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História

Olhar pro mundo

História de: Danyella Xavier Franco
Autor: Danyella Xavier Franco
Publicado em: 20/05/2020

Sinopse

Diário de Danyella Xavier Franco, 15 de maio de 2020.

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História completa

Aquelas vezes que a gente se depara e pensa: “Como me tornei amiga de tal pessoa?” Tem amizades que são simplesmente muito antigas e aí realmente não dá pra lembrar, mas tem alguns casos em que me pergunto como fiquei amiga mais próxima dessa pessoa, como começamos a conversar sobre tantas coisas, qual foi o ponto de virada para a nossa amizade? Às vezes, me pego pensando nisso. Inclusive com profs que eu comecei ter uma relação mais íntima, pegar o telefone e conversar sobre diversas coisas. Outra coisa que me peguei pensando esses dias é o desconforto interno que causamos em nós mesmos ao discutirmos assuntos difíceis e percebemos como o nosso mundo é injusto e o quanto ele precisa ser melhorado. Essa era a minha sensação ao sair dos debates da Prof.ª Ju em 2017 e tantas vezes o clima ficava bem pesado por conta disso. Hoje na quarentena vejo isso em evitar ver as notícias mais a noite já que durante o dia eu tento me distrair ao máximo disso tudo. Mas aí quando ligamos a TV ou vejo notícias na internet começo a me incomodar porque meu mundinho “cor de rosa” e “sem problemas” desmorona bem na minha frente e, ao mesmo tempo, dentro de mim. É uma sensação esquisita. Ultimamente lembrar das antigas séries da Disney e assisti-las tem me trazido uma boa sensação, um sentimento de nostalgia, de boas lembranças da infância. Um tempo em que o meu mundo era diferente, era mais feliz, menos preocupante, menos estressante. Mas agora vejo o quanto era só uma magia mesmo e que eu sou privilegiada de apenas ter contato com o mundo cruel em alguns momentos do dia enquanto tem tantas pessoas que vivem o mundo cruel todos os dias 24 horas por dia. O quanto apenas em seus sonhos elas podem viver mundos diferentes e momentos diferentes. O quanto esse mundo é injusto, o quanto é difícil perceber e encarar isso e o quanto temos que ter a vontade de mudá-lo e sair da nossa zona de conforto. Como diria Piaget, aprender é um processo doloroso e talvez por isso olhar pro mundo possa doer também. Mas sempre lembrar também que não dá pra salvar o mundo sozinho, muito menos carregar todos os problemas dele nas nossas costas.

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