Busca avançada



Criar

História

O sonho do próprio negócio

História de: Joyce Ribeiro dos Santos
Autor: Museu da Pessoa
Publicado em: 19/11/2014

Sinopse

Joyce Ribeiro dos Santos, nasceu em Diadema no dia primeiro de novembro de 1986. Trabalha no Espaco Solidario e sonha em ter seu proprio negocio com a familia

Tags

História completa

Meu nome é Joyce Ribeiro dos Santos, nasci em Diadema no dia primeiro de novembro de 1986. Minha mãe trabalha numa área de separar material reciclável. Minha mãe sempre criou a gente sozinha, passamos por muitas dificuldades, mas foi uma infância normal.

Engravidei com 15 anos, minha gravidez foi de risco, eu tive que parar os meus estudos. Fiquei um tempo sem estudar, mas conclui agora em 2009. Hoje eu tenho três filhas.

Meu primeiro emprego, eu trabalhei como repositora de roupa no Cambuci. Depois, sai, fiquei muito tempo parada, desempregada, fazia um bico aqui, outro ali, mas nada fixo. Ai, fiquei até agora sem trabalho até entrar aqui [na cafeteria do Espaço Solidário, mantido pelo Consulado da Mulher]. Minha sogra, ela faz parte de um grupo, apoiado pelo Consulado.

Hoje sou ajudante na cafeteria do Espaço Solidário, faço lanche, tapioca, ajudo no almoço, a servir. Trabalho também no atendimento, anoto os pedidos e faço pagamento. Eu já evolui bastante, porque eu entrei aqui sem saber de nada. Daí, hoje eu já sei montar lanche, já sei fazer tapioca, coisa que eu não sabia. Vou começar agora a aprender a fazer os salgados assados. O meu intuito aqui é começar a aprender mais e mais e crescer. Pra ser mesmo uma cozinheira, porque eu gosto de cozinhar, tanto é que eu aprendo aqui eu vou treinando na minha casa.

O meu objetivo mesmo, que é um sonho que eu tenho, é de ter a minha casa. Porque eu moro na casa da minha mãe, um lugar onde eu possa junto com o meu esposo ter o nosso próprio negócio e cuidar da nossa família.

Eu comecei a ver a vida de outra forma. Tem essa rixa ainda com os evangélicos, acham que é um fanatismo. Tanto que eu sou missionária na igreja e ministrando a palavra foi uma coisa muito especial pra mim, eu poder trazer aquilo que Deus quer passar para as pessoas através da minha vida. Então, eu me vejo de uma outra maneira, muito diferente. Eu saía, eu bebia, eu vivia uma vida que eu posso dizer meio que vergonhosa, quando eu quis viver a minha adolescência. E a partir do momento que eu fui pra igreja, eu me vi de uma outra maneira, eu me vi como mulher mesmo, como uma pessoa responsável e ali, mudou totalmente a minha vida.

O mais importante são minhas filhas, a minha família, tudo o que eu mais desejo é ter condições sempre de poder cuidar delas, de tentar dar o melhor pra elas. De conseguir dar para elas aquilo que na minha infância eu não pude ter. E lá na frente, quando elas tiverem idade, elas conseguirem estudar, fazer curso, fazer faculdade. Eu quis muito isso e não tive a possibilidade. Então, a minha família é o meu foco. E fora isso, o meu trabalho também é uma coisa muito importante, porque quando eu não trabalhava, ficava em casa e me sentia meio que uma inútil. Você acordar todo dia, lavar, passar, cozinhar e ficar naquela, não ter uma experiência é não ter nada. Saber que todo dia eu vou levantar de manhã, me arrumar, vim para o meu trabalho, conversar com pessoas diferentes, conhecer pessoas novas, porque todo dia circula pessoas novas aqui e ter aquele contato com outras pessoas, eu me sinto mais útil, levando sustento pra dentro de casa, podendo manter a minha casa. Nossa, é muito maravilhoso isso. 

[Contar a história] é bom, porque a gente tem coisas que fica guardada, que a gente não tem a possibilidade de conversar com outras pessoas, e aí vem a lembrança.

Ver Tudo PDF do Depoimento Completo

Outras histórias


Ver todas


Rua Natingui, 1100 - São Paulo - CEP 05443-002 | tel +55 11 2144.7150 | cel +55 11 95652.4030 | fax +55 11 2144.7151 | atendimento@museudapessoa.org
Licença Creative Commons

Museu da Pessoa está licenciado com uma Licença
Creative Commons - Atribuição-Não Comercial - Compartilha Igual 4.0 Internacional

+