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História

Os dias de Patricio

Sinopse

Patricio relembra a infância em Heliópolis, as brincadeiras, a família. Ele conta sua rotina na escola, suas atividades, fala dos amigos e revela qual é o seu grande sonho.

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História completa

Meu nome é Patricio Carneiro da Frota, eu nasci em São Caetano do Sul-SP, no dia 28 de maio de 1989. Moro em Heliópolis, na rua Paulinea, 883. Meu pai se chama Raimundo Nonato Frota, ele é funcionário público, minha mãe se chama Maria Carneiro da Frota, ela é dona de casa, meu avô paterno se chama Antonio, minha avó paterna se chama Neuza, meu avô materno se chama Raimundo, minha avó materna se chama Lindalva, todos eles são aposentados. Eu tenho uma irmã que se chama Gabriela. A minha infância foi muito legal, eu a aproveitei muita bem, eu gostava muito de jogar bola e de “bater tazo”, minha infância não teve muitos fatos marcantes. Na minha infância, o bairro que eu morei e moro ainda, era muito carente, muito violento, mas tinha uma boa infra-estrutura. Minha casa era pequena, tinha um quarto, uma sala, uma cozinha e um banheiro, mas dava para acolher a nós.

Hoje em dia, estou vivendo bem, apesar de meus problemas. Na semana, de manhã, vou para a escola, de tarde, na terça e quinta-feira, participo de um projeto em prol da comunidade, e de noite, na quarta-feira, vou para o treino de vôlei, e no fim de semana se aparecer algum programa que eu goste, eu faço. Eu tenho amigos na escola, no vôlei, mas não tenho um grupo específico, eu não gosto de sair para cinemas, teatros, eu “sou mais ficar em casa”. As minhas paqueras estão mais ou menos atualmente, eu nunca namorei, só “fiquei”, meu primeiro beijo foi estranho e engraçado, pois na época eu só tinha 10 anos de idade, e atualmente estou sozinho. Eu nunca tive a oportunidade de ter um trabalho, mesmo porque eu ainda não tenho a idade para trabalhar, mas futuramente com certeza terei um.

Eu quero fazer uma faculdade, mas tenho muitas dúvidas em relação ao que quero fazer. Atualmente estou cursando o 1° ano do ensino médio na escola Prof° “Gualter da Silva”, lá alguns professores são bons, outros são ruins, a diretora não faz nada para os alunos, no meu ponto de vista, a escola tem uma péssima imagem. Não teve nenhum fato que me marcou na comunidade. Eu não tenho nenhum medo na minha vida, por enquanto, pode aparecer algum medo quando eu ficar mais velho e conhecer melhor a vida. Meu grande sonho é fazer faculdade na USP, depois é ter uma família e poder sustentar meus quatro filhos que quero ter. Eu me identifico muito com essa frase: “uma mão lava a outra”. A minha vida hoje está boa, não gostaria de mudar nada nela, do jeito que está, para mim está bom.

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