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História

Os bailes de tempos passados

História de: Domingas Serrão Pinto (Dona Domingas)
Autor: Museu da Pessoa
Publicado em: 10/12/2010

Sinopse

Aos 96 anos, uma das coisas que mais chamam a memória de Dona Domingas é os bailes e as danças de sua juventude, onde os "gatos" (namorados) eram tantos chegavam a disputá-la, para desespero de seus pais. Neste depoimento, Dona Domingas nos fala dessa época dos bailes, de seu casamento, sua linhagem de filhos, netos e bisnetos. Também sabemos um pouco sobre as atividades de subsistência como caça, pesca e agricultura. Domingas nos conta também sobre uma epidemia que levou embora muitos de seus parentes, além de seus sonhos para o futuro.

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História completa

P – O que a senhora ainda lembra da sua vida?

 

R – Olha, eu me lembro assim que tudo hoje está mudado. No meu tempo os homens todos usavam calça comprida, manga comprida e não era assim agora como está. Tudo era assim. A de dança era uma outra qualidade, mas era manga comprida.

 

P – E as mulheres usavam o que?

 

R – As mulheres era vestido.

 

P – Cumprido também?

 

R – Cumprido, por aqui. Por aqui, por aqui. A gente dançava muito.

 

P – Tinha muita festa?

 

R - Tinha.

 

P – Aonde que era a festa, aqui nessa comunidade?

 

R – Tinha gato bonito. (risos) Aí a gente dançava, né?

 

P – Gato, o que é que é isso?

 

R – Gato é namorado. (risos)

 

P – Muitos namorados a senhora teve?

 

R – Muitos.

 

P – Ah, é mesmo é?

 

R – Muitos, muitos mesmo eu tinha, namorados. (risos) Tinha vezes que não dava nem  para a gente dançar, porque chegavam dois querendo ir, e a gente não podia fazer nada, era só um.

 

P – Mas o seu pai e a sua mãe deixavam a senhora namorar?

 

R – Olhe, quando eu fiquei já moça eu já não tinha meu pai, meu pai morreu eu estava com três anos. Agora, minha mãe já estava mesmo, que ela morreu nós todas já éramos moças mesmo. Nós gostávamos muito da dança.

 

P – Todas as irmãs...

 

R – A senhora não sabe dançar?

 

P – Eu sei, eu adoro dançar. Adoro.

 

R – Eu também gostava muito (risos).

 

P – Mas a sua mãe deixava ir ao baile?

 

R – Ela levava nós.

 

P – Ah, é?

 

R – É!

 

P – Ficava ali olhando?

 

R – Olhando até quando nós terminássemos a dança. E era só ir para alguma parte que ela ia atrás de nós.

 

P – Ahhh. (risos)

 

R – Era. Não era assim como agora, sai vai embora e mãe fica aqui. Não, naquele tempo a minha mãe era cuidadosa com nós.

 

P – Quantas irmãs a senhora tinha?

 

R – Eu tinha seis.

 

P – E irmão?

 

R – Irmãos, eram sete.

 

P – E a sua casa era por aqui? Onde era a sua casa?

 

R – Era no Igarapé Grande.

 

P – Ah, no Igarapé Grande. Era bonito lá?

 

R – Era.

 

P – Tinha muita gente que vivia lá?

 

R – Não, lá não tinha muita gente. Para baixo tinha, que era nosso vizinho, mas era assim meio longe. Não era assim muito, que a gente ia passear lá e voltava ainda era com o dia. Porque aí tinha as gatas, né? (risos) Lá que tinha as namoradas, a gente ia passear lá.

 

P – E qual que era o namorado que a senhora lembra mais?

 

R – Hein?

 

P – A senhora lembra de algum namorado, de algum gato mais?

 

R – Lembro.

 

P – Qual?

 

R – (risos) Já morreram todos, mas ainda tinha...

 

P – E a senhora casou com um deles?

 

R – Casei.

 

P – Com qual?

 

R – Com o José. José Ribeiro Pinto. Nós éramos quase de uma família só, né? Porque o tio dele era meu tio e o meu pai era tio dele, do meu marido.

 

P – Foi a senhora que escolheu ele ou foi a família que escolheu ele?

 

R – Foi eles.

 

P - Foi eles. Ele que escolheu ou a família dele?

 

R – Foi ele mesmo. Ele não tinha quase assim, uma mãe também, não tinha pai como eu não tinha pai, não tinha mãe quando nós casamos. Ele não tinha já. Eu estava com mãe e irmã minha, que hoje eu me acho só eu. Não tenho irmão, não tenho irmã, não tenho pai, nada...

 

P – Mas a sua mãe morreu cedo? Quando a sua mãe morreu a senhora ainda não era casada, então?

 

R – Não senhora. Depois dela casar ainda passei tempo para me casar com ele.

 

P – Mas a sua mãe vivia do que? O que é que fazia para poder comer, a senhora lembra?

 

R  – O quê?

 

P  –  Da onde vinha o dinheiro para poder comer?

 

R – O que  nós comíamos?

 

P – É.

 

R – Era peixe, era carne, tudo isso nós fazíamos. Caça do mato, quando matava nós comíamos.

 

P – E peixe também?

 

R – Olhe, peixe, quando nós morávamos aí em Taperebá nós íamos botar espinhel, nós pegávamos tambaqui. Porque nós não tínhamos mais irmãos, meus irmãos morreram todos. E aí nós íamos pescar.

 

P – As meninas iam pescar?

 

R – Nós íamos pescar, nós todas mulheres. Nós íamos naquela pândega, né? E aí botava o espinhel e vinha para casa. Não demorava a gente tirava quatro, cinco tambaquis, só daqueles mesmo grande.

 

R  – Que delícia!

 

P  –  É, era bonito.

 

P – Os seus irmãos morreram de que, Dona Domingas?

 

R – Morreram mesmo... dois foram para ali para cima para Manaus, para lá eles morreram. Não chegaram nem ver minha mãe, porque eles estavam para lá, e uma coisa de repente... E os outros foram morrendo assim também.

 

P – A senhora lembra quando teve a peste aqui, que morreu muita gente? Não teve uma época que teve uma peste, uma doença que morreu muita gente, a senhora lembra?

 

R – Que as senhoras vieram?

 

P – Não. A senhora lembra quando teve uma peste, uma doença que morreu muita gente por aqui?

 

R – Me lembro, disso me lembro. O meu pai morreu disso.

 

P – Morreu disso?

 

R – Foi, foi uma epidemia que deu que quando chegavam assim que enterravam um já era outro, já estava morto. Aí não dava nem tempo de fazer a caixa deles, o caixão, que eles chamam. E ele morreu, não foi nem no caixão, ele foi na rede, porque não teve quem fizesse o caixão dele, do meu pai.

 

P – Por que, estava todo mundo doente?

 

R – Muito, muito, tinha muita gente doente, sabe? Não tinha a facilidade que hoje tem. Naquele tempo não.

 

P – Como é que era? Era difícil de sair daqui e ir para Óbidos, era longe?

 

R – Era, era longe. E a doença era uma doença que, adoecia agora, não demorava muito ele morria.

 

R – Ah, é ?

 

P – É, não dava tempo de levar para Óbidos.

 

P – E quem que morreu? Seu pai e quem mais que a senhora lembra?

 

R – Mais, muitos que morreram. É tio, é tia, é irmã minha, todos morreram. Uma morreu em Manaus, uma morreu em Óbidos, tudo por aí. Uma irmã minha foi embora que a minha mãe deu para ama de um senhor aí em Óbidos e ele levou a minha irmã que até hoje, nunca mais soubemos dela.

 

P – É mesmo?

 

 

 

R – É.

 

P – Deu para que? Para levar para onde, para Belém ou para Manaus?

 

R – Ela deu para ir para Óbidos, mas ela dizia que ele não ia sair dali. Ela deu para ama de um filhinho dele. E depois disso com meses foram embora. Quando ela soube eles já tinham ido, e até hoje não tivemos notícia dela. Era a minha última irmã.

 

P – A sua mãe procurou muito?

 

R – Sim.

 

P – E, Dona Domingas, depois que a senhora casou, a senhora teve quantos filhos?

 

R – Ah (risos), eu tenho oito filhos e seis mortos. Seis, e teve doze abortos.

 

P – Seis mais 12 abortos. A senhora teve 16 filhos?

 

R – Dezesseis filhos.

 

P – Nossa mãe!

 

R/2 – Seu José é o mais velho, né?

 

R – Trabalhei muito, né?

 

P – Trabalhou muito (risos). Ficou cansada de tanto filho?

 

R – É, até que tô bem, eu estou perto dos meus filhos ainda. E sou só eu, nem irmã, nem irmão, sou só eu. Eu estou com uma irmã que morreu está fazendo três anos.

 

P – Mas a senhora está aí firmona!

 

R – Era eu e ela já, ela morreu eu fiquei, até não sei quando Deus vai precisar de mim, né? É...

 

P – Dona Domingas, quando a senhora casou foi morar aonde aqui?

 

R – Olha, eu vim morar aqui no São José.

 

P – Ah, antes a senhora não morava, morava lá no...

 

R – Eu morava no Paraná, na casa da minha irmã. Eu fiquei com a minha irmã, o nome dela era Dulcinéia. Eu fiquei com ela e só saí dela quando eu me casei. Ela ficou  onde ela morava sendo a minha mãe.

 

P – E a senhora ia muito na igreja depois que os filhos nasceram?

 

R – Ia, ia e ainda vou.

 

P – Ainda vai ?

 

R – Vai ter uma festa aqui eu estou com essa vontade de ir lá. Eu não sei se eu vou poder ir, né? (riso)

 

P – A senhora gosta das festas?

 

R – Eu gosto.

 

P – Qual festa que a senhora gosta mais?

 

R – Olha, agora é de santo, porque dançar eu não posso mais dançar. Porque as pernas não dão mais.

 

P – A senhora dançou até quanto tempo?

 

R – Vontade ainda tenho até de dançar.

 

P – A senhora adora dançar! Depois que casou a senhora continuou a dançar?

 

R – Nós dançávamos nós dois juntos, nós íamos em festa, levava minhas filhas. Eu tenho outra filha aí e tem uma lá para o centro, mas elas gostavam muito. E essa aqui gostava também, aí vinha uma e levava, nós era uma porção logo, bem moças. Seis filhas. Seis filhas, filhos, que nós tivemos.

 

P – E aí Dona Domingas, que é que foi a coisa que a senhora lembra que a senhora gostou mais de viver, fora dançar?

 

R – De quê ?

 

P – O que a senhora mais gostou da vida?

 

R – Tudo, quase. Dançar eu gostava. Em festa de arraial eu gostava. Tudo isso nós íamos.

 

R/2 – De suas vaquinhas...Não é das suas vaquinhas que a senhora gosta?

 

P – A senhora tinha vaquinha também, criava vaca?

 

R/2 – Gado?

 

R – Gado, criei. Ainda tenho aí umas.

 

P – A senhora criava o gado para que? Tirava leite?

 

R – Tirava leite, a gente matava para comer, a gente vendia. Agora ninguém acha para vender uma res.

 

P – Por que, o pessoal não cria mais?

 

R – Eu crio, mas é que não querem mais comprar.

 

P – Mudou muito a vida, Dona Domingas?

 

R – Eu tenho quatro mamote para vender, garrote, e a gente não acha para quem vender.

 

P – Mas como é isso, por quê?

 

R – Por que não tem, parece, dinheiro. Eu tenho um filho também que tem mais quatro mamote para vender e não achou para quem vender. É sério.

 

P – Dona Domingas, tinha luz elétrica quando a senhora nasceu? Tinha luz?

 

R – Não. Não tinha.

 

P – Quando que chegou a luz?

 

R – Olha, eu não estou lembrada quando chegou.

 

P – E o que é que mudou quando chegou a luz? O que é que mudou na vida ?

 

R – Mudou que a gente tinha luz e tudo era bom para a gente, até para dança. Era muito bom.

 

P – E a televisão?

 

R – A televisão também já fazia muito tempo que já tinha aqui, minha filha tem.

 

P – A senhora gosta de ver televisão?

 

R – Eu não gosto de ver, mas elas gostam né ?. Elas assistem muito. Porque ali estraga a vista da gente.

 

P – È verdade. (Interrupção)

 

P – Então tá. Dona Domingas, me diz o nome dos seus filhos?

 

R – Olhe, desse aqui é Zezinho, dessa aqui é Raimunda, de uma é Norma, do outro é Manoel, do outro é Dinho. Esse se chama assim Dinho porque é Raimundo o nome dele. Outro é Pedro o nome dele. E do outro é Manoelzinho, Lucinda, Norma e Raimundinha que tem. Só três filhas que eu tenho. E o Etelvino ainda tem um, ele mora em Óbidos. É filho meu também. O Dinho, o apelido dele, ele é Raimundo, mas o apelido dele é um canarinho, porque ele era bonitinho. Chamamos um canarinho para ele.

 

P – E me diz, quem é que escolhia o nome dos seus filhos?

 

R – Olhe, éramos nós mesmos.

 

P – Era a senhora ou era o seu marido?

 

R – Era tudo nós dois.

 

P – E a senhora se dava bem com ele ou vocês brigavam muito?

 

R – Nós teimávamos assim por causa que ele gostava de mulher. E aí nós teimávamos com ele, mas ele dizia para mim: “Olha, mulher, mas você briga até o meio-dia, do meio-dia para tarde ninguém briga.” (risos) Era assim que ele dizia para mim.

 

P – Aí a senhora deixava passar?

 

R – Eu deixava passar porquê... eu não podia deixar ele, porquê já tinha uma porção de filhos, se eu deixasse eu não ia criar todos eles porque não tinha quem me ajudasse. E assim, passava aquela vez, tornava a teimar, ele largava.

 

P – A senhora já pegou ele assim pelo cabelo um dia?

 

R – Ô. Eu dei numa mulher que, fui aqui até nesse jenipapeiro, que ela abusou muito. Ela tinha o marido dela e queria o meu. (risos) E aí não deu, aí eu dei nela mesmo.

 

P – Deu nela?

 

R – Dei, que ela ficou fechada oito dias. O rosto dela ... (risos)

 

P – E ele ficou bravo, não?

 

R – Não, ele não ficou (risos), ele não ficou bravo. Ele só mandou dois homens tirar as minhas mãos dela, que eu fui na goela e outra eu dava na cara dela, era assim. Mas ele gostava muito de mulher, Deus o livre.

 

P – Ele gostava de beber ou não?

 

R – Olhe, ele bebia sim, mas pouco. Depois ele deixou, porque ele fumava, eu dava em cima dele por causa da bebida. Ele disse assim: “Olhe, eu vou deixar de beber, mas de fumar eu não deixo.” E não deixou até morrer, ele fumava.

 

P – E ele pescava, ele era trabalhador?

 

R – Era, trabalhava muito, ele era muito trabalhador. Ele tem um filho que puxou ele, porque quando chega ele vai passando logo para aquele lado, que o nosso terreno também nós temos para lá, ele vai passando e vai logo trabalhando, é o Etelvino. Que aqui todos trabalham, mas ele quando chega aqui vai logo ver nosso gado para lá. Fica aqui atrás dessa mata o nosso lugar.

 

P – E a senhora sempre foi lá trabalhar também ou a senhora ficava em casa?

 

R – Às vezes eu ia. Eu ia mesmo porque eu queria, nas não que ele quisesse que eu fosse. Mas ele ia trabalhar e eu fritava um peixe e ia levar para ele comer.

 

P – Ah, então a senhora era uma boa mulher.

 

R – É.

 

P – A senhora era brava com seus filhos?

 

R – Não.

 

P – E ele?

 

R – Ele também não. Olhe, nunca ele deu quase nos filhos dele. Esse aqui uma vez foi tirar uma tarrafa, quase que ele morre. Ele disse que  bandalhava a tarrafa mas ele nunca mais mandava tirar a tarrafa, que ele não queria que os filhos dele morressem afogados. E até agora, graças a Deus, eu estou com todos eles. Estão todos separados de mim, mas eles me olham.

 

P – Eles olham pela senhora.

 

R – É, brigam muito por mim. Eu estou com essa aqui, ela tem a casa dela, mas ela dorme aqui, ela faz as coisas para mim, que eu já não posso quase, né? E ela faz tudo para mim aqui. De noite ela me dá leite, essa aqui.

 

P – Cuida da senhora.

 

R – Tudo ela me dá. Eu tenho também, uma é 100% também, quando ela chega aqui ela faz também para mim, até ela ir.

 

P – Quantos netos a senhora tem, Dona Domingas?

 

R – Olha, isso eu não sei lhe dizer (risos), porque tenho é muito.

 

P – É muito?

 

R – Muito, muito mesmo.

 

P – Quantos mais ou menos?

 

R – Olhe, essa aqui? Só dela é sete. Esse aqui, quantos Zezinho?

 

P – Oito? Só aí já são 15.

 

R – Eu só tenho uma filha que não teve nenhum filho.

 

P – Não teve nenhum, ela casou?

 

R – Ela é casada, mas não teve nenhum filho.

 

P – Qual que é?

 

R – É a Norma.

 

P – E por que é que ela não teve filhos?

 

R – Porque eu acho que ela nunca ia de ter mesmo, porque marido ela teve. Ele trabalhava, né? Não tiveram porque não era a sorte, né? Mas neto, eu tenho mais. Só tenho uma neta que ainda não teve filho, mas todas...

 

P – As netas todas já tiveram filhos também?

 

R – Já.

P – Nossa, Dona Domingas, é uma cidade. É um monte de gente, né?

 

R – É.

 

P – E agora, Dona Domingas, qual é o seu sonho da vida?

 

R – Eu não sei nem lhe dizer (risos).

 

P – Pensa um pouco.

 

R – Nem sei lhe dizer mesmo. Neto eu tenho demais.

 

P – O que é que a senhora gostaria de fazer?

 

R – Eu tenho uma filha que ela tem três homens e duas mulheres.

 

P – Eu já vi que a senhora tem muito neto.

 

R – Tenho, tenho muito mesmo. Porque quando eu completo anos, se for convidar de uma vez não dá, porque é muito.

 

P – Quantos anos a senhora tem?

 

R – Quantos? Já não me lembro quase. Diga menina.

 

R/2 –Não se lembra né?

 

P – Quantos?

 

R/2 – 96.

 

R – Eu não digo, eu não sei. Eu me esqueço, de repente eu me esqueço.

 

P – Esquece na sua cabeça assim, some?

 

R – Eu sou meio surda. Assim como a senhora está falando comigo eu falo bem, mas assim longe eu já não escuto bem.

 

P – Agora, o que é que a senhora mais gosta de fazer durante o dia?

 

R – Eu não gosto de fazer quase nada, que eu já não posso fazer, né? (risos)

 

P – Mas a senhora gostava muito, muito de ir à baile, né?

 

R – É, gostava muito.

 

P – A senhora lembra de alguma música que a senhora gostava de dançar?

 

R – Eu me lembro. Assim, a cabeça de noite pensando eu me lembro.

 

P – A senhora fica lembrando dos bailes de noite?

 

R – Eu me lembro do velho, ainda me lembro dos gatos que eu tinha, dos namorados. Assim, vem na lembrança da gente de noite. Ainda mais às vezes a gente tem um sonho com eles, aí a gente se lembra. (risos)

 

P – Tá bom, Dona Domingas, obrigada pelo depoimento, pela história.

 

R – Obrigada também (risos).

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