no trabalho aqui em Pinheiros, na SABESP às 14h00 e ainda saindo de lá 20h00, fazia academia até umas 22h00, que era só para não ficar em casa mesmo. E ia só para dormir, entendeu? E aí isso falavam que eu estava na rua, o dia inteiro usando droga. Então eu me senti meio que traído, por vizinhos e tudo, foi aquele bolinho podre contra mim que fez eu ter que fugir de lá.

 

Na escola, eu aprendi a ler no primeiro ano, aprendi a ler e escrever no primeiro ano, e nunca tive dificuldade em nada, assim. Matemática, Português, sempre… Tenho até hoje lá provas, assim, sabe, eu olhava e “Porra, como é que eu fazia isso nessa época?”. Até a quinta, sexta série eu até era bom na escola e depois foi aí que começaram os problemas em casa e tudo, então na sexta série já comecei a relaxar. E também eram os amigos de escola que me levavam para sair e para descobrir o mundo como eu falei, entendeu? Ficava com as menininhas e tal, aí era rolezinho e não sei o quê… Mas nunca fui de tirar nota vermelha. Já cheguei a passar raspando assim do primeiro pro segundo [ano do Ensino Médio], mas até a oitava, tipo, já começou a ficar aqueles seis, aqueles setes… O primeiro cheguei a quase repetir e o segundo também. Aí no terceiro parei. Eu penso em fazer aquele supletivo, né, ou EJA, porque é metade do terceiro que falta, só. E também se eu tiver alguma necessidade, porque hoje não vejo necessidade, porque eu trabalho como entregador de Rappi, meu trabalho é autônomo, eu não preciso disso para trabalhar e pretendo ter o meu negócio posteriormente, sabe? Eu fazia, eu não sei se você pegou a época que eu fazia coxinha, fazia salgados para vender, vendia a um real na praça, no centro… Mas é um negócio meu, é uma blindagem rentável minha, que eu acho que pode dar certo, eu posso ter alguma coisinha assim, levar adiante…

 

Já o meu primeiro emprego foi na SABESP, como eu disse. Lá eu fazia atendimento telefônico, bem em época de crise hídrica… Aquela Cantareira seca, sabe? Teve uma vez que eu estava em treinamento, a primeira semana era de treinamento, e eu faltei um dia e fui pagar no sábado… Era de segunda a sexta, eu faltei um dia da semana e fui pagar essa falta no sábado. Mas eu já fiquei atendendo, eu estava em treinamento e fui pagar a falta atendendo. O dia todinho, só ligação de falta de água em São Paulo. Tipo, era normal uma fila de dois minutos entre uma ligação e outra, não ficava um segundo, desligava e já caía outra: “Ah, tá faltando água aqui há cinco, seis dias”. E você vai falar o quê para uma pessoa dessa, assim? Eu não sei como eu aguentei esse emprego dois anos, porque hoje eu volto, parando para pensar, eu defendia uma empresa do Estado que, mano, estava lesando as pessoas, entendeu? E os procedimentos eu não concordava, às vezes, porque tinha pessoa que estava ali cinco, seis dias com um problema e você podia fazer alguma coisa para resolver, mas só que você não podia, sabe assim? Tem acesso, mas você não pode, por conta de regras da empresa e tal… Então eu me sentia meio assim, um escudo da empresa, sabe, está ali só para ouvir a reclamação, meio que assim. 

 

Depois, fui trabalhar em um restaurante. Eu era garçom, cumim, barman… O primeiro restaurante que eu entrei, eu entrei como cumim. Cumim é o cara que só leva os pratos nas mesas e vai retirando bandeja e tudo. Mas eu acabava fazendo de tudo no restaurante, porque eles não tinham um sistema de dividir as funções, sabe? Então eu limpava, enchia gelo, repunha gelo, enchia a geladeira e aí era barman, era garçom, era tudo. E até às quatro da manhã, eram doze horas de trabalho, bem puxado. E a gente ganhava pouco de extra, então saindo de lá foi tipo: “Ah, é um restaurante só”, entrei no outro, foi quase a mesma coisa… No outro até foi mais legalzinho, mas também tinha picuinha entre os funcionários, porque você é novo, tem que conquistar o espaço, acho que eu não tenho paciência para essas coisas, não sei. 

 

Eu saí do restaurante e comecei a fazer entrega e depois eu fui fazer as coxinhas. Então quando eu saí do restaurante eu comecei a usar a bicicleta do dono da pensão onde eu moro, ele emprestou para mim para eu poder trabalhar, só que no começo eu não ganhei muito dinheiro e eu desacreditei do negócio, assim. Eu entrei na Uber primeiro, a Uber Eats. Na época era bem fraquinho mesmo, não dava para tirar nem trezentos reais por semana, assim. Tipo, se você trabalhasse o dia todo, você ganhava trezentos reais por semana… E como o meu celular não era bom, durava pouco a bateria, então não tinha como. Aí eu desacreditei e fui fazer as coxinhas. Aí depois que eu separei da minha mulher, por causa até disso, que eu fazia as coxinhas e os salgados todos dentro de casa, e eu moro em um quarto só, que não tem banheiro nem pia, que é do lado de fora, então sujava bastante e tinha que fritar, ficava cheiro de fritura… Então foi uma coisa que incluiu, eu briguei com a minha mulher por outras coisas, mas a gente ficou um mês só separado. E a gente voltou, mas quando a gente voltou ela falou “Ó, não quero que você faça mais coxinha dentro de casa, porque suja muito, cê não consegue limpar e tal”. Aí eu tive que arrumar outra forma de ter o meu dinheiro, e foi quando eu comecei a usar a bike do dono da pensão de novo, aí depois que eu descobri as bikes do Itaú e fui levando assim. Na verdade, agora que eu arrumei esse celular, tem umas duas semanas, arrumei um celular bom mesmo, durando bastante a bateria, tô conseguindo tirar uma renda acima de trezentos reais por semana, assim, que até então era isso no máximo. A bike do Itaú é alugada, você aluga por mês ou por ano. No caso eu aluguei por mês e aí é vinte reais mensais e tem a regra de usar durante uma hora, que tem que trocar a bike lá na estação de uma em uma hora, mas são só vinte reais mensais mesmo que eu pago. 

 

Aí o meu dia-a-dia hoje… Eu tenho dificuldade para acordar cedo, (risos) o que é uma coisa séria, porque eu trabalhava no restaurante à noite. O máximo que eu consigo dormir, assim, cedo, é uma hora e meia, duas horas. No momento em que eu acordo, meu cotidiano é a rotina normal, tomar meu café da manhã… Meu trabalho, o certo seria dividir em duas vezes no dia, trabalhar na parte do almoço, que é das 11h00 até às 15h00; e na parte da noite que é das 18h00 até às 23h00, 22h00. Com esse intervalo você volta para almoçar e tal. E às vezes eu acabo saindo só a noite, entendeu? E aí antes eu já tento fazer as coisas para almoçar e tal… E também meu dia-a-dia é muito preguiçoso, para falar a verdade. Vejo TV, jogo meu videogame ali, entendeu? É isso. 

 

Mas o Rappi tem alguns problemas, sim. O primeiro é que é uma plataforma de entrega onde você tem que fazer as entregas no menor tempo possível. Tipo, eles têm promoções de tantas entregas de tal a tal horário, então você tem que fazer essas entregas, correr para fazer essas entregas dentro do horário. Então, correndo você pode acabar não prestando atenção em alguma coisa, e sempre pode ter alguma coisa, algum louco no trânsito, né, sei lá, ou alguma fuga, que o cara não vai ver mesmo o farol, nem nada. Tem caso de amigo meu que já teve acidente que não teve culpa nenhuma e machucou feio… Então eu sei que pode acontecer, mas não vou ficar com isso na mente, porque senão eu não trabalho, né? Eu preciso disso para viver no momento e eu sei que não vai ser para sempre, também. Pretendo ter o meu negócio e trabalhar com outra coisa. 

 

Uma outra coisa é, tipo, problemas no aplicativo, que você fica meia hora esperando uma solução e não acontece, ou, não sei, da entrega ser em um local diferente do que estava marcado… É, teve uma vez que aconteceu isso. Eu estava na Oscar Freire e o aplicativo mostrou que a distância do local, da farmácia onde eu peguei o produto, até a casa do cliente era de 0,2 quilômetros, então achei que fosse do lado, e quando fui ver eram doze quilômetros, do Centro até Santana. E nesse dia, para você ver, eu ainda não tinha bike do Itaú, então, depois que eu parei de usar a bike do dono da pensão, eu comprei uma bicicleta por cento e cinquenta reais, uma bicicleta de aro de ferro, aí arrumei o freio, uma bicicleta bem “zuadinha”. Aí eu estava andando com aquela bicicleta já com o pneu murcho há um tempo, aí tava no posto enchendo o pneu e do nada, “plac!”, estourou a roda. Não foi nem o pneu, a câmara, estourou a roda, sabe, o aro? (risos). Aí não pude mais usar a bicicleta e era um domingo que eu tinha que trabalhar. Aí eu fui fazer as entregas a pé, você tem essa opção no aplicativo, eu me cadastrei como “pedestre” e fui fazer as entregas a pé. E achando que seriam essas entregas pertinho, tipo duzentos metros, trezentos metros, aí eu aceitei uma assim e quando fui ver o endereço era em outra cidade quase, né? 

 

E além do mais, no caso, eu achei que não era tão longe, porque assim, eu peguei o produto, quando eu peguei o produto achando que era perto, depois que você pega o produto você não pode mais cancelar, porque se você cancelar, você ficou com o produto e você tem que devolver lá no atendimento presencial. E isso seria só no outro dia, né, porque era domingo, e eu queria fazer mais entregas naquele dia. Daí eu peguei o produto e não tinha mais como eu cancelar. Aí quando eu fui ver doze quilômetros, eu falei: “Meu, vou ter que dar um jeito de entregar isso daqui”. Aí, no caso eu vi só uma parte assim do GPS, eu vi só até a Praça Roosevelt ali, falei: “Ah, dá para ir.”. Aí eu fui indo, subi a Augusta, tal, de chinelo, bag nas costas e só um negocinho assim, dois remedinhos para entregar… Fui subindo e tal, aí quando eu cheguei lá que eu abri o GPS de novo, mais quilômetros e mais quilômetros, eu falei: “Meu, agora não tem volta.”. A Rappi tem uns níveis de entregador, que quando você chega até o Nível Dois ou Três, você começa a receber o pagamento do produto em dinheiro, aí desconta dos seus ganhos, é como se fosse um adiantamento para você. Aí eu pensei: “Ah, vou receber isso aqui em dinheiro e já fico de boa hoje.” Cheguei lá, no caminho peguei lá a Praça Roosevelt, Avenida Tiradentes e… Doze quilômetros andando. No apartamento quem veio buscar era uma menininha de acho que uns quinze anos, e o pagamento era pelo cartão de crédito, eu não recebi nada. Seis reais e pouco o valor da entrega. Porque isso é uma fraude acho que do cliente, mesmo. Na época eu não sabia, mas acho que isso o cliente que fraudou para a entrega ser mais barata, entendeu? Porque depois que você pega o produto, sabe que o entregador não vai cancelar. Aí chegou lá, fiquei com a cara no chão, não tive o que fazer. Eu falei até para ela: “Moça, eu vim para cá a pé, tantos quilômetros, tô cansado, o meu pé preto, cê não tem cinco reais para eu pegar uma condução para ir embora? Tô sem um real no bolso.” Aí ela: “Não, que eu já paguei no cartão de crédito…” E uma menininha novinha, sabe? Aí eu fui embora, passei em uma lanchonete, falei “Irmão, qual que é o metrô aqui, mais próximo, preciso ir para Pinheiros”, ele falou “Brou, cê tá longe…” (risos) Eu não cheguei a andar tudo, porque eu peguei um busão, de carona, para ir até o metrô, eu falei: “Motorista, aconteceu isso, isso e isso, me leva até o metrô”, aí ele levou, aí eu cheguei lá e não tinha dinheiro para a passagem de volta, fiquei lá na porta do metrô, aí eu falei: “Ah, vou esperar alguém, pedir para alguém passar o bilhete para mim, vou contar minha situação”. Aí eu fiquei lá acho que uns dez minutos, assim, não passava ninguém era domingo, cara… Meu, cheguei na bilheteria e falei com a moça da bilheteria, e aí ela passou para mim, aí eu vim. Mas eu cheguei nesse dia, assim, puto, né? Porque andei para caramba, não ganhei nada… Aí eu já mandei mensagens no suporte da Rappi lá, explicando o que aconteceu, e eles tem um negócio de adicional de quilometragem, pela distância que você andou. Aí eles me pagaram mais uns vinte reais nesta entrega, só que depois. Mas nesse dia eu fiquei com raiva… (risos) Foi bem… Eu camelei. (risos)

 

Eu acho que a Rappi é que não teve muito preparo antes de lançar o aplicativo, assim, tem vários problemas ainda, que prejudicam principalmente a gente, na maioria das vezes, né? A gente acaba sendo o último, o prejudicado… Problemas para responder na hora, que tem que ser uma coisa imediata, uma liberação de valor, assim, ou algum problema que aconteceu e não tem um suporte, assim, rápido, né?

 

Por isso eu quero abrir meu próprio negócio, mas cara, eu preciso me organizar, para falar a verdade. Preciso me organizar assim, etapa por etapa. Eu tenho esses sonhos, esses planos na mente, mais vai ver que não é bem isso, sabe? Eu ainda tô… Tô me levantando agora, sabe? Não sei, preciso me organizar certinho, ver o que eu vou fazer, agora que eu comecei a organizar minha vida financeira, eu acho, entendeu? E aí vou me organizar certinho para ver. 

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