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Os benefícios do esporte muito além da saúde

História de: Wagmar Ricardo
Autor: Thalyta Pedreira de Oliveira
Publicado em: 22/07/2021

Sinopse

Nascido no interior do Paraná, Wagmar Ricardo passou por várias dificuldades financeiras. Apesar disso, sua família sempre foi muito unida. Perdeu o pai muito jovem. Começou a trabalhar aos 11 anos. Desenvolveu várias atividades profissionais. Cursou universidade para tentar ter melhores condições de vida. Desenvolve trabalho em uma Fundação esportiva.

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Projeto Semana do Esporte pela Mudança Social Realização Instituto Museu da Pessoa Entrevista de Wagmar Ricardo Entrevistado por Danilo Eiji Lopes São Paulo, 05 de novembro de 2009 Entrevista PNUD_CB010 Transcrito por Vanuza Ramos Revisado por Érika Gonçalves P/1 – Bem, Wagmar, primeiro obrigado, tá? Ficou aguardando a gente lá um pouquinho. Obrigado por ter vindo aqui dar a entrevista. Você poderia dizer o seu nome completo, o local e a data do seu nascimento? R – Meu nome é Wagmar Ricardo, eu nasci em São Pedro do Ivaí, Paraná, no dia 12 do março de 1977. P/1 – Wagmar, antes da gente começar a falar de você mesmo, eu queria que você falasse das suas origens. Então, fale um pouco dos seus pais, das suas origens, do que eles faziam. R – Danilo, eu nasci lá no Paraná. A minha mãe é mineira, natural de Minas e o meu pai também de Minas. Casaram-se e foram morar no Paraná. Lá começou toda a história da minha família e da minha vida. Nós somos uma família humilde, muito carente. Então os meus pais casaram-se em Minas e saíram pro Paraná pra poderem trabalhar, basicamente. Foram em caminhão de pau de arara mesmo, histórias que a gente escuta lá de trás que ia lá um fazendeiro, contratava uma série de pessoas, colocava em cima de um caminhão e ia pra outra região. Então a história dos meus pais, que é a minha história, começa dessa forma. Mas meu pai e minha mãe sempre foram pessoas muito dedicadas, muito batalhadoras, muito determinadas. Mesmo estando em uma situação muito difícil, eles resolveram construir a família deles, né, pautada em cima de modelos, de exemplos e de valores que eles acreditavam ser essenciais pra vida. Então de um casamento de duas pessoas, começaram a vir os filhos. Na época, isso há mais de 40 anos, então era normal, as famílias eram muito numerosas mesmo e os meus pais tiveram seis filhos. Eu sou o quinto filho deste casamento, então nós somos em três homens e três mulheres. Aí meus pais começaram a trabalhar, a ir buscando, foram trabalhando pra fazendeiros da região, trabalhando com arroz, trabalhando com outros tipos de grãos, lidando com o cuidado com a roça, a colheita do café. Mas sempre focados na família. Eu costumo dizer que mesmo tendo sido nascido numa família de humildes, de muito carente, carente ao ponto de faltar o alimento dentro de casa, nunca nos faltou exemplo de vida, exemplo de caráter, exemplo de pessoas que acreditam em Deus, exemplo de pessoas que sabiam que a dificuldade era momentânea, mas que através do esforço dos mesmos, eles poderiam mudar tudo isso. Então fomos, moramos ali por um tempo, no Paraná, e aí a família da minha mãe, que também é uma família muito numerosa, resolveu dar uma mudada de vida. Aí meu falecido avô veio pra São Paulo, pro interior do estado de São Paulo, que é Taquaritinga. O pessoal costuma brincar bastante dizendo que lá nós somos bem caipiras mesmo, né, cidade do interior. Passando algum tempo, o meu pai apresentou uns pequenos problemas de saúde, aí a minha mãe resolveu também vir pro estado de São Paulo por ser o estado naquele momento mais desenvolvido. Ela acreditava que fosse conseguir tratamento médico de melhor qualidade, coisas do tipo pro meu pai. Então vieram, se instalaram próximo à casa de meus avós, inclusive nos fundos. E continuaram ali numa vida de batalha, os dois sempre trabalhando muito e procurando, mesmo na dificuldade, oferecer educação pra nós, oferecer valores essenciais pra vida. E foram. Só que no decorrer dessa situação o meu pai apresentou uma doença, que dizendo hoje é uma doença muito simples. Nem doença, na verdade um problema, que eram pedras no rim. Só que isso há 25 anos atrás era um problema um pouco mais grave, né? Aí meu pai foi pra fazer essa cirurgia numa cidade próxima de onde nós morávamos e houve uns equívocos médicos e meu pai fez a cirurgia e tudo e daí ele teve alguns outros problemas. O médico errou na cirurgia e o meu pai ficou paralisado durante 40 dias em cima de uma cama. Mas mesmo tendo toda essa dificuldade, a minha mãe sempre procurou continuar batalhando, cuidando de nós, cuidando do meu pai no hospital. Uma mulher, eu costumo dizer que a minha mãe é a grande heroína de minha vida. Depois de 40 dias, numa situação, assim, um tanto quanto inusitada, meu pai iria sair num domingo do hospital e na sexta-feira ele pediu que o médico ligasse pra minha mãe e que a minha mãe levasse os seis filhos dele pra que pudessem estar com ele naquele domingo. A minha mãe disse que achava aquilo um tanto quanto estranho, pois ele estaria saindo do hospital, mas mesmo assim ele insistiu e como era um casal muito unido, ela levou. Então aquele foi o último momento que nós tivemos com o meu pai, ele veio a falecer. São situações que na verdade até hoje é meio que indefinido os motivos do falecimento do meu pai. Mas eu prefiro acreditar que aquele era o término da vida dele aqui na terra. Até porque ele fez coisas que mostravam, só o pedido dele pra minha mãe levar os filhos todos pra vê-lo, então acredito eu que ele já sabia de algumas outras coisas, então a gente tenta não ficar focado... A gente sempre procurou focar na causa, mas sim tudo aquilo que ele fez pra nós, em todos os valores que ele nos ensinou enquanto esteve vivo e em tudo que nós poderíamos criar e crescer a partir dali. Então continuamos nossa vida, minha mãe viúva muito nova, tudo. Ela mesmo sendo uma pessoa muito nova e bonita, ela optou por não arrumar nenhuma outra pessoa pensando em nós filhos. Eu costumo dizer, assim, que nós passamos muitas necessidades, eu sou um dos mais novos, mas eu me lembro de situações de nós não termos praticamente o que comer; de a minha mãe ter lá o dinheiro e ou ela comprava o arroz ou ela comprava o feijão ou então ela não tinha o dinheiro pra comprar nem o arroz e nem o feijão, então ela comprava o fubá, fazia ali uma sopa, alguma coisa do tipo, mas na minha casa, graças a Deus, nunca faltou o amor. Então eu acho que tudo isso fez com que a minha mãe conseguisse superar todas essas dificuldades, né? Mesmo buscando superar todas essas dificuldades, a minha mãe nunca aceitou que nem eu e nem nenhum dos meus irmãos não estivéssemos na escola, que não estivéssemos buscando o nosso espaço. Algum dos meus irmãos começaram a trabalhar, buscando ajudá-la. Foi onde eu comecei a ter consciência de vida, devia ter aí por volta de dez, onze anos. Aí você começa a entender verdadeiramente as coisas - o que é tudo aquilo; por que algumas pessoas passam necessidade e outras não; o que é verdadeiramente ser um ser humano e estar aqui; qual a nossa verdadeira missão. Então juntando tudo isso, atrelado aos valores que me foram dados lá na minha infância - nos meus sete, oito, nove, dez anos - eu comecei a criar o meu ser, o meu eu Wagmar. E sempre procurei fazer as coisas, eu sou uma pessoa que acredita muito que você pode tudo, desde que você seja uma pessoa determinada e que você tenha perseverança naquilo que você quer. Aí comecei a trilhar os meus caminhos. Eu costumo falar, assim, que eu tinha 11 anos de idade, quarta, quinta série, e eu já trabalhava, então eu tenho 32 anos e eu tenho quase praticamente tempo pra já buscar a minha aposentadoria, né? Aí eu comecei, porque você não tem... Menino, negro, que é muito difícil no nosso país. Eu comecei a trabalhar, fui vender sorvete, eu fui trabalhar em oficina, na verdade eu era quase o guardanapo do mecânico. Eu fui trabalhando, os anos da vida foram passando e as coisas foram acontecendo. Aí, a família, cada dia mais nós fomos buscando estarmos próximos uns dos outros eu e meus cinco irmãos mais a minha mãe. Alguns dos meus irmãos começaram a casar e a família vai crescendo e sempre... P/1 – E o esporte, Wagmar? Como é que você entrou? Qual foi o seu primeiro contato com esse esporte? R – Então, é aí que começa. Aí chegou uma época que nós mudamos, mesmo em Taquaritinga, nós mudamos pra outro bairro. Eu fui pra um bairro que praticamente quase todos os meninos que eu conheci gostavam muito de jogar futebol. Ali, nas brincadeiras, aos finais de semana sempre jogamos futebol juntos, sempre estando juntos. Na escola, através de brincadeiras com os alunos, eu comecei a ter ligação com o esporte. E comecei a entender o que o esporte pode fazer na vida de uma pessoa com relação à saúde, qualidade de vida, com relação ao caráter que ele ajuda a formar, com relação à disciplina. Mas, assim, nessa época eu já trabalhava com carteira registrada. Então, assim, eu costumo dizer que eu não tive oportunidade na vida de tentar (ser) um esportista profissional em alguma das áreas. Sempre gostei muito de futebol, tanto que sou muito ligado a isso, mas não me arrependo de nada. Sempre fiz todas as coisas com o maior prazer possível, buscando fazer da melhor forma. Cada vez mais o esporte foi passando a fazer parte da minha vida porque meu grande amigo de história de vida - talvez aí um dos meus grandes amigos - ele resolveu ir pro meio do futebol e nossa amizade continua mesmo ele tendo saído da minha cidade, que é o Edmilson que hoje joga no Palmeiras, seleção brasileira, Barcelona. Em todos os lugares que o Edmilson estava, eu sempre tive muito contato. Se o Edmilson estava no XV de Jaú, eu ia até Jaú vê-lo. Depois ele veio pro São Paulo e eu vim aqui no São Paulo ver os jogos. Nós sempre procuramos manter esse relacionamento de amizade mesmo. Aí os anos foram passando, as coisas foram acontecendo, trabalhei em alguns outros lugares. Chegou uma época, aí por volta mais ou menos dos 20 anos, eu percebi que eu precisava fazer alguma coisa na minha vida. Porque eu trabalhava e eu não conseguia ter um reconhecimento financeiro devido. Foi onde eu resolvi ir pra faculdade, eu resolvi estudar. Só que eu percebi que eu não tinha condições de pagar uma faculdade particular, então eu tinha de correr atrás de uma faculdade pública. Todo mundo sabe o quanto é difícil no nosso país passar numa faculdade pública. Então decidi dedicar um grande tempo da minha vida pro estudo mesmo pra poder fazer uma faculdade de qualidade. Porque quando você se propõe a fazer alguma coisa, você tem que fazer aquilo bem. Graças a Deus eu consegui, fui mesmo diante das dificuldades e fiz a minha faculdade. Terminei a faculdade e aí eu costumo dizer que a vida nos leva por caminhos bem diferentes do que a gente quer. Eu dizia sempre que no dia que eu terminasse a minha faculdade, eu iria embora da minha cidade. Não por não gostar da cidade, mas pela falta de oportunidades. E a vida levou-me por caminhos totalmente diferentes porque antes mesmo de eu terminar a faculdade as oportunidades de emprego começaram a aparecer. Eu fui trabalhar no banco, eu fui trabalhar uma época na prefeitura, eu fui trabalhar numa empresa em cidades vizinhas e as oportunidades foram surgindo. Então logo após isso, eu terminei a faculdade e aí a minha história com o esporte tem um encontro muito grande. Eu continuei mantendo todo esse tempo o contato com o Edmilson, porém era só um contato de amigo mesmo. O Edmilson, ele é uma pessoa de um coração grandioso, um ser humano ímpar. Ele resolveu voltar às suas origens e ele fez lá na cidade onde eu moro até hoje a Fundação, que é o local onde eu trabalho hoje, a Fundação Edmilson. Um belo de um dia, assim, eu sempre procurei auxiliá-lo nas questões da construção, de buscar profissionais pra trabalhar e recebi a proposta dele pra trabalhar na Fundação Edmilson, de um esportista. Porque ele queria, através do esporte, trazer essas crianças e mostrar pra elas que você pode jogar o futebol, porém você precisa estudar porque no futebol as oportunidades é uma pra um milhão e através dos estudos as oportunidades são pra todos. E aí resolvi aceitar o desafio. Eu costumo dizer que o esporte aconteceu na minha vida, assim, impactante, mesmo numa fase um pouco já mais lá na frente, uma fase já mais maduro, uma fase onde eu já estava... P/1 – Aproveitando que você falou de impactante, você poderia descrever pra gente uma... Porque se monta uma instituição, começa a levar o esporte por um trabalho social. Na sua experiência de vida, você consegue descrever pra gente um dia que você viu o efeito do trabalho de vocês? Ou de um lugar que você chegou e disse “aqui tem coisa pra fazer”. Conta pra gente. R – Consigo, consigo muito, assim, eu... No bairro onde nós estamos inseridos é também a Fundação. Porque eu cresci naquele bairro, então eu costumo falar que eu conhecia a comunidade. É um bairro que tem mais ou menos uns 15 mil habitantes, todos meus amigos, que são de lá. Aí quando eu fui pra trabalhar na instituição, como estava no início e apesar de eu trabalhar com a parte administrativa e financeira, eu fui lá pra ajudar na parte de pesquisa de campo pra ajudar a pedagoga, a assistente social e a psicóloga a fazer. Aí eu me deparei com situações que eu nem imaginava, assim, sabe? Que pessoas no meu bairro passavam tantas dificuldades, que pessoas no meu bairro eram desprovidas de saneamento básico, de alimentação. Mesmo você estando, você não vivencia. Só que quando a gente chegava e falávamos que era da Fundação Edmilson, o menino já ligava aquela situação ao jogador de futebol, à paixão que todos nós brasileiros temos pelo futebol. Então cria-se naquele momento uma ansiedade muito grande naquele menino de poder fazer parte. As visitas, nós acabamos visitando muita gente e grande parte desses foi pra Fundação. Através do esporte nós começamos a perceber, assim, nós temos casos de meninos que não tinham um relacionamento familiar. Se você perguntava pra ele qual o seu sonho, ele dizia: “ah, eu quero ser jogador de futebol”. Então nós começamos a desenvolver o trabalho em cima disso, mostrando sim que ele pode jogar o futebol, ele pode jogar o vôlei, pode jogar o basquete, porém ele precisa preparar-se pra ser um cidadão. Pra ser um cidadão de bem, pra ser uma pessoa que consegue buscar o espaço dele dentro da sociedade através do esporte. Então eu costumo dizer que, assim, hoje faz três anos que estou lá e mesmo sendo um período muito curto eu pude ver a transformação na vida dessas pessoas. Porque existem eles antes da Fundação Edmilson e o depois da Fundação Edmilson. A ferramenta que trouxe eles pra essa mudança foi o esporte. Poderia criar “N” fundações como aquela. Se falasse pra eles irem lá pra estudar, pura e simplesmente, dificilmente nós conseguiríamos levá-los pra lá. Nós fizemos o trabalho inverso: você vem sim pensando que você vai jogar o futebol, mas nós mostramos pra eles que o futebol é uma parcela pequena da vida deles. Eles podem ser engenheiros, eles podem ser arquitetos, eles podem ser professores, eles podem ser pessoas que trabalham na área de comunicação... P/1 – E jogar futebol. R – E jogar futebol! Eu mesmo jogo futebol até hoje com os meus amigos, a gente tem as nossas brincadeiras. Só que cada um tem a sua profissão, cada um tem a sua profissão e continuamos jogando futebol. Não profissionalmente, mas jogando futebol. P/1 – Então o esporte no seu dia a dia é o lazer e o trabalho. R – O esporte é o meu dia a dia, é o meu lazer, é o meu trabalho. Sou um apaixonado pelo Corinthians, curto muito ver os jogos do futebol. Costumo dizer que o esporte eu vejo como um dos mecanismos que têm condições de ajudar o nosso país a se reestruturar. Nós somos um país que daqui a cinco, dez anos talvez nós sejamos a quinta economia mundial. Porém nós temos uma desigualdade de anos luz. Você tem pessoas que ganham milhões e você tem pessoas vivendo abaixo da linha da pobreza. Aí quando vai pro esporte, dizendo aí os esportes de massa, o futebol, o vôlei e o basquete, todo mundo está em pé de igualdade. Então por que não utilizar tudo isso pra acabar com essa desigualdade? Eu não acho errado que a pessoa que se prepara, que ela tenha condições melhores. Meu, mas não é certo a pessoa viver abaixo da linha de pobreza, não ter saneamento básico, não ter direito à saúde, não ter direito ao lazer, não ter aquilo que na verdade é direito de cada um, adquirido. A partir de quando você nasce você adquire todos esses direitos. Então tudo isso através do esporte faz parte da minha vida. P/1 – Wagmar, pra gente fechar, qual é o seu sonho? R – Meu sonho? Putz [risos]. P/1 - Fácil, essa, não? R – Eu sou uma pessoa que sou muito sonhador. Eu poderia, talvez seria egoísta nesse momento dizer o meu sonho em particular. Mas eu curto muito dizer que eu sonho em ver o meu país, o mundo onde eu estou, melhor, acabando com essa desigualdade, oferecendo oportunidade pra todos. Então o meu sonho é viver num mundo melhor e mais igualitário. Eu acho que esse é meu grande sonho, viver num mundo melhor e mais igualitário, onde todo mundo tem direito a tudo. Cada um pode tudo desde que respeite ao próximo. Então esse é o meu grande sonho. Eu queria falar só mais uma coisinha. P/1 – Claro. R – No decorrer de toda essa história eu conheci a minha esposa hoje, assim, que é onde nós estamos... Isso foi há quatro anos e há quatro meses nós casamos. Nós casamos no dia 20 de junho de 2009 e eu costumo dizer que a partir daí é um marco diferente na minha vida, né? Que agora eu estou construindo a minha família. Eu acredito muito que nós seres humanos, nós nos completamos. Um homem e uma mulher, quando eles se juntam tem a questão do afeto, tem a questão do amor, tem a questão da parte sexual, mas além de tudo isso tem a questão de você conseguir ser completo. Porque eu sempre disse que, assim, eu sou uma pessoa limitada. Eu posso ir até X, a partir de quando você se junta com outra pessoa, que no meu caso eu estou dizendo que eu casei, eu consigo ir muito mais longe. Então é a questão de ser cúmplice mesmo, doar-se inteiramente, fazer as coisas em prol de. Então eu acredito que a minha vida também passou a ter uma conotação diferente a partir de quando eu casei, que foi no dia 20 de junho de 2009, assim, sabe? Uma outra coisa que eu posso dizer é que eu sou uma pessoa muito feliz, muito feliz. Eu sou um cara que eu passei fome, porém o passar fome me ensinou muitas coisas. Hoje eu tenho uma situação de vida melhor, eu quero melhorar ainda muito mais. Eu acho que numa escala de 0 a 100 eu atingi aí os 30, então eu tenho uns 70% pra angariar ainda. Mas que cada momento, que cada situação que eu vivi, que eu passei, eu posso dizer, assim, que tudo isso me fez muito feliz. Que estar próximo das pessoas que viver isso tudo é muito bom e que as pessoas devem aproveitar muito a cada momento, que Deus dá condições pra nós vivermos. P/1 – Ok, Wagmar, muito obrigada em nome do Museu. R – Eu que agradeço.
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