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“Passamos da época de restringir profissões”

História de: Entrevista de Ieda Maria Poso
Autor: Tayara Barreto de Souza Celestino
Publicado em: 08/07/2021

Sinopse

Importância da comunicação no ramo do varejo. Desafio de resgatar o passado do Carrefour, empresa na qual gerencia o departamento de comunicação.

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História completa

Projeto Museu da Comunicação Empresarial Aberje

Realização Instituto Museu da Pessoa

Entrevista de Ieda Maria Poso

Entrevistado por (?)

São Paulo (?)

Entrevista MIXA_CB014

Transcrito por Maria Carolina Kovaleski Ferreira

Revisado por Izabel Cristina

 

 P/1 - Boa tarde, Ieda.

 

R - Boa tarde

 

P/1 - Queria começar então com os dados de praxe, né, o seu nome completo, local de nascimento...

 

R - Tá

 

P/1 - ... empresa.

 

R - Ieda Maria Poso. Nasci em São Paulo, paulista, né [risos], em Santo Amaro. O que mais você perguntou? 38 anos, hoje estou no Carrefour, sou gerente de comunicação lá e estou tentando desenvolver algumas ideias que facilitem a evolução cultural da empresa. E uma das grandes bandeiras em que eu me apoio é a questão da comunicação, né.

 

P/1 - E.. mas a sua formação não é comunicação, né?

 

R - Não, não. Eu sou psicóloga com MBA em recursos humanos pela USP. Mas eu acho assim, que a comunicação vai mais de perfil da pessoa...

 

P/1 - Uhum

 

R-  ... eu acho que hoje a gente tem várias pessoas com formações diferentes fazendo trabalhos interessantes em comunicação. Então, eu não acho que é interessante a gente restringir as profissões, por exemplo, quem pode fazer comunicação é jornalista. Então, eu acho que não é bem por aí, eu acho que tem perfis que são mais adaptados, digamos assim, mas próximos de um perfil de que seria um comunicador, um bom comunicador. Acho que tem bons engenheiros em comunicação, bons administradores, bons jornalistas, com certeza.

 

P/1 - É, só não tem muitos médicos em comunicação, mas o resto tem de todas as áreas.

 

R - Eu não sei porquê, sabia? eu acho...

 

P/1 - ... áreas do conhecimento.

 

R - ... que se a gente fuçar, a gente ainda acha um [risos].

 

P/1 - É uma tarefa aí para o Museu da Comunicação descobrir, né?

 

R - Eu acho que sim.

 

P/1 - E de que forma a psicologia te ajudou no trabalho...

 

R - Eu acho assim, que...

 

P/1 - ...da comunicação?

 

R - ... a psicologia, ela permeia todos os processos, principalmente nas organizações, né? Porque hoje você tem.. todos os negócios dependem de pessoas na realidade. Eu acho que as empresas, elas estão enxergando essa grande realidade. Para que elas se mantenham competitivas é necessário que tenha-se bons resultados e bons resultados você pode conseguir de várias formas, uma delas, e com certeza a que eu acredito que venha mais com méritos, é através das pessoas. Então eu acho assim que é muito mais fácil você obter resultados para o negócio quando você tem as pessoas do seu lado, as pessoas mais comprometidas com a organização, com os objetivos e trabalhem felizes, né. Que trabalhem felizes na organização, eu acho que esse fator é fundamental.

 

P/1 - Ieda, que ações de memória já foram feitas na sua empresa, ou estão planejando ser feitas?

 

R - Tá. Olha, Santos, eu fui muito transparente quando a gente teve o nosso primeiro contato, alguns meses atrás. Eu acho que o Carrefour ainda carece bastante desse tipo de trabalho, eu acho que é de fundamental importância a gente começar a pensar mais a fundo, mais a sério nessa questão de se resgatar, mesmo, a memória empresarial. Eu acho que o varejo, não só o varejo, mas como todas as empresas hoje, nessa ânsia de se manterem competitivas, elas esquecem um pouco essa questão. E se você não resgata o seu passado, você... fica mais difícil você saber quem você é, né. Eu acho que você se perde um pouco na questão da identidade. Eu acho que se você tiver sempre um bom histórico das suas ações, do seu passado, eu acho que fica mais fácil você visualizar aonde você quer chegar, as suas ações de futuro. Então eu acho que hoje as empresas caminham para reconhecer também que este é mais um grande passo, é mais uma grande conquista, em termos até mesmo de gestão de negócios. Eu acho que resgatar a memória empresarial hoje é fundamental para as empresas, principalmente empresas de varejo, porque você tem este ritmo até meio frenético...

 

P/1 - Frenético.

 

R - ...que o negócio impõe mesmo, n?. Você não para para pensar. Então eu acho que esse resgate é fundamental.

 

P/1 - Tá, e você acha que é possível fazer um link dessas ações a serem realizadas pela empresa com o Museu da Comunicação Empresarial da Aberje?

 

R - Eu acho que sim, porque o varejo você tem... logicamente todos os negócios você tem a comunicação, mas o varejo depende muito mais da comunicação, é fundamental porque, por exemplo, nossos funcionários estão em contato direto com os clientes, então o processo de comunicação se dá no dia a dia deles, com muito mais frequência talvez do que em algum outro negócio. Então, eu acho que começa daí, então eu acho que para todas as empresas é de fundamental importância, mas principalmente para a questão do varejo. Tá, então eu acho assim, que as nossas ações vão ter muito a ver com o trabalho que a Aberje [Associação Brasileira de Comunicação Empresarial] pretende realizar, a gente resgatar como se dá a comunicação no varejo, como se dá a história do Carrefour, eu acho que está intrinsecamente ligado um com o outro.

 

P/1 - Então, olha para encerrar eu queria que você desse uma mensagem, aí, para a dona Anna Chala que está fazendo aí os seus 25 anos de Aberje.

 

R - Olha, dona Anna, eu não a conheço há muito tempo, nós somos filiados à Aberje recen... há... recentemente no filiamos à Aberje, mas assim eu percebo que a senhora é uma figura muito... muito afável, uma pessoa que já personifica mesmo a Aberje, né. Acho que se tornou até um símbolo mesmo dessa organização. É, então, o que eu posso dizer, toda felicidade do mundo para você e que continue com a gente porque a sua presença é fundamental para a Aberje e para todos os associados.

 

P/1 - Então, muito obrigado.

 

- - - FIM DA ENTREVISTA - - -

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