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Parelheiros, outrora um recanto encantado

História de: JOTAPE
Autor: JOTAPE
Publicado em: 12/11/2015

Sinopse

Essa história é apenas um pedaço de tempos felizes vividos por mim em Parelheiros, nos anos de 70 e parte dos anos 80. Tempos de encontros e desencontros, tempos de conhecimentos e amadurecimento nos jeitos, tempos em que realmente tudo era tão simples, mas com intenso brilho.

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História completa

Ano de 1956, 11 de novembro, às 14h30. Enfim o primeiro respiro e o choro fora do útero materno. Mãe, minha heroína. Cheguei, estou aqui e... Cinquenta e oito anos depois... É só saudades. Se pudesse voltar no tempo, iria aterrissar minha nave na era verde de natureza abundante e ar puro desse meu outrora recanto encantado, e tentar salvá-lo da ganância de alguns e a ingenuidade de tantos outros. Sinto saudade de um tempo onde imperava a simplicidade, a cordialidade e o respeito entre as pessoas. Pessoas que tinham orgulho de pertencer a esse recanto encantado chamado Parelheiros. Saudade dos bons e velhos tempos, tempos da escolinha de madeira à beira da estrada, do tio João Ribeiro (dentista), do Seu Abílio Christe (do mercado), do Seu Mané Queiróz (da farmácia), do Seu Gilão (grande figura!), Seu Pedrinho (da venda) e muitos outros que fizeram, outrora, desse recanto encantado, um lugar bom, divertido e feliz, mas que foi se degradando com o tempo. Houve um tempo em que esse recanto deslumbrava encantos. Tempo em que esse recanto, em dias de festa, era tomado por belos enfeites, por belas moças e das barraquinhas que mostravam as delícias da culinária, enquanto a multidão abria passagem para o desfile de carros alegóricos, para a Banda Sinfônica do colégio Prisciliana, aos cavalos com seus cavaleiros imponentes e às amazonas em suas montarias, com uma beleza descomunal. Tempo em que na Igreja aos domingos pela manhã os moradores acotovelavam-se para assistir à missa com o Padre Carlos, e a fé naqueles tempos parecia ser infindável. Tempo em que depois da missa, lotava-se os barrancos à beira do campo de futebol para verem os garotos do time de futebol juvenil do, Parelheiros FC (Tiquinho, Rolinha, Pingo, Carlinhos), e tantos outros garotos. Pois é... Quanta saudade! Saudade dos bailes de carnaval na Sede Social do, Parelheiros F.C., regida pela voz e alegria contagiante de Arnaldo Alves. Saudade dos bailes em que tantos namoros comecei, muitas bocas beijei, muitos foras levei, diversos amigos ganhei (Ernesto, Ricardo, Edson, Jorge, Paulo Miguel, saudoso Normando e muitos outros)... Amigos com quais vivi tantas emoções. Parelheiros, meu outrora recanto encantado, não tem mais aquele encanto que tinha antigamente. Os rios não são mais os mesmos. Moradores vieram e se foram e restou apenas esta enorme saudade plantada na alma. Será que ainda há encanto em meu recanto?

José Maria Pires

Email:- jotape1956@ig.com.br

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