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Orgulho petroleiro

História de: Entrevista de Roberto de Lima
Autor: Thalyta Pedreira de Oliveira
Publicado em: 22/06/2021

Sinopse

Formou-se em Eletrotécnica na Escola Técnica do Rio Grande do Norte. Estágio na Petrobras. Contratação. Trabalho com sonda de perfuração marítima, depois passando para sonda de perfuração terrestre. Trabalho de eletricista na plataforma, depois de contra-mestre e Técnico de Manutenção. Formação em Direito e atuação na área aos fins de semana. Atuação nos movimentos sindicalistas.

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História completa

Projeto Memória Petrobras Realização Museu da Pessoa Entrevista de Roberto de Lima Entrevistado por Eliana Santos Mossoró, 15 de fevereiro de 2005 Entrevista: CBRNCE_06 Transcrito por Écio Gonçalves da Rocha Revisado por Sâmmya Nicolle da Cruz Dias P – Boa tarde. R – Boa tarde. P – Eu queria pedir que o senhor nos fale o seu nome completo, local e data de nascimento. R – Eu sou Roberto Barbosa de Lima. Nasci em Natal, Rio Grande do Norte, em 4 de abril de 1961. P – Sr. Roberto, conta pra gente como foi e quando foi a sua entrada aqui na Petrobras. R – Bom, a minha entrada na Petrobras foi dia 1 de agosto de 1984. Eu fiz um Curso de Eletrotécnica na antiga Escola Técnica daqui do Rio Grande do Norte, Escola Técnica Federal, e fui selecionado entre os melhores alunos, com as melhores notas, entre os dez primeiros alunos do Curso de Eletrotécnica, e fui selecionado pra vir aqui pra Petrobras fazer um estágio. E depois fiz um concurso e passei. P – O senhor veio direto pra aqui pra essa unidade ou o senhor ficou em Natal? R – Eu fui trabalhar em sonda de perfuração no mar, sonda de perfuração marítima. P – Isso foi aonde? R – Foi aqui na unidade, no Rio Grande do Norte. P – Conta pra gente como que era um pouco essa sua atividade. R – Naquela época o regime ainda era 14 por 14. Não é o regime que é hoje, que hoje é 14 por 21. E nós trabalhávamos na área de Ubarana, aqui próximo, na região de Guamaré, no Rio Grande do Norte. E basicamente a gente trabalhava com sonda de perfuração marítima, com atividade de perfuração marítima. P – Como que era a expectativa naquele momento? Como é que vocês viam essa atividade marítima? Já era como está hoje? R – Não. A princípio, quando eu entrei na Petrobras, fui trabalhar com esse tipo de atividade eu até me assustei, porque eu nunca tinha nem ouvido falar como era isso. Recém saído da Escola Técnica, depois de um estágio de seis meses, já funcionário da Petrobras. Até me assustava com a dimensão e o tamanho das coisas que eu via e presenciava na nas plataformas. Pra mim, aquilo tudo era novo, era como se fosse uma cidade, auto-sustentável e tudo mais. Aquilo tudo novo e uma expectativa muito grande de querer crescer dentro da Petrobras. De querer, de gostar mesmo daquilo que eu estava fazendo. P – E qual era a imagem que o senhor tinha da Petrobras naquele momento, quando o senhor foi selecionado para vir trabalhar? R – A imagem da Petrobras que eu tinha é que a maioria da sociedade também, na época eu acredito que também tinha, era de uma empresa grande, importante no cenário nacional, mas que tinha basicamente um cunho mais voltado pro militar, que tinha muita coisa de influência militar nela também, e que era formada, as pessoas que trabalhavam nela tinham uma certa rudeza no modo de agir, pessoas meia rudes e tudo mais. Era uma visão antes de eu entrar na Petrobras. P – E quando o senhor entrou, o quê que o senhor achou? R – Quando eu entrei, eu comecei a ver que muito daquilo que eu pensava em termos de rispidez nos relacionamentos e tudo mais, em alguns locais tinha um pouco de verdade, até pelo nível de formação do pessoal naquela época. É da parte da perfuração principalmente, que eu vivi mais essa parte da perfuração logo de início. Mas muito também tinha a ver com o estresse do dia-a-dia do trabalho, que é um trabalho que você roda 24 horas no dia. Você não tem Natal, Ano Novo, Carnaval. Então isso tudo estressava o pessoal. É um modelo de trabalho que era empregado na época, era muito militar, muito hierarquizado. Você não tinha muita abertura, naquela época, para discutir, dialogar, trocar democraticamente algumas idéias. Tinha que seguir alguns padrões e pronto, e fazer o que você estava se propondo a fazer. P – E as atividades do senhor, de perfuração, como que era? O quê que vocês faziam, já que o senhor falou que ficava 24 horas sob pressão. Como que era isso? R – Eu sempre trabalhei na área de manutenção de eletricidade. Entrei como Ajudante de Manutenção Especializada, na época, em 1984. E fui pra plataforma trabalhar de eletricista, na área de manutenção, embarcado. Trabalhava 12 horas, e tinha outro parceiro meu que me rendia 12 horas. E eu era o eletricista da plataforma. Toda a parte de geração de energia era sob a minha responsabilidade. O que desse de problema lá eu tinha que resolver para que a plataforma continuasse operacional. P – E quanto tempo o senhor ficou embarcado? R – No mar eu passei embarcado quatro anos. P – E o que aconteceu? Pra onde o senhor foi depois disso? R – Depois disso, que eu trabalhei no mar, as duas plataformas que tinham, que eram aqui da unidade do Rio Grande do Norte, foram desativadas no mar por causa da, segundo orientação gerencial, por causa da viabilidade econômica da perfuração marítima com aquele tipo de plataforma, que era plataforma recém adaptada para aquela atividade. Não eram dos modelos das submersíveis que são hoje. Dos mesmos modelos e nem das auto-elevatórias, assim como são hoje as mais modernas. Era daquelas antigas e tudo mais. Eu acho também que até pela progressão do sentimento de segurança do trabalho também elas terminaram sendo desativadas. E eu fui transferido para área terrestre. Aí eu vim pra área terrestre trabalhar na região de Mossoró em sondas de perfuração terrestre, também como eletricista. P – Em que campo que o senhor foi parar? Qual o setor que o senhor ficou? R – Eu fiquei na antiga GESOC (Gerência de Sondas de Operação Convencionais).. P – E o que é GESOC? R – Era Gerência de Sondas de Operação Convencionais. P – Convencionais? R – É, Gerência de Operações Convencionais. P – E o senhor ficou lá por muito tempo? Depois o senhor foi pra onde? R – Fiquei. Aí depois a GESOC foi reformulada e foi criado uma, quer dizer, minto. Eu me enganei. Antes da GESOC eu vim pro DPPB (Departamento de Produção e Perfuração da Bacia). Aí o DPPB foi reformulado. Depois foi criado a GESOC. Eu continuei na GESOC. E depois da GESOC houve outra reformulação na parte de perfuração terrestre e eu fiquei na OSP, na ____ de OSP. P – E o que é DPPB? R – DPPB era o Departamento de Produção e Perfuração da Bacia aqui em Potiguá. P – E depois foi pra GESOC. R – Pra GESOC e depois foi pra OSP, Operação de Sondas Próprias, sondagem hoje, Operação de Sondas Próprias. P – E o senhor continuou na mesma atividade? R – Não. Aí, como a gente sabe, pra você perfurar, você precisa de profissionais que conheçam do _______ e do trabalho que está sendo realizado na sonda, nas áreas de apoio, a começar no administrativo. Eu fui convidado pra vim transferido para trabalhar na área de apoio logístico às nossas sondas de perfuração. E eu aceitei, porque eu tinha interesse de fazer um curso superior. Eu tinha só o curso técnico da Escola Técnica. Eu tinha interesse em fazer um curso superior. E vim trabalhar também na área de manutenção. Aí fui promovido. De Eletricista passei para Contra-mestre, de Contra-mestre para Técnico de Manutenção. Durante o período que eu fiquei de técnico de manutenção eu fiz o meu curso de Direito. Hoje tenho um nível, é superior, eu sou formado. Tenho um escritório de advocacia onde eu trabalho à noite nos finais de semana e continuo sempre estudando. E depois que eu concluí esse curso, devido ao meu engajamento, experiência e interesse, e às oportunidades também que a Petrobras me deu de ascensão profissional, eu estou ocupando hoje a função de Supervisor do apoio logístico da sondagem. A gente dá apoio às cinco sondas de perfuração terrestres aqui da unidade do Rio Grande do Norte, aqui do RNCE (Rio Grande do Norte e Ceará). É a sonda 95. Eu vou começar pela ordem cronológica. É a sonda 86, a 95, 106, 114 e 115. P – O senhor falou que aqui tem uma certa divisão, né? Sede, tem alguns campos. Como é que isso funciona? Explica um pouquinho pra gente. R – É porque tem a área de perfuração e de produção. Nós trabalhamos na área de perfuração terrestre. Então a nossa função é perfurar o poço e entregar para a produção. E a produção tem diversas estações de produção. Estação Lorena, Estação de Riacho da Forquilha, Estação do Campo do Amaro. E nós entregamos o poço e eles é que vão tomar conta de equipar, de completar o poço, de colocar para produzir. P – Sr. Roberto, nesse tempo todo aí que o senhor vem trabalhando na unidade, o senhor pode contar pra gente alguma história que o senhor tenha vivido que foi marcante, que foi engraçada, uma história que tenha sido importante assim, que passou pela sua vida aqui na empresa? R – Tem várias histórias, diversas. Entre algumas delas eu vou relatar aqui uma que acontecia na época, por volta de 1990, naqueles movimentos de greve e tudo mais, que eu sempre fui um ativista. Apesar de nunca ter ocupado um cargo de direção de sindicato, sempre participei dos movimentos sociais, eu acho que até pela formação que eu tive desde pequeno, que eu sempre gostei desses movimentos. Nós, às vezes, saíamos aqui para fazer greve, implementar greves. De madrugada nós saíamos com ônibus para parar as sondas, fazer a greve mesmo, parando sonda, parando produção, naquela época de 1990. E tinha coisa muito engraçada que acontecia, porque tinha, assim, quando a gente chegava na sonda, naqueles ônibus pra parar a produção das sondas, tinha gente que vinha, entrava no ônibus. Já estava parado lá esperando para aderir à greve. E tinha outras pessoas que, quando viam aqueles ônibus, aqueles carros do sindicato, mais gente que corria pra dentro da mata e chegava a se esconder até atrás das árvores com medo da greve, com medo de aderir à greve e tudo mais. Teve um colega nosso, que a gente até apelidou ele de João da Mata, de tanto que ele corria com medo dos ônibus que o sindicato mandava pra recolher o pessoal. P – Eles se escondiam porque, Sr. Roberto? R – Porque não queriam fazer o movimento, não queriam fazer a greve. Tinham medo por causa da repressão naquela época. Não era fácil fazer greve naquela época. Você era punido. A gente descontava dia. Você tinha promoção retardada. Se você fosse ser promovido em um ano, precisava mais um ano porque você tinha feito a greve e tudo mais. E tinha toda essa peculiaridade. Agora, hoje eu trabalho com apoio logístico. Então, apoio de uma maneira geral às sondas de perfuração. P – O senhor continua atuando ainda no sindicato? R – Eu continuo participando dos movimentos sociais e eu acho que o sindicato tem um papel muito importante na luta da classe trabalhadora por melhores condições de vida. Ai do trabalhador, na sociedade capitalista que a gente vive, se não fosse o sindicato para equilibrar a relação entre o capital e o trabalho, porque a gente sabe que o capital tem muito mais poder de barganha do que o trabalho, apesar da gente saber da importância dos dois para produção na economia do país, de qualquer país do mundo. Eu continuo participando dos movimentos sociais. Tem o Programa Fome Zero da Petrobras que eu sou o coordenador aqui do município, a nível regional, em Mossoró. Tem outro companheiro nosso em Açu, que é o Jailson, que é o coordenador aqui no Rio Grande do Norte, e eu dou essa coordenação aqui no município de Mossoró. E a gente participa de todas as atividades do Programa Fome Zero, da formação do pessoal, de turmas, da questão das visitas às salas de aula do Mova Brasil, que é um programa muito importante para o país. Eu acho que a Petrobras está com a visão muito mais progressista do que seja a responsabilidade social hoje em dia, e da importância que ela tem, principalmente pra essa região tão pobre que a gente atua aqui no Rio Grande do Norte, como a Região Oeste. E dizer que eu tenho muito orgulho de ser funcionário da Petrobras. Eu estou fazendo agora 21 anos já de empresa. Eu tenho muito orgulho de ser funcionário da Petrobras. Eu aprendi muita coisa boa na Petrobras. Só tenho boas lembranças. Não tenho o que reclamar de ninguém. Eu sempre aprendi, eu sempre botei na cabeça o seguinte, eu vou trabalhar para a Petrobras. P – E porque que o senhor tinha essa vontade de trabalhar para a Petrobras? R – Não. Depois que eu entrei na empresa eu coloquei na cabeça: “Eu vou trabalhar para a Petrobras” de uma maneira assim geral, entendeu? P – Deixa eu perguntar uma coisa pro senhor. O senhor disse que nunca ocupou nenhum cargo no sindicato. Mas o senhor já teve vontade, ou nunca quis mesmo, ou não teve oportunidade? Como que foi isso? O senhor nunca desejou ocupar um cargo no sindicato? R – Não, já. Inclusive a gente participou de um movimento muito importante aqui, porque a gente tinha um sindicato aqui pelego no Rio Grande do Norte, um sindicato ligado ao MR8, que era o Medeirinhos o presidente do sindicato. E nós... P – Medeirinhos é o presidente do sindicato? R – Medeirinhos. E nós conseguimos destituir eles. Foi uma luta árdua pra gente tirar esse povo aí que fazia muito tempo que estava no sindicato aqui, no Sindipetro (Sindicato da Petrobras). P – Vocês foram tirá-lo? R – Fomos. E tiramos através de voto da categoria, votação, eleição muito complicada e tudo mais. E a gente sempre participou de movimento. P – O quê que era esse MR8? R – MR8 é o Movimento Revolucionário 8 de março. Dizem, é até financiado por uma parte de PMDB (Partido do Movimento Democrático Brasileiro), a ala mais radical do PMDB. E dava suporte também a eles. P – E porque que tinha esse nome, MR8? R – Não, é uma tendência política. Como no PT (Partido do Trabalhador) tem Articulação, tem Movimento PT, tem a Corrente Sindical Classista que é do PcdoB (Partido Comunista do Brasil), entendeu? Tem esse MR8 que é ligado ao pessoal do PMDB. O pessoal diz que é o pessoal do PMDB que dá suporte. Eu ainda não consegui checar. É, quanto ao lance de trabalhar pra Petrobras é o seguinte. Porque, quando eu entrei na Petrobras eu coloquei na cabeça que ia trabalhar para a Petrobras. Então, pode vir, no meu entender, o gerente que vier, o supervisor que vier, o diretor que vier. Se você estiver trabalhando para a Petrobras, você sempre vai conseguir sucesso dentro da empresa, sempre vai conseguir cumprir o seu papel. Porque ninguém, nem um funcionário da Petrobras deve botar na cabeça que tem que trabalhar pra agradar esse, aquele ou outro chefe. Ele tem que agradar à Petrobras como um todo. P – E o senhor acha que a relação do sindicato com a Petrobras mudou? R – Mudou bastante hoje. P – O quê que o senhor acha que mudou? R – Mudou até na relação. Mudou de uma maneira assim geral. Depois da posse do companheiro Lula, eu digo assim companheiro até com muita liberdade porque eu sempre votei nele, sempre votei no PT, fiz campanha pra ele. Eu tirei dinheiro do meu bolso, nessa campanha agora de Lula, para fazer bandeirinha, panfleto, camisa, pra eleger um presidente realmente comprometido com os movimentos sociais, como é Lula. E ele colocou também na presidência da Petrobras uma pessoa que é comprometida com movimentos sociais, que é o Presidente José Eduardo Dutra, que hoje recebe o sindicato, a FUP (Federação Única dos Petroleiros) e dialoga, sabe conversar com a categoria. É claro que a gente tem, nós temos, enquanto categoria, como toda categoria tem, um anseio muito grande de conseguir mais e mais e mais coisas porque o Ser Humano nunca está satisfeito com aquilo que tem. Quando ele estiver satisfeito ele pode morrer, eu gosto sempre de dizer isso. Então nós fomos atendidos em diversas reivindicações já durante esse governo. Se há uma categoria que não pode reclamar muito da relação que tem no governo, é a categoria petroleira, porque nós temos um apoio muito grande e o sindicato, através da Fup conseguiu espaço para chegar lá e até negociar diretamente com o Presidente, o que antes não tinha nem possibilidade. Às vezes nem recebiam a Fup nem o sindicato para conversar. “Não, ninguém quer conversa com vocês agora não. A gente vai tratar aqui, você que se vire pra lá” no governo anterior, que era o governo do FHC (Fernando Henrique Cardoso). Tinha essa relação de truculência. Tinha a questão dos PIDVs (Programa de Demissão Voluntária) que só fizeram com que muita gente da Petrobras se aposentasse antes do tempo, ou então saísse da Petrobras porque não agüentava aquela pressão. Hoje a gente tem essa relação de diálogo democrático com a direção da Petrobras, tem a questão da ouvidoria que foi criado, que foi muito importante. Tem a questão dos novos, que a Petrobras hoje está fazendo a recomposição de efetivos, o que estava precisando ser feito para tentar oxigenar a Petrobras e entrar sangue novo. E até porque a gente estava precisando, que tinha gente realmente sobrecarregada. Nossos companheiros saiam da empresa e ninguém era colocado no lugar. Você terceirizava tudo. O padrão da direção anterior à Petrobras era terceirizar tudo. E hoje, quando eles viram a importância da Petrobras para o país, esse novo governo que já sabia da importância, viu que na realidade tinha que recompor efetivos, estruturar melhor a Petrobras e fazer a Petrobras trabalhar com maior responsabilidade social, como vem trabalhando hoje. P – Sr. Roberto, a gente está encaminhando pro nosso final da entrevista. Eu queria perguntar pro senhor o quê que o senhor achou de ter participado do Projeto Memória Petrobras contribuindo com essa entrevista. R – Ah, eu achei ótimo. Muito bom a ocasião. Eu já estava querendo participar da outra vez, só que foi em Natal e eu não tive a oportunidade, porque vocês não vieram em nosso. Eu acho que não tinha dado tempo. Naquela outra vez não teve tempo de vir a Mossoró, que vocês estavam rodando o país todinho também. É um prazer imenso dar esse depoimento. Eu aqui reitero que eu tenho um orgulho enorme de trabalhar na Petrobras. Eu tenho assim, como se diz, amor mesmo pela Petrobras, por essa empresa. Não tenho nenhum receio nem vergonha de dizer isso. Acho que o trabalhador, independente da luta sindical e do diálogo que a gente está tendo, da época de abertura, ele tem o seu papel, que é trabalhar, que é fazer bem o seu trabalho para ser bem remunerado, bem recompensado. Que eu acho que isso é uma via de mão dupla. O capital e o trabalho, eu tenho na minha mente, quando eu deixar de acreditar nisso eu vou deixar de acreditar que é possível fazer um país melhor no Brasil. Eu acho que o capital e o trabalho pode viver assim pacificamente, porque eles se completam. Você não consegue fazer a construção da economia nem a construção do país fazendo a divisão do capital e do trabalho. E foi um prazer enorme participar dessa entrevista. P – A gente que agradece. Muito obrigada. R – Tá bom. - - - FIM DA ENTREVISTA - - -
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