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O Trabalho Voluntário

História de: Flavia Vilhena
Autor: Flavia Vilhena
Publicado em: 04/06/2018

Sinopse

Essa história relata uma experiência de vida que influenciou na escolha da minha profissão.

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História completa

Meu nome é Flávia Aparecida Vilhena Martins, nasci na cidade de Santo André que está localizada dentro do Estado de São Paulo. Hoje vou contar a minha história de quando fui voluntária de Informática no Projeto Escola da Família no ano de 2004 na Escola Estadual Antônio Messias Szymanski, tinha 16 anos na época e cursava o 3º ano do Ensino Médio. Fui convidada pela direção da escola, para dar aulas de informática básica para um grupo de adultos que queriam aprender a mexer em computador. Então iniciei as aulas, todos os sábados pela manhã, recebia os alunos no laboratório de informática. Comecei as aulas informando o cronograma, e quais software seriam ensinados. Na primeira aula, fiz o desenho de cada parte do computador no quadro branco, pois conclui que para que um adulto conseguisse compreender a informática básica, deveria inicialmente conhecer o computador, cada hardware que compõe e sua funcionalidade. No início de cada aula fazia a chamada, e em seguida começava com a aula teórica de software, depois que cada aluno escrevia no caderno a matéria, seguia com a aula prática, cada um sentado em um computador, ai auxiliando um à um, e verificando se os mesmos haviam entendido como funcionava o software e se estavam conseguindo contextualizar o conhecimento adquirido. No final de cada bimestre, tinha uma prova teórica e uma prática, para verificar a aprendizagem. E assim foi seguindo no decorrer do ano, ensinei os seguintes softwares: Word, Excel, Power Point, Internet, Outlook e Sistema Operacional do Windows 2000. Os alunos estavam gostando muito das aulas, a cada sábado, percebia a motivação e felicidade dos alunos em aprender algo novo, e isso me alegrava muito, pois sabia o quanto aquele aprendizado estava fazendo a diferença na vida de cada um, e também era uma experiência nova, pois nunca havia feito nada igual. Quando chegou o final do ano, que finalizamos o curso, entregamos o certificado para cada participante, um aluno em especial me deu uma notícia que me emocionou muito e que fez toda a diferença em minha vida. Meu aluno chamado Diego, com 47 anos de idade, era paraplégico e fazia tratamento para depressão, e ingressou no curso para ajudar na sua altoestima, o mesmo me contou que depois do curso de informática básica, iria ingressar na faculdade para cursar Tecnologia da Informação, pois gostou tanto das aulas e aprendeu tanto, que ficou motivado a continuar aprendendo mais nesta área. Fiquei muito feliz, pela decisão dele, e naquele determinado momento entendi que deveria seguir a profissão de professora, pois compartilhar o conhecimento é uma dádiva.
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