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Os Domingues no Brasil

História de: Euflosino Neto
Autor: Euflosino Neto
Publicado em: 13/12/2017

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História completa

Os Domingues.

 Buscando na História, pelo menos desde 1540, temos noticias de ancestrais desta família no Brasil, que se misturou com todas as outras daquela época em diante, com os da família de João Ramalho, com a dos Camagos, e tantas outras. Tit. Domingues Pág. 102, geneologia paulistas de Luiz G.S.Leme. É este um Tit. novo, sobre o qual não escreveu Pedro Taques, que apenas fez menção de alguns membros desta família em Tit. Godoys, e outros; entretanto, se bem que o tronco desta família fosse um simples povoador sem nobreza conhecida e sem brasão de armas, os seus descendentes se tornarão nobres pelos feitos e serviços à causa publica. Teve começo a família Domingues em Pedro Domingues casado com Clara Fernandes, o qual foi um dos povoadores de S. Vicente e S. Paulo, como o declarou seu f.º do mesmo nome quando em 1638 requereu, juntamente com sua cunhada Catharina Ribeiro, viúva, ao capitão Antonio de Aguiar Barriga, governador da capitania de S. Vicente e representante do conde de Monsanto, uma sesmaria em Santo Amaro, perto de S. Paulo. Declarou ser de 60 anos de idade e ter f.ºs e filhas casadeiras e que ajudou nas guerras de conquista do país. De Pedro Domingues e Clara Fernandes descendem que descobrimos: Cap. 1.º Amaro Domingues Cap. 2.º Pero Domingues Cap. 3.º Leonor Esteves Cap. 1.º Amaro Domingues, natural de S. Paulo, foi casado com Catharina Ribeiro (irmã de André Mendes Ribeiro que foi casado com Izabel de Saavedra) f.ª de Braz Mendes e de Catharina Ribeiro; faleceu em 1636 com testamento. Teve: 1-1 Capitão Diogo Domingues de Faria § 1.º 1-2 André Mendes Vidigal § 2.º 1-3 Braz Domingues Vidigal § 3.° 1-4 Pedro Domingues § 4.° 1-5 Capitão Domingos Ribeiro Vidigal § 5.º 1-6 Amaro Domingues § 6.° 1-7 Clara Domingues § 7.° 1-8 Maria Domingues § 8.° § 1° 1-1 Capitão Diogo Domingues de Faria foi sertanista e casado com Maria Paes; fez parte da expedição que de S. Paulo foi à Bahia em 1658 sob as ordens do capitão Domingos Barbosa Calheiros a mover guerra contra o bárbaro gentio(1). Teve q. d.: 2-1 Maria Domingues das Candêas que faleceu em Sorocaba em 1736 no estado de viúva de seu marido o capitão-mor Martim Garcia Lumbria f.º de Miguel Garcia Carrasco e 2.ª mulher Izabel João. Com geração no V. 6.º pág. 518. 2-2 Anna Domingues que foi 1.º casada com o capitão Manoel Cardoso de Almeida V. 3.º pág. 361; 2.ª vez casou em 1685 em Sorocaba com Manoel Bueno da Fonseca f.º de Diogo Bueno e de Maria de Oliveira. Teve uma f.ª do 1.º marido no V. 3.º pág. 361. _____________________ (1) Diogo Domingues, juntamente com o padre licenciado Matheus Nunes de Siqueira, foram testamenteiros nomeados por Manoel Garcia Bernardes em seu codicilo escrito no sertão da Bahia em 1659 na aldeia Tapurissé , para o efeito de prestarem seus serviços na cidade da Bahia, onde, de fato requereram perante o juiz a inquirição das testemunhas do codicilo, para ser aprovado. Entre as testemunhas que assinaram o codicilo estavam: Domingos Barbosa Calheiros, de 60 anos de idade (Vide Tit. Macieis Cap. 4.º), João Leite que faleceu nesse sertão, Francisco Jorge Leite † nesse sertão antes da aprovação do codicilo na Bahia; e foi escrito pelo ajudante João da Costa Leal, todos naturais de S. Paulo. Pág. 104 2-3 Sargento-mor Pedro Domingues Paes foi casado com Izabel Soares de Pontes, falecida em 1722 em Sorocaba f.ª de Estevão Sanches de Pontes e de Mecia Soares Corrêa, n. p. de Lourenço Fernandes, falecido em 1627 com testamento em S. Paulo, e da 2.ª mulher Izabel Gonçalves (f.ª de Bartholomeo Gonçalves e 1.ª mulher) n. m. de Geraldo Corrêa Sardinha, natural da cidade de Braga, e de Maria Soares. Foi o sargento-mor Pedro Domingues Paes juiz de órfãos em Sorocaba em 1689. Teve os 3 f.ºs seguintes: 3-1 Mecia Soares Paes que casou em 1689 em Sorocaba com João de Moura Gavião, natural da mesma localidade, f.º de outro de igual nome, natural da freguesia de S. Julião, Lisboa, e de Maria da Luz Cardoso. Com geração no V. 1.º pág. 150. 3-2 Sargento-mor Estevão Sanches Paes que casou em 1705 em Sorocaba com Maria Antunes Maciel f.ª de João Antunes Maciel e de Joanna Garcia. Com geração já descrita no V. 1.º pág. 140. 3-3 Maria Paes Domingues que foi casada com Miguel Antunes Maciel irmão de Maria Antunes do n.º 3-2 precedente. Com geração no V. 1.º pág. 135. 2-4 Capitão-mor Braz Mendes Paes, natural de S. Paulo, casou-se em 1687 em Sorocaba com Maria Moreira Cabral f.ª do coronel Paschoal Moreira Cabral (o velho) e de Marianna Leme, V. 7.º pág. 434; foi morador em Sorocaba, e foi capitão-mor da bandeira de que fez parte Pedro Leme, o torto, como soldado raso, como temos narrado no V. 2.º pág. 241, onde ficou patente o ato de heroísmo e lealdade de Pedro Leme, que salvou as campanhas da vacaria, prestes a caírem em poder de Castela pela astucia de um mestre de campo espanhol, o qual, com rara habilidade, conseguiu a assinatura do dito capitão-mor e de seus 4 oficiais numa declaração em que vinham a reconhecer os direitos de Castela sobre aquelas paragens. Teve q. d.: 3-1 Maria Paes casada em 1711 em Sorocaba com o alferes (mais tarde coronel ) Antonio Antunes Maciel f.° de João Antunes Maciel e de Joanna Garcia. Com geração no V. 1.º pág. 133. Pág. 105 3-2 Amaro Domingues Paes casado 1.º em 1734 em Sorocaba com Josepha Nunes Paes f.ª Pedro Nunes Tenório e de Jeronima Paes; 2.ª vez em 1739 na mesma vila com Apollonia Cabral, viúva de Angelo Cardoso, f.ª de João Cabral de Tavora e da Maria Bicudo de Proença. V.º 1.º pág. 386. 3-3 Antonio Paes de Faria que casou em 1743 em Sorocaba com Benta Paes Nunes f.ª de Antonio Nunes Paes e de Theodozia Nogueira, de Santo Amaro. Teve q. d.: 4-1 Braz Mendes Rodrigues casado em 1775 em Sorocaba com Anna Pedroso f.ª de Jorge Ribeiro Preto, de Parnaíba, e de Rita Maria Domingues. V. 6.º pág. 288. 4-2 Anna Paes de Faria casada em 1776 em Sorocaba com Gaspar Cubas Ferreira f.º de Lourenço Castanho Vidigal e de Josepha de Oliveira. V. 4.º pág. 289. 2-5 Martinho de Faria Paes, f.º do § 1.º, faleceu em 1724 em Sorocaba e foi casado com Ignez Sanches de Pontes f.ª de Estevam Sanches de Pontes e de Mecia Soares. Teve 3 f.ºs.: 3-1 Martinho de Faria Sanches, natural de Sorocaba, casou em 1722 na freguesia de Nazareth com Izabel de Estradas f.ª do coronel Gregorio Telles de Menezes e de Izabel de Estradas. Teve q. d.: 3-1 Martinho de Faria Sanches, natural de Sorocaba, casou em 1722 na freguesia de Nazareth com Izabel de Estradas f.ª do coronel Gregorio Telles de Menezes e de Izabel de Estradas. Teve q. d.: 4-1 Angela de Faria casada em 1764 em Nazareth com José Cardoso do Prado f.º de Domingos Vaz de Lima e de Izabel Cardoso de Siqueira. V. 5.º pág. 359. 4-2 José de Faria Telles que casou com Rosa de Lima f.ª de Angelo Vaz de Lima e de Paula da Silva Franco. V. 5.º pág. 359. Teve q. d.: DE ONDE VEIO NASCER: - GUILHERME DOMINGUES DE FARIA EM SANTANA DO PARNAIBA(SILVIANOPOLIS ATUAL), EM 1766. QUE MUDOU PARA BRAGANÇA Pta., PIA DE JOANNA DOMINGUES DE FARIA, casada com Lorenço Rodrigeus Coura, falecido em 1791, que foi de JOSE EMILIO DE FARIA , QUE FOI FOI DE VIDAL DOMINGUES DE FARIA 1842/1892, QUE FOI PAI DE EUFLOSINO DOMINGUES DE FARIA (1880/1967) QUE FOI PAI DE SEBASTIÃO DOMINGUES DE FARIA (1921/2000), QUE FOI PAI DE EUFLOSINO DOMINGUES NETO (1954), QUE É PAI NATURAL DE MARCOS ALEXANDRE FERREIRA DOMINGUES DE FARIA(1979) E DE SILVIA REGINA DOMINGUES DE FREITAS(1982) E FABIO LUIZ DOMINGUES DO CASAMENTO COM CONCEIÇÃO APARECIDA DE GODOI DOMINGUES(1958), CASAMENTO DE 1980. É certo que a família dos Domingues, deixaram rastros em São Paulo, Sorocaba, com Cap. Diogo Domingues de Faria, que lá faleceu em 1690, Região de Atibaia-SP, Bragança Paulista e pelo Sul de Minas, como Santana do Parnaiba (Silvianópolis atual), onde nasceu meu antepassado Guilherme Domingues de Faria, bem como Baependi, onde da região de Bragança Paulista e da Fazenda Roseta do Lopo, foi então para aquela Região JUSTO DOMINGUES MACIAL, que ali casando, teve o sétimo filho JUSTO DOMINGUES MACIEL TERCEIRO, que se tornaria Barão Domingues Maciel. Compuscando os artigos históricos, vemos que Leonor Domingues, filha de Pedro Domingues nos final dos idos de 1500, casou com o recém chegado da Europa, Josepe Camargo, que competia logo na virada do século com o cargo de juiz geral da província de São Paulo. O castelhano Jusepe de Camargo desembarcou no porto de São Vicente no último quartel do século XVI. Já estava decidido o seu destino, subiu ele para a Vila de São Paulo de Piratininga. Como uma andorinha só não faz verão, enamorou-se de Leonor Domingues, que era descendente de João Ramalho, casando-se com ela. Ali, constituiu família debaixo do mando dos Pires. Religioso que era ele tinha a proteção do Clero e em 1611, três anos depois do nascimento de Fernão Dias Paes Leme, foi nomeado Juiz Ordinário. Resultado esse de sua família crescer rica e poderosa, disputando os cargos com os Pires. jORNAL DE ATIBAIA Gilberto Santanna, gilbertosant@terra.com.br Gilberto Sant´Anna é dvogado e ex-prefeito de Atibaia. Contato: gilbertosant@terra.com.br Esta família esgueirando por entre as serras da Cantareira, jundiai, vieram parar em Atibaia, nos primeiros anos de 1600, cá estavam ocupando a região. Já no exílio, Jerônimo de Camargo e correligionários construíram uma capela em devoção a João Batista que se tornou o marco histórico da posse da terra. O dia-a-dia rasgou uma rua direta até a bica d´água, conhecidas depois por Rua Direita e Fonte do Rosário. Hoje se diz Rua das Duas Igrejas: une a da Matriz com a da Nossa Senhora do Rosário. Por isso, se atribuiu a Jerônimo de Camargo a fundação de Atibaia em de 24 de junho de 1665 (Lei 205 de 24/06/32). O município de Bom Jesus dos Perdões surge em 1705, Nazaré Paulista em 1676, Piracaia em 1817, Jarinu em 1948 e Bragança Paulista em 1763. Estas datas permitem concluir que a hoje Atibaia definiu-se como núcleo urbano permanente pelo menos cem anos antes dos demais ao derredor, embora desde 1638 ocorressem povoamentos sazonais na região. Muitas tentativas não vingaram ou se integraram a outros aglomerados humanos Foram os domingues Capitães do mato, chefes de expedição de entrada e bandeiras a partir de são Paulo, lutaram contra os gentios na Bahia no começo deste século de 1600 e em troca receberam sesmaria nesta região e outras. Alguns ramos se tornaram importantes na Colonia e no Império, entre eles : Diogo Domingues de Faria, com 17 anos em 1636. Testamenteiro da irmã Clara, na ausencia do sobrinho João. Cap. Diogo faleceu em Sorocaba aos 09-02-1690, com testamento: Sorocaba, SP Igreja N Sra da Ponte aos 09-02-1690 faleceu o Cap. Diogo Domingues de Faria, natural da vila e S. Paulo e morador nesta vila; filho de Amaro Domingues e de s/m Catarina Ribeira moradores da dita vila de S. Paulo; esta sepultado nesta igreja matriz, fez testamento; foram testamenteiros Joam Paes Domingues, o Cap. P.º Domingues Paes. Segundo SL. 8, 103 1-1, Diogo casou com Maria Paes, já falecida em 03-03-1685. Entre seus flhos: 2-1 Maria Domingues casou com Martim Garcia Carrasco, filho de Miguel Garcia Carrasco e sua segunda mulher Izabel João. Geração na família “Carrasco”. 2-2 Ana Domingues em 03-03-1685 em Sorocaba casou com Manoel Bueno da Fonseca, filho de Diogo Bueno e de Maria de Oliveira. Sorocaba,SP Igreja N Sra da Ponte aos 03-03-1685 casei Manoel Bueno da Fonseca, f. de Diogo Bueno e de s/m Maria de Oliveira, moradores na vila de S.Paulo = cc Ana Domingues, f. do Cap. Diogo Domingues e de s/m Maria Paes, ja defunta, naturais da vila de S. Paulo e moradores nesta vila. Foram test.: Bento Pires, Catarina Gomes, Bras domingues idigal, lara Domingues. 2-4 Bras Mendes Paes, natural de S. Paulo. Em Sorocaba aos 28-05-1687, casou com Maria Moreira Cabral, filha do Cel. Paschoal Moreira Cabral e Mariana Leme - em aportes à GP: André Fernandes, capitão - SL. 7, 225, Cap.1º. Sorocaba,SP Igreja N Sra da Ponte aos 28-05-1687 casei a Bras Mendes, natural da vila de S. Paulo e morador nesta vila de N. Sra da Ponte, f.l. Diogo Domingues de Faria e Maria Paes, ja defunta, moradores nesta sobredita vila = cc Maria Moreira Cabral, f.l. do Cel. Paschoal Moreira Cabral e Mariana Leme, moradores nesta vila. Testemunhas o Alcaide Mor Hiacinto Moreira Cabral, Antonio Ribeiro Gracia, Maria Domingues, Antonia Dias. Diogo foi sertanista e, em 1658, participou da expedição que partiu de São Paulo rumo à Bahia, sob o comando do Capitão Domingos Barbosa Calheiros, "para combater o bárbaro gentio". Em 1659, na aldeia Tapurissé, no sertão da Bahia, Diogo foi testamenteiro de Manoel Garcia Bernardes, seu companheiro de expedição. Em 1679, esteve em Paranaguá, como Capitão-mor. A partir dali, por ordem do administrador-geral das minas, Dom Rodrigo de Castelo Branco, fez entradas pelo sertão em demanda de minas. Aos nove dias do mes de Fevereiro de mil e seis centos e noventa annos, faleceo da vida prezente, as onze horas da noite, o CAPITAM DIOGO DOMINGUES DE FARIAS, natural da villa de Sam Paulo, morador nesta villa de Nossa Senra da Ponte de Serocava, filho de AMARO DOMINGUES e de sua molher CATHARINA RIBERA, moradores da dita villa de Sam Paulo. Morreo com todos os sacramentos, está sepultado nesta Igreja Matrix, iunto a nave do coro p a banda da pia de baptizar; fes testamento; fes testamento, deixou de sufragios por sua alma cem micas, as quais se disse. Foram testamenteros Joam Pais Domingues, o Capitam P o Domingues Paes. Levou a crux da fabrica, e as mais da confraria, e não levou bandera por não aver. Diogo faleceu em 9 de Fevereiro de 1690, em Sorocaba, SP. 1.5. MARTINHO DE FARIA PAES, casado com INÊS SANCHES DE PONTES, filha de ESTEVÃO SANCHES DE PONTES e de MÉCIA SOARES CORREA[citados em 1.3.]. Martinho faleceu em 1724, em Sorocaba. Diogo Domingues de Faria Data de nascimento: 23 março 1611 (78) Local de nascimento: São Paulo, São Paulo, Brazil Falecimento: 9 fevereiro 1690 (78) Sorocaba, São Paulo, Brazil Local de enterro: Sorocaba Família imediata: Filho de Amaro Domingues e Catarina Ribeiro Marido de Maria Pais Companheiro(a) de NN Pai de Brás Mendes Pais; Pedro Domingues Pais; Martinho de Faria Pais; Amaro Domingues, (neto); João Paes Domingues e 3 outros Irmão de Pedro Domingues; Brás Domingues Vidigal; Clara Domingues; Domingos Ribeiro Vidigal; André Mendes Vidigal e 2 outros Managed by: Carla Assenheimer (C) Last Updated: 3 Setembro 2017 Começamos este nosso trabalho genealógico com uma notícia sobre os portugueses que, chegados a S. Vicente antes e depois de sua fundação, se ligaram às filhas dos principais de diversas tribos espalhadas nas vizinhanças dessa povoação e nas de S. André e S. Paulo de Piratininga, povoações que foram fundadas alguns anos depois da 1.ª Quando Martim Affonso de Sousa em 1532 pela primeira vez desembarcou na praia de Bertioga, já encontrou em terra vivendo entre os índios dois portugueses, que lhe serviram de intérpretes, e foram João Ramalho e Antonio Rodrigues: o 1.º estava ligado maritalmente com - Mbicy - (1) filha do chefe índio Tevereçá ou Tebiriçá que tinha sua sede em Inhapuanbuçú nas vizinhanças de S. Paulo; o 2.º vivia também maritalmente com a filha do cacique Piquerohy maioral de Ururay, a qual foi batizada com o nome de Antonia Rodrigues. Outros caciques ou principais existiam nas vizinhanças de S. Paulo de Piratininga, com cujas filhas, depois da fundação de Santo André e da vila de S. Paulo (que suplantou e extinguiu a 1.ª) se casaram muitos portugueses, primeiros povoadores da capitania. De um antigo manuscrito (2) descoberto pelo doutor Ricardo Gumbleton, que o fez publicar na Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, do Rio de Janeiro (V. 51, pág. 93) tiramos os nomes desses portugueses, que, casando com as ditas índias, procriaram essa raça audaz e belicosa de sertanistas e bandeirantes, que, explorando os longínquos sertões, foram plantar os marcos que atestam a vastidão de nossa pátria. ____________________ (1) Machado de Oliveira dá-lhe o nome Bartira. (2) O doutor Ricardo Gumbleton assevera ter lido no manuscrito a data de 1613; nós o julgamos escrito em data muito posterior, porque ali está já mencionado o casamento de Anna Luiz Grou, f.ª do capitão Simão Alvares do § 2.º do Cap. 1.º com Antonio Pires de Medeiros, quando é certo que ele teve lugar em 1635 em S. Paulo. Entretanto, a autenticidade e importância desse manuscrito não podem ser postas em dúvida, visto estar de conformidade com os inventários e outros documentos desses tempos da povoação de S. Paulo. Pág. 2 Entre esses nomes não encontramos no manuscrito citado o de Antonio Rodrigues; entretanto, como sua existência, bem como a de alguns de seus descendentes, não pode ser posta em duvida, por pertencer à história de S. Paulo, dele faremos menção no Cap. 7.º desta introdução; são: Cap. 1.º Pedro Affonso Cap. 2.º Gaspar Affonso Cap. 3.º Domingos Luiz Grou Cap. 4.º Braz Gonçalves Cap. 5.º João Ramalho Cap. 6.º Pedro Dias Cap. 7.º Antonio Rodrigues Além de alguns ituanos e novos paraibanos, vieram povoadores das cercanias de São Paulo, Santo Amaro e Cotia passando por São Roque, capela da Penha, Apereatuba e rio Sorocaba na fazenda de São Francisco, então Nossa Senhora do Pópulo. A capela da Penha em 1724 foi reconstruída e pertencia aos Domingues. Por aí deve ter vindo João Antunes Maciel, o Velho. Cêrca de 1680 já tinha feito a viagem de Paranaguá a Curitiba e aos campos vizinhos procurando ouro. Sua sesmaria foi justamente na estrada de Curitiba antes do rio Sarapuí . Em 1693 o convento de São Bento tirou a sesmaria junto a essa, além do Sarapuí, "no caminho de Curitiba". Ésse caminho, pois, é de antes de 1693 e foi sendo ladeado por sesmarias até mesmo Curitiba. ita (Dr. Braguinha) até a rua das Flôres e a abertura desta que inda não havia (monsenhor João Soares). Em 1695 foi aberta a rua de Diogo Domingues Vidigal, que pode ser a da Penha até a atual Miranda Azevedo. A estrada que ia da praça do Conselho à ponte tornou-se rua. Em 1728 a última casa era já abaixo da altura onde estão os canhõezinhos. Antes de 1680 eram sertanistas caçadores de índios, por exemplo, Braz Teves e seu sôgro, o primeiro Pascoal Moreira Cabral. Comds índios já cristãos e mansos caçavam-se outros: eram os "arcos" dos "potentados". Os Moreira e Domingues, os Pais, André de Zunega, nasceram nessa lida, na qual se enterraram até o pescoço. dios. A maioria dos sertanistas ficou anônima como aquêle Domingos Nogueira, português casado com Clara Domingues, cujos. ossos trouxeram do sertão a enterrar em novembro de 1681 Em 1683 vieram os de João Pinto. Eis os resultados em números, da bandeira de 1684. Cap. André de Zunega, 56 Cap. Martim Garcia Lumbria, 35 Diogo Domingues de Faria 31 Diversos, cêrca de 40 162 Êsse Diogo Domingues de Faria, quando môço, andou pela Bahia em 1658. Chegando de lá a São Paulo veio estabelecerse em Sorocaba, onde faleceu em 1690. Era natural de São Paulo, filho de Amaro Domingues e Catarina Ribeira, casado com Maria Pais, mudara-se com os filhos que aqui se casaram. . Mas foram anônimamente e nem brilharam por lá, feudo taubateano que era. Menos o cel. João Antunes Maciel, que foi em 1711 o primeiro juiz municipal de São João del Rei e que, na nebulosa guerra dos Emboabas, 1709, estivera ao lado dos reinóis. Era o segundo do mesmo nome, mas o primeira certamente andou por lá, pois não era homem para morrer no seu leito, no lar. Retirou-se aí por 1717 e, com êle, alguns dos irmãos que teriam ido. Fernão Dias Falcão, parnaibano, morador em Sorocaba, também foi fundador e autoridade nas Minas, em Pitanguí, 1715. Diz Carvalho Franco que de Minas é que êle saiu para Cuiabá! Não. Voltou à terra, era juiz em 1717. ComAntônio Antunes Maciel e muitos outros desceram o Tietê mais ou menos junto com Pascoal Moreira Cabral, que levava 50 homens brancos fora os índios, chegou em 1718 ao Coxipó, foi eleito cabo maior em novembro de 1719. O velho cel. João Antunes Maciel foi, pelo menos, em 1728, pois os seus ossos foram trazidos pelos filhos a enterrar na matriz de Sorocaba. O filho homônimo fazia parte da bandeira do descobrimento em 1718. Em 1723 era superintendente das minas a quem cabia receber os quintos. Em 1726 vinha para São Paulo chefiando a tropa ou monção de canoas, que trazia para a Fazenda Real quatro arrôbas e seiscentas oitavas de ouro. Em Camapuã, já o encontrou doente em 20 de agôsto de 1726, o governador Rodrigo César de Meneses, falecendo pouco depois no rio Paraná. Seus ossos chegaram à matriz no ano seguinte, em 1727. Punha-se fogo à sepultura para apressar a decomposição. Antônio Antunes Maciel estava com Pascoal Moreira e foi escolhido para vir trazer ao governador a bela notícia. Retornou à exploração de ouro e caça aos índios dos arredores. Em 1726 recebeu o governador rio abaixo de Cuiabá, com a aprovação do qual, no ano seguinte, atacou os índios parecís. Ainda voltou a Sorocaba e retornou à guerra dos paiaguás. Depois de 1733 viveu em paz com a sua família perto da atual estação de Iperó (Rio Abaixo), com muitos escravos índios, até cêrca de 1745. Gabriel Antunes Maciel esteve no Cuiabá pelo menos no rush que seguiu a vinda de seu irmão. Formidável sertanista, geógrafo prático, êle sabia que da serra de Botucatú, fazenda jesuítica entre o Tietê e o Paranapanema, entre cujas barras no Paraná caíam o rio Pardo e outros pela direita, pelos quais se varava ao rio Paraguai, era possível um caminho por terra ao rio Grande, como se chamava o Paraná. Em 1721 ofereceu-se ao governador para fazê-lo. Pensava, porém, que não era muita a distância pois até 1755, ainda se acreditava que os rios da esquerda nasciam nos campos de Sorocaba, que compreendiam Botucatú. Ora as barras e volume de água sugeriam pequena distância para quem passava pelo rio Grande. Não foi aceito, mas em 1723, a 3 de dezembro foi nomeado capitão-mor de Sorocaba. Em 1727, com Antônio e Filipe, atacou os parecís. Em 1728 com Gaspar de Godói Moreira, paulistano, descobriu o alto Paraguai Diamantino. Veio à terra. Nomeado segundo comandante ou cabo da expedição aos paiaguás, pediu salvo-conduto para ir a São Paulo e não ser processado por dívidas. Morreu lutando, no rio Paraguai, em 1734. Miguel Antunes Maciel era mais caseiro, pois em 1724, quando Sorocaba se desfalcava para o sertão, era juiz ordinário . Isto foi em 1722, e o herói do achado à flor da terra, o seu camarada Bardudo que andava "melando" — buscando mel. A crônica deu a quantidade lendária de 400 arrôbas! Ora, por causa da fome devida à falta de braços para a lavoura. Sutil retirou-se para o povoado no ano seguinte com cêrca de 400 mil réis isto é, 400 oitavas, e não arrôbas. Casou-se de nôvo e em 18 de agôsto de 1755 faleceu tão pobre que o seu entêrro não teve música, apesar de o pedir antes. Tinha cem anos diz o assentamento. Morava no Itanguá. Tôda a gente fôra para Cuiabá em 1721. O próprio juiz ordinário não venceu o impacto. Largou a vara a um canto. O governador Rodrigo César escrevia à Câmara, ninguém respondia. Por fim Braz Mendes, antigo vereador assumiu a vara e respondeu: não ia a palácio porque não montava a cavalo, estava obeso. Não o estivesse, e teria ido para Cuiabá. A descoberta das Gerais coincide com a abertura ou maior freqüência da estrada de Curitiba. Nos primeiros anos do sé- culo XVIII o padre Guilherme Pompeu de Almeida banqueiro dos bandeirantes e seu fornecedor, mandou para Minas as primeiras boadas adquiridas em Curitiba por seu sócio Pedro Frazão de Brito. Alguns marchantes de São Paulo também adquiriam rezes em Curitiba, por sinal que a população não gostava da carne, pelo cansaço e magreza. Passavam também cavalos, que se vendiam até a 20 mil réis pela raridade em Minas, e que depois baratearam. Antes de São Paulo a última invernada boa eram os campos sorocabanos. Depois, zona de mato. Foi assim que teve início, como a aurora antes do sol, antes do final do bandeirismo, o tropeirismo sorocabano, que se vê tão bem associado no mesmo caminho do Paranapanema e de Curitiba. Mas foi no comêço, gente de fora. Foi passagem. Em 1732 a Câmara reclamou pelos estragos que as boiadas tinham há anos feito nos caminhos e ruas e especialmente na ponte, que lhe custava tão caros. Nota-se a coincidência. Por 1703, aqui não se vende índio. Começa o cavalo. O Govêrno não pôs registro no rio Sorocaba mas sim no Paranapanema, onde a passagem de gado e gêneros para os viajantes de e para Curitiba. Em ambos os rios, já antes de 1724, eram êstes os impostos: por pessoa 4 vinténs, por carga de negócio 2, por cabeça de boi, vaca e cavalo, 4. Segundo o padre Manuel da Fonseca, Vida do Padre Belchior de Pontes, era de Santo Amaro o descobridor das minas do Paranapanema, Domingos Rodrigues Machado, casado com Maria Domingues de Lima. Miguel de Barros, morador em Sorocaba, descobriu ouro em 1717. Gabriel Antunes Maciel era superintendente das minas de Curitiba e parece ter enviado exploradores ao Paranapanema. Os viajantes bateavam onde passavam. janelas sem vidros para o claustro. Não só no inventário de Isabel de Proença (1655) mas nos assentos de óbitos de 1681 em diante aparece o templo com o nome de igreja e não capela Igreja, embora nem sempre litürgicamente, era a que tinha arco-cruzeiro e capela-mor. Os assentos das sepulturas dos irmãos Pascoal e Jacinto Moreira Cabral falam na "capela-mor" . Logo mais aparece o altar lateral de Nossa Senhora do Pilar, que ainda existe. A imagem desta, que recebeu o primeiro ouro de Goiás, andava extraviada, mas conseguimos adquirí-la e a entregamos ao Reverendo Prior Dom Tadeu Strunck . Conseguimos, mediante assentamentos de óbito e deduções certas, concluir que os Correia, que deram o altar em cuj as proximidades foram enterrados, eram originários de São Paulo e Santo Amaro, entrelaçados com os Passos e Domingues, que descobriram as minas do Serro Frio, onde persevera o morro do Pilar, que contende com o Ipanema na prioridade do ferro nacional industrializado. igreja. Em 1695 frei Frutuoso da Conceição com dois padres, frei Leandro do Calvário e frei Antônio de Santa Maria já moravam na parte que o primeiro conseguiu terminar. Nova visita do Provincial coincidiu com o estrago prómovido pela Câmara no patrimônio. Êle resolveu que os três padres abandonassem igreja e convento; as terras e as 34 almas (índios administrados) e as entregassem a depósito ao juiz de órfãos. Eira Braz Domingues Vidigal que, ao receber a 8 de abril a comunicação, imediatamente fêz redigir pelo escrivão Gregório de la Penha uma intimação a frei Frutuoso, para que não saísesm. Como juiz ordinário, fêz passar um bando pelas ruas, a toque de caixa, que sob pena de multa de quatro mil réis e quarenta dias de cadeia, ninguém emprestasse cavalos ou ajudasse os padres na viagem. Então foram ao juiz ordinário, André, Domingues Vidigal, para que convocasse vereadores e povo. Era o capitão Miguel Garcia Lumbria, chefe militar das ordenanças. E como o pai dêste, capitão-mor Martim Garcia Lumbria, da capitania de Martim Afonso sediada em Itanhaém, estivesse presente, levaram-no e um soldado tocando a caixa surda. Alguém lembrou que excomunhão não era brinquedo, e buscassem o vigário. O padre Antônio Carvalho acedeu. Aí o juiz Vidigal cedeu, mas fazendo um auto pelo escrivão, para livrar-se de futuras responsabilidades perante a Igreja e o Rei. Em 1728, a 2 de julho, realizou-se entre o Convento e a Câmara uma composição, desanuviando-se os horizontes. Uma reclamação dos Padres a 3 de fevereiro fôra para o limbo. Aproveitavam , nova presença de um ouvidor na Câmara em correição, o desembargador Francisco Galvão da Fonseca e se compuseram: do cunhal a nascente do mosteiro, uma linha se tirava até a santa cruz (a primeira que houve) e daí em ângulo para a olaria de Pedro Domingues (avenida Com. Pereira Iná- cio) até o ribeirão do Moinho (hoje Lajeado) e pelo ribeirão abaixo até o rio. Tudo o que ficasse à direita era do convento, à esquerda, da Câmara. Outra linha, do cercado do convento, a ocidente, ia procurar a estrada do Paranapanema (rua da Penha, que não chegava até o alto). A esquerda, do convento, à direita, da Câmara. O mato do Supirirí ficava MEMÓRIA HISTÓRICA SÔBRE SOROCABA (II). CAPITULO II. BANDEIRISMO, 1661-1733. Resultados da pesquisa GOOGLE Diogo Domingues de Faria – Wikipédia, a enciclopédia livre https://pt.wikipedia.org/wiki/Diogo_Domingues_de_Faria 1. 2. Diogo Domingues de Faria (século XVII) foi um sertanista brasileiro. A sua família foi estudada por Silva Leme na obra Genealogia Paulistana (v. VIII, p. 103). Filho de Amaro Domingues e de Catarina Ribeiro, participou da expedição de Domingos Barbosa Calheiros ao sertão da Bahia em 1658. Esteve como capitão-mor ... Diogo Domingues de Faria (1611 - 1690) - Genealogy - Geni https://www.geni.com/people/Diogo-Domingues-de-Faria/6000000020505177883 3 de set de 2017 - Genealogy for Diogo Domingues de Faria (1611 - 1690) family tree on Geni, with over 175 million profiles of ancestors and living relatives. Capitão Diogo Domingues de Faria - Genearc www.genearc.net/index.php?op=ZGV0YWxoZVBlc3NvYS5waHA=&id... 1. Diogo foi sertanista e, em 1658, participou da expedição que partiu de São Paulo rumo à Bahia, sob o comando do Capitão Domingos Barbosa Calheiros, "para combater o bárbaro gentio". Em 1659, na aldeia Tapurissé, no sertão da Bahia, Diogo foi testamenteiro de Manoel Garcia Bernardes, seu companheiro de ... Capitão Diogo Domingues de Faria (± 1618-1690) » Petroucic ... https://www.genealogieonline.nl/de/petroucic-genealogy/I266317.php Diogo Domingues de Faria wurde geboren rund 1618 in São Paulo, Sp, Brazil, Sohn von Amaro (Rodrigues) Domingues und Catarina Ribeiro. Er heiratete mit Maria Paes , sie bekamen 7 Kinder. Er ist verstorben am 9. Februar 1690 in Sorocaba, Sp, Bra. Diese Informationen sind Teil von Petroucic Genealogy von Roberto ... Genealogia Paulistana Título Domingues - Wilton Xavier Furtado www.arvore.net.br/Paulistana/Domingues.htm 1. 2. Amaro Domingues, natural de S. Paulo, foi casado com Catharina Ribeiro (irmã de André Mendes Ribeiro que foi casado com Izabel de Saavedra) f.ª de Braz Mendes e de Catharina Ribeiro; faleceu em 1636 com testamento. Teve: 1-1 Capitão Diogo Domingues de Faria § 1.º. 1-2 André Mendes Vidigal § 2.º. 1-3 Braz ... Genealogia Paulistana Introdução www.arvore.net.br/Paulistana/introducao.htm 1. 4-2 Domingos Alvares da Cruz. 4-3 Francisco Alvares Rodrigues. 4-4 João Alvares Rodrigues. 3-4 Antonio Alvares. 3-5 Diogo Alvares. 3-6 Hilaria Luiz que estava casada com João Gomes de ..... 5-3 Ignez Sanches de Pontes que foi casada com Martinho de Faria Paes f.º do capitão Diogo Domingues de Faria supra. Amaro Domingues - Projeto Compartilhar www.projetocompartilhar.org/Familia/AmaroDomingues.htm 1. 26 de set de 2017 - 1º, Amaro Domingues, natural de S. Paulo, foi casado com Catharina Ribeiro (irmã de André Mendes Ribeiro que foi casado com Izabel de Saavedra) f.ª de Braz Mendes e de Catharina Ribeiro; faleceu em 1636 com testamento. Teve: 1 Capitão Diogo Domingues de Faria. 2 André Mendes Vidigal. Página:Genealogia Paulistana - Volume 01.djvu/33 - Wikisource https://pt.wikisource.org/wiki/Página:Genealogia_Paulistana_-_Volume_01.../33 22 de set de 2014 - 5-2 Izabel Soares de Pontes, falecida em 1722 em Sorocaba, casada com o sargento-mor Pedro Domingues Paes f.º do capitão Diogo Domingues de Faria. Com geração em Tit. Domingues Cap. 1.º § 1.º. 5-3 Ignez Sanches de Pontes que foi casada com Martinho de Faria Paes f.º do capitão Diogo ... ALGUMA COISA SOBRE UM DOS MAIS FAMOSOS DA FAMILIA E TALVEZ, único Barão da Familia. - JUSTO DOMINGUES MACIEL casou 1.° em 1719 em Santo Amaro com sua parenta Maria Leme; 2.a vez era 1738 na mesma freguezia com Maria da Cunha, fallecida em 1799 em Bragancja, f.a –de Sebastiao de Candia e de Maria da Cunha, Tit. Vaz Guedes ; falleceu Justo Domingues Maciel em 1762 e teve 9 f.os da 2. a mulher: e teve o filho 4-7 Justo Domingues Maciel 4-7 Justo Domingues Maciel, f,° de 3-3, casou em 1777 em Baependy com Izabel Vieira f.a de Matheus Vieira e de Theresa Custodia, de Marianna—Minas; flcou residindo em Baependy, onde teve os seguintes f. os (por informa$ 5es), 6-1 Justo Domingues Maciel,(NETO) nascido em 1837 em Baependy, foi influencia politica no anligo partido liberal e agraciado com o titulo de BARÃO DE BAEPENDI de Maciel. Foi casado com Luiza Ribeiro, baroneza de Maciel, que vive em sua fazenda no municipio de Caxambii ; falleceu o barao de Maciel em 1900, e teve os seguintes f °s : 7-2 Doutor Theophilo Maciel, formado em medicina pela faculdade do Rio de Janeiro, reside na cidade de Itapira onde casou a 1 .a vez com Maria Adelina da Cunha, viúva de Jos6 Avelino Gomes da Cunha. f> de Francisco Gomes da Cunha Salles e de Anna Carolina da Cunha, V. 5.° pag. 176, sem geragao; 2.a vez casou o doutor Theophilo Maciel em S. Paulo a 2 de Fevereiro de 1901 com Maria Esther Leme f.a de Luiz Gonzaga da Silva Leme, bacharel em direito e engenheirc civil(cel e escritor de famílias paulistana) , e de Maria Fausta Macedo Leme, V. 2.o pag. 525. Tern: Henriqueta Maciel daughter About Justo Domingues Maciel, barão de Maciel Nascido em 1837, naquele município, Justo Domingues Maciel III era também conhecido como o Barão da Roseta, das Águas ou de Contendas. Iniciou suas atividades como tropeiro, levando produtos da fazenda para a corte no Rio de Janeiro e São Paulo. O Barão foi casado com Luíza Leocádia Ribeiro da Cunha, que era cantora lírica e interpretava Chopin. A baronesa fez parte da comitiva que recepcionou a visita da família imperial a Caxambu, em 1868. A princesa Izabel, que casada com o Conde D’Eu, diz a lenda, só conseguiu engravidar após beber as águas ferruginosas desta estância hidromineral. Em agradecimento, mandou construir a belíssima igreja no alto da cidade. Justo Maciel foi presidente da Câmara Municipal de Baependi e também o primeiro prefeito do município após a proclamação da República, na época do regime parlamentarista. Em 1884, acompanhou o imperador D.Pedro II na inauguração da ferrovia The Minas and Rio Railway. Como empresário fundou e presidiu a “Empreza das Águas de Caxambu e Contendas” (sic), considerada a primeira indústria constituída de engarrafamento de águas minerais. Nesse período, importantes obras foram realizadas para implantação do Parque das Águas de Caxambu. Após a morte de Justo e Luíza, a propriedade da Fazenda da Roseta passou a pertencer aos seus descendentes, incluindo os pais de Paulo Maciel. Com o declínio das suas atividades produtivas, o patrimônio sofreu um forte desgaste e, desde 2005, vinha sendo restaurada para se transformar na primeira fazenda-parque da região. Agora, a Fazenda da Roseta pode receber não somente cavaleiros e amazonas, como também turistas tradicionais em busca de beleza natural e a vida no campo. Segundo Paulo Maciel Jr., que preside a Lume Ambiental em Belo Horizonte, a ideia maior é integrar o Sul de Minas a outros polos de turismo equestre dos estados do Rio e São Paulo, criando e aumentando a oferta de emprego e renda na região que já foi próspera no passado: “Mais que isso, queremos provar que recuperando o meio ambiente e trazendo a exuberância da natureza de volta, através do turismo ecológico, é possível desenvolver a chamada indústria sem chaminés de maneira simples e necessária.” "Ecológico " Fazenda Parque da Roseta ver todos Cronologia de Justo Domingues Maciel, barão de Maciel Henriqueta Maciel daughter About Luiza Leocádia Ribeiro da Cunha, baronesa de Maciel Família Maciel e a Roseta A família Maciel é originária da França, mas se estabeleceu em Viana do Castelo, Portugal. Um dos troncos da família, formado por João Maciel, chegou ao Brasil pelo litoral paulista (São Vicente), no século XVI. A partir daí, os "maciéis" migraram para várias partes do País. Segundo Valter Cassalho, "Em 02 de fevereiro de 1746, Justo Domingues Maciel I obtém uma sesmaria de uma légua em quadra na paragem chamada Numbuca. Essas terras situavam-se nas proximidades do MORRO DO LOPO...". Morro do Lopo situa-se no Estado de São Paulo, no contraforte leste da Serra da Mantiqueira. Adentrando a serra, os maciéis" tiveram acesso ao sul de Minas, onde Justo Domingues Maciel II casou-se, em Baependi, com Izabel Vieira, em 1777. Muito antiga e originária de uma sesmaria de 1738, a Fazenda da Roseta teve importante papel no desenvolvimento econômico e social na região. Diversas famílias por ali passaram e inúmeras foram as atividades produtivas que ali se desenvolveram ao longo do tempo. Conforme noticiado no antigo jornal carioca "O Paiz", há mais de um século, a Fazenda da Roseta já importava gado leiteiro holandês, além de cachorros dinamarqueses e ovinos da Europa. Antiga morada da família do Barão de Maciel a Fazenda situa-se no Município de Baependi, Estado de Minas Gerais. Nascido em 1837, em Baependi, Justo Domingues Maciel III era também conhecido como o Barão da Roseta, das Águas ou de Contendas. Sabe-se que Justo iniciou suas atividades como tropeiro, levando produtos da Roseta para a corte no Rio de Janeiro e São Paulo. Casado com Luísa Leocádia Ribeiro da Cunha, a baronesa fez parte da comitiva que recepcionou a visita da família imperial à Caxambu em 1868. Segundo consta a família real também esteve na fazenda. Justo Maciel foi Presidente da Câmara e também o primeiro Prefeito de Baependi após a proclamação da República, na época o regime era parlamentarista. Durante sua gestão foi criado o Distrito de Soledade de Minas, hoje já emancipado. Em 1884, acompanhou o Imperador Pedro II na inauguração da ferrovia "The Minas and Rio Railway". Como empresário fundou e presidiu a "Empreza das Águas de Caxambu e Contendas" sendo considerada a primeira empresa constituída de engarrafamento de águas minerais. Após a morte de Justo e Luíza, a propriedade da Fazenda passou a seus descendentes. Em 1942, a casa-sede da fazenda passou por uma reforma, substituindo parte de suas características coloniais por uma arquitetura neocolonial. Com o declínio das atividades produtivas, o patrimônio sofreu forte desgaste e, a partir de 2005, vem sendo restaurado para atender a novos usos e objetivos. Nossa Senhora de Lourdes Em 11 de fevereiro de 1858, em uma gruta às margens do rio Gave, na pequena cidade de Lourdes, nos Pirineus, ao sul da França, uma jovem de apenas 14 anos, Bernadete, filha de Francisco e Luíza Soubirous, testemunhou a primeira aparição de Nossa Senhora de Lourdes. Por esse motivo, em homenagem a Nossa Senhora de Lourdes, santa de devoção dos moradores da Fazenda, foi erguida uma gruta de pedra, destinada a atividades religiosas dentre as quais casamentos e batizados. A imagem de Nossa Senhora de Lourdes que se encontra na Fazenda foi trazida da França pelo Coronel Manoel Maciel, filho do Barão de Maciel, e sua introdução na gruta, com procissão e celebração de missa, se deu em 8 de outubro de 1932. Com o passar dos anos, a gruta desabou e, hoje recuperada, passa a receber devotos e a desempenhar o mesmo papel anterior. Retornando então o ramo para a nossa Região de Bragança Paulista-SP. História da cidade de Bragança Paulista TERRITÓRIO O território de Bragança Paulista está situado na região sudeste do Estado de São Paulo, na Serra da Mantiqueira. Diz a história, que a Expedição de D. Francisco de Souza, depois de atravessar o sul de Minas Gerais, descobriu o Pico do Lopo, nas imediações da atual cidade de Vargem, e ali acampou. Esta é a primeira notícia que se tem de alguém ter pisado em terras Bragantinas. Anos depois, em 1.725, Bartolomeu Bueno da Silva ( o segundo Anhanguera ) percorreu a região bragantina e, com a descoberta de ouro no centro do país, aqui ficou sendo passagem obrigatória dos aventureiros das Entradas e Bandeiras. FUNDAÇÃO Antônio Pires Pimentel e sua esposa Ignácio da Silva Pimentel, moradores no então Distrito de Paz de Atibaia, em cumprimento de uma promessa, constroem uma capela em louvor a Nossa Senhora da Conceição, numa colina, à Margem direita do Ribeirão Canivete (hoje Lavapés, pequeno afluente do Rio Jaguary). Diz a história que Antônio Pires Pimentel estava doente e desenganado pelos médicos. Então sua esposa Ignácia da Silva Pimentel fez uma promessa a Nossa Senhora da Conceição e alcançou a graça. Em agradecimento, o casal construiu a capela para venerar a Santa. E aquele local, a partir de então, começou a servir de descanso para os tropeiros que por ali passavam e começaram a surgir, ao redor da capela, ranchos e barracas. Assim surgiu o pequeno povoado que recebeu o nome de Conceição do Jaguary e que tem como data de fundação o dia 15 de dezembro de 1763. EMANCIPAÇÃO Em 13 de fevereiro de 1765, o povoado é reconhecido e recebe o nome de Distrito de Paz e Freguesia da Conceição do Jaguary. Quatro dias depois, Conceição do Jaguary recebe seu primeiro Vigário e é elevada a Paróquia. Em 17 de outubro de1797, desliga-se de Atibaia e recebe o nome de Vila Nova Bragança, nome esse ligado à tradição portuguesa, cuja dinastia durante séculos governou Portugal e o Brasil. Em 20 de Abril de 1856, passa a denominar-se Bragança. Três anos depois, são anexados a ela mais quatro municípios: Pedra Bela, Pinhalzinho, Vargem e Tuiuti. Em 30 de novembro de 1944, para diferenciar-se da cidade do Pará que tinha o mesmo nome, que passou a chamar-se Bragança Paulista. E em virtude de seu excelente clima, em 28 de outubro de 1964, foi elevada à categoria de Estância Climática. Em 24 de fevereiro de 1964, perde parte de seu território com o desmembramento dos distritos de Vargem, Pinhalzinho e Pedra Bela. Em 17 de Abril de 1970, Vargem é reintegrado ao território bragantino. E em 30 de dezembro de 1991, novamente Vargem e também Tuiuti separam- se de Bragança. O cadastramento de bens rústicos aponta para Bragança em 1818 um total de 530 propriedades que juntas conformavam uma área de 73185,143 alqueires paulistas. Essas propriedades estavam nas mãos de 523 indivíduos (excluindo-se os casos em que havia mais de um proprietário para o mesmo terreno). A sua vez, foram descritas no tombamento atibaiense 246 1 NÃO TENHO INTERESSE EM PUBLICAR ESTE TEXTO NOS ANAIS 2 Professora adjunta da FACE/UnB. Contato: deborahreis@unb.br 1 propriedades, sendo que para duas delas não foi mencionada a área. Todas as propriedades foram arroladas por indivíduos, a nenhuma correspondia entidades, ainda que houvesse “Campos pertencentes aos moradores que se acham situados juntos a capela de N. Senhora do Carmo”; e juntas somavam 128816,40 alqueires paulistas. E por fim, para Nazaré, o inventário de bens rústicos apresentou descrição para 271 propriedades, que ocupavam uma área total de 28478,250 alqueires paulistas. Ao todo, estamos a tratar de 1047 propriedades e uma área total de 128816,793 alqueires paulistas. Essas terras, se observadas a repartição por faixas de tamanho, caracterizavam-se por uma forte concentração, cerca de 52% das propriedades que correspondiam a terras de até 50 alqueires paulistas, com uma área média de 17,9 alqueires, apropriavam-se de tão somente 7,6% da área total declarada. Em contrapartida, as 11 maiores propriedades (1,1%), com áreas acima de 1000 alqueires, média de 2433 alqueires, respondiam por 20,8% das terras da área considerada, ou seja, a uma área de 26760 alqueires paulistas. Grande parte das propriedades estava nas faixas intermediárias de tamanho: propriedades entre 100 e 300 alqueires respondiam por 24,2% das do número de propriedades e por 32,6% da área arrolada, ou seja, 42024,3 alqueires paulistas. (cf. Tabela 1)

 

 

 

OS DOMINGUES EM SOROCABA 

MEMÓRIA HISTÓRICA SÔBRE SOROCABA (II). CAPITULO II. BANDEIRISMO, 1661-1733. O têrmo da vila de Nossa Senhora da Ponte de Sorocaba. Povoamento do mesmo em conjunto com o povoado ou sede. Datas e sesmarias. Terras reijúnas e de São Bento. O rocio, Caminhos e procedência dos novos povoadores. Dos bandeirantes fundadores e moradores origina-se o nôvo centro de bandeirismo fora da vila de São Paulo, somente comparável a Itú, Parnaíba e Taubaté. Vozes do Oeste, 1684-1733. Gado vacum e cavalar de Curitiba. Minas Ido Paranapanema, têrmo de Sorocaba. Dois governadores em visita e Cuiabá e Vila Bela de Mato Grosso. A guerra dos paiaguás. O comerciante Cabral Camelo. Escravos negros. * Não se usava o nome de município, nem sede do mesmo, mas sim, têrmo da vila. Em Portugal e no Brasil havia poucas povoações com o título da cidade. Não era, no entanto, o tamanho a causa da diferença. Nas capitanias os donatários podiam somente criar vilas. Salvador e Rio de Janeiro já foram fundadas porém com o título de cidade. São Paulo já era a cabeça da capitania desde 1681, mas o Rei a elevou a cidade apenas em 1711, e não houve outra antes do Império. Em suma, tendo governador posto pelo Rei, sendo ao menos sede de bispado, era cidade, menos Cabo Frio que não se encaixa nesta motivação. Mas os direitos dos moradores eram os mesmos. Ao desmembrar-se de outro um município decretam-se os limites. Não aconteceu assim nos tempos coloniais. Ora, as respectivas Câmara litigavam e consertavam-se entre si mais ou menos dividindo pela metade a distância entre as sedes, ora os juízes ouvidores intervinham. Do concêrto entre Parnaíba e Sorocaba não ficou documento, mas houve-o. Como se sabe que São Roque, contemporâneo — 76 — de Sorocaba, continuou como freguesia pertencendo ao têrmo de Parnaíba, e como os limites tendem a conservar-se e os de Itú eram quase os atuais, temos a continuação das serras de São Francisco, Inhaiba e Piragibú com um pequeno avanço para o Apotribú, e a linha que desce ao Cajurú e sobe do divisor das águas com o Tietê no Avecuia, daí ao Sorocaba em Bacaetava. Tudo o mais era o sertão indeterminado a oeste e ao sul, desde a foz do Sorocaba no Tietê até os campos de Curitiba. Em 1721, o ouvidor José Pires Pardinho fixou a divisa entre Sorocaba e Curitiba pelo Itararé. Parece que por acôrdo tácito e sem resultado prático as cumiadas da Paranapiacaba eram divisa com o litoral, isto é, Itanhaém e Iguape, mas por êsse lado o caminho acabava na fazenda dos Madureira, quase à vista da vila e Apereatuba (hoje reprêsa da Light) . O alto Sorocaba e seus formadores, Sorocauçú e Sorocamirim, hoje município de Ibiúna, foi povoado mais tarde, via Cotia e São Roque . Em 1665 afixou-se em Itú o seguinte cartel (edital): "Os oficiciais da Câmara da vila de Nossa Senhora da Ponte fazem saber a todos os moradores da vila de Nossa Senhora da Candelária de Itú que tiverem cartas de datas de terras na dita vila ou no têrmo dela que dentro de seis meses vão cultivá-las e medi-las, porque estão chegando muitos moradores para lhes darem terras que estão devolutas. E para que venha à notícia de todos fazemos esta advertência, para que em tempo algum se chamem à ignorância. Feita em Câmara, aos 19 de dezembro de 1665". Não se sabe com que direito a Câmara dava terras, ela que não possuia rocio ainda em 1706 e depois. Interpretou que só a ela competia dar as terras dentro do povoado, doutra forma não existiria a vila, avançando dentro dos terrenos de São Bento, o que, aliás, iniciara Baltazar em 1661. As datas eram de 15 e de 20 braças em quadra. Como não havia meio de vida mais comum que a lavoura, muito dos donos dessas datas recebiam outras, certamente para lavrar, nas proximidades, em terras não doadas em sesmaria e que eram imensas nos campos. Aí criavam o gadinho no campo comum aproveitando os capões de mato para as roças. Os pobres quando cansavam os solos dos capões mudavam-se, tinham casas de pouco valor. Muitos melhoravam de finanças e tiravam ses- — 77 — orarias ou compravam pedaços delas, os únicos títulos válidos. Fêz-se como se existisse rocio (uma légua em quadra), o morador pagando fôra módico e podendo até vender o direito ao fôro, avaliando as benfeitorias. Logo após a morte do fundador, a Câmara invadiu o matrimônio beneditino. Frei Anselmo se aboletava na sacristia ou nalguma casa e o povo ia dando esmolas para a igreja e convento, mas os padres não começavam as obras, de mêdo de perderem as terras. Então Frei Francisco da Visitação, abade Provincial geral da Bahia, fêz a viagem de São Paulo ou Parnaíba a Sorocaba e falou mansamente com os homens, redigindo, porém, o seu requerimento em regra contra a invasão. Em vez de recorrerem à justiça do Ouvidor, a Câmara sossegou os padres dando-lhes uma área para o convento, isto é, um terreno, nomeadamente um pasto. Tal doação lembra só um lado das divisas e os matos que a bem dizer, chegavam até a igreja. Em última análise, da cruz de Nossa Senhora da Ponte da Religião de São Bento partiam as linhas para o Lageado e o Supirirí, mais ou menos rua Padre Luís hoje. O abade obrigouse a começar o convento com as esmolas dos moradores e, feitas quatro ou cinco celas, a pôr no convento um ou dois padres (fora os outros) para dar aulas de latim e cantochão a todos os filhos dos moradores desta vida que quisessem estudar uma e outra coisa. Além de alguns ituanos e novos paraibanos, vieram povoadores das cercanias de São Paulo, Santo Amaro e Cotia passando por São Roque, capela da Penha, Apereatuba e rio Sorocaba na fazenda de São Francisco, então Nossa Senhora do Pópulo. A capela da Penha em 1724 foi reconstruída e pertencia aos Domingues. Por aí deve ter vindo João Antunes Maciel, o Velho. Cêrca de 1680 já tinha feito a viagem de Paranaguá a Curitiba e aos campos vizinhos procurando ouro. Sua sesmaria foi justamente na estrada de Curitiba antes do rio Sarapuí . Em 1693 o convento de São Bento tirou a sesmaria junto a essa, além do Sarapuí, "no caminho de Curitiba". Ésse caminho, pois, é de antes de 1693 e foi sendo ladeado por sesmarias até mesmo Curitiba. -78— Não houve um empreiteiro dessa estrada. No campo limpo, não se fazia. Nas matas junto aos passos dos rios os fazendeiros e os peões vão fazendo picadas cada vez que passavam e o> gado afirmava, pisoteando o chão da mesma. Nos rios, nadavam a gente o gado ou paravam a construir canoas. O caminho começava no largo de São Bento saindo pela atual rua 13 de Maio até a Penha. Cêrca de 1717 saiu dêle o ramal para as Minas de Paranapanema e Apiaí, que pertenciam a Sorocaba. O caminho para as fazendas jesuíticas de Guareí e Botucatú, têrmo de Sorocaba, passava por Ipanema e Tatuí atual. Eram extensas sesmarias para criação de gado. No Paiol e em Tatuí estavam os peões dos Campos Bicudo, de Itú. Mais perto, rio Sorocaba abaixo, no comêço dos 1700 aparecem como sesmeiros Antônio Antunes Maciel e Fernão de Almeida Leme, êste de São Sebastião. Há um caminho entre Itú e Sorocaba, atravessando o Piragibú mais acima, saindo no Varejão. Chega de São Paulo era , 1695 e se estabelece nas alturas da Aparecida atual o sargentomor João Martins Claro. Ao mesmo tempo, na vila se estabelece o capitão Tomás de Lara de Almeida, homem rico, negociante e lavrador. Negociante era ainda em 1724, Antônio Rodrigues Penteado, gente de Araçariguana. Ao velho Pascoal Moreira Cabral, sucede no Itapeva, Matias de Madureira Calheiros. Dos portuguêses era o primeiro, talvez negociante, Domingos Fernandes do Rêgo, natural de Viana. Gabriel de la Penha e sua mulher, Catarina de Mendonça logo morreram, mas ficou Gregório de la Penha casado com Catarina de Gusmão, filhos de castelhanos, talvez do Guiará. Gregório foi escrivão muitos anos. O aumento da população exigiu a continuação da rua Direita (Dr. Braguinha) até a rua das Flôres e a abertura desta que inda não havia (monsenhor João Soares). Em 1695 foi aberta a rua de Diogo Domingues Vidigal, que pode ser a da Penha até a atual Miranda Azevedo. A estrada que ia da praça do Conselho à ponte tornou-se rua. Em 1728 a última casa era já abaixo da altura onde estão os canhõezinhos. Os fundadores e os primeiros moradores -foram sertanistas e bandeirantes pelo fato de virem de povoados a esta região, a mais ocidental da capitania, abrindo caminhos e fundando sítios. Nem todos iam ao sertão do oeste e sudoeste — 79 — caçar índios, mas todos viviam sob o ciclo econômico das bandeiras, porque sem os índios capturados e seus descendentes não havia fazendas e sítios maiores que dão vida aos pequenos comerciantes e artesãos da cidade e agregados da roça, nem entrava algum dinheiro amoedado para a circulação pois infelizmente, o escravo era também vendido para fora. Custava 20 mil réis por cabeça . O algodão era para consumo local, como os mantimentos. Sobrava pouco gado vacum para tanger para São Paulo e Parnaíba, onde Guilherme Pompeu, o pai e filho, compravam para revender. Antes de 1680 eram sertanistas caçadores de índios, por exemplo, Braz Teves e seu sôgro, o primeiro Pascoal Moreira Cabral. Comds índios já cristãos e mansos caçavam-se outros: eram os "arcos" dos "potentados". Os Moreira e Domingues, os Pais, André de Zunega, nasceram nessa lida, na qual se enterraram até o pescoço. O áuge do bandeirismo sorocabano ou sua marcha para oeste situa-se entre 1680, quando João Antunes Maciel criou nos campos do Pirapora a sua sede ou ninho de águias, com os filhos já meninos, e Pascoal Moreira Cabral e André de Zunega e Braz Mendes Pais se habituam a ir anualmente, pelo rio Tietê ou pelo Paranapanema na ida, sempre por êste caminho e na volta ao atual sul de Mato Grosso, onde pelo menos em 1684 fizeram uma estacada e espécie de pôsto de comando, com as suas roças. Da bandeira de 1684 de Pascoal Moreira, o 2.°, e André de Zunega, Ettore Marangone fêz a reconstituição da partida. André já era bem velho. Conseguimos confirmar, com os livros de batismos de "carijós, escravos e administrados" as pesquisas mandadas fazer pelo saudoso e grande Taunay em Simancas, bem como a crô- nica de Pedro Taques. Em dezembro de 1684, janeiro e fevereiro de 1685 foram batizados índios adultos do sertão aos magotes. Os proprietários maiores eram aquêles dois, mas havia outros nomes de sorocabanos que ou foram ou mandaram seus índios ir, entrando no rateio geral. Devemos salientar João Leme da Silva (não o célebre) filho de Braz Teves, que batizou 19 adultos. Éste foi pessoalmente com o primo Pascoal, pois continuou a bandeirar e em 1726 faleceu feito minerador no Paranapanema, donde trouxeram seus ossos a enterrar na matriz. Braz Mendes Pais era o chefe da bandeira com a qual, naquele arraial da Vacaria matogrossense, se passou em ano não sabido o episódio pitoresco narrado por Pedro Taques. — 80 — Os castelhanos da Assunção cercaram os paulistas e sem lutas, obtiveram do "cabo da bandeira" a assinatura em um papel dizendo que aquelas terras eram da corôa de Espanha. Pedro Leme da Silva, o Torto (caôlho), natural de Itú, reclamou em alta voz que eram de El-Rei de Portugal e da capitania do Conde de Mousanto. O castelhano zombou: — Mi-- ren el tuerto! E êle retrucou: — E coxo também. O Torto era filho de Domingos Leme da Silva e primeira mulher, o qual veio casar pela segunda vez em Sorocaba, em 1679 com uma neta de Baltazar e foi pai dos irmãos Leme, bisnetos do Fundador. E' dado como morador em Itú, mas. Braz Mendes veio de Santo Amaro e residia em Sorocaba, onde era juiz ordinário em 1721 e faleceu pobre em 17... Acontece que a caçada não çera aos milhares e centenas e, sim, às dezenas, tudo ficava em despêsas e muito custava para sustentar e vestir a família do tipo patriarcal, que compreendia os. índios. A maioria dos sertanistas ficou anônima como aquêle Domingos Nogueira, português casado com Clara Domingues, cujos. ossos trouxeram do sertão a enterrar em novembro de 1681 Em 1683 vieram os de João Pinto. Eis os resultados em números, da bandeira de 1684. Cap. André de Zunega, 56 Cap. Martim Garcia Lumbria, 35 Diogo Domingues de Faria 31 Diversos, cêrca de 40 162 Em 1685, 1686 e 1687 chegaram poucos à pia batismal. Houve um intervalo. Recomeça com Braz Mendes Pais e principalmente Braz Moreira, em 1692. Ora, êste bandeirante já, em 1690 estava no arraial e como em 1691 êle já chegara a Sorocaba, como se vê na publicação Inventários e Testamentos. Segue-se que a doutrinação precedia de alguns meses o batismo. Não obstante era precária. O padre Belchior de Pontes rebatizou alguns administrados de Manuel Pereira Pavão, que o foram pelo vigário em 1684, na sua fazenda de Apotribú, ce mo segundo espôso de Potência de Abreu, viúva de Bejarano, fato êste das bodas, aliás, desconhecido dos genealogistas, mas: está no inventário dela. O padre Bélchior repetiu êsse gesto noutros lugares, segundo o autor de sua vida, porque achava — 81 — mal instruídos os índios, cuja língua falava. Cêrca de 1690 um sacerdote bilíngüe cuidava dêles em Sorocaba. Êsse Diogo Domingues de Faria, quando môço, andou pela Bahia em 1658. Chegando de lá a São Paulo veio estabelecerse em Sorocaba, onde faleceu em 1690. Era natural de São Paulo, filho de Amaro Domingues e Catarina Ribeira, casado com Maria Pais, mudara-se com os filhos que aqui se casaram. Jerônimo Ferraz de Araújo, natural de Cotia, filho de Manuel Ferraz de Araújo e Verônica Dias Leite, aqui se casou em 1681 com Maria Riquelme de Gusmão, filha de André de Zunega e Cecília de Abreu. Em 1690 foi com seu irmão Antônio, com os ituanos Manuel de Campos Bicudo e Gabriel Antunes de Campos e outros, Tietê abaixo até o arraial referido atrás e que ficava no Mboteteí ou Miranda, afluente do Pardo, onde deixaram as canoas e atravessaram o rio Praguai (talvez descendo pelo Taquarí ainda em canoas) rumo a Santa Cruz de la Sierra, para escravizar os índios chiquitos, que estavam sob os cuidados dos jesuítas. Éstes, os índios e os soldados castelhanos destroçaram a bandeira, morrendo o chefe Manuel de Frias Taveira e Antônio Ferraz de Araújo. Jerônimo ainda tornou a Sorocaba, foi juiz ordinário e faleceu em 1737. Nos anos de 1680-1690, mais ou menos, Manuel Correia, morador de Sorocaba, encontrou o primeiro ouro de Goiás, pequena quantidade de que mandou fazer uma coroinha para a imagem de Nossa Senhora do Pilar em São Bento. Desde que foi constatado ouro em Minas pelos taubateanos, os de Sorocaba, embora no ciclo da caça ao índio, tentaram fazer bandeiras sômente de mineração ou com ambos os intuitos. As primeiras, na região além do Paranapanema. Assim é que em 1699 estavam nos campos de Curitiba, Pascoal Moreira Cabral, o segundo, que não assinava Leme e Miguel Sutil de Oliveira, daí nascendo as Lavras de Santa Cruz ou do Sutil . As segundas, no atual Estado de Mato Grosso. Essa expedição de 1699 fôra resultado das instâncias de Artur de Meneses, governador do Rio em visita a Sorocaba. No se realizou a expedição autorizada por êle, do paulistano Gaspar de Godói Colaço, com perdão pelo assassínio de Fernão de Camargo, o Tigre. Era coisa própria de sorocabanos... Êstes pediram ainda ao Rei licença para fundar uma vila na Vacaria. Veio resposta negativa, por mêdo dos castelhanos. Os sorocabanos não estiveram ausentes dos primórdios de Minas. Tôda a gente ia para lá. Por 1703 acabam os batismos -82— de índios adultos e os livros de registros para os brancos são ávaros de assentamentos. Mas foram anônimamente e nem brilharam por lá, feudo taubateano que era. Menos o cel. João Antunes Maciel, que foi em 1711 o primeiro juiz municipal de São João del Rei e que, na nebulosa guerra dos Emboabas, 1709, estivera ao lado dos reinóis. Era o segundo do mesmo nome, mas o primeira certamente andou por lá, pois não era homem para morrer no seu leito, no lar. Retirou-se aí por 1717 e, com êle, alguns dos irmãos que teriam ido. Fernão Dias Falcão, parnaibano, morador em Sorocaba, também foi fundador e autoridade nas Minas, em Pitanguí, 1715. Diz Carvalho Franco que de Minas é que êle saiu para Cuiabá! Não. Voltou à terra, era juiz em 1717. ComAntônio Antunes Maciel e muitos outros desceram o Tietê mais ou menos junto com Pascoal Moreira Cabral, que levava 50 homens brancos fora os índios, chegou em 1718 ao Coxipó, foi eleito cabo maior em novembro de 1719. Pascoal Moreira Cabral teria partido também pouco depois de 1715 quando seu nome desaparece dos livros paroquiais. Em abril de 1718 encontra o ouro no Coxipó. A amostra veio ao Conde de Assuman, que o fêz guarda-mor, pôsto em que o confirmou Rodrigo César de Meneses, que não atendeu à sua pretensão de ser o superintendente, pela idade, no que foi mais uma vez suplantado por Falcão. Faleceu com setenta anos em 1.° de novembro de 1724, e jaz em Cuiabá na atual catedral. Em Sorocaba ficaram a mulher, duas filhas e um filho homô- nimo sem aproveitar as riquezas que o grande bandeirante deu a Portugal. Os Antunes Maciéis eram seis: o pai João Antunes Maciel, e os filhos João, Antônio, Gabriel, Miguel e Filipe, todos sertanistas notáveis que ajudaram a fundar Mato Grosso de hoje. Nessa emprêsa brilharam os sorocabanos e ituanos, mas os primeiros parece terem tido a sorte ou dom da liderança. A primeira menção empreendida das atividades dos sorocabanos pelos rios abaixo é a do "Santuário Mariano" . E' difícil dizer os nomes dos dois ou três irmãos que nasceram aqui, por não haver assentos de batismos antes de 1679, mas todos aqui cresceram e moraram. O pai e os filhos estiveram todos em Cuiabá. Miguel e Filipe, os mais novos, talvez nascidos aqui, foram depois da descoberta. — 83 — O velho cel. João Antunes Maciel foi, pelo menos, em 1728, pois os seus ossos foram trazidos pelos filhos a enterrar na matriz de Sorocaba. O filho homônimo fazia parte da bandeira do descobrimento em 1718. Em 1723 era superintendente das minas a quem cabia receber os quintos. Em 1726 vinha para São Paulo chefiando a tropa ou monção de canoas, que trazia para a Fazenda Real quatro arrôbas e seiscentas oitavas de ouro. Em Camapuã, já o encontrou doente em 20 de agôsto de 1726, o governador Rodrigo César de Meneses, falecendo pouco depois no rio Paraná. Seus ossos chegaram à matriz no ano seguinte, em 1727. Punha-se fogo à sepultura para apressar a decomposição. Antônio Antunes Maciel estava com Pascoal Moreira e foi escolhido para vir trazer ao governador a bela notícia. Retornou à exploração de ouro e caça aos índios dos arredores. Em 1726 recebeu o governador rio abaixo de Cuiabá, com a aprovação do qual, no ano seguinte, atacou os índios parecís. Ainda voltou a Sorocaba e retornou à guerra dos paiaguás. Depois de 1733 viveu em paz com a sua família perto da atual estação de Iperó (Rio Abaixo), com muitos escravos índios, até cêrca de 1745. Gabriel Antunes Maciel esteve no Cuiabá pelo menos no rush que seguiu a vinda de seu irmão. Formidável sertanista, geógrafo prático, êle sabia que da serra de Botucatú, fazenda jesuítica entre o Tietê e o Paranapanema, entre cujas barras no Paraná caíam o rio Pardo e outros pela direita, pelos quais se varava ao rio Paraguai, era possível um caminho por terra ao rio Grande, como se chamava o Paraná. Em 1721 ofereceu-se ao governador para fazê-lo. Pensava, porém, que não era muita a distância pois até 1755, ainda se acreditava que os rios da esquerda nasciam nos campos de Sorocaba, que compreendiam Botucatú. Ora as barras e volume de água sugeriam pequena distância para quem passava pelo rio Grande. Não foi aceito, mas em 1723, a 3 de dezembro foi nomeado capitão-mor de Sorocaba. Em 1727, com Antônio e Filipe, atacou os parecís. Em 1728 com Gaspar de Godói Moreira, paulistano, descobriu o alto Paraguai Diamantino. Veio à terra. Nomeado segundo comandante ou cabo da expedição aos paiaguás, pediu salvo-conduto para ir a São Paulo e não ser processado por dívidas. Morreu lutando, no rio Paraguai, em 1734. Miguel Antunes Maciel era mais caseiro, pois em 1724, quando Sorocaba se desfalcava para o sertão, era juiz ordinário . — 84 — Não resistiu à tentação e partiu no ano seguinte, com o ituano seu primo Antônio Antunes Lobo. Faleceu em sua canoa no rio Paraguai, lutando valentemente contra os paiaguás. Filipe Antunes Maciel, o mais nôvo, certamente sorocabano e também o mais pobre, em 1727 estava também caçando índios parecís Os Sutil de Oliveira todos eram sertanistas. Sebastião já era falecido em 1724. No ano anterior andou com frei Frutuoso por Araraquara. Miguel Sutil de Oliveira, sorocabano segundo todos os cronistas, depois das lavras de Curitiba andou por Cuiabá. Tendo êle descoberto ouro no próprio lugar da atual cidade, perto da futura igreja do Rosário, para ali foi mudada a povoação, de sorte que Sorocaba é duplamente fundadora de Cuiabá. Isto foi em 1722, e o herói do achado à flor da terra, o seu camarada Bardudo que andava "melando" — buscando mel. A crônica deu a quantidade lendária de 400 arrôbas! Ora, por causa da fome devida à falta de braços para a lavoura. Sutil retirou-se para o povoado no ano seguinte com cêrca de 400 mil réis isto é, 400 oitavas, e não arrôbas. Casou-se de nôvo e em 18 de agôsto de 1755 faleceu tão pobre que o seu entêrro não teve música, apesar de o pedir antes. Tinha cem anos diz o assentamento. Morava no Itanguá. Tôda a gente fôra para Cuiabá em 1721. O próprio juiz ordinário não venceu o impacto. Largou a vara a um canto. O governador Rodrigo César escrevia à Câmara, ninguém respondia. Por fim Braz Mendes, antigo vereador assumiu a vara e respondeu: não ia a palácio porque não montava a cavalo, estava obeso. Não o estivesse, e teria ido para Cuiabá. João Martins Claro, sargento-mor, genro de Fernão Pais de Barros chegara em 1695 e suas atividades não se estenderam à caça ao índio, lidando para achar ouro nas serras de Araraquara e em Ipanema. Mas mandou seus filhos Artur, afilhado que fôra de Artur César de Meneses em 1698 e Fernão, de 1700, irmãos que, residindo em Cuiabá, descobriram ouro no chamado Mato Grosso, em 1733. Daí veio o nome à capitania, província e estado, e Sorocaba selando o diploma final da fundação principiada no sul em 1684 e continuada no centro em 1718 e agora, 1733, na vertente amazônica. Frei Frutuoso da Conceição, fluminense, beneditino, foi prior (presidente) de antes de 1695 a depois de 1723, construindo ou terminando de construir o convento e servindo de "técnico" nas pesquisas de minérios. — 85 — A descoberta das Gerais coincide com a abertura ou maior freqüência da estrada de Curitiba. Nos primeiros anos do sé- culo XVIII o padre Guilherme Pompeu de Almeida banqueiro dos bandeirantes e seu fornecedor, mandou para Minas as primeiras boadas adquiridas em Curitiba por seu sócio Pedro Frazão de Brito. Alguns marchantes de São Paulo também adquiriam rezes em Curitiba, por sinal que a população não gostava da carne, pelo cansaço e magreza. Passavam também cavalos, que se vendiam até a 20 mil réis pela raridade em Minas, e que depois baratearam. Antes de São Paulo a última invernada boa eram os campos sorocabanos. Depois, zona de mato. Foi assim que teve início, como a aurora antes do sol, antes do final do bandeirismo, o tropeirismo sorocabano, que se vê tão bem associado no mesmo caminho do Paranapanema e de Curitiba. Mas foi no comêço, gente de fora. Foi passagem. Em 1732 a Câmara reclamou pelos estragos que as boiadas tinham há anos feito nos caminhos e ruas e especialmente na ponte, que lhe custava tão caros. Nota-se a coincidência. Por 1703, aqui não se vende índio. Começa o cavalo. O Govêrno não pôs registro no rio Sorocaba mas sim no Paranapanema, onde a passagem de gado e gêneros para os viajantes de e para Curitiba. Em ambos os rios, já antes de 1724, eram êstes os impostos: por pessoa 4 vinténs, por carga de negócio 2, por cabeça de boi, vaca e cavalo, 4. Segundo o padre Manuel da Fonseca, Vida do Padre Belchior de Pontes, era de Santo Amaro o descobridor das minas do Paranapanema, Domingos Rodrigues Machado, casado com Maria Domingues de Lima. Miguel de Barros, morador em Sorocaba, descobriu ouro em 1717. Gabriel Antunes Maciel era superintendente das minas de Curitiba e parece ter enviado exploradores ao Paranapanema. Os viajantes bateavam onde passavam. Na região estiveram João Martins Claro e frei Frutuoso. Nesse 1717 um dos descobridores, José de Goiás Morais, foi nomeado superintendente. Em 1724 estavam tão florescentes as minas de Paranapanema que foram instalados registros no rio dêsse nome e no de Itapetininga e já funcionavam. O arremontante dos impostos de passagens de pessoas e gado em -86— canoas vendeu o seu direito a Miguel Sutil de Oliveira e João Lopes da Cunha por 300$00 e 110$000. Em meados de maio de 1728 o governador de São Paulo, Caldeira Pimentel, passou uns dias em Sorocaba distribuindo sesmarias no caminho do Paranapanema e de Curitiba. A sesmaria não se deve confundir com os pequenos lotes nos ribeiros auríferos, ao cuidado do superintendente. O governador ganhava taxas pelos papéis. Hospedou-se com o tte. cel. Beripardo Antunes. Apiaí desixou de ser arraial em 1735, quando se fêz o primeiro batizado, e em 1746 já era primeiro vigário de Paranapanema o padre Manuel de Lima Vergueiro. As duas freguesias continuavam a pertencer ao município de Sorocaba. As minas de São José do Guapiara foram descobertas pelo índio Ciríaco, administrado dos Padres de São Bento de Sorocaba. José de Barros Lima, sorocabano e Salvador Nardy de Vasconcelos, ituano, intitularam-se descobridores. Barros Lima escreveu ao governador de São Paulo, Mascarenhas, e foi feito superintendente das minas do Paranapanema, em lugar de Tomás Antônio Pizarro de Araújo. Na éra das bandeiras é quase certo que muitas delas desceram pelo Sorocaba junto à ponte e os Maciéis já teriam embarcado no Sarapú. Quando as bandeiras se transformaram nas monções de Pôrto Feliz, expedições fixas para negó- cio, também muitas saíram daqui, embora só haja documentação de duas que partiram quase juntas em 1727. Mesmo o capitão-mor Fernão Dias Falcão em 1723 aqui se proveu de gente, de gêneros e de escravos pretos, inclusive um barbeiro sangrador (algum mulato de partes), e, de certo partiu daqui. Era difícil transportar cargas no ombro de índios. Cavalos havia poucos. Talvez fizesse conta dar a volta pelo rio Sorocaba, que tinha só uma cachoeira, a Jequitaia, onde Manuel Guedes lá por 1908, fundou uma usina elétrica para Tatuí . Outra razão é que iam rareando os paus grossos para canoas nas margens do Tietê, em Pôrto Feliz, de forma que, em 1780 as canoas eram feitas no Jurupará, muito acima da cidade de Sorocaba. Posta a carga na canoa, a gente descansa, enquanto não houver "varação" . João Antônio Cabral Camelo, negociante, português quase que evidentemente, saiu de Sorocaba em começos de 1727 com muitos carregamentos de negócio e alguns escravos aqui — 87 — comprados, desembarcando em Cuiabá em 21 de novembro de 1727. Êle já voltava em 1730 com o ouvidor Antônio Álvares Lanhas Peixoto. A 6 de junho foram atacados no rio Paraguai pelos paiaguás, em 50 canoas. O ouvidor foi morto. Os índios levaram o ouro dos quintos a trocar por bugigangas em Assunção. Cabral Camelo escapou e vivia em São João del Rei em 1734. Esta afronta apressou o episódio chamado pelos cronistas: Guerra dos paiaguás. Comos ituanos, muitos sorocabanos receberam patentes de oficiais e promessa de repartição da prêsa, por parte do governador Conde de Sarzedas. O cado da tropa, Gabriel Antunes Maciel, à frente do comandante principal, o português Manuel Rodrigues de Carvalho, e sucumbiu, com muitos paulistas, lutando contra os paiaguás no rio Paraguai, em 1734. Não se sabe, o número de sorocabanos mortos, mas os brancos eram poucos, e os índios, muitos. Já com a descoberta das minas aparecem os primeiros escravos africanos ou crioulos, tendo o Govêrno de Portugal dado licença aos paulistas para comprarem 300 por ano no mercado do Río de Janeiro. Aparecem e desaparecem algumas dezenas, rumo do Cuiabá. Eram bons remadores, o que não quer dizer que não fôssem pilotos e artesãos. Um ou outro aparecia antes, mas o trabalho escravo e a mestiçagem era devida aos índios. Até os primeiros anos de 1700 em Sorocaba se falava também o tupí. Até cêrca de 1733, todavia, o trabalho das roças era feito pelos índios administrados, embora já nascidos aqui, e pelos mamelucos (palavra ainda usada até os meados do século XVIII). O primeiro livro de batismo para escravos africanos, que existe é de 1739. No entanto, em 1709 "foi enterrado na matriz" um servo da casa de Braz Mendes Pais. Em 1721 foi enterrado "um negro mina por nome Antônio, escravo de João Domingues do Prado. Os negros que o trouxeram não souberam dizer se confessou". Havia, pois, alguns escravos negros. A igreja de Nossa Senhora da Ponte, doada a São Bento, e onde jaz Baltazar, serviu de matriz e é a mesma construída pelo fundador. O mosteiro foi edificado ao lado do Evangelho, com a porta principal logo pegada a igreja. Hoje, esta foi para o meio e os largos beirais foram substituídos por plati- — 88 — banda e calha. O soalho do segundo piso é o mesmo, idem as janelas sem vidros para o claustro. Não só no inventário de Isabel de Proença (1655) mas nos assentos de óbitos de 1681 em diante aparece o templo com o nome de igreja e não capela Igreja, embora nem sempre litürgicamente, era a que tinha arco-cruzeiro e capela-mor. Os assentos das sepulturas dos irmãos Pascoal e Jacinto Moreira Cabral falam na "capela-mor" . Logo mais aparece o altar lateral de Nossa Senhora do Pilar, que ainda existe. A imagem desta, que recebeu o primeiro ouro de Goiás, andava extraviada, mas conseguimos adquirí-la e a entregamos ao Reverendo Prior Dom Tadeu Strunck . Conseguimos, mediante assentamentos de óbito e deduções certas, concluir que os Correia, que deram o altar em cuj as proximidades foram enterrados, eram originários de São Paulo e Santo Amaro, entrelaçados com os Passos e Domingues, que descobriram as minas do Serro Frio, onde persevera o morro do Pilar, que contende com o Ipanema na prioridade do ferro nacional industrializado. A titular da igreja é Santa Ana, linda imagem. O povo conhece mais a igreja de São Bento, por amor do convento anexo, mas todos os óbitos de pessoas lá enterradas, desde 1683, falam por letra dos vigários, São Bento. Não se pode saber em que ano chegou a imagem de Santa Ana, uma vez que mesmo os padres não mudaram a escrituração . Em 1713 a titular era Nossa Senhora da Visitação . Em 1667 os Padres, que eram dois, às vêzes três, moravam numa casa perto da sacristia, requereram à Câmara contra as datas de terra que ela fazia no patrimônio dêles. O Provincial em visita, frei Francisco da Visitação, e frei Anselmo Batista, aqui residente desde 1660, vindo de Parnaíba, receberam como doação da Câmara uns pastos a começar na cruz de Nossa Senhora da Ponte, igreja que lhes pertencia e um capão de mato na outra banda do Supirirí. Em compensação o Provincial prometeu, se construíssem o mosteiro ou se o abandonassem, entregar as esmolas colhidas entre o povo para a sacristia e fábrica (despêsas) da igreja e construção do convento e, acabado êste, com quatro ou cinco celas prontas, enviar um monge para ensinar o cantochão e outro, o latim, a todos os filhos dos moradores que quisessem. Era uma espécie de seminário menor porque só existia a carreira do sacerdócio, mas obrigatôriamente ensinavam ou melhoravam as primeiras letras. — 89 ---- Em 1678 foi nomeado o primeiro vigário de Sorocaba, pelo menos o primeiro de que ficou notícia e a igreja do futuro convento deixou de ser de Nossa Senhora da Ponte. Os Padres começaram a construir as celas e a melhorar a igreja. Em 1695 frei Frutuoso da Conceição com dois padres, frei Leandro do Calvário e frei Antônio de Santa Maria já moravam na parte que o primeiro conseguiu terminar. Nova visita do Provincial coincidiu com o estrago prómovido pela Câmara no patrimônio. Êle resolveu que os três padres abandonassem igreja e convento; as terras e as 34 almas (índios administrados) e as entregassem a depósito ao juiz de órfãos. Eira Braz Domingues Vidigal que, ao receber a 8 de abril a comunicação, imediatamente fêz redigir pelo escrivão Gregório de la Penha uma intimação a frei Frutuoso, para que não saísesm. Como juiz ordinário, fêz passar um bando pelas ruas, a toque de caixa, que sob pena de multa de quatro mil réis e quarenta dias de cadeia, ninguém emprestasse cavalos ou ajudasse os padres na viagem. Foi um alvorôço no lugarejo. Trinta e seis "homens bens" que tinham sido vereadores e juízes, bateram à porta do Procurador, para que convocasse o povo — o zé povinho que não assinava nem votava —, mas seguia os "nobres" — a irem a São Bento armados! "Meu Deus! — se fôr assim, temos excomunhão pela certa! Não, não convocarei o povo". Então foram ao juiz ordinário, André, Domingues Vidigal, para que convocasse vereadores e povo. Era o capitão Miguel Garcia Lumbria, chefe militar das ordenanças. E como o pai dêste, capitão-mor Martim Garcia Lumbria, da capitania de Martim Afonso sediada em Itanhaém, estivesse presente, levaram-no e um soldado tocando a caixa surda. Alguém lembrou que excomunhão não era brinquedo, e buscassem o vigário. O padre Antônio Carvalho acedeu. Aí o juiz Vidigal cedeu, mas fazendo um auto pelo escrivão, para livrar-se de futuras responsabilidades perante a Igreja e o Rei. Com isto fêz-se noite, os Padres já se achavam recolhidos e assustaram-se com a bulha e as pancadas. Desceram, compreende-se, à pressa, e abriram. Que quereis? perguntaram. Matar-vos, se persistirdes em abandonar-nos. Não é preciso isso, não iremos mais. Então jurai! Pelo nosso santo patriarca São Bento! — 90 — O diálogo resumido foi dirigido pelo juiz e o capitão-mor, e, enfim, pelo próprio vigário Carvalho, que ameaçou "despresar a sua paroquice", isto é, ir-se também, se os monjes deixassem Sorocaba. E tudo acabou em paz, localmente, mas o Visitador dêles era teimoso e não cedeu. Em julho apareceu em visita pastoral o Visitador Eclesiástico, da parte do Prelado do Rio, e concordou com a saída, talvez absolvendoos do juramento dado em tão críticas circunstâncias, com as armas aos peitos. Não se sabe como saíram, mas voltaram logo. Em 1706 outro capitão-mor presente em Câmara concorda em que esta tome ao convento o mato de Supirirí e invadiram de nôvo a doação de Baltazar junto ao rio Sorocaba, formando assim o rocio da vila, para aforar. Sob pretexto de que os Padres não tinham dado as aulas do contrato, e às vê- zes ficava um só dêles feitorizando a lavoura, enquanto o hospício, têrmo que indica conventinho, não progredia. Estava, pois, incompleto. Mas isto era repetição de um ato da Câmara de 1687 e a de 1688 repusera os Padres na posse. Já agora, o presidente (prior) frei Antônio de Santa Maria, vai à alçada superior, e obtém do desembargador João Saraiva de Carvalho, em Santos, a 1.° de março de 1709 a anulação do ato da Câmara que, pelo costume do tempo, foi ao Supirirí (praça da Bandeira, hoje) dar a posse ao nosso monge, que jogou terra ao ar, quebrou um ramo e gritou: "Tomo posse das terras da Religião (Ordem) de São Bento haja quem me venha ao contrário!" Ninguém lhe foi . Era a 13 de julho de 1709. O povo é que glozava. Fôro aos Padres convinha-lhe mais. Era o capão de mato e o campo contíguo, todo o vale esquerdo do Supirirí até a atual avenida Ademar de Barros. Mas a Câmara continuou a desconhecer os direitos do mosteiro, recebendo as reclamações dos presidentes frei Pedro de Jesus Maria em 1713, que dois anos depois, aproveitando a presença do Ouvidor e Corregedor Simão de Toledo Piza, obteve nova vitória. Éste juiz não era bacharel. Disse que o convento podia até vender as terras. E não era êsse o espírito da doação, feita para povoar e não para vender a homens ricos. Frei Frutuoso, que saira, tornou e ficou por aqui, terminando a obra do convento, mas no fim do século havia reformas na igreja. — 91 Em 1728, a 2 de julho, realizou-se entre o Convento e a Câmara uma composição, desanuviando-se os horizontes. Uma reclamação dos Padres a 3 de fevereiro fôra para o limbo. Aproveitavam , nova presença de um ouvidor na Câmara em correição, o desembargador Francisco Galvão da Fonseca e se compuseram: do cunhal a nascente do mosteiro, uma linha se tirava até a santa cruz (a primeira que houve) e daí em ângulo para a olaria de Pedro Domingues (avenida Com. Pereira Iná- cio) até o ribeirão do Moinho (hoje Lajeado) e pelo ribeirão abaixo até o rio. Tudo o que ficasse à direita era do convento, à esquerda, da Câmara. Outra linha, do cercado do convento, a ocidente, ia procurar a estrada do Paranapanema (rua da Penha, que não chegava até o alto). A esquerda, do convento, à direita, da Câmara. O mato do Supirirí ficava para a vila. Os moradores podiam tirar lenha para o seu fogo nos matos dos Padres. Quando as aulas prometidas é certo que foram começadas em algum ano anterior a 1728 e continuaram até 1805, sendo o último professor frei Vicente Ferreira do Rosário. Os homens brancos eram alfabetizados por mestres particulares. Suas mulheres, os índios e escravos não aprendiam a ler. De 1679 em diante a matriz de Nossa Senhora da Ponte teve vigário (documentado) e talvez antes. Tinha capela-mor com retábulo sem dourar, soalho e fôrro, sacristia forrada e assoalhada, na qual se viam uma tela de São Pedro com as chaves e uma de São Domingos ou do Rosário, que saía no primeiro domingo do mês à rua com o povo cantando o têrço. Encostados à parede do arco cruzeiro se viam os altares laterais do Rosário e de São Miguel. Nas paredes laterais, cêrca de 17A0 o altar da Conceição com 'arco embutido, em 1727 o de Santa Rita, feito por 50 mil réis por Bernardo Antunes Rolim de Moura para o vigário pe. Pedro Domingues Pais, sorocabano, e que o financiou. Bancos com as pernas enterradas no chão sem assoalho. Telha vã. Pia de batizar. Côro alto junto à porta principal. Duas portas travessas. Sineira e não tôrre, talvez no frontispício. No adro enterravam-se escravos. Dentro, os de mais recursos. No presbitério, o clero. Sob o arco e logo abaixo, os importantes, como os Maciéis. De São Bento era o outro jazigo. Havia festas de Nossa Senhora da Ponte, do Divino e Semana Santa. Em 1689 houve música e o festeiro foi o bandeirante Tomás Moreira Cabral. Nos enterros também. Música do mestre-de-capela, isto é, a música instrumental e de canto era — 92 — só para a igreja. Podendo, o mestre-de-capela fazia cantar e acompanhar três mementos (nome popular do Libera me) na rua, antes da sepultura. Não havia lage nem letreiro. Socavase a terra para igualar o solo. As irmandades tinham "tumba" própria, isto é, esquife aberto e o defunto, revestido de sua opa ou dos hábitos de São Bento, do Carmo e de São Francisco, descia à cova sem caixão. Da roça o morto vinha em rêde. Só pelo fim do século aparece o caixão próprio para alguns. A cêra (vela) da terra alternava com a do Reino, nas cerimônias . A igreja de Santo Antônio primitiva foi fundada no alto da rua da Penha por Antônio Ribeiro Garcia cêrca de 1690 e tinha sacristia atrás do altar; sem arco cruzeiro; um arco de tribuna; havia o altar lateral a São Vicente Ferreira (imagem depositada hoje no Seminário). A irmandade tinha compromisso aprovado por Dom frei Guadalupe, bispo do Rio e a Capela era sem ferro e sem ladrilho. A capela de Nossa Senhora del Pópulo foi fundada cêrca de 1679 pelo primeiro Pascoal Moreira Cabral na sua fazenda de Itapeva. Tinha um patrimônio pequeno em terras e índios, proibidos êstes de serem enviados a caçar outros. Havia cemitério contíguo e dentro. Hoje há só as ruínas de um metro de alto e as imagens lindas estão guardadas num quarto na propriedade da S. A. Votorantim. A capela da Conceição do Rio Abaixo (outro lado do Araçoiaba) teve provisão em 7 de janeiro de 1721. Construída pelo fazendeiro Francisco Pais de Almeida. Havia os altares laterais a Nossa Senhora do Rosário e São Sebastião. (Continua). ALUÍSIO DE ALMEIDA Do Instituto Histórico, Geográfico e Genealógico de Sorocaba.

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